terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Minhas Férias


26 de janeiro de 2014
São José de Ribamar, Morros e Shopping São Luís... Sim, demos umas voltas!

Ainda me lembro do meu primeiro dia de aula... Não como aluno, mas como professor: tinha eu meus 18 pra 19 anos e trabalhava pela primeira vez, com carteira assinada e num grande colégio - no caso, o mesmo em que estudei por uma vida inteira até então. Como minha disciplina era a sempre temida Redação, a responsabilidade era grande - ainda mais, diante de minha pouca idade, com ínfima diferença em relação aos meus alunos, todos do segundo grau... Então me pus a tentar mostrar serviço e me fazer o mais dinâmico e diferenciado possível: se eu não poderia fugir do chavão de pedir que escrevessem uma redação na minha primeira aula, uma vez que tinha que saber qual o nível em que cada aluno, de cada turma, andava, então que eu me mostrasse criativo - Então nada de texto intitulado "Minhas Férias", hein? -, brinco, sorrindo, no que percebo quase todos os alunos desmanchando seus cadernos com borrachas lambidas (daquele jeitinho que "apaga" caneta...), lançando mão de seus corretivos ou levantando lamúrias contra aquela minha "injusta" resolução - Poxa, professor, mas já comecei falando disso...

Realmente, não dá para evitar: o primeiro dia de aula sempre traz essa ideia do inconsciente coletivo de falar sobre o que se fez nas férias! Certo que a SuperFilha, embora já escreva bem muitas coisas, ainda não esteja na época das redações, mas creio que ela, do seu jeitinho, vai entrar em muitas "rodinhas de discussão" infantil, com a professora ou somente ao lado de suas coleguinhas, e "comentará" sobre o que elas andaram aprontando nesse tempo em que estiveram longe da escola! Se bem que, com a correria com os SuperGêmeos, nem sei se a minha garotinha teria tanta história assim, vez que não pôde aproveitar esses meses como eu gostaria, infelizmente passando mais tempo em casa, na companhia de inúmeros repetecos de seus filmes e programas favoritos (em DVD, que, pra completar, estávamos sem TV por assinatura), assim como de seus joguinhos na recente novidade do tablet... - É assim mesmo, meu amor: não há como dar a atenção que nossos filhos merecem... Não te lembras da nossa infância? Desde quando vivíamos saindo ou brincando com os nossos pais o tempo inteiro? Pelo menos, com tua flexibilidade de horário, estiveste bastante presente com ela, na medida do possível - e de que os bebês deixaram... - me confortava uma sensível Mamãe.

De qualquer forma, ela ainda conseguiu fazer três pequenas viagens a cidades-balneário próximas (sendo duas para um famoso rio, com clube e piscina, a duas horas daqui), reviu três primas com que há muito não brincava e com elas aproveitou bastante em casa e pelos shoppings, dormiu na hora que entendeu por muitos dias, explorou bastante o apartamento da Vovó-Dinha, onde costumava dormir nos finais de semana em meio a muitas brincadeiras lúdicas e ganhou do Papai aqui um sem-número de revistinhas das bancas, entre álbuns de figurinhas, livrinhos e edições de passatempos - com direito a grandes desdobramentos da minha parte, para me fazer presente para ler essas edições (muito mais livros e revistas do que ela dava conta, admito - eta, pai exagerado e sem jeito!), bem como  na hora de brincar de circo e de casinha com suas bonequinhas e realizar inúmeras consultas com sua maletinha de médica, além de gerenciar o dia-a-dia e cuidar, ao lado da mãe, dos meus SuperBebês - ainda mais quando foi para o brejo (literalmente...), ao menos por enquanto, o nosso sonho de ter uma boa ajudante a cuidar deles (ficamos mesmo só com nossa funcionária da casa, que dá uma força quando a coisa aperta pra mim ou para a mãe)...

Até tentamos uma colônia de férias, m seu próprio colégio, onde, antes do fim da "semana dos heróis e princesas", ela mesma já admitia que não queria mais ir pra escola pra brincar... Só pra estudar! Bom, acho que, mesmo com as muitas limitações impostas pela vida, daria, sim, para que a Filha se saísse bem numa bela redação recheada de situações bacanas para um tema sobre férias... No que dependeu de mim, até uma ida ao supermercado eu tentei transformar em diversão, nalgum carrinho velho de compras (de preferência, aqueles com um carrinho colorido acoplado... E com volante, fazendo favor!)! Curiosamente, ela segue estudando no mesmo colégio onde comecei minha vida profissional (hoje leciono em faculdades), onde cresci e, por fim, encontrei sua Mamãe, com quem estudei, na mesma classe, nos últimos três anos do meu ensino médio e onde escrevia bastante... Quem sabe, uma das melhores redações que li quando professor naquela escola não tenha sido da minha própria menininha, já crescida mocinha e uma excelente aluna e redatora, num desses cruzamentos loucos dos tantos universos que possam existir por aí, cheios de fantasia...? A mesma fantasia de que é feita a imaginação da minha pequena, a saber ampliar o pouco que aconteceu numa grande aventura, e que, no fundo, me dá a certeza de que, nas próximas férias, tudo será bem melhor... E mais animado!


Frozen, Enrolados, Meu Malvado Favorito 1 e 2, Rio...
Tudo bem, boa parte do tempo a gente estava meio enrolado na cadeira, fosse no tablet, fosse vendo TV (comigo e com a Mamãe ao lado, enrolados com os gêmeos)... Mas, sorria: não foi tão mal assim...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Natais, Fins de Anos e Muita História pra Contar...


Terça-Feira, 06 de janeiro de 2015

25 de dezembro de 2010: aquele seria o seu primeiro Natal... E eu, felizardo pela linda e honorável nova companhiazinha, além de um lindo presépio com figuras em resina que encantava à primeira vista por causa dos bonitinhos personagens do nascimento do menino Jesus, todos com carinhas infantis, eu lhe ofertei algo que daria o toque perfeito ao momento mais que especial: um par de sapatinhos de porcelana, encontrado numa popular loja de departamentos, mas que guardava o charme da exclusividade, uma vez que só havia duas caixinhas com o precioso relicário na ocasião (e, desde então, nunca mais encontrei igual em lugar algum de minhas andanças)! A SuperFilha, apesar de devidamente apresentada a eles, nem teria noção daqueles mimos, com apenas 6 meses de vida na época, e sequer nossa recém-ampliada família passaria as boas festas em casa para "admirar" o novo enfeite, de malas prontas que estávamos para a nossa primeira viagem de carro rumo à terra natal da Mamãe (com um meio que equivocado reveillón num abandonado estado vizinho)! Mas, na volta, com o empacotamento dos enfeites natalinos nas devidas caixas do Dia de Reis, os sapatinhos já marcavam uma especial presença em meio às demais peças...

Dezembro de 2011 e, na falta de um lugar com mais destaque, os sapatos gravados com "MEU PRIMEIRO NATAL" brilharam como adorno no topo do pinheirinho de plástico (apesar do peso). E, com a Filha a perambular por sobre suas próprias pernocas pela casa inteira, eis que a mania renitente de tudo pegar e puxar acabou por fazer sua vítima mais sofrida: ligeiramente obcecada com tantas bolas e laçarotes pendurados no pinheirinho de plástico, a árvore costumeiramente encontrava o chão devido à avidez daqueles dedinhos gordos que nada perdoavam e, infelizmente, um daqueles sapatinhos mais pesados e tão queridos se despedaçou em meio a tantas quedas... Até cheguei a guardar os cacos, na vã esperança de colá-los todos e ter bastante história pra contar quando ela fosse maior, mas não dava: mesmo com a mais arguta das precisões no colar de tantos fragmentos, o objeto remendado ficaria visivelmente feio! Só restava, agora, guardar o sapatinho remanescente... E o ano novo adentrou nosso estimado lar comportadamente, em casa, ao som de Marisa Monte e com a pequena "desordeira" aconchegada no reino dos sonhos...

2012 chegava ao seu fim e a linda menininha, no alto de seus "avançados" dois aninhos, reinava absoluta pelo apartamento (que começava a evidenciar-se como pequeno...) e se comportava melhor diante dos objetos de decoração de fim de ano: sendo assim, aquele sapatinho, em que ora constava somente a palavra "NATAL" (o "MEU PRIMEIRO" tinha ido pras cucuias...), seguia inerte no topo da árvore recém-montada, e assim, tranquilo, seguiu para a devida caixinha ao final das festividades, o mesmo se dando em 2013 (com os reveillóns de ambos os anos num restaurante na praia, a ver os fogos, com a mini-serelepe meio assustada com a zoada toda, mas animadíssima em suas primeiras madrugadas)... Neste ano, a curiosidade de uma já "mocinha" acabou por quase colocar em cheque não só o estimado sapatinho como também o belo presepinho, já desfalcado, porém, em algumas "orelhas" dos animaizinhos, vítimas de quedas em anos anteriores, também por causa dos tais lindos dedinhos gordinhos e desajeitados de outrora!

O engraçado é que agora, em pleno 2014, era do domínio completo da "rainha" da casa - como a SuperFilha é a mais velha, gosta de aproveitar os icônicos príncipes e princesas Disney para tirar sarro dos irmãozinhos, os SuperGêmeos, com ela sempre sendo a "poderosa" mandatária-mor e eles, os principezinhos -, minha linda garotinha de 4 anos e meio, de tanto mexer nas coisas durante os momentos de falta do que fazer, especialmente naquelas horas cruciais em que a mãe e eu lutamos juntos (ou sozinhos...) com os recém-chegados à família enlarguecida neste ano abençoado que se finda, terminou derrubando do presépio o "São José", que quebrou a cabeça - e quase a perdeu para sempre, uma vez que, de debaixo do sofá para onde havia rolado, seguia para o lixo graças à enorme "atenção" dada pela funcionária da casa na hora da faxina, porém foi salva por mim no último minuto! Infelizmente, minha mias velha também deixou cair o derradeiro sapatinho natalino - que, assim como o da Cinderella, desfez-se em pedaços tão logo tocou o chão - um de porcelana, tudo bem que aconteça isso, mas... o de cristal do conto? Até hoje não engulo essa história!

No fundo, sinto que a "culpa" foi mesmo minha: finalmente bem "consciente" de tudo em sua volta, este seria o primeiro Natal com total participação da filhota, e eu, ávido por lhe mostrar tudo, aticei sua curiosidade com todas as devidas explicações em torno do comercial Papai Noel até os personagens da simbologia cristã e o devido "aniversariante" homenageado (criação da Igreja Católica, em priscas eras, definindo uma data de nascimento para Jesus que coincidisse com rituais pagãos do fim de ano - mas isso é história para o futuro!) - Papai, é você que compra o presente... Mas é o Papai Noel que traz pela chaminé na noite do Natal, né?, questionava uma já confusa menininha, tamanho o massacre consumista perpetuado pelos seus desenhos animados favoritos e comerciais opressores de seus canais infantis! E aí é que entro com minha "participação" nas quedas e quebras: - Estes são os três Reis Magos, Filha: eles vieram de longe para agradecer a Deus pelo seu Filho e lhe dar presentes; estes são os bichinhos que estavam na gruta onde Jesus nasceu, porque não havia hospedagem na cidade cheia; este é o anjinho que anuncia a chegada da criança especial; e estes são Santa Maria e São José, os pais escolhidos para terem o divino bebezinho...

E assim, desperta em torno do lúdico jogo de peças bonitinhas (cada personagem parece um bonequinho) e os momentos de ócio nas férias, o relicário acabou virando brinquedo e haja ela "só me mostrar" que esta era Santa Maria, este era o Rei Mago Belchior, bem como arrumar um pra cá, arrumar o outro pra lá, perfilar todos por trás da gruta, na frente etc. Inevitável a queda do "José", o que também acometeu o pobre sapatinho, após ter sua "história de vida" narrada com todo o carinho para a herdeira de todos esses mimos - Estás vendo esse sapatinho aí, Filha? Eu o comprei pra você no ano em que você nasceu, pra comemorar o seu primeiro Natal com a gente... E tome de volta, por repetidas vezes - Papai, esse é o sapatinho que você comprou pra mim quando eu nasci..., sempre segurando o enfeite, para dar a devida ênfase, até que... Ele caiu e se quebrou! Mas como foi "só" em três fragmentos grandes (além de um pequeníssimo, que escapou na poeira), eu os recolhi, em meio aos sentidos pedidos de desculpa da pequena - tocante: ela entendeu e sinceramente sentiu a importância da coisa toda - e os guardei para, "em breve", colar tudo e manter a nossa pequena tradição familiar...

Mas, diante da farta correria que foi este mês de dezembro, espécie de dura síntese do ano inteiro, que em tudo atrasou nossas tradicionais montagens da decoração natalina, costumeiramente iniciadas no primeiro dia do último mês, tudo foi sendo adiado ao ponto de alongar-se, aos poucos e em doses homeopáticas, até o fim do ano - as últimas luzes, por exemplo, foram colocadas na véspera de 2015! Não tenho do que me queixar, entretanto: tudo transcorreu em paz e melhor do que minhas melhores previsões, uma simples, porém incontestável belezura de fim de ano! Com os sorrisinhos mais lindos da Galáxia e enormes brilhos vindos dos seus graúdos olhos, meus filhos foram a real e mais bela decoração destes 6 anos e meio de nossa família e iluminaram as noites felizes do Natal e do reveillón em gostosas ceias preparadas com carinho pela superpoderosa Mamãe-X (como ela conseguiu aquele peru tão macio e suculento? E aquela linda salada colorida? E aquele filé ao molho de cebolas? Santa habilidade no meio da tempestade, Batman!) e saboreadas pelo trio da casa (os SuperBebês despertaram juntos, próximo das duas meias-noites especiais, mas, é claro, ficaram só no leitinho da mamadeira, rindo-se com todo aquele movimento) e por dois ilustres convidados, a Vovó-Dinha e seu escudeiro, o Vovô Lito, que animaram o primeiro Natal com a filhona a participar das altas horas das ceias e quitutes em casa!

Até do "bom velhinho" ("bom" pra quem? Só se for para os 'shoppings'...) eu me vesti!  Não para alimentar nenhuma mentira lendária, mas, sim, para bem explicar que tudo, nesta adorável época do ano, não passa de uma bela fantasia cheia de luzes e encantos, às vezes recheada de fé; noutras, carregada em comilanças e bebedeiras, mas que o amor e o calor familiares, aliados ao agradecimento pelas bênçãos de Deus em nossas vidas, são realmente a verdadeira força deste tempo de recarga para mais um ano que se inicia! Certo, admito, paguei esse mico (devidamente registrado em fotos) também foi para ver a reação dos menores, que em nada se assustaram - ao contrário da irmãzona, que persiste com sua "Noelfobia" e insistia em tirar rapidamente a foto ao meu lado, sob protestos de Tira, Papai, tira logo essa barba, tira... 

Ainda houve uma improvisada festinha de 8 meses dos gêmeos, coincidente com a data natalina, ricamente preparada pela super-heroína Vovó, que conosco cantou parabéns pra cada "mensariante", sem jamais esquecer a afilhada-neta, com uma deliciosa cobertura de chocolate para o bolo que, com certeza, marcou ainda mais este nosso tempo em família na tenra cabecinha da minha linda garotinha - no ano que vem, com ela já tendo passado dos 5 aninhos e com a consciência ainda maior sobre tudo, incluindo, aí, as primeiras boas lembranças da vida, espero que ela possa se lembrar deste nosso querido final de ano e, ao mesmo tempo, acumule novas e igualmente gostosas memórias natalinas! Sem esquecer os estimados presentes, categoria em que se sagrou a recordista da noite, com 3 brinquedos - o meio "surdo" Espelho Encantado, da Estrela, da Mamãe; miniaturas da Dora e seus irmãozinhos gêmeos, do Papai aqui; uma boneca da Pequena Sereia Ariel, da Vovó, que também lhe ofertou, como Madrinha, um belo vestido para passeio!

Ah, curioso sobre os natalinos relicários quebrados? Colei-os, perfeitamente (apesar do farelinho faltante na frente do sapatinho), só que, com o tempo ainda exíguo, quase neste Dia de Reis é que consegui pôr tudo de volta em seus devidos lugares de honra, para futuras novas histórias... Agora é guardar tudo para o final destes novos 365 dias: felizes novas recordações a todos!


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