quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Comédia em Pé!


BUT PROBABLY THE WEIRDEST PART is when he’s peeing in his Mrs. Doubtfire disguise and HIS SON WALKS IN ON HIM PEEING. | "Mrs. Doubtfire" Is Actually The Most Horrifying Movie Of All Time
- Ops...!

Por mais que se tente, é impossível isolar um filho de certos momentos de intimidade. Afinal, foi deixando a porta do banheiro entreaberta que o saudoso Robin Williams viu seu quase perfeito disfarce da babá Sra. Doubtfire descoberto por seus filhos, que o flagraram urinando em pé no pequeno clássico dos anos 90, Uma Babá Quase Perfeita... Desta forma, eu mesmo já fui pego trocando de roupa ou fazendo xixi, claro que devidamente de costas, porque, normalmente com pressa e descuidado, costumo deixar portas entreabertas e tenho uma adorável garotinha de 4 anos e meio no auge da curiosidade!

Mas o curioso não é isso, e sim quão humorizadamente inteligente costuma ser tal curiosidade: é cada pergunta ou observação que a SuperFilha faz que, honestamente, a risada alta e sem graça é sempre maior do que qualquer calça na mão deste Papai aqui! E, aproveitando o gancho do "xixi de porta aberta", noutro dia mesmo eu recebi a seguinte assertiva da minha inteligente menininha (que havia acabado de ser colocada por mim em seu adaptador de vaso para fazer o último pipi antes de dormir): - Adultos fazem xixi de pé, não precisam ficar sentados... Bom, pelo menos foi isso que entendi, não podendo dar cem por cento de certeza, especialmente diante do acelerado ritmo de coisas que vêm acontecendo neste apartamento desde que os SuperGêmeos invadiram nossas vidas em abril: a Mamãe entrou com algum assunto importante sobre os dois e tudo acabou no terreno da dúvida... Seria porque o flagrado fazendo xixi fora eu, e não a sua mãe, que estaria devidamente sentadinha?

O fato é que a Filha tem um feeling e um timing de Comédia invejáveis - mesmo que não tenha total consciência de tal fato! Prova disso foi o que aconteceu na recreação promovida pelo trabalho para o dia das crianças, no dia 11 de outubro, num buffet local: depois de confrontada por uma garotinha em relação a uns cubos coloridos no espaço dedicado às crianças menores, minha Galinha Pintadinha (cada uma estava com uma fantasia, fornecida pelo local) acabou sendo ajudada pela "ex-inimiga" a recuperar os mesmos blocos antes motivos de disputa, o que gerou uma vontade de aproximação da minha justa menininha... Só que a contumaz timidez impediu qualquer gesto de boa vontade da sua parte: várias vezes perguntando baixinho e distante da nova aspirante a amiguinha se esta queria brincar, não obtendo, obviamente, nenhuma resposta da pequena - que permanecia entretida com um brinquedinho e alheia aos quase inaudíveis apelos -, a minha filhota acabou virando pra mim e vaticinando - Papai, ela não sabe falar...!

Eis a maior graça da vida: saber rir de si mesmo! E, melhor ainda: rir ao lado de quem se ama! Assim, vivo a dar gargalhadas quando vejo contradições minhas sendo "desmascaradas" pelas argúcias da primogênita, quando ouço promessas mal cumpridas sendo lembradas ou quando alguma coisa que já até me havia esquecido de ter dito voltam à tona no seu jeitinho todo peculiar de falar ou cobrar... Noutro dia mesmo, no supermercado, havia várias setas no chão a indicar os caminhos nos quais deveriam permanecer os clientes em fila para servirem-se na ala do restaurante, no que ela imediatamente questionou, e ao que eu prontamente respondi - Filha, são setas que dizem que a pessoa pode formar fila indo pela direita ou pela esquerda do que está sendo servido... E quando perguntei qual seria o caminho da sua preferência, ela me surpreendeu com uma referência política minha: - Eu prefiro a esquerda, Papai...

Mas o melhor eu deixei por último: hoje, na hora de fazer a tarefinha do colégio, numa atividade que tratava de quantas crianças teriam escolhido tais frutas, eu a orientava a melhorar uns números que ela insistia em escrever de forma deitada e desleixada - Filha, por favor! Já é a terceira vez que eu apago, faça direitinho, eu sei do que você é capaz... Chega desse 3 deitado, que mais parece uma letra M: faça esse número em pé!, no que ela não só não se fez de rogada como também me chocou com tamanha comicidade e presença de espírito - e, como boa turrona que vem sendo desde a barriga da Mamãe, escreveu novamente o número deitado, mas agora com uma novidade inteligentemente debochada: desenhou duas perninhas compridas saindo do 3 (ou M...), com seus devidos pezinhos, e olhou pra mim, com carinha de inocente e sorrisinho maroto... Ri alto, confesso, e estou rindo até agora (o que talvez nem devesse ter feito, a fim de não estimular futuras "anarquias"...): adoro o humor inocentemente puro e "sem-querer" dos SuperBebês (especialmente a SuperFilhota, que alumas vezes grita alucinadamente em seu berço para cair na gargalhada quando eu chego, esbaforido!), mas as tiradas da minha filhona e seu humor rápido, preciso e já "crescido" tornam até os dias mais duros em gostosas amenidades!

Sempre rir!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Urubu tá com raiva de Frozen...



Você se lembra dessa?

E, tal como no universo dos videogames, os SuperGêmeos "passaram de fase" pouco depois de completarem 6 meses: com seus dois dentinhos frontais devidamente irrompidos e já iniciados nos lanches frugais e no almoço das sopinhas amassadas há umas duas semanas (com "aroma" de carne e frango), o mais lindo casal de bebês da Via Láctea começou, hoje, a jantar sopinhas! E, assim como vinha acontecendo com as frutinhas, os sucos e o próprio almoço, a SuperFilhota continua se destacando ao detonar, com sua poderosa fominha de garotinha esbelta louca por mais uns quilinhos, o seu pratinho cheio de grumos de verduras e macarrão preparados com carinho pela Mamãe - ao contrário do irmãozinho, que ainda demora mais na sua ceia e normalmente se arrelia e chora durante a refeição, tanto fazendo se no carrinho ou no bebê-conforto! Isso quando um inoportuno cocô ou um dedinho intrometido e fora de hora entre uma colherada e outra não atrapalham ainda mais!

De todo modo, com as barriguinhas cheias e depois dos ainda necessários arrotinhos, os SuperBebês normalmente pedem um merecido cochilo - e, nisso, começa uma nova jornada, ainda mais instável que servir comida para o SuperFilho... É que uma das coisas mais imprevisíveis aqui em casa é o soninho desses garotinhos: tem dia que o menino dorme antes e sem dificuldade, tem dia que o choro é nervoso porque o sono parece perdido em meio às viradas de bruços no berço; tem dia que a menininha adormece tão rapidamente quanto quando devora seus pratinhos; mas, também, quando o espevitamento é maior e sua chupeta fica a cair (ou a ser puxada pelos próprios dedinhos), é grito na certa, para que o "socorro" venha imediatamente! E, mesmo que ambos tenham, por si próprios, instituído uma maravilhosa rotina de dormirem bem, mais ou menos entre as 18/19 e as 22/23 horas, a incerteza, ao longo do dia (e das madrugadas), é o que prevalece!

Por isso é que, numa dessas noites em que o nervosismo dos dois aflorou forte enquanto o mais longo sono do dia não se concretizava, eis que me surgiu, do nada, uma velha e adorável canção que, apesar das citações à cadeia alimentar animal e outros elementos de cunho infantil, traz em seu bojo o velho engajamento contra um antigo Pais de desigualdades: e não é que Ururbu tá com raiva do boi, pequena obra-prima da dupla formada pelos geniais e igualmente saudosos Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, vivendo os personagens Baiano e Paulinho Boca de Profeta em "Baiano e Os Novos Caetanos", agradou em cheio os pequenos, acalmando-os de imediato e funcionando como uma excelente canção de ninar?! Quem diria que aquela brincadeira inteligente em cima do Tropicalismo e do grupo Os Novos Baianos, que passava no longínquo programa Chico City nos anos 70 e depois virou disco, funcionaria tão bem para dois bebezinhos do século XXI... Resta saber sobre o que teriam gostado mais: se das referências aos bichinhos ou se da sátira política contra o "milagre econômico" dos tempos da Ditadura, ré, ré. De qualquer forma, viva o povo nordestino, que é, acima de tudo, um forte: lição que, pelo visto, meus filhos já vão aprender desde a mais tenra idade...

Enquanto os meus pequerruchos "escolheram" a sua canção de ninar, já há algum tempo a SuperFilha vem deixando claro que não quer saber de música alguma na hora de dormir, seja na sua sesta, seja à noite... Sinal de maturidade ou mero capricho ocasional, aquele famoso "ser do contra" que ela adora vivenciar? Jamais saberei com certeza... O fato é que, apesar desse distanciamento, seu interesse por Música segue aumentando, especialmente agora que vem acompanhando longas-metragens até o fim, como uma bela mocinha cinéfila! E, como uma arte leva à outra, o Cinema tem mostrado à Filha que suas trilhas sonoras podem manter viva uma imagem na cabecinha por muito mais tempo. E assim, tal como já mencionei aqui, clássicos como Mary Poppins e Cantando na Chuva foram suas primeiras referências em Música para Cinema, seguidas pelos lindos japoneses Ponyo - Uma aventura que veio do mar e Meu Amigo Totoro, cujas trilhas também baixei da internet... Logicamente que os EUA, famosos por seu imperialismo Disney, não poderiam ficar de fora por muito tempo, e algumas sequências de filmes com suas princesas favoritas também fizeram parte do processo - mas, ainda assim, graças a Deus consegui reverter o fluxo cruzando com os raios da Pixar e a inteligência de Monstros S.A., Universidade Monstros e alguns bons outros derivados, que igualmente viraram mania aqui em casa por um bom tempo... 

Mas nem só de boas referências vive o homem - e, com uma criança, é pior ainda: e a famigerada má influência que uma escola pode gerar acabou rendendo frutos... Eu tentei, juro que tentei, mas não deu: mesmo eu tendo evitado a todo custo mostrar esse grande videoclipe pré-adolescente pra ela, numa aulinha de Inglês uma professora pôs todo um trabalho a perder ao ensinar-lhe a irritante Let it go, do superestimado, porém fraquinho Frozen! E não deu outra: a menina já foi logo me pedindo o filme e sua trilha sonora para ouvirmos o tempo inteiro! Depois, desesperado, tentei barganhar até no lado "menos pior", insistindo que a versão em Português Livre Estou era melhor(zinha), uma vez que ela vira o filme neste idioma e, por isso, eu havia gravado somente desta forma no pen-drive para ouvirmos em cada viagem no carro, mas não teve jeito: ela queria porque queria a versão ianque, com seus gritos ainda mais estridentes que a versão nacional! Pois é: pelo visto, eu terei, inevitavelmente, que ouvir tudo isso (e ainda levar comigo o grude na cabeça) nos dois idiomas e por uma boa leva de dias, semanas, meses... Decididamente, um angu caroçudo que terei que engolir - e que, inevitavelmente, será seguido da mais novinha, quando seu apetite por estas obras de gosto azedinho for tão grande como o é hoje em relação às sopinhas e frutinhas...


Você se lembra dessa? Ah, essa não tem como esquecer: afinal, gruda na cabeça e não sai mais...

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