segunda-feira, 18 de abril de 2011

Duas Maneiras de Contar Meu
Amor para Isabela

18 comentários

"Minha doce Isabela está bem, obrigado!"

– O que foi, Dil? Isabela não terá mais febre, ela ficou boa de verdade... E continuas com essa carinha distante...
– Estava aqui pensando... Incrível como o maior inimigo deste mundo para um bebê é algo invisível a olho nu... Uma bactéria, um vírus... A gente nem sabe direito o que acometeu nossa filha...
– Pior que é assim mesmo... Mas agora é só alegria!


Isabela. Este é o lindo nome da Filha. E o meu é Dilberto. Dela os queridos leitores já sabem um pouquinho; sobre mim: sou casado com a serena Jandira há 3 anos, sou advogado (incrível como a Carla acertou: será que ela tem super-visão telescópica para ter visto os dorsos dos livros jurídicos naquelas fotos?!) e professor, além de escritor amador. E, acima de tudo, sou pai da Isabela!

As mamães de plantão podem estar estranhando: enfim conhecemos a identidade secreta da SuperFamília?! O que aconteceu?! Bom, é uma longa estória... Começo-a dizendo que os motivos da brincadeira do anonimato eram simplesmente... uma brincadeira: não havia nenhuma razão maior! No máximo, porque já possuía o blogue Morcegos e por lá escrevia sobre o universo das Artes em geral (Cinema, Literatura, Música e Atualidades), que acabei por identificar este cantinho novo como algo mais "íntimo e pessoal", cabendo, perfeitamente, um "universo paralelo" de fantasia e de narrativas pessoais em forma de pequenas crônicas! Mas, como o universo, tudo pode perfeitamente possuir uma "verdade paralela": assim, numa espécie de "mundo de faz-de-conta" para Isabela, ela era simplesmente a Filha, Jandira, a Mamãe e eu, o SuperPai, todos vivendo felizes com suas identidades preservadas das entidades do Mal!

Só que, depois de duas semanas de febre intermitente (de 3 em 3 horas...) devida a uma infecção, emendadas por mais alguns dias ainda depois de curada graças a um mal estar em função de um dentinho danadinho que quis alongar os aborrecimentos da minha filha, somados ao tempo curto (como a gente perde tempo em clínicas, hospital, médicos e laboratórios numa hora dessas, meu Deus!) e a uns trabalhinhos atrasados, qualquer super-herói desiste de muita coisa, inclusive de identidades secretas: afinal, o "inimigo" já havia nos achado, depois de 10 meses de saúde plena de minha menininha! E, somado ao fato de que a amiga Claudinha me "descobriu" através do GoogleReader (lá aparece meu nome verdadeiro, uma vez que este blogue é guardado na mesma conta dos Morcegos; só mudo a conta do Google, com a identidade de meu avatar, na hora de comentar), resolvi "aparecer", literalmente, de uma vez por aqui!

Mas não sem contar como foram difíceis os tempos em que estivemos longe deste universo virtual... E, como já disse sobre "verdades paralelas", há sempre duas formas de se contar um fato no universo de uma criança...



A Real...

Como foram difíceis estes últimos dias, meu Deus... Para pais mal acostumados com uma criança que nunca havia adoecido foi muito difícil ver a filha molinha, quase sem se mexer, com mais de 40º de febre algumas vezes... E haja Tylenol Bebê (paracetamol) e Dalsy (ibuprofeno) de 4 em 4 horas para aplacar a temperatura alta e o mal estar – e só isso mesmo que se podia fazer, uma vez que, mesmo depois de passar por duas pediatras diferentes e tantos exames (dois de sangue, um dificílimo de urina e um raio-x do tórax), nada foi propriamente acusado, a não ser a possibilidade de uma virose, no início, e as fortes suspeitas de uma infecção, no final (que tanto pode ter sido urinária, como uma inflamação na garganta, ou ainda um princípio de penumonia!)...

E como foi doloroso ver aquela garotinha, normalmente tão sorridente e cheia de vida e de graça, sem forças, molinha, agarrada ao corpo da mãe ou do pai... E como foi horrível te causar choros de dor por meio de lençóis encharcados de água fria (na emergência do hospital, a fim de obter uma queda mais rápida da alta temperatura para que o exame de sangue pudesse ser melhor realizado) ou mesmo de um chuveiro no meio da madrugada – parecia tortura, Jesus... E como cheguei a chorar, em alguns momentos de desespero, de não agüentar mais ver repetidas febres te dominando, sem que eu pudesse fazer nada, por tantos dias seguidos... Nenhum remédio, meu Deus? "Ah, sim, depois de mais de uma semana, dê a ela este antibiótico, Siont, à base de Amoxicilina, e dentro de 72 horas ela ficará completamente boa"... Por que não dar antes o antibiótico e poupar minha bebezinha de tanto aperreio?! "Porque poderia ser uma virose, que passaria sozinha..." Meu Deus...!

E a "paralela"...

Amorzinho da minha vida, passei as últimas semanas viajando na velocidade da luz pelo Universo procurando uma substância intergalática que pudesse te restabelecer a saúde: não encontrei! Como sabes, a Me dicina terrestre é muito atrasada em relação à de Krypton, e, por isso, acabaste por sofrer tanto as mazelas virais ou bacterianas (como eu disse, em função do atraso, nem ficamos sabendo direito o que houve...) deste planeta...

Infelizmente, filhinha do papai, da pior forma possível, enfim, descobrimos, depois de 10 meses de super-saúde, que és só metade kryptoniana: como tua mãe é da Terra, não herdaste completamente minha super-imunidade aos males deste mundo! E como sofreste as agulhadas dos exames primitivos daqui (tantos séculos de conhecimento e ainda não inventaram formas menos dolorosas para bebês?!) e as febres fortes, que te amoleceram mais do que kryptonita... E, falando nisso, descobri que não há substância em galáxia alguma que me enfraqueça mais do que te ver doente, minha linda... Se o Papai já te amava, agora sou completamente apaixonado podendo te ver novamente sorrindo com teus seis lindos dentinhos de aço, que tão rapidamente voltaram a comer tudo em fração de segundos, e querendo andar atrás de mim e da sua mãe – e, às vezes, ensaiando pequenos vôos...

Voe alto, SuperFilha! E viva a vida e a saúde!
O meu obrigado carinhoso à Claudinha (que, na verdade, já sabia das identidades há muito tempo, assídua nos Morcegos comosempre foi!) e à Tuka, em especial, pelo gentil selinho que me foi ofertado (e já postado ao lado!)!

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