domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal - com Certeza!

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Cadê a neném que estava aqui, em frente à decoração natalina do 'shopping', para eu tirar uma foto?
Já saiu correndo (mais um poder revelado: supervelocidade! Talvez para fugir do Papai Noel...

Com a Vovó-Dinha e o Vovô Lito já estava tudo certo: após a mudança para o novo apartamento e com muita coisa ainda para arrumar, o Natal seria aqui mesmo na "Fortaleza". Só faltava confirmar com os outros avós e titios (um de cada lado, e suas respectivas consortes) para aumentar o salpicão e a farofa, mas todos acabariam por vir. Isto até a Bisa voltar de recuperação de uma longa jornada devido a uma cirurgia no fêmur: o Natal, agora, seria na casa da minha tia, onde ela mora. 

Mas e a Filha? Nessa casa teria uma rede para ela ser embalada até pegar no sono? E a barulheira do povo do meu pai, normalmente bem animado, ainda mais depois de regado à cerveja do Natal e com a "desculpa" de animar minha avó? Afinal, a minha supergarotinha ainda não dorme na cama, só no berço (ela se levanta à noite: travesseiros ou mesmo gradinhas de cama não são suficientes para "detê-la"!)...

- Certo, Papai: celebremos em casa, então, só nós três mesmo! Mamãe e papai já decidiram passar o Natal com uns primos deles, meu irmão ficará com a noiva, e não vai ser possível acompanhar a tua família junto à tua avó...
- Por mim tudo bem... Mas e a ceia?

Antevéspera de Natal e eu saio voando para encarar os cheios supermercados desta época do ano para ver o que ainda poderia apurar para a grande noite, quando, não mais que de repente, voa bem mais literalmente que eu uma moto de por trás de um caminhão e acerta em cheio o pára-choque frontal do meu possante: graças a Deus ninguém se feriu - a não ser o meu superveículo... Apesar de discordar inicialmente, acabei por considerar a proposta do pai do jovem inconsequente, de cada um arcar com seus prejuízos, depois de esperar quase 5 horas pela perícia do ICRIM e nada aparecer! Resultado da barbeiragem do motoqueiro fantasma: quase $1.000,00 de orçamento (num Natal que já estava magro...)!

Sábado, véspera do Natal: a Mamãe amanhece gripada, enquanto tenho que dar um jeito de encontrar uma oficina que arrume o veículo naquele mesmo dia (afinal,não dá para circular sem o pára-choque e o farol direito)... E a ceia: ainda daria tempo de ir ao supermercado? E a "preparação" da minha garotinha para o "espírito natalino"? E aquela roupa de Papai Noel que a Vovó-Dinha havia prometido para eu me apresentar à noite? Conseguiria eu ainda fazer um Natal especial para a Filha? A ânsia começava a tomar conta de mim...

Quase à noitinha chego em casa e encontro minha esposa arrumada para ir à missa com minha sogra: com nossa menininha dormindo, eu chego a agradecer aos céus por ter a chance de ficar em casa e descansar um pouquinho... Mas, nem bem me preparei para tomar um banho, o telefone começa a tocar, com uns três amigos, em seguida (eles combinaram?), a me desejar boas festas e a botar o papo em dia: tudo bem, eu também estava com saudades deles... Vou me deitando depois de arrumar as compras e de esquematizar o que poderia ser feito meio de última hora para a meia-noite quando a SuperFilha põe-se a chamar "pa-pá" na rede! A postos: vamos "brincar de Natal", meu amorzinho...

Pus-me a explicar-lhe sobre o presépio (especialmente sobre as orelhas quebradas dos bichinhos - que eu iria colar tão logo parasse e achasse a superbonder -, que ela havia derrubado noutro dia, evidenciando-me a necessidade de colocar a "atração" natalina para um lugar mais alto na sala). Menos de um segundo depois, lá estava a menina em cima do braço do sofá, a pegar os porta-retratos da prateleira do 'rack': - Pa-pá? Ma-mã? Ne-ném?, manifestava-se ela, enquanto eu ia me jogando embaixo, a fim de catar os objetos antes de se espatifarem no chão... Fazer o quê? O sofá tinha que estar ali, para que a árvore ficasse mais reservada (e imprensadinha, contra a ação de bebês curiosos) entre o estofado e o aparador - o que acabou se transformando numa plataforma de 3 degraus para a curiosa espertinha.

Voltei com o presépio de figuras infantis, antecipando-me até em botar a manjedoura com o bebê Jesus antes da meia-noite na grutinha de resina, mas nada de arrancar dela o costumeiro Ne-ném? frente ao bonequinho do menino-Deus... Quase 20:30h e nada de a Mamãe voltar: este trânsito natalino está mesmo infernal! Opa, perdão, Senhor... Ela, enfim, chega e passa a dar uma força com tudo e eu, arreliado, passo a cobrar que ela houvesse vindo mais cedo: Fôssemos no domingo de Natal, que hoje ainda havia a ceia para preparar eu dizia, enquanto Mas o que eu posso fazer se tudo ficou para última hora? ela contra-argumentava... Nisso vi a filha sozinha na sala, a me olhar calada com seus lindos olhinhos graúdos e curiosos (Nunca vi vocês discutindo...!)...

"As velas!", pensei, e, correndo para apagar as luzes, deixei somente as lampadinhas da árvore e acendi duas velas natalinas da decoração que eu sequer havia tocado antes: uma dentro de um pequeno castiçal de vidro, em forma de estrela, e a outra dentro de uma casinha de resina, cujas janelinhas ficavam "acesas" com a chama por dentro. Preparei tudo e, por um momento, encontrei agora os seus olhinhos a brilhar com aquela novidade, acompanhados de um breve sorriso...

Encontrara, enfim, o momento mágico com ela que eu tanto almejava... Apesar de ela ainda não entender tudo sobre a vinda daquele neném mais que especial para a Terra e de quase nada saber da mitologia do Papai Noel além de ser algo em torno daquele velho esquisito de vermelho que a assustou um pouco na última vez em que havíamos ido ao 'shopping', a SuperFilha corria animada pelo apartamento até bem mais tarde do que costumava dormir: mais de 22:30h e a "piunguinha" animada, como que sabendo que aquela era uma noite especial!

Mamãe demora para fazê-la adormecer, embalando-a na rede, enquanto eu penso em qualquer coisa para não deixar nossa meia-noite de estômago vazio; ela volta do quarto com ar de cansada e eu, idem em dobro, e nos decidimos por não trocar de roupa, ficando mesmo com nossos surrados trajes de casa; preparamos um arroz temperado com as compras que havia feito, acrescentamos uma salada crua com kani, um pouco de salpicão fornecido pela sogra e um gostoso vinho chileno 'carmenére' e pronto - sentemos, façamos nossas preces e comamos, enfim!

Bem... Teremos que adiar mais um pouquinho a ceia: a filha abriu um superchoro (e isso se repetiria mais umas 4 vezes ao longo da madrugada natalina, no que apelidamos de "Choro do Galo"!) e Jandira teve de dar o peitinho... Talvez na manhã do domingo troquemos os presentes... Talvez ainda dê tempo de ligar para outros amigos e de visitar alguns parentes... Talvez descansemos... Talvez... Mas FELIZ NATAL - com certeza!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Natal das Crianças

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Vista de uma árvore de Natal por uma criancinha de 1 ano e meio de altura...

E, enfim, dezembro chegou cheio de calor e mais um ano se acaba... Porém, nem bem novembro começou e todos os pinheiros, guirlandas e enfeites, dos mais bregas aos mais sofisticados ou tecnológicos, já se faziam presentes nas casas quentes do Meio-Norte onde me encontro (sim, minha "Fortaleza da Solidão" brasileira também fica bem ao Norte, só que ao Norte do Hemisfério Sul), do Nordeste e do Brasil como um todo.

Sempre costumava arrumar a pequena decoração natalina de casa somente no dia 1º de dezembro – e reservando a figura do Menino Jesus no presépio montado somente para a meia-noite do dia 25; porém, diante do ‘boom’ natalino tão cedo deste ano, e ávido que estava por mostrar todo esse lado lúdico do Natal à Isabela, acabei embarcando na viagem natalina precocemente e, uma semana e meia antes de dezembro ter chegado, já estava eu arrumando os enfeites natalinos pela casa e montando o pinheirinho na sala de forma estratégica (entre o aparador e o sofá) – já chegou a fase da minha pequena de subir em tudo em busca de novas descobertas...

Mas, para minha surpresa, tirante uma puxadinha de bola no momento da arrumação inicial (o que derrubou tudo) e um outro enfeite retirado por seus dedinhos gordinhos (no que ela, logo em seguida, tenta, em vão, recolocar nos galhos), a SuperFilha normalmente passa "voando" por perto sem dar maior relevância à árvore de plástico ou aos seus enfeites prateados – a dúvida da família reside agora em se eu terei ou não coragem de vestir-me como o bom velhinho, com uma fantasia meia-boca que minha mãe guarda desde que minha “recém-formada” do jardim de infância sobrinha-afilhada tinha 3 anos de idade (sem esquecer a curiosidade de, em me vestindo, qual será a reação da minha menininha para tão inusitado personagem)...

E, em que pese o meu perene pensar de que as boas festas não deveriam ser tragadas pelo espírito consumista de final de ano, onde todos parecem querer demonstrar apenas a abastança mundana em meio a falsas imagens de perfeição entre familiares, amigos e colegas de trabalho, já tratei de encomendar algumas lembrancinhas para a família e os amigos mais próximos via 'internet' (sabe como é, um super-herói que se preze tem tanta coisa para fazer num final de ano que fica super-humanamente impossível deslocar-se para os templos de perdição lotados dos 'shopping centers'!) – e os presentinhos da Filha, obviamente, foram a primeira compra! Mas a revelação só farei no 'post' natalino, senão estragaria a surpresa (afinal, de vez em quando, a Filha está a teclar por aqui e acabaria descobrindo...)!

Com meu tempo cada vez mais curto e eu, mais desorganizado, peço aos céus, como presente neste Natal de um ano meio cheio, meio vazio, além de saúde e paz para a minha bela família e para todos aqueles de boa vontade, um tempo a mais para o tempo - este seria um belo presente primordial para todos os demais (especialmente para mim)... E num Natal com a carinha linda da minha filha, rogo a Deus que olhe por todas as crianças sem Papai Noel e sem a sorte de minha garotinha, cheia de vida e de alegria em volta da árvore e...

– Ei, Mamãe, mas quem foi que mudou o sofá do lugar? A árvore está desguarnecida... Olha essa menina puxando o galho... Ui! Lá se vão a estrela prateada e os sapatinhos de porcelana de "Meu 1º Natal" que lhe comprei no ano passado, puxa vida...

Pois é... Bem que Papai Noel poderia, além das graças pedidas aos céus, lembrar-se deste pobre Papai agoniado e botar um presentinho na minha meia, que acho que fui um bom menino neste ano (é só perguntar para Isabela!)... Ah, sim: e uma chuva logo, que este Natal nordestino de dezembro meio-nortista com cara de Brasil está quente por demais!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Ai, como dói":
O peitinho da Mamãe

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Álbum de fotos aberto (na verdade, escancarado e já quase soltando algumas páginas de fotos) no chão, a SuperFilha se manifesta:
– Papá?
– É... É o papai!
– Papááá?
– Não, filha: essa é a Mamãe!

Jandira agora vive apreensiva: mas que história é essa de todo mundo ter virado "Papá"?! Não tem mais "Mamã", nem "au-au" – é só "Papá"! Tudo bem que uma vez ou outra aparece uma "Bobó?", quando o telefone toca (sim, a Vovó-Dinha liga bastante, ré, ré) ou um "ca-cá?" e "car?" quando a pequena quer biscoito (maisena e maria) ou avista um carro (moto ou ônibus inclusos). Mas a figura "preferida" é mesmo "Papá?" – e sempre assim, em tom de pergunta... Vai saber...

Jandira acha que, enfim, começou a temporada de culto ao pai; já eu discordo: além de achar que tudo não passa de uma "fase linguística" de criança, a preferida ainda é mesmo a materna – afinal, a Mamãe, além de passar mais tempo com nossa doce menininha, é ela quem tem "pe-pi", os deliciosos peitinhos que ainda lhe servem de alimento e de acalento logo após o jantar e nos "lanchinhos madrigais", razão pela qual, obviamente, já começo em desvantagem!

E por falar em peitinho, como é engraçado acompanhar este momento especial: a Filha, hoje bem maior do que há quase um ano e meio atrás (completará na semana que vem), faz dessa hora uma grande festa – é jogo de pernas e de pés pra lá, a empurrar os braços e as mãos de Jandira, é escapadinha pra ver um comercial musical na TV, é saidinha pra brincar com o mamilo e rir a valer com isso... A diversão é sempre garantida! Mas nem sempre foi assim...

Lembro-me como se fosse hoje da cara de dor que fez Jandira na primeira mamada de Isabela (guardo foto para comprovar!): sem toda a orientação necessária quanto ao posicionamento da boquinha do bebê no mamilo e com grande sensibilidade nos seios (situação nem sempre vivida por todas as mamães), que suplício se tornaram aquelas primeiras duas semanas! Com tanta dor e incômodo (algumas vezes os mamilos vinham a sangrar), a Mamãe, desesperada no quarto dia de vida da SuperFilha, chegou a "expulsar" uma cambada de parentes que, sem querer, acabou se tornando inconveniente, suspendendo todas as visitas por um certo tempo... Mas nada que as preciosas orientações de um bom banco de leite de um hospital próximo (sem esquecer as lições da necessidade de tomar sol nos mamilos e de como colher e armazenar leite na geladeira naqueles momentos de superprodução mamária, quando o seio aparenta ter mais de 800ml de silicone!) e uma santa pomadinha (Bepantol – mas antes consulte o seu médico!) não dessem resultado! Graças a Deus!

– Ai, como dói, minha amiga! Chego a me sentir culpada quando Laurinha chora e eu não quero dar o peito... Vais me desculpar, mas, por ora, nem vem me visitar, porque ando numa agonia só!

Engraçado, acho que já vi esse filme... É Fabiana, amiga da Mamãe, a relatar cenas de um filme de Terror para muitas progenitoras em comecinho de carreira... Mas nada que as preciosas lições de Jandira e uma certa pomadinha milagrosa não dessem resultado...

Alardeado como o melhor alimento – e com toda razão, vide a saúde de aço de Isabela – o leite do peito ainda é a melhor opção de alimento dos primeiros passos de vida de uma criança. E nada disso de "meu leite ficou fraco" e tacar os pequenos com produtos industrializados facilmente, não – é como a pediatra de Isabela sempre diz, e eu assino embaixo: "Se ainda há leite no peito, pra que encher a criança com outros leites?". Especialmente quando a base da alimentação da criança não vem mais somente do peito, mas sim de frutas, carnes, legumes... Tudo bem que, vez ou outra, ela já se delicie com um Danoninho ou com um mingauzinho de Mucilon com Ninho 1, mas 90% do que vai para aquela superbarriguinha ainda é totalmente natural!

E assim a Filha segue alegremente a dar suas ocasionais super-sugadas no peitinho supimpa da Mamãe ciumenta... "Papás" à parte, trata-se de um ciúme besta: afinal, enquanto houver leitinho fresquinho da bica (ou melhor, do "bico"), ao menos como uma "fonte de lanche rápido" Jandira ainda vai estar na frente quanto às preferências de nossa "bezerrinha" Isabela... Não é mesmo, "Mamã"?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mês Especial

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31 de outubro. Engana-se quem pensa que este blogue se dará ao trabalho de falar sobre aquela brega festa importada dos gringos que costuma agradar só aos pequenos, o Halloween - já até ensaiei algo por aqui com uma historinha semi-macabra num 'post' do ano passado, mas, hoje, falo mesmo do fim do mês das crianças, que, diante do meu tempo ainda desorganizado e com o "grande sucesso" da postagem anterior, acabou passando sem as devidas homenagens por estes diarinhos...

E eis que dei o último "presente" do Mês das Crianças para a SuperFilha há uma semana (sim, foi um mês inteiro de surpresas): um boneco fofinho, espécie de pelúcia bordada, do Chaves em seu barril, do MacDonald's, devidamente pago em seu preço de R$ 7,00 independente do McLanche Feliz (graças a Deus não tive que comer aquilo). Não se trata do seu personagem favorito, bem longe disso: ela no máximo pára uns minutos diante do televisor na hora em que passa um episódio dos atores mexicanos ou do seu correspondente em desenho animado. Mas era tão "fofinho" que não resisti a dar-lhe mais um presentinho pelo seu mês especial...

De fato, este foi o mês em que mais mimos comprei para minha bela princesinha (será que estou mimando-a demais?), desde o início de outubro até a presente data, com 7 presentinhos ao todo: um livro da série "olhos agitados" (onde se pode inserir os dedos para movimentar os olhos do personagem no livrinho), O Caranguejo Ciro; um lindo e educativo barrilzinho de encaixar (na verdade, são quatro peças que cabem uma dentro da outra), da Playskoll; um sapinho de pelúcia (manipulável e com uma engraçada gravação imitando um coachar), da CacauShow; um 'kit' com vassourinha, rodo e pá de brinquedo, da Monte Líbano - além, é claro, dos "oficiais" ofertados no dia 12: um brinquedo eletrônico-educativo da Dican, Meu Primeiro Livro, dado pela Vovó-Dinha; e um quebra-cabeças da Galinha Pintadinha, da Jak Brinquedos. Ufa, acho que foi só!

Antecipei-me deveras, admito, em relação a alguns brinquedos - e não foi só em relação aos presentes que dei antes do Dia das Crianças, mas principalmente pela questão da idade: afinal, a embalagem da vassourinha indicava que o brinquedo é apropriado para crianças acima de 3 anos, mais da metade da idade de Isabela. Mas como não encontrei nenhuma peça perigosamente pequena e vi suficiente coordenação dela em pegar tais instrumentos, resolvi comprar o tal 'kit' para ver se conseguia fazê-la parar de mexer nas peças "de verdade" - o que parece ter dado certo! Tanto que, noutro dia, quando nossa diarista varria a casa e Isabela insistia em pegar a vassoura em meio à sujeira amontoada, retruquei "Por que você não vai buscar a SUA vassourinha e mostra para a Nilda que você sabe varrer?" - no que a SuperFilha se dirigiu até a sua cesta de brinquedos, de lá retirou sua vassourinha amarela e voltou, para espanto da nossa secretária, ciscando o chão com a sua "mini-peça" de limpeza! Agora o medo é estar criando um protótipo de "dona de casa às antigas", ensinadas desde tenra idade a serem prendadas "do lar"...

Da mesma forma aconteceu com os quebra-cabeças da Galinha Pintadinha, indicado para acima de 2 anos de idade (minha pequerrucha completa hoje 1 ano e 5 meses de pura graça), mas que acabei comprando em razão do fascínio da menina em torno dos 2 DVDs que possui dessa personagem: neste caso, infelizmente, só consegui mesmo o seu interesse em desmontar as peças da formação mais fácil, com 4 peças (ainda há no brinquedo uma com 6 e outra com 9 peças)... Mas acho que o estímulo pode sempre vir antes, se desacompanhado de qualquer forçação. O que importa mesmo é ser criança - e, como criança gosta mesmo é de ganhar brinquedo (ainda mais nessa idade), neste último mês de outubro, ela e eu nos esbaldamos com tantas novidades!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Crônica do Dia das Crianças

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Um bocado de trabalho atrasado, problemas com bancos em greve, um pouco de apatia... E a vontade de vivenciar o Dia das Crianças com Isabela... Dei-lhe os brinquedos logo cedo, brinquei com ela um pouquinho e fui "cuidar do dia": um escritório sem fim de coisas para fazer. Ela vem, sobe no meu colo, "brinca" um pouquinho no teclado, tenta desligar a CPU, desce irritada (porque contrariada), mas logo se esquece com uma aula minha de Direito Penal a esmo pelo chão: amassa o papel, dá uma risadinha danada porque se sabe em erro e sai do gabinete para merendar com a mãe. Como eu queria ser criança novamente...

Largo meus papeis, penso que quero publicar algo nos Morcegos sobre este dia e passo a procurar na 'internet' por antigos vídeos de boas coisas para crianças da minha época: afinal, sou de um tempo um pouquinho anterior ao fato de a Globo iniciar seu sistema de "programa infantil de gado", onde as crianças eram apenas cenário com seus pompons vãos, esperando alguma loira burra sem um pingo de talento ou vocação infantil puxar um pelos braços na marra e jogá-lo pra lá e pra cá, como numa grande turbulência de disco voador mequetrefe... Pouca coisa de significativa achei sobre o antigo (e único) Sítio do Pica-pau Amarelo, Daniel Azulay (que me "ensinou" a desenhar) ou Fofão (Eu, você, o som e a fantasia...) e adio qualquer postagem para a tarde. Agora tenho que ajudar com Isabela, porque Jandira está só na cozinha (a empregada, mesmo com tantas faltas, resolveu feriar hoje também).

Volto ao computador, tanta coisa na cabeça... Tenho que levar o carro para lavar e cortar os cabelos, coisas tão simples do dia-a-dia que vinha adiando nos últimos tempos por pura desorganização de tempo. Depois eu publico algo...

"Tens que ligar para A, B e C", Jandira me lembra, feriado é mesmo assim. Tenho que correr, a gente tem que levar Isabela para dar uma voltinha, hoje é dia dela e ela merece. "Aonde a levaremos?", pergunto diante da absoluta falta de opções de recreação infantil em minha provinciana São Luís... Acabamos por levá-la a 2 'shoppings' sem nenhum atrativo infantil e compramos coisas nos supermercados – "Mas que passeio mais besta pra essa criança!", indigno-me internamente à certa altura, chateado com o dia burocrático, quando percebo uns gritinhos por trás da gôndola das fraldas: é Isabela, na seção ao lado, dando gritinhos de alegria, andando quase correndo pelo corredor com Jandira logo atrás, feliz da vida no alto de seus 16 meses bem vividos!

À noite, depois de sua "estreia" com papinha de Mucilon (largando o peitinho, sabe como é, crescendo...), ainda me enterneço mais uma vez com seus lindos sorrisos para mim, com tanta gente já deixado de me amar na longa estrada, tantos os meus defeitos, e ela ali feliz ao meu lado, na sua mais longa noite acordada até hoje: mais de 23 horas e aquela piunga serelepe, só agora dando os primeiros sinais de soninho chegando... Beijo de boa noite, umas duas cantigas de ninar (mais um samba antigo e melodioso infalível) e com o sono de Isabela me despeço do Dia das Crianças assim, lembrando-me de que a vida pode ser bem mais simples e divertida do que a gente pensa ou quer planejar... O 'post' (e o resto do trabalho) ficam para amanhã. Tomo um copo de vinho e vou ler um gibi do Batman: afinal, tenho o mundo inteiro nas mãos e criança tem mesmo o direito de espairecer...

domingo, 2 de outubro de 2011

Croniquetas

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Pieguices...?! Com o tempo curto e tendo voltado a escrever aqui, os Diários do Papai passaram em branco no último setembro... Mas nada que duas ligeiras croniquetas não amenizem no comecinho deste mês especial das crianças...

CADÊ O PAPAI?

Não, não falo do pequeno sumiço do SuperPai ao longo do mês de setembro (meu tempo e minha organização não andam nada "super"), nem da clássica perguntinha associada à divertida brincadeira infantil de esconder o rosto sob um pano qualquer (servindo lençol, toalha e até a camisola da Mamãe), coisa que, por sinal, a Superfilha adora; refiro-me mesmo ao sonoríssimo "papai" que não tem dado muito as caras na carinha linda da Isabela, sua boquinha anda silente pra mim... "Paaa-paaaai": às vezes insisto, aqui e ali, relembrando-a, como quem não quer nada, para ver se há algum retorno, mas, depois da novidade inicial atrapalhada (saía "ba-bai" antes do primeiro aninho) e da legítima pronúncia de tempos depois (já pronunciou várias vezes "pa-pai"), meu epíteto maior parece ter-se perdido entre uma e outra brincadeira qualquer... Mas "ma-mã", não: este nome surge bastante, até mesmo como forma rebelde de demonstrar que não quer obedecer (fica a repetir "mã-mã-mã-mã...", entrecortado com um sapateado breve, sempre que insistimos com algum "não"), quando nem quer, necessariamente, dizer "mamãe"! É duro... Começo a crer que aquela história de que as meninas preferem os papais é um grande engodo!

– E, assim, ela já fala “papai”? E tu: babas muito?
– Ela não é de chamar sempre... Mas quando chama é lindo...

CHORORÔ

Ainda bem que não sou dado a babações em demasia, tampouco me emociono com facilidade, senão seria capaz mesmo de chorar diante deste impasse lingüístico! Como essas mamães de primeira viagem, sabe? Noutro dia, Jandira veio me contar, enternecida:

– Achei tão bonitinho a mãe da Jordana, com os olhos vermelhos lá embaixo, no parquinho...
– Não entendi...
– Ela 'tava assim de chorar porque sua menininha havia acabado de dar os primeiros passos...

Que coisa, não?! Típico! Ainda bem que passo longe desse sentimentalismo de manteiga derretida! Meu Deus... 'Peraí': ela falou "pa-pai", ouviste, Jandira? Foi só ela chegar aqui ao escritório e me olhar no computador... Ah, vai, desliga esse vídeo da primeira vez que ela andou: fui eu que filmei isso, hein, não esquece... Droga, caiu um cisco no meu olho: com licença, volto logo...


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Do que (Isab)ela gosta

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Normalmente nunca comemorei "mensários". Não como na casa de uma amiga minha, onde cada mês é quase uma festa para seu pequeno. Também pudera, o menino nasceu prematuro, então... Bom, o "simples" fato de minha filha esbanjar saúde já seria motivo suficiente para uma festa mensal... O fato é que sempre me lembro, especialmente quando o fim do mês tem 31, dia em que ela nasceu, do mês de maio de 2010. Exatamente como hoje, quando minha doce Isabela completa mais um mês de vida: já anda feito uma bala e surge de qualquer fresta; faz 4 refeições ao dia, entre merendas frugais e sopas de carne, frango, peixe ou feijão (com um Danoninho ou uma papinha Nestlé e um miolinho de pão aqui e acolá, que ninguém é de ferro!), mamando à noite (acordando, de vez em quando, de madrugada para um "lanchinho" no peito); ainda não fala (ao menos não do nosso jeito...), soltando, por entre adoráveis gritinhos e poucas palavras ("car", para carro; "bô", para acabou; "dô", para elevador; "ma-mã" você sabe pra quem e "ba-bai"... Foram pouquíssimas vezes que ela disse essa palavra, mas isso já é outra história...) – esta é a SuperFilha no alto do seu 1 ano e 3 meses completos!

E, como só fala algumas palavrinhas soltas (apesar de entender tudo), ainda não articula frases em sua doce e livre cabecinha... Sendo assim, não fica muito difícil descobrir do que ela gosta! Afinal, se Mel Gibson, na adorável comédia Do que as mulheres gostam, tinha o poder de ler as mentes de incautas representantes do sexo frágil, e Michel Melamed, no inteligente especial global Afinal, o que querem as mulheres?, desesperava-se para descobrir o que almejava o doce universo feminino, não se precisa de tanto esforço no caso da SuperFilha – ela ainda é só um "projeto de mulher": basta olhar para aqueles olhinhos expressivos (ou para todo o corpinho, que vibra com alguma alegria sincera) para ver o que aquela linda garotinha está desejando! Mas, afinal... Do que Isabela gosta?

Como no dizer daquele lindo samba antigo, Esta Melodia – que, por sinal, ela adora ouvir, na hora de dormir, na voz do Papai –, "quando vem rompendo o dia" (ou, às vezes, um pouco antes...), Isabela já mostra a que veio: se acordou de bom humor (75% das vezes), ela já anuncia com seu meio corpo quase dependurado para fora da rede, é só sorriso quando aparecemos para buscá-la e quando vai, no braço, cumprimentar quem está em casa! Hora do lanche? Adora mamão, banana, pera... Neste caso, melhor dizer o que ela não gosta: abacate e suco de cajá! O mesmo se aplique às sopas: que venham todas, que ela ama papar tudo!

Mas para além de comer, de dormir (e de acordar) bem, logicamente que os interesses de uma garotinha de (pouco mais de) 1 ano bem vivido passa pelos seus brinquedos: com tantos bichinhos de pelúcia, bonecas e joguinhos de encaixar, ela sempre acha um jeito de mostrar quais são os favoritos – embora, nessa idade, um celular, um controle remoto, uma etiqueta ou uma embalagem qualquer, muitas vezes, costumam ser bem mais interessantes... Bonequinha do Vasco (Torcida Baby), um pinguim de pelúcia (da série Salve o Planeta - Animais em Extinção), um livrinho ilustrado (da série Baby Einsteins) são os seus favoritos – sem poder olvidar os maiorais na sua preferência: seu Cuco Aprender e brincar, da FisherPrice, cujos botões são habilmente manipulados pelas gordas mãozinhas em meio aos "cucos" do passarinho que entra e sai e das muitas cançõezinhas entoadas o dia inteiro (presente de aniversário da "Tia" Drica), e seu "possante" Tico-Tico da Turma da Mônica (também presente de aniversário, desta vez, especial do avô Carlito e da avó e madrinha Dilena)! Agora fiquei na dúvida: velocípede seria brinquedo ou "brincadeira" (ou um pouquinho dos dois)?

Ela não liga muito pra música, a não ser quando esta vem acompanhada de imagens: vinheta de novela ou de jornal televisivo faz com que ela voe de onde quer que esteja para presenciar! Por isso, não havia como acabar esta croniqueta sem mencionar sua atividade favorita: tente mencionar as palavras "galinha" ou "patati" ou ainda "macaco" perto de Isabela e verá um super-sorriso nascer com um gritinho de fã acompanhando! São as palavras mágicas para ela acreditar que mais uma sessão de A Galinha Pintadinha (Vols. 1 e 2), Patati e Patatá e Bebê Mais: Música, seus vídeos favoritos, que controlamos em uma sessão por dia de um dos DVDs, cujos primeiros acordes, ainda com os créditos iniciais, dela já arrancam uivos de alegria! Mas isso também é outra história...

Sem dúvida alguma, não é nada difícil saber o que a SuperFilha gosta: basta olhar pra ela - da mesma forma que pra mim, superfeliz com cada sorriso de alegria da minha pequena gorducha... Felizes 15 meses de vida, meu amorzinho!


"Viva a Mariana..." Não: viva a Isabela! Foi o que fiz aqui em casa, para "adaptar" o nome da SuperFilha à canção que ela mais curte do DVD da Galinha Pintadinha - "Isabela conta três: é um, é dois, é três..."

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Meu Caro Diário...

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Um ano de Diários do Papai, meu segundo Dia dos Pais como papai (que, apesar de culinariamente ter deixado a desejar, acabou sendo muito bom) e tantas coisas contadas e vividas por aqui... Este último final de semana mesmo, o do Dia dos Pais, posso dizer que já ficou marcado pelo 'sui generis' de ter passado o sábado quase inteiro à procura de uma bela camisa para meu pai, o Vovô Carlito – mas acabar comprando um 'kit' com perfume! – e também por, logo em seguida a ser acordado pela SuperFlha com um sonoro "Eeeei!" às 7:45h da matina e de ter dela recebido (também) um lindo 'kit' de mini-frascos de perfumes (bem apropriado!) e mais uma bela camisa no domingo, acabar o Papai aqui, no seu próprio dia, a presentear a filha com um DVD (da dupla de palhacinhos efeminados da TV, Patati e Patatá, que ela tanto adora: Volta ao Mundo) e um pintinho amarelinho pula-pula (daqueles à corda dos bons e velhos camelôs do Centro)!

É disso que eu falo: tantas coisas e tantas vidas para contar, tudo num pacote só, o de ser pai... Ah, se um dia algum machismo a mim inerente já me cerceou qualquer idéia de alimentar páginas pessoais de um diário, assumo-me para o mundo como um pai cheio de orgulho e de histórias de uma linda moreninha chamada Isabela, dia após dia mais! Ontem, por exemplo, "querido diário", foi um dia cheio de coisas pra resolver, trânsito caótico, corre-corres da profissão: uma terça-feira daquelas! Mas sempre a SuperFilha triunfa por sobre as forças malignas da rotina: tendo ela me acompanhado juntamente à Mamãe, eis que encontramos um velho professor da nossa juventude que, ao ver Isabela nos braços de Jandira, exclamou: "Como ela é linda... É a tua cara, Dilberto"! A despeito das provocações da Mãe pelo resto do dia sobre a baba que me escorria em profusão, um dia como esse passa a valer a pena!

E quando a "nossa cara", depois de meses a fio engatinhando (desde os 9 meses) e andando de lado apoiada pelas paredes, adiando por um bom tempo "o primeiro passo", resolve, quase que do dia para a noite, botar as lindas pernocas para agir, soltinha, soltinha?! Estou falando daquele capítulo tão microcosmicamente individualizado, ao mesmo tempo em que tão conhecido no imenso universo da criação dos filhos: oficialmente ontem, 16 de agosto de 2011, com um ano e dois meses (e meio) de vida, Isabela andou!

Mas como precisar uma data específica num momento alimentado por meses antes, desde as primeiras levantadas do chão por conta própria, passando pelas primeiras "solturas" para três, quatro passinhos em direção a algum objeto de desejo, até chegar ao mágico momento de uma longa "caminhada oficial"?! Difícil, realmente... Aqui em casa mesmo, grande foi a ansiedade – especialmente das vovós, que especulavam sobre a "culpa" do genro/nora respectivo(a), uma vez que seus filhos haviam andado "beeem mais cedo"! Mas posso dizer, com precisão, o porquê da escolha específica desta data: foi a primeira vez em que Isabela andou corridamente por todo o apartamento, sem nenhum 'pit stop'! E naquele andar lindamente característico destes pequenos que anseiam pelo equilíbrio, carinhosamente apelidado por Jandira como "muminha" – especialmente quando, junto às passadas rapidinhas, quase corridas, Isabela sai levando pelos pés restos de papel (guardanapo, papel toalha) que ela mesma rasgara antes!

Hoje, ao acordar, um dia de aventuras pela frente e nada de "ressaca" das conquistas de ontem! Jandira e eu tomando café para um dia cheio de afazeres e obrigações e ela, entre um furtivo miolinho de pão e outro, já confabulando novos "trajetos" a percorrer!

Pois é, meu caro diário, assim é a vida: há pouco mais de 3 anos, este apartamento só carregava a mim e a Jandira, com pouquíssimos móveis e muita estrada pela frente; hoje, além de Nilda (que ainda se encontra em treinamento na Escola de SuperSecretárias!), existe um super-ser cheio de vida que, de uma hora pra outra, já enche de andanças a casa com sua vontade de descobrir tudo! Agora ninguém te segura, meu amorzinho: caminhando com tuas próprias pernas, dás os teus primeiros passos rumo à independência deste teu pobre cronista, a quem pouco resta a não ser olhar teus saltos da noite para o dia, emocionado, nesta estrada sem fim... E registrá-las em seu diário – virtual!

sábado, 6 de agosto de 2011

Feliz(es) Dia(rios) do Papai!

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- Quero só ver qual será a postagem especial do Dia dos Pais deste ano...

- Na verdade, o 'post' será só parcialmente dedicado a este dia:
é que os Diários do Papai estão fazendo aniversário
e falarei mais sobre isso...

-O quê? Um ano? Já? Viu só, Isabela: quase o tempo da sua idade
de homenagens desse pai babão pra você...!

Dia 08/08/2010: um dia especial... Nem falo pelo coincidente resultado cabalístico quando ao dia e ao mês (especialmente se diante de uma época já tão marcada pela superstição como o é agosto), mas porque aquele, decididamente, fora um dia duplamente especial pra mim... Primeiro, porque era o meu primeiro Dia dos Pais como pai e, logo em seguida, era a data que eu havia escolhido para iniciar um projeto acalentado desde a barriga da Mamãe: escrever, através de crônicas, um blogue dedicado à nossa filhota...

Mas e quanto às minúcias? Como seria o formato do blogue? Digo, como resolver questões como exposição do casal e de nosso bebê: por meio de fotos? Não, não haveria fotos pessoais nas postagens. E se nós adotássemos "identidades secretas", na linha dos personagens dos Quadrinhos como os Super-Heróis? Legal, então eu seria o SuperPai, o "último filho de Krypton" e casado com uma terrestre, a Mamãe, com a SuperFilha, um lindo bebezinho meio terrestre, meio "kryptoniano", capaz de grandes prodígios - como já visto no primeiro 'post', em que nossa filha de pouco mais de dois meses já escolhia, ao lado da mãe, um presente (uma linda camisa) para o papai no Shopping center...

A diversão estava garantida: tanto aqui em casa, quando nos divertíamos ao adaptar nossas realidades do dia-a-dia ao formato de pequenas crônicas com os nossos personagens fictícios, sempre procurando introduzir algumas informações relevantes sobre o universo dos bebês naquele determinado assunto (como quantas fraldas em média um recém-nascido gastava por dia, os principais cuidados, tudo sobre as primeiras mamadas e os primeiros cocôs, as atenções necessárias diante do contato com outras crianças, dicas de como fazer o quartinho do bebê e de como realizar uma festinha para 50 convidados etc.), como também acredito que as leitoras (sim, porque, ao longo de um ano de existência, raros foram os homens que visitaram este universo predominantemente composto pelas mamães de plantão), em frente aos seus PCs, também se divertiram bastante com as croniquetas cheias de humor, curiosidades e carinho para com a minha menininha...

Mas o tempo foi passando e a curiosidade dessas mesmas mamães, aumentando: mas, afinal, quem era esse SuperPai?! E como seria a SuperFilha? E a Mamãe? Dúvidas que persistiram até abril de 2011, quando, depois de algumas confabulações em família (e de algumas blogueiras Mamães-Prodígio terem descoberto meu "segredo"), finalmente eu revelava nossas identidades secretas: no meu dia-a-dia eu era o pacato professor e advogado Clark, digo, Dilberto; a Mamãe, uma competente analista de sistemas, chamava-se Jandira; e nossa linda filhinha superpoderosa era a doce Isabela...

De lá para cá, vários formatos foram se solidificando: os diálogos entre a Mamãe e eu, em meio aos acontecimentos mais diversos; as músicas de fundo, sempre apropriadas aos temas apresentados, para aumentar a fantasia; uma foto no início, outra no final da postagem (hoje alternam-se algumas no meio do texto, de vez em quando); a interação com os visitantes (o 'e-mail' para eventuais contatos pessoais e, atualmente, joguinhos na coluna lateral do blogue aí ao lado etc.) Tudo com muito carinho e dedicação em meio ao curtíssimo tempo do papai aqui (tanto que um outro espaço virtual que possuo, Os Morcegos, anda parado há mais de 3 meses...), numa média de pouco mais de duas postagens mensais e ao longo de 28 postagens até a presente data: o meu muito obrigado a todas(os) as(os) vistantes (aqui o sexo se inverte, ré,ré) pelos carinhos trocados nas visitas e nos comentários e pela amizade cativada no Brasil e no exterior (afinal, temos visitantes até mesmo da Finlândia)!

E, diante do meu segundo Dia dos Pais como pai (próximo domingo, dia 15), aproveito para felicitar o meu pai Carlos Humberto (o "famoso" Carlito) e todos os papais que amam e cuidam de suas crias de qualquer idade com atenção e carinho: se não somos "super-heróis" fictícios cheios de incríveis poderes e cobertos apenas de qualidades, que sejamos, ao menos, os heróis dos nossos meninos e meninas por todo o tempo em que estivermos neste mundo real cheio de dificuldades e, ao mesmo tempo, também cheio de belezas e gratas surpresas... como o lindo sorriso da minha doce Isabela, que mudou a minha vida, iluminando tudo em volta... Feliz dia dos Pais a todos! E feliz aniversário para os Diários do Papai!

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Da Dúvida à Dúvida: A Super-Secretária

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- Que cara é essa, Bem?
Assim vais acabar azedando o leite de Isabela...

- Preocupada... Quem a gente vai arrumar
pra ajudar com as roupas, com as coisas de Isabela?
Como é que nós vamos fazer
quando eu voltar a trabalhar...?
Quem ficará tomando conta da casa?... E de Isabela...?

São sempre muito inspiradores todos aqueles filmes que mostram uma babá mágica, cheia de superpoderes, vinda de não-se-sabe-onde, fiel, honestíssima e capaz de revolucionar todas as coisas erradas numa determinada família felizarda... Infelizmente, na vida real, a coisa toda é bem mais difícil e superbabás não caem do céu nem supersecretárias do lar existem... Ou será que existem?

Silvana praticamente cresceu na casa da minha sogra, de quem é afilhada, e ajudou a cuidar daquele lar por mais de 20 anos, sendo somente alguns anos mais nova que Jandira. Caprichosa, sempre estudou bastante, mas quis a bendita matéria de Língua Estrangeira prejudicar os planos no antigo vestibular (e, ainda hoje, nos ENEMs...) mais de uma vez, adiando o sonho de ir para a faculdade... Mas Silvana é guerreira e não desiste nunca: procurou um curso profissionalizante na promissora área de Segurança no Trabalho e abandonou os préstimos na casa de Dona Helena. Assim, a maior esperança de uma pessoa dedicada e em quem se poderia confiar plenamente para mesmo deixarmos nossa amada filha sem necessidade de nenhuma incômoda vigilância de câmeras começava a decair...

Porém aqueles ventos mágicos dos filmes parece terem trazido boas notícias de guarda-chuvas abertos logo depois: com as novas necessidades que surgiam (aluguel, despesas com alimentação... Se bem que ela não come...), eis que a proposta inicial de termos Silvana como aquela funcionária confiável e amiga da família parecia estar a um passo de se concretizar: o único senão era o horário - para poder manter o curso, todo santo dia o "expediente" teria de encerrar-se às 14 horas... "Tudo bem, é só apertar o serviço um pouquinho e tudo se resolverá"! O problema foi que, depois, seu estágio começou e o horário era às 13 horas...

Claro que alguns apertos foram sentidos: serviços acumulados; qualidades nesta área, defeitos naquela; uma cara-feia de TPM aqui, um mau humor acolá... Mas tínhamos Silvana, que venerava a SuperFilha ("Gente, o ritmo 'tá muito puxado pra mim; só fico mesmo por causa de Isabela!", costumava gostar de dizer) e já escolada na boa arte de cuidar de uma casa, era consciente de suas responsabilidades ao ponto de sempre lembrar a Jandira e a mim que não duraria muito tempo conosco, para que procurássemos outra pessoa, e nós desejando que tudo se encaixasse ao menos no primeiro ano da Filha... Afinal, deu tudo certo: desde o segundo dia de vida de Isabela (há controvérsias: Silvana acha que foi antes...) até o primeiro mês do seu primeiro aninho (tudo se encerraria mesmo com um ano, mas ela nos deu um mês "de lambuja" porque não arranjáramos ninguém até então...), nós tivemos, literalmente, uma Super-Secretária! Superpoderes? Amor rasgado pela Filha; habilidade de tornar-se invisível (mais discreta, impossível - vida pessoal: secreta...); incrível capacidade de ficar sem comer (raras vezes tomou café aqui em casa e me esqueci da última vez em que almoçou!); e facilidade de atrair chuvas (era só anunciar que iria embora para um pé d'água se formar)!

O meu muito obrigado, Silvana: pelos esforços; pelos cuidados com a casa; pelos bons serviços; pela dedicação; pelos bons pratos; pelas boas gomas das roupas (mas que você detestava!); e, acima de tudo, pelo carinho, amor e pela verdadeira devoção à Isabela, como se fosse sua própria filha - quem dá um doce à minha filha, pode ter certeza, adoça a minha boca para todo o sempre!

Hoje, com Isabela maiorzinha, já dá para deixá-la na casa de algum dos avós quando a necessidade do trabalho aperta, mas ultimamente tem dado perfeitamente para conciliar o que eu tenho pra fazer com o cuidar dela pela manhã, com Jandira cuidando à tarde e à noite, restando a necessidade de uma pessoa "apenas" para cuidar da limpeza, da comida e das "coisas de neném" (roupas, sopinhas e afins) - o que, diga-se de passagem, voltou à pauta de preocupações da Mamãe: hoje entrevistando a quarta candidata em semanas (tendo duas, literalmente, "arregado" antes mesmo de começar: santa irresponsabilidade!) para o serviço, a dúvida que a atormentava no início desta croniqueta, de idos de maio de 2010 (Isabela ainda era pequenininha...), parece que voltou à tona... Pelo menos agora, que já acreditamos em babás (e secretárias) quase perfeitas, o otimismo é maior do que naquela época...

Na semana passada, pouco antes de escrever este texto, percebi que não tínhamos nenhuma foto de Silvana com Isabela... Problema resolvido: vindo nos fazer uma visita rápida para pegar uma encomenda (detalhe: ela ainda é representante da Natura!), corri com a câmera e corrigi esta lacuna, com o resultado que pode ser conferido logo abaixo. O mais engraçado é que, com a casa com serviços atrasados em razão do desligamento da última secretária (que queria realizar todas as tarefas em tempo recorde e sair antes do meio-dia - o que não é superpoder, mas, sim, enganação!), nossa querida Silvana ainda tratou de dar uma boa mãozinha com algumas roupas da Filha que estavam por lavar - sem dúvida alguma, palmas para nossa eterna Super-Secretária e Super-Amiga!
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terça-feira, 12 de julho de 2011

Felizardos...

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No último sábado fiquei numa grande indecisão, se sairia sozinho para o supermercado, por volta das 13 horas, enquanto Jandira terminava o almoço, ou esperaria a companhia de minhas duas mulheres para a tardinha, por volta das 16 horas, depois que Isabela acordasse da sesta da tarde e fizesse seu lanche. Acabamos por optar pela segunda opção, que me pareceu, no mínimo, mais acertada, diante das gratas companhias, da minha preguiça pré-almoço e do tanto de coisas que tinha para fazer no apartamento...

Com o sono um pouquinho fora de hora, Isabela acabou vindo a ter seu lanchinho mais tarde do que de costume e só nos arrumando para sair já passando das 16:30h... Descendo pelo elevador, a farra de sempre: "12, 11, 10, 9..." e assim sucessivamente, até chegarmos ao térreo, a Mamãe e eu narramos os números em descendência, uma vez que a SuperFilha sempre ficou vidrada nos andares em vermelho do painel, que iam mudando rapidamente... Até o sempre ranzinza vizinho do andar de baixo, que pegara nosso elevador pelo caminho, não pôde evitar um sorrisinho de canto de boca...

Já no jardim nos encaminhando à nossa vaga, deparamo-nos com a sempre doce Wanda e o gente-boa Carlos, a passearem com seu Otavinho: como até hoje, 3 meses depois de sua vinda ao mundo, eu cometia a indelicadeza de ainda não ter sequer lhe dado um "oi" (enquanto Jandira já perdeu a conta das vezes que os visitou), fiz questão de parar para confirmar a bela mistura do casal no rostinho gordo do pimpolho...

No carro, a lembrança da necessidade de abastecer urgentemente, pois o painel já mostrava o ponteiro caminhando para a reserva (por puro descuido meu): neste posto, a gasolina acabara de acabar; naquele outro não estão aceitando cartões... O jeito seria desviarmos do nosso curso para um posto num bairro vizinho...

Chegando, enfim, ao supermercado, na entrada do estacionamento, já um tanto agoniados depois de tantos pequenos atrasos, deparamo-nos com mais um "entrevero": "Mas a que horas esse táxi vai sair da frente?! Uma hora pra sair da vaga e ainda fica ocupando a entrada... É um velho, né?", perguntávamos entre nós minha esposa e eu quando, no fundo, sinceramente, tive um súbito mau pressentimento, algo como a sensação de um "pequeno distúrbio na Força", ao que Jandira, quase que simultaneamente, falou meio sem voz:

- Dil, aqueles homens saindo do supermercado... Estão armados... São ladrões...

Eu estava certo quanto ao pressentimento. Graças a Deus, estava certo desde o início...

Agora a dúvida era entrar ou não entrar. Passado o susto, alguns minutos depois de ver pessoas idosas tentando acelerar o passo ou mulheres dos caixas ainda chorosas de nervosismo, decidimos adentrar o estabelecimento, pegando toda a situação pelo ar, sem necessidade de perguntar dos detalhes a ninguém: "Eram 3 bandidos"... "Ainda bem que não feriram ninguém"... "Havia idosos e crianças nervosos: esses infelizes não respeitam ninguém"... "Isto está demais: cadê a segurança?"... Compramos até menos coisas do que inicialmente nos havíamos preparado e, ao passar as compras no caixa, ainda ouvimos outro comentário surpreendente:

- Pior foi o assalto de 1 hora da tarde, onde apontaram arma até para os clientes no posto aqui do lado...

Horas, minutos, segundos... Quem acredita chamará tudo isso de uma milagrosa intervenção divina, a nos proteger, com nossa linda nenezinha indefesa e inocente, de uma situação tão desesperadora, preocupante e perigosa! Quem não crê (pobres moços...) poderá chamar de uma salutar coincidência... Tudo o que sei é nós fomos (e somos) felizardos! E se já assim me considerava diante de uma família unida, bela e cheia de graça com Isabela a irradiar coisas boas diariamente desde 31 de maio de 2010 (ou mesmo antes disso, na barriga de Jandira), com todas as nossas posses adquiridas com suor e degrau por degrau, até meu humilde último andar com a maravilhosa vista do nosso aconchegante apartamento, agora eu tinha a mais pura e derradeira certeza - e, melhor: agora, duas vezes mais...

Um "amigo do coração", o inteligente e espiritualista professor à distância, jurista "catigoria" e "com neurose por clareza" Pablo Stolze, costuma sabiamente dizer que nós todos somos verdadeiros "radares" e que devemos apontar nossas antenas na direção do Criador ("Que não está sentado num longínquo trono, mas se encontra bem ao nosso lado!")... Sei que são muitos os percalços diários que acabam nos distanciando do que mais deveríamos atrair, nosso contato com Deus, as coisas boas deste mundo... Só sei que hoje, cada dia mais tenho a certeza de que Ele me deu, por meio de Isabela, a minha antena mais perfeita, ligada 24 horas por dia e virada para o mais belo arco-íris onde os mais divinos (e pontuais) anjinhos estão sentados de prontidão, a cuidar dela e de todos nós...


quinta-feira, 30 de junho de 2011

São João na Praia

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"É São João, Santo Antônio, São Pedro, são três estrelas a brilhar no céu..." - assim uma bela canção local poeticamente se refere aos três santos homenageados no período junino nordestino, genericamente chamado de "São João", onde é forte a tradição dos arraiais com apresentações folclóricas, 'shows' de artistas e comidas típicas (arroz de cuxá e maria izabel; torta de camarão; mingau de milho...). E aqui em São Luís do Maranhão a coisa toda ainda é mais rica: o bumba-meu-boi (o legítimo) domina o cenário e aumenta a tríade santa para mais um - hoje, 30 de junho, é dia de São Marçal, um derradeiro santo junino homenageado por aqui, com direito a um grande encontro de grupos folclóricos de bois no bairro do João Paulo.

E, num lugar tão cheio de belas lendas e tradições folclóricas tão interessantes, o lúdico das festas juninas, das danças e dos personagens do boi fazem parte do imaginário popular desde muito cedo - até as crianças entram na brincadeira: seja soltando bombinhas, seja com fantasias de caboclinhos, a criançada se diverte nas festinhas das escolas, nas ruas dos bairros enfeitadas de bandeirinhas ou mesmo nos arraiais espalhados pela cidade.

Isabela, do alto de seu 1 aninho, ainda olha tudo ao largo: afinal, ainda longe da escola e com o fato de as festas juninas serem tradicionalmente noturnas, ela pouco presenciou do espetáculo na única tentativa de levá-la para ver alguma apresentação de boi (último sábado, pós-São João) - o som ensurdecedor das potentes caixas de som e o excesso de pessoas no Arraial da Lagoa da Jansen, dos mais famosos da região, pareceu-me excessivo e até mesmo prejudicial para minha garotinha, que a tudo acompanhava com olhos arregalados de espanto e de surpresa...

Desta forma, o primeiro arraial de Isabela acabou dividido em dois: o primeiro, "oficial", que serviu apenas pelos poucos minutos que conseguimos ficar no local para a Vovó-Dinha tirar fotos de sua netinha com o lindo vestidinho caipira que comprou para a também afilhada; o segundo, "não-oficial", no feriado municipal de ontem, São Pedro, a que minha filhinha compareceu para "prestigiar", também ao longe, a apresentação de dança folclórica da priminha Ana Carolina - que, por sua vez, do alto de seus 5 aninhos, também não aprovou muito a movimentação toda e desistiu na hora H de subir ao palco com seus coleguinhas! Sem dúvida, ainda há muito terreiro pela frente dessas garotinhas para melhor conferir a rica cultura maranhense...

Mas, se por um lado as festividades juninas foram um fiasco infantil, a tão aguardada primeira praia superou todas as expectativas no caso da SuperFilha: desde janeiro com o maiô comprado e "nascida e criada" numa ilha, só agora, depois de vários adiamentos (finais de semana atarefados ou com chuva bem cedinho), finalmente Isabela se rolava na areia do mar, como canta outro clássico maranhense...

O medo da água costumeiro em sua idade passou mesmo longe: Isabela se esbaldava na areia molhada e, apesar de ainda não andar sem apoio (de um móvel, de uma parede ou de uma perna...), "corria", aos gritinhos, engatinhando em direção ao mar (e não o contrário, como normalmente acontece)! E, mesmo com o início chuvoso/nublado daquele dia 24, todos nós tínhamos que ir à praia naquela manhã de São João enforcado com o feriado de 'Corpus Chisti'! E o que faltou de motivação no arraial sobrou no deslumbramento com aquele mundão de areia e de água à frente daquela garotinha de pouco mais de 75 centímetros... Uma verdadeira sereiazinha!

O único senão em relação à água foi o esquecimento da Mamãe de levar uma garrafinha com água natural para limpar o rostinho da Filha nas horas de maior volume de terra - o jeito, então, foi usar o resto da aguinha que levamos na mamadeira para ela beber. Outro lapso: onde estava a faquinha para cortar as frutas que levamos? Graças ao horário ainda cedo, chegamos em casa pouco depois das 9 horas da manhã, bem a tempo do lanchinho rotineiro... Mas quem disse que a guria aguentou a farra? O sono acabou falando bem mais alto que a fome...

Mas o mais curioso de tudo foi a sensação de 'déjà vu' sentida no finalzinho daquele passeio: depois de alguns mergulhinhos na beirinha rasa do mar junto à Filha, resolvi deixar a pequena com a mãe e dar ao menos um mergulho de verdade antes de ir embora; na volta, viajei no tempo numa fração de segundos - por um momento, vi meus pais na beira da água lavando os chinelos e outros pertences cheios de areia e me chamando para irmos embora, eu sempre derradeiro na água, com os dedos franzidos de tão louco pelo mar que sempre fui desde garotinho... Nem bem esfrego os olhos, vejo Jandira me chamando, que já era hora de ir, ao lado de uma linda garotinha bronzeada de maiô, rindo sem parar diante daquela imensidão da natureza... Tudo isso numa praia de uma terra abençoada por três santos (ou quatro, como preferirem) cheia de festas e de alegrias infantis perdidas no tempo de uma criança eternamente fascinada com o mar...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Palmas para Isabela!

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– Só faremos festa de aniversário para Isabela quando ela
estiver com uns 4, 5 anos: nessa época, a criança já entende e até participa das escolhas dos personagens, por exemplo! Com 1 ano ela
é ainda muito pequenininha...
– Concordo, Dil! Mas também acho que a gente poderia fazer um "bolinho", só para chamar a família e tirar umas fotos...
– Não sei... Pode ser...

Este era o raciocínio-padrão quando o assunto era festa de aniversário: nada de pompas e circunstâncias com gastos que só se reverteriam para os outros, uma vez que a Filha não aproveitaria nada se comparada aos adultos ou a outras crianças maiores presentes e, como muitas menininhas nessa idade, Isabela fatalmente cairia no sono ou acabaria por irritar-se antes mesmo de soprar a velinha... Acontece que, à medida que a graça da Filha foi aumentando e a trajetória como pais de primeira viagem de uma linda e cheia de charme garotinha foi passando do arco dos 6 meses, a coisa toda passou a mudar de figura... Especialmente quando o filho de uma amiga da família, o Danilinho, nascido prematuro e com pouco peso, passou a ter seus "mensários", festinhas para comemorar cada mês de vida...

Mesmo com a empolgação inicial, a Mamãe, depois, desanimou-se um pouco... "Nada de festas de 1 ano... Nesse mês estamos mesmo um pouco apertados nas despesas... O que achas?"... Por isso é que, decidido que fiquei sobre a festa num primeiro momento, logo passei ao estágio 2: "Não vamos gastar muito"! Entretanto, apesar de existirem muitos 'sites' com boas dicas de como economizar na primeira festinha (neste, por exemplo, sugerem-se até quais as melhores opções de presente para uma criança de 1 ano – dicas não muito seguidas por aqueles que insistem em dar bonecas gigantes, de qualidade ou gosto duvidosos, com restrições a menores de 3 anos!), nada consegue evitar que você tenha gastos além do previsto...

Aqui em casa fui categórico: convite apenas para quem veio visitar a SuperFilha em seu primeiro aninho! Justo, especialmente quando não se quer ultrapassar a casa dos 50 convidados (excluindo-se crianças até 4 anos), e assim foi feito – apesar da desaprovação de umas tias que descobriram depois... E para esses convidados, aos poucos, fui montando a seguinte estrutura: pequenos painéis e enfeites (no tema "jardim", com direito a flores, borboletas e joaninhas), acompanhados de dezenas de balões (em arranjos providenciados pela prendada Vovó e Dinha Dilena: nada daqueles desnecessários arcos gigantes de balões, que só servem para os mais levados estourarem no fim da festa!); 9 mesas com 6 tampos e 54 cadeiras; 'notebook' de Juliane, com caixas de som acopladas para tocas os clipes favoritos da Galinha Pintadinha e do Balão Mágico (que acabou tendo problemas para ler DVDs e acabou tocando só uns poucos CDs infantis...); torta grande com 3 recheios e 400 salgadinhos, feitos por encomenda; 30 litros de refrigerante (em considerando o "padrão" de 3 copos de 200ml para cada convidado – acabaram sobrando uns 10 litros...); 50 pacotes de pipoca (salgada, do tipo canjica – aquelas maiores); cerca de 1000 docinhos (entre brigadeiros e bolinhas de leite coloridas, enrolados pelos parentes da Mamãe: Erivan, Juliane, Rafaelle, Stela e Rosana, que também foram muito bacanas na hora de servir as mesas); uma caixa para os presentes (decorada pela aflhada Talita); e um panelão de delicioso creme de galinha (especialidade da sogra, a Vovó Helena). Somatório geral (e apertando bem daqui e dali): pouco mais de R$ 500,00! A missão econômica foi cumprida! E parece que a satisfação de todos os convivas também... Afinal, tudo que é feito pelas nossas próprias mãos fica bem mais gostoso!

Mas e a aniversariante, a mais importante da festa, nessa estória toda? Parecia até que acordara plenamente consciente do dia especial: bateu palminhas e gritou à exaustão durante a manhã toda; porém, à tarde, em meio aos reboliços dos preparativos de última hora (Papai voando para pegar os salgados e o 'banner' da Isabela de 1,2m; Vovó-Dinha terminando de encher e de arrumar os balões no salão do condomínio; as primas da Mamãe dando o acabamento nas lembrancinhas de sabonetinhos...), parece que uma aflição diante do "grande momento" de assoprar a velinha (tarefa de que se incumbiram os convidados mirins, vez que a Filha ainda não sabe soprar!) também resolveu aparecer - o soninho ficou bagunçado e o apetite, incompleto... Mas nada que, apesar de atrasar a sua chegada à própria festa, pudesse comprometer o brilho da primeira noite de gala da minha princesinha em seu jardim!

Enfim, deliciosamente, acabei queimando a língua! Não, não fora com o creme de galinha, infelizmente, mas com a idéia original de que uma festinha de 1 ano não seria algo legal para a aniversariante: Isabela pode ainda se atrapalhar com as botas na hora de andar pela festa ou ainda se encabular na hora dos parabéns, deixando até de bater suas adoradas palminhas diárias justamente na hora mais importante, mas nada a impediu de ficar acordada até bem tarde (graças a uns convidados "retardatários", a festa se estendeu até mais quase às 22 horas!), de se encantar com os balões em forma de flores, com a mesa repleta de cores e de "bailar" de braço em braço, todos ávidos por uma casquinha da roliça anfitriã em sua primeira noite mágica...


O que foi e o que era pra ter sido... Fazer a própria festinha também tem seus contras: a câmera resolveu dar problema de foco e de luminosidade na hora dos parabéns (faltou um fotógrafo...); sem o aluguel de um 'freezer', todos tínhamos que ficar subindo e descendo do apartamento para trazer mais refrigerantes; e o bolo, mesmo feito com uma conhecida doceira (à esquerda), ficou bem longe do que se queria (à direita)...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ode à Alegria!

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- Palmas para a Isabela...!

Naquele domingo, 30 de maio de 2010, sua mãe e eu nos empanturramos de 'yakissoba' quase às 23 horas! Comemos não só porque não havíamos jantado ainda - ou porque o China in Box demorou muito a entregar nosso pedido -, mas porque estávamos muito ansiosos: afinal, dali a instantes aconteceria o maior momento de nossas vidas...

Lembro-me como se fosse hoje, dois dias antes, no comecinho da noite daquela sexta, 28 de maio, de quando o obstetra nos informou de que a placenta de sua mãe, que lutou até o fim para ter seu primeiro parto normal, já estava madura e não seria aconselhável esperar mais: ele marcaria a cesariana para domingo ou, no mais tardar, terça, dia 1º de junho - Segunda, doutor, dia 31: é o final do mês de meu aniversário, pelo qual tanto esperei essa menina, e é o meu dia ao contrário...

Nem sei se consigo falar muito daquele dia, meu Deus, foram emoções demais para um pai só... Mas lembro que sua mãe e eu dormimos pouco e que o dia nasceu chuvoso e belamente cinza... Sim, minha doce menininha, porque todas as coisas são belas e é besteira considerar um dia sem sol como feio (ainda mais quando alguém tão especial estava prestes a chegar...)! E eu, conduzindo nosso carro - que dali a dois dias a traria para casa, para a sua casa e para tudo o que preparamos para você, pela primeira vez -, só elevava o meu pensamento a Deus para que aquela água caindo do céu fosse a revelação de um presente Dele para abençoar a sua chegada a este mundo...

Só sei bem o quanto eu estava nervoso, muito nervoso, especialmente quando separaram sua mãe de mim...

- Mas eu não ia assistir?
- Você vai, sim, mas na hora em que vierem lhe chamar aqui... - respondia uma paciente senhora enfermeira.
- E quanto tempo demora isso?

E eu continuava com minhas elucubrações solitárias (meus sogros só chegariam quase uma hora depois): "Por que não me deixam logo entrar; ela está nervosa" - como se eu não estivesse - "Por que ninguém contou que eu teria de esperar tanto? Quando tudo terminar, juro que escreverei sobre todas essas coisas que não nos contam, para ajudar os pais de primeira viagem!"... Cá estou, a tentar, até hoje...

Aquelas horas que se seguiram foram uma eternidade, mas, hoje, tudo se amontoa em frações de segundos até o grande momento: alguém me chamou, botei correndo os trajes e proteções especiais para a sala cirúrgica (mas ainda tive que esperar ver sua mãe se tremendo, meio de frio, meio de nervosa, na mesa de cirurgia até a "hora certa"), liguei, também me tremendo, a máquina fotográfica no módulo de filmagem enquanto o médico me pedia para me afastar um pouco e... Um corte, dois cortes, um pouco de sangue... um cabelo mais negro que a asa da graúna mais romântica de José de Alencar: lágrimas caíram aos borbotões! Minha vida nascia... "49 cm!" ("Ei, a senhora não puxou direito a perninha dela: tenho certeza de que ela passa de meio metro fácil, fácil!" )... 3,580 kg", vaticinava a pediatra assistente! Agora você estava ali, já sem chorar, agasalhadinha, e eu do lado do bercinho de acrílico, chorando sem parar, naquela salinha meio escura, para não a incomodar... E todas as enfermeiras que por ali passavam diziam "é a cara do pai", para o arremate orgulhoso de minha emoção já estonteante...

Filha, ainda vou ter muito tempo, se Deus quiser, para contar-lhe todas as coisas vividas naquele dia 31 de maio de 2010 - e em todos os outros 364 que se sucederam até hoje, o seu primeiro aninho neste mundo! Hoje eu só quero lhe dizer o quanto o Papai é feliz por ter você em cada segundo do dia... Pelo tanto que você me ensina com sua inocência, seu charme, sua vivacidade, seus olhos e seus sorrisos lindos... Pelo amor, pela vida com que Deus me presenteou por meio de você... Enfim, eu só quero dizer o quanto a amo e o quanto lutarei com todos os poderes e forças para vê-la crescer feliz... Na verdade, eu só queria lhe dizer mesmo é que, neste mundo, onde ainda tenho tanto a lhe mostrar, todas as coisas são realmente belas... E que, no meu mundo, você é a mais bela de todas: feliz primeiro aniversário, minha doce Isabela!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Estou Grávida... E agora?!"

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Sempre detestei livros de auto-ajuda, especialmente quando vêm com cara de manuais completos de sobrevivência a determinada situação: são pedantes e, normalmente, vazios em suas "fórmulas mágicas"! Mesmo assim, inevitável recorrer-se a algo do gênero numa primeira gravidez: por isso, acabamos por nos lançar, minha mulher e eu, à leitura de livros sobre o tema! A absoluta falta de experiência e o quase completo esquecimento de nossas mães e avós quanto a detalhes que tanto almejamos saber naqueles primeiros meses dificulta, realmente, muita coisa...Porque, passado o misto de surpresa, choque diferenciado e encantamento da notícia, resta uma dúvida crucialmente abrangente: e agora?!

Onde compraremos o enxoval? Com quem deixaremos nosso bebê quando formos trabalhar? Como daremos conta de um novo serzinho com nossos parcos caraminguás?! Mas, acima de tudo isso paira sempre uma questão maior, sobre a qual livro nenhum conseguirá responder: quem será o médico? Afinal, será ele que acompanhará a mamãe nos momentos mais difíceis e cheios de dúvidas de toda uma vida! Então... A quem recorrer?

Os primeiros palpites, sem dúvida, vêm das amigas (até porque os conhecidos das nossas mães e avós ou já se aposentaram ou já se encontram em outro plano astral...): “Doutor Fulano é péssimo, várias amigas já me reclamaram dele; mas Doutro Cicrano é excelente, fiz meu parto com ele”... “Menina, quem te disse isso? Doutor Cicrano é muito grosseiro e nunca atendia minhas ligações para tirar minhas dúvidas! Achava melhor procurares Doutor Beltrano, que dá muito mais segurança na hora do parto"... E assim vai! O jeito seria apelar para o velho e bom instinto...

Procuramos, primeiramente, por um bem conceituado e já de certa idade obstetra de nossa cidade: com um bom consultório na própria maternidade onde desejávamos fazer o parto, as consultas eram por hora marcada e não esperávamos muito pela hora com ele! Entretanto, depois de duas consultas e dos exames iniciais, o “fica ou não fica” logo começou...

– E então, Dil, o que achas? Ficamos com esse médico...?
– Não sei... Vai depender muito de ti... Não te incomoda aquela pressinha dele em explicar as coisas? E depois, quando termina, joga as mãos para cima da sua cadeira e pergunta como um velho professor, coçando a careca: “Dúvidas”?!
– É verdade... E reparaste a falta de vontade em fazer parto normal?!
– É... “Partos normais estão fora de moda”...! Quem disse isso? Se 'tá cheio de campanhas por aí...
– Isso é porque ele deve não querer ficar de plantão a qualquer hora,preferindo marcar tudo...

Estava decidido: procuraríamos outro! E outro, e mais outro, até termos certeza e sentirmos confiança naquele que seria o profissional mais importante de nossas vidas a partir de então! No primeiro seguinte, o novo e velho diálogo:

– E então, Dil?
– Mais atencioso, né? Fala mais e pondera melhor as dúvidas... Mas não sei... E esse tempo todo que ficamos esperando pela consulta: a tarde inteira?! Puxa, nunca vi consultório tão cheio, parece o SUS! Acho que poderíamos voltar com os resultados dos teus próximos exames com aquele primeiro e, daí, tiraríamos as últimas dúvidas! Até porque os exames que ele passou são um pouco diferentes dos que este prescreveu agora e...
– Ah, não: não vou ficar de galho em galho, não! Estou só no segundo mês e já me sinto cansada, fraca e com muito sono; não vai dar pra ficar pra lá e pra cá, não! Ou este ou aquele! E estou mais pendente a optar por este!

Assim, diante do primeiro “arroubo emotivo” da Mamãe (haveria ainda muitos outros, ora temperamentalmente decididos, ora fragilmente lacrimosos...), nada mais me restava além de consentir: seria o Dr. Tarcísio Coelho, também conhecido de muitas amigas palpiteiras – em cujo meio de elogios e críticas pareciam pesar mais os elogios...

Achei-o meio seco a princípio e, talvez pelas minhas críticas feitas pessoalmente sobre a organização no atendimento (particularmente da sua secretária nazistóide), especialmente ao longo das últimas idas ao seu consultório, lá pelo sétimo, oitavo mês (onde a Mamãe, em tese, teria plena prioridade no atendimento...), eu sempre ficava com a incômoda sensação de que, desde então, ele só se dirigia à Jandira durante a consulta... Mesmo assim, no frigir dos ovos, parece mesmo que a Mamãe acertou na escolha em seu instintivamente básico arroubo sentimental inicial: tudo correu bem até o mais-que-emocionante momento das 10h07m daquele lindamente chuvoso 31 de maio de 2010 – mas isso é história para outra postagem...

Acima de qualquer manual infalível, a arte de viver bem está em saber fazer boas (e, muitas vezes, difíceis) escolhas! Ainda mais quando o que está em jogo é a vinda de alguém que mudará toda a sua vida, ao ponto de, juntamente à mamãe, qualquer papai engravidar também, com direito a uma superbarriga, só de emoção! E escolher qualquer coisa numa hora mágica como essa, ah, isso ninguém sabe ensinar...

domingo, 8 de maio de 2011

Felizes Dias das Mães

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– Bem, você está grávida!

Passei a vida inteira me preparando para ser pai e acho que perdi as contas imaginando como a mãe de meu filho daria a notícia para mim... Bom, tudo bem que não tenha sido nada planejado, e que eu teria que me adaptar a muitas mudanças radicais, mas daí a EU dar a notícia a ela, isso foi, no mínimo, inusitado: fui eu quem primeiro sentiu que "aquela tarde" havia reservado algo a mais... Ela só acreditou mesmo depois de o exame da farmácia confirmar o que nem precisava ser um grande super-herói para saber! O que o "Pai Dilberto" aqui não conseguiu prever foi o sexo da criança: empolgado com aqueles novos "poderes mediúnicos" desenvolvidos, também espalhei que "sentia" que era menino – estava redondamente enganado...


Seguiu-se uma gravidez lindamente sadia: nada de enjôos ou quaisquer outros sobressaltos, graças a Deus! Bom, houve as pernas inchadas e as dores nas costas, e, consequentemente, as hercúleas massagens e drenagens que dei um jeito de (mais ou menos) aprender a fazer; os desejos por quilos de melancia e caminhões de iogurte; as sensibilidades à flor da pele, com choros do nada para os quais eu deveria estar sempre preparado... Afora as brincadeirinhas dos amigos solteiros ou ainda sem filhos: "Agora serão duas mulheres mandando em ti!" ou "Essa menininha vai roubar tua mulher de ti!" ou ainda "Digam adeus às saídas para o cinema ou o restaurante!"... Loucura, poderiam pensar alguns... De fato, somos loucos por essa criança espertíssima e do sorriso mais lindo do universo! E ela me adora! Mas... Não sei... Primeiro foi "ma-má"... O grude com o peito continua... Só sei que fico a me perguntar quando se concretizará aquela estória que a amiga Sther vivia contando que as "filhas preferem o pai"...


Enciumado?! Nem um pouco! Afinal, Jandira é uma mãe formidável e uma companheira sensacional, de quem tenho um imenso orgulho e que, sem dúvida, merece todas as láureas! Em mim, Isabela sempre encontrará a força boa e o braço amigo do homem que mais a ama no mundo; mas, na Mamãe, ela terá sempre o aconchego maior e perfeito de quem ali se encaixou por 9 meses (até hoje nos perguntamos como era possível!) e o abrigo perpétuo de sua melhor amiga... Um abraço do marido que te ama e te admira e um beijão molhado da maior fã que poderias arrumar neste mundo! Às minhas estimadas avós Marieta e Raquel, à minha maravilhosa D. Dilena (vovó – mãe duas vezes! – e madrinha), especialmente à minha querida esposa Jandira, pelo seu primeiro dia das mães com Isabela nos braços, e a todas aquelas para quem seus filhos são sua vida ao longo dos 365 dias do ano acima de qualquer outra coisa: feliz dia das mães!

Muito feliz de passar seu primeiro dia das mães ao lado da pessoa de quem mais ama, a SuperFilha dá o recado: – Fui eu quem peparou as fotos, má-má!


terça-feira, 3 de maio de 2011

Tempo Vilão

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Nem vírus alienígena, nem bactéria mutante: o motivo da demora no tempo para atualizar este doce espaço virtual foi simplesmente a conexão ‘wireless’ do meu condomínio – que, nos últimos dias, passou longe daquela famosa expressão dos Quadrinhos, “mais rápida que uma bala”! E, nesta nossa louca era moderna, onde todo mundo tem de andar 'on-line' para sobreviver, o tempo, sem dúvida alguma, é algo muito precioso...

Ah, o tempo, esse vilão: por mais que nos esforcemos a toda velocidade, parece que nossa conexão com nossas atividades cotidianas é sempre lenta e toda vez ficará pendente alguma coisa... Gostoso mesmo é o tempo da SuperFilha: ela decidirá quando andará ou falará (seus passos ainda são apoiados nos móveis e “má... má” ainda é bem mais costumeiro que um isolado “babai”) e só bate palminha ou dá tchauzinho quando bem entende – nem adianta pegar suas mãozinhas de maneira forçada: ela puxa o braço e empaca, olhando fixo...

Eu é que continuo sem tempo... Mas nem poder reclamar, se comparando com o semestre passado, onde quase enlouquecia com tantas aulas para dar na faculdade, com os afazeres profissionais e mais as fraldas! Agora, mesmo com as coisas ainda bagunçadas e as tarefas acumuladas, é possível, em algumas manhãs, parar tudo e cuidar de Isabela: afinal, como profissional liberal tem mais flexibilidade com horário, de vez em quando dá para postergar alguns serviços para à tarde e à noite e, nos dias de maior aperreio em casa, com as outras tarefas da nossa secretária Silvana (que também é uma SuperBabá quando se precisa), ficar em casa com ela.

E a Filha segue em seu tempo: dormindo bem ou mal à noite, a bonitona dorme em dois pequenos períodos pela manhã, lancha suas frutinhas às 9 horas e almoça às 12 – “olha a colherzinha...!”; já se virou para ver o que a Silvana mexeu na cozinha; “abre a boquinha, filha...”; espirrou e espalhou comida por todo o cadeirão; “a última colherada, pixutinha...”; balançou as mãos no ar, melecou-se toda com a comida, aborreceu-se e esfregou as mãozinhas sujas no rostinho e nos cabelos, já está com soninho... E o pior: tudo isso numa fração de segundos! Pelo menos se conseguíssemos ser rápidos assim...

Tudo bem que, entre uma sonequinha e outra dela, dá para correr ao computador e botar algum trabalho em dia. Mas não sem antes cantarolar alguma coisa para ela tirar sua sesta pós-almoço, até a hora de Jandira chegar para dar-lhe o lanche da tarde, por volta das 15 horas (Isabela dorme de 2,5 em 2,5 horas, mudando gradativamente à tarde até o caos sem horários à noite!)... Aí, pronta para dormir, o tempo realmente pára: ela ri, bate palminha, encanta-se com as bonequinhas bordadas da rede (só à noite ela dorme em seu berço – embalo ainda é um santo remédio), vira-se de bruços e se apóia nos braços, levanta o rostinho...

Noutro dia, num desses “embalos”, o tempo parou para mim num momento especial: a brisa suave que entrava no quarto mexia as cortinas, que cobriam e desciam a rede de minha filha a cada embalo, a cada soprar... Até que, numa de suas “voltas”, ela consegue pegar a pontinha da cortina e fala alguma coisa que só o vento entende – então ele pára de soprar, a cortina desce a rede e Isabela, de ladinho e com os dedinhos ainda em forma de pinça a segurar uma cortina imaginária, adormece vagarosamente com seu gemidinho de ronronar já característico...

Besteira brigar com o tempo: ele sempre vencerá! Mais acertado mesmo é buscar com ele uma bela amizade... Porque, no fim, a arte de ser feliz nem chega mesmo a ser o equilibrar-se nas mil e uma atribuições profissionais ou caseiras cotidianas: feliz é aquele que pára o tempo para viver um momento mágico, sem se preocupar com mais nada... Como quando eu parava para olhar a barriga da Mamãe, adormecendo embalado nos sonhos que viveria com aquela garotinha chutando lá de dentro e, acredito eu, pensando (à sua maneira): “mal posso esperar”...

Ah, Papai: até que enfim vais narrar aqueles dias maravilhosos...
– Eu não disse que o faria, Mamãe...?




Neste mês especial, quando minha doce Isabela completa seu primeiro aninho de existência, toda terça-feira será um reviver diferente de sua chegada naquele “longínquo” 31 de maio de 2010 com uma postagem igualmente especial de memórias... Sem dúvida, “serão grandes emoções”...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Duas Maneiras de Contar Meu
Amor para Isabela

18 comentários

"Minha doce Isabela está bem, obrigado!"

– O que foi, Dil? Isabela não terá mais febre, ela ficou boa de verdade... E continuas com essa carinha distante...
– Estava aqui pensando... Incrível como o maior inimigo deste mundo para um bebê é algo invisível a olho nu... Uma bactéria, um vírus... A gente nem sabe direito o que acometeu nossa filha...
– Pior que é assim mesmo... Mas agora é só alegria!


Isabela. Este é o lindo nome da Filha. E o meu é Dilberto. Dela os queridos leitores já sabem um pouquinho; sobre mim: sou casado com a serena Jandira há 3 anos, sou advogado (incrível como a Carla acertou: será que ela tem super-visão telescópica para ter visto os dorsos dos livros jurídicos naquelas fotos?!) e professor, além de escritor amador. E, acima de tudo, sou pai da Isabela!

As mamães de plantão podem estar estranhando: enfim conhecemos a identidade secreta da SuperFamília?! O que aconteceu?! Bom, é uma longa estória... Começo-a dizendo que os motivos da brincadeira do anonimato eram simplesmente... uma brincadeira: não havia nenhuma razão maior! No máximo, porque já possuía o blogue Morcegos e por lá escrevia sobre o universo das Artes em geral (Cinema, Literatura, Música e Atualidades), que acabei por identificar este cantinho novo como algo mais "íntimo e pessoal", cabendo, perfeitamente, um "universo paralelo" de fantasia e de narrativas pessoais em forma de pequenas crônicas! Mas, como o universo, tudo pode perfeitamente possuir uma "verdade paralela": assim, numa espécie de "mundo de faz-de-conta" para Isabela, ela era simplesmente a Filha, Jandira, a Mamãe e eu, o SuperPai, todos vivendo felizes com suas identidades preservadas das entidades do Mal!

Só que, depois de duas semanas de febre intermitente (de 3 em 3 horas...) devida a uma infecção, emendadas por mais alguns dias ainda depois de curada graças a um mal estar em função de um dentinho danadinho que quis alongar os aborrecimentos da minha filha, somados ao tempo curto (como a gente perde tempo em clínicas, hospital, médicos e laboratórios numa hora dessas, meu Deus!) e a uns trabalhinhos atrasados, qualquer super-herói desiste de muita coisa, inclusive de identidades secretas: afinal, o "inimigo" já havia nos achado, depois de 10 meses de saúde plena de minha menininha! E, somado ao fato de que a amiga Claudinha me "descobriu" através do GoogleReader (lá aparece meu nome verdadeiro, uma vez que este blogue é guardado na mesma conta dos Morcegos; só mudo a conta do Google, com a identidade de meu avatar, na hora de comentar), resolvi "aparecer", literalmente, de uma vez por aqui!

Mas não sem contar como foram difíceis os tempos em que estivemos longe deste universo virtual... E, como já disse sobre "verdades paralelas", há sempre duas formas de se contar um fato no universo de uma criança...



A Real...

Como foram difíceis estes últimos dias, meu Deus... Para pais mal acostumados com uma criança que nunca havia adoecido foi muito difícil ver a filha molinha, quase sem se mexer, com mais de 40º de febre algumas vezes... E haja Tylenol Bebê (paracetamol) e Dalsy (ibuprofeno) de 4 em 4 horas para aplacar a temperatura alta e o mal estar – e só isso mesmo que se podia fazer, uma vez que, mesmo depois de passar por duas pediatras diferentes e tantos exames (dois de sangue, um dificílimo de urina e um raio-x do tórax), nada foi propriamente acusado, a não ser a possibilidade de uma virose, no início, e as fortes suspeitas de uma infecção, no final (que tanto pode ter sido urinária, como uma inflamação na garganta, ou ainda um princípio de penumonia!)...

E como foi doloroso ver aquela garotinha, normalmente tão sorridente e cheia de vida e de graça, sem forças, molinha, agarrada ao corpo da mãe ou do pai... E como foi horrível te causar choros de dor por meio de lençóis encharcados de água fria (na emergência do hospital, a fim de obter uma queda mais rápida da alta temperatura para que o exame de sangue pudesse ser melhor realizado) ou mesmo de um chuveiro no meio da madrugada – parecia tortura, Jesus... E como cheguei a chorar, em alguns momentos de desespero, de não agüentar mais ver repetidas febres te dominando, sem que eu pudesse fazer nada, por tantos dias seguidos... Nenhum remédio, meu Deus? "Ah, sim, depois de mais de uma semana, dê a ela este antibiótico, Siont, à base de Amoxicilina, e dentro de 72 horas ela ficará completamente boa"... Por que não dar antes o antibiótico e poupar minha bebezinha de tanto aperreio?! "Porque poderia ser uma virose, que passaria sozinha..." Meu Deus...!

E a "paralela"...

Amorzinho da minha vida, passei as últimas semanas viajando na velocidade da luz pelo Universo procurando uma substância intergalática que pudesse te restabelecer a saúde: não encontrei! Como sabes, a Me dicina terrestre é muito atrasada em relação à de Krypton, e, por isso, acabaste por sofrer tanto as mazelas virais ou bacterianas (como eu disse, em função do atraso, nem ficamos sabendo direito o que houve...) deste planeta...

Infelizmente, filhinha do papai, da pior forma possível, enfim, descobrimos, depois de 10 meses de super-saúde, que és só metade kryptoniana: como tua mãe é da Terra, não herdaste completamente minha super-imunidade aos males deste mundo! E como sofreste as agulhadas dos exames primitivos daqui (tantos séculos de conhecimento e ainda não inventaram formas menos dolorosas para bebês?!) e as febres fortes, que te amoleceram mais do que kryptonita... E, falando nisso, descobri que não há substância em galáxia alguma que me enfraqueça mais do que te ver doente, minha linda... Se o Papai já te amava, agora sou completamente apaixonado podendo te ver novamente sorrindo com teus seis lindos dentinhos de aço, que tão rapidamente voltaram a comer tudo em fração de segundos, e querendo andar atrás de mim e da sua mãe – e, às vezes, ensaiando pequenos vôos...

Voe alto, SuperFilha! E viva a vida e a saúde!
O meu obrigado carinhoso à Claudinha (que, na verdade, já sabia das identidades há muito tempo, assídua nos Morcegos comosempre foi!) e à Tuka, em especial, pelo gentil selinho que me foi ofertado (e já postado ao lado!)!

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