segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Oficial!


O último dia 16 de setembro começou como mais uma quarta-feira normal, com todos acordando bem cedo no lar da SuperFamília: a Mamãe X despertando às cinco e meia para a mamadeira de leite de um sempre exigente (e com choro atômico!) SuperFilho; uns 40 minutos depois, o SuperPai aqui corre para acolher as súplicas da sempre doce (desde o acordar...) SuperFilhotinha, que também faz jus ao seu leitinho; tudo isso numa luta básica pelo maior silêncio possível, a fim de conceder mais meia hora para a SuperFilha, que também teria de se levantar logo para os rápidos preparativos antes de correr para a escola (cujos portões ficam "oficialmente" abertos até às 7:45 h), em meio ao duro trânsito que existe até lá. Mas quem pensou que nada de novo se seguiria naquele dia acabou nem percebendo o quão especial viria a tornar-se aquela "mais uma quarta-feira qualquer"...

E a "virada" começaria na normalmente corrida hora do almoço: por ser dia de balé no ingrato horário final das aulas da Filha, o regresso do trabalho com a minha linda bailarina para casa nas quartas é sempre muito estressante! E a correria louca de driblar os engarrafamentos do pós-meio-dia e o tentar pôr aquela menina à mesa antes das 13 horas, lutando para que ela coma decentemente entre as atrações da TV já ligada para os SuperGêmeos e a gostosa farra com os mesmos, tentando ver os três num cochilo à sesta antes das 15 h, mesmo com os préstimos da estimada SuperBabá, confesso, trata-se de tarefa hercúlea, embora das mais corriqueiras do nosso dia-a-dia... A não ser que um dos membros desta família incrível resolva armar uma feliz surpresa justamente para esta hora nervosa - e foi exatamente isso o que o Filhão resolveu fazer neste dia: andou "oficialmente" pela primeira vez, pela sala do apartamento, no seu melhor estilo "o bêbado e o equilibrista", para a felicidade geral de todos (à exceção da mãe, ainda no trabalho, que não pôde presenciar o mágico momento)!

E eu digo "oficialmente" porque, por mais coisas maravilhosas que os filhos aprendam e realizem minuto a minuto desde o seu nascimento, os pais normalmente se valem de algumas "balizas" para delimitar o "marco zero" de determinado super-feito! E, assim como é melhor considerar a "primeira palavra oficial" como aquela dita com direcionamento (a não ser os manjados "mamã" e "papá" ditos a esmo e desde sempre), o "primeiro andar" só é oficialmente considerado aqui em casa quando o bebê consegue dar vários passos em sequência, sem cair ou descambar para apoios ou engatinhamentos, por um razoável pedaço de chão! Assim ocorreu com a filhona, que andou "oficialmente" com um ano e três meses, exatamente um dia após o Dia dos Pais do já longínquo 2011, por todo o corredor do apê desde o meu quarto até a porta da sala (tudo devidamente filmado!), e também ocorreu com a filhotinha, que deu seus "primeiros passos oficiais" ao cruzar a sala até o balcão da cozinha, com a mesma idade da mana mais velha (somente com uma semana de "atraso"). E, ainda que "fora da média" da casa - e das meninas -, o meu "caçula" (nascido cinco minutos após a irmã gêmea) não saiu da média estabelecida para os gêmeos, onde, em geral, considera-se algum tempo extra para o desenvolvimento natural (que se pode estender até 1 ano e 5 meses para o andar).

Mas o caráter de "oficialidade" para aquela data ainda não havia acabado... E, apesar do chato comunicado da Mamãe de que se atrasaria - o que me levaria a um consequente atraso na minha saída para novas labutas -, havia uma novidade especial junto à sua volta pra casa: a Tia , sua prima, que oficialmente por aqui nos anunciara, algumas semanas antes, a feliz novidade de seu "especial estado interessante", viria pra cá a fim de "trocar figurinhas" sobre a maternidade! - Ah, quer saber: não vou mais sair, não; amanhã dou meu jeito pra organizar tudo: aproveita a tua prima e a Ciça e vão logo vacinar esses meninos, enquanto trabalho por aqui mesmo e aproveito a diarista para orientá-la a deixar o jantar pronto! Eu queria mesmo convidar a Rô para um camarão num domingo desses, para também lhe fazer aquele "comunicado especial", né...? - comentava, ainda pelo telefone, com a agora super-experiente Mamãe (que, sinceramente, deveria passar a ministrar palestras e workshops sobre o tema pelo Brasil afora, tamanha a tarimba alcançada pelo frenético ritmo dos três filhos).

Missão arduamente cumprida em relação às muitas vacinas atrasadas (com postergamento somente em relação à SuperFilha, por conta de alguns efeitos colaterais possíveis no meio da semana) e com todos de volta para casa, a buchudinha e arredondada visita ilustre já demonstrava o costumeiro cansaço dos avançados três meses e meio de gravidez em meio aos famosos cochilos dessa fase quando, finalmente, depois de todos os pequerruchos devidamente alimentados, arrumados e encaminhados para dormir, foi anunciado o "oficial" jantar especial: tempurá de camarão e talharin com camarões ao molho branco. Mas, oficialmente, o que havia mesmo para celebrar? - deveria estar se questionando a nossa querida parente e amiga em sensibilidade aguda... - Ah, comemoremos sempre a vida, a saúde dos meninos, mas há uma 'notícia oficial' a proclamar e é uma bela notícia... Não fazes nem ideia?! Bom, então que rufem os tambores... 

Depois de tanto suspense barato (adoro uma supervalorização dramática...) e de protestos de "Chega!" por parte de minhas duas convivas, vaticinei: - Tia Rô, a Mamãe e eu queremos muito que você seja a madrinha da Filhotinha... Convite aceito e muita alegria com o time finalmente completo por pessoas especiais (já composto pela Tia Wandoca e pelos Tios Van e Vefinho: só falta marcar este batizado duplo!), leves e soltos risos amenizando os espíritos de tanta pressa e opressão e um dos mais deliciosos fins de noite diferentes para uma quarta-feira qualquer que tornamos especial... Oficialmente falando, é claro!

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sábado, 12 de setembro de 2015

SuperCidade


"Quando eu era criança pequena lá em Barbacena", eu adorava quando, nos (poucos) filmes que existiam naquela época sobre Super-Heróis, a primeira cena mostrava, ao longe e em cena estática como num cartão-postal, o contorno da cidade do poderoso justiceiro com o respectivo nome embaixo - e isso era, por si, uma fotocópia escancarada do comecinho de Batman (1989), o grande responsável por alavancar aquele pequeno fenômeno de "filmes de heróis" do comecinho dos anos 90 (Dick Tracy e O Máscara nos cinemas, The Flash na TV etc.). Bom, na verdade, nunca sequer fui a Barbacena: é só jeito de falar de "priscas eras", aproveitando um jargão de um falecido comediante de um antigo programa humorístico da TV... de quando eu era pequeno!

Mas a ideia de ter uma origem numa Cidade realmente sempre me disse muito - afinal, nos Quadrinhos, sempre foi assim: Batman cuidava de Gotham; Super-Homem, de Metrópolis; Flash corria em volta de Central City; Lanterna Verde amava Coast City (ficando nas fictícias); o Quarteto Fantástico e os X-Men, se não estivessem numa missão interplanetária, eram os heróis de Nova Iorque (enfim, uma cidade real)... E como eu sigo Super-Herói, a contar, em meus diários, o dia-a-dia de uma SuperFamília espetacular, nada mais justo do que ter o meu rincão para proteger - mesmo que tal "proteção" esteja mais para o sentido afetuoso da palavra do que para as cenas de ação dos filmes de heróis das HQs!

Afetuoso porque nem sempre ter um peito de aço e voar ou se lançar por entre arranha-céus a combater o crime são a única forma de se proteger uma localidade, bem como os seus moradores - até porque o primeiro é realisticamente impossível e o segundo, nesta Cidade, é complicado, com os limites de 15 andares para os poucos prédios mais altos (e concentrados numa pequena região do mapa)! Assim, o conservar sua memória, no amor aos detalhes da sua cultura secular e do seu povo valoroso e criativo, passeando por suas ruas estreitas e mostrando os seus tesouros desde os tempos de namoro (com a hoje Mamãe) até os dias atuais, com a Filha a coletar dados in loco para a pesquisa da escola, não deixa de ser uma preservação do lugar onde nascemos - e quem preserva, protege!

Assim, bem maior do que Barbacena - ela tem uma cara de "cidade pequena", mas ainda é a capital do Estado -, porém infinitamente mais recatada e modesta que Gotham City, a "grande ilha" de São Luís mereceu os parabéns pelos seus 403 anos comemorados no último dia 8! Sim, ainda há´inúmeras injustiças - o "vilão" por estas bandas sempre foi outro, o político, mais particularmente uma espécie de Lex Luthor bigodudo que mandou e desmandou por aqui, fazendo muitas maldades impunes nos últimos 50 anos... Ainda há muitos problemas a resolver (trânsito, ocupação desordenada, desigualdades sociais)... Mas passear por ela tão bem acompanhado, tal qual naquele mágico 8 de setembro de 2010, quando a SuperFilha dava a sua primeira "voltinha oficial" pelo Centro Histórico aos 4 meses (com as ilustres companhias do Vovô Lito e da Vovó-Dinha), agora a contar as histórias dos telhados laranja, dos casarões com pórticos coloridos e janelas sem-fim e dos azulejos nos sobradões de imensas escadarias, não tem preço!

E, num tempo em que as mega-hiper-superproduções cinematográficas sobre Super-Heróis já viraram uma realidade por vezes cansativa, nada melhor do que, agora, ensaiar os primeiros passinhos dos mais novos super-seres da casa: assim, o SuperFilho - que está mais para uma combinação de Hulk com Homem-Aranha nos últimos tempos - e a SuperFilhotinha - que, sendo a cara da Anne Hathaway, lembra a nova Mulher-Gato dos cinemas em versão short e fofinha -, logo, logo, estarão desbravando esse chão onde o seu SuperPai nasceu, a descobrir suas origens e entender um pouco mais dos seus latentes "superpoderes de proteção" - tradição na família há muito tempo e garantia de preservação da cidade por mais séculos e séculos para o futuro...

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Iguais?!


Tudo depende de uma perspectiva...

- E as suas meninas, como estão? 
- "Meninos"! Existe um rapaz no meio das duas... 
- Ah, sim... É ele que é o gêmeo com outra menina, né?
- Isso mesmo! Estão saindo de uma gripe bem chata, mas estão bem, graças a Deus... 
- Eles são iguais, né... Gêmeos idênticos? 
- Não: como eu já disse, eles são um casal e... 
-Ah, tá! E quando é que eles completam um ano? 
- Eles já completaram faz um tempinho: os dois já têm 1 ano e 4 meses... Na verdade, a senhora sempre me pergunta essas mesmas coisas quando venho à sua banca, mas parece que sempre se esquece das minhas respostas, ré, ré, ré... 
Pois é: parece que o meu casal de SuperGêmeos desperta essa vontade adormecida de qualquer um vir puxar assunto a seu respeito! E, por isso, acabei estabelecendo uma espécie de "lista" com as coisas que mais "adoro" responder a estranhos quando passeio com meu supercasalzinho ou a pessoas sem maiores intimidades com a família, que, vira e mexe, também vaticinam com quase as mesmas perguntas vazias: 
1. - São gêmeos? - ou, sua variante não-dominante da Língua Portuguesa: - É gêmeo?. Sorriso amarelo, resposta afirmativa (ok, vá lá: poderiam ser primos ou amiguinhos COM QUASE AS MESMAS DIMENSÕES dividindo um carrinho duplo para bebês gêmeos... Poderiam mesmo?!), passemos à segunda e certa pergunta... 
2. - São duas meninas? - e isso quando, na maioria das vezes, cada um  deles veste uma cor BEM característica do seu sexo (tipo o clássico dueto "AZUL/ROSA) ou então é BEM visível a envergadura larga do SuperFilho em relação à SuperFilhotinha (cujo brinco é ainda MAIS evidente)...
3. - São "iguais"?/ São idênticos?... Puxa vida, além de EVIDENTEMENTE diferentes, o "atento" questionador parece não ter observado a minha resposta negativa para a pergunta anterior: é um CASAL, meu Deus, como podem ser gêmeos IDÊNTICOS (o que envolveria questões como MESMO genoma, na ampla maioria das vezes MESMA placenta, MESMO óvulo, MESMO espermatozoide e, consequentemente, MESMO... SEXO!)! 
Na verdade, o que paira dominante por sobre o imaginário popular parece ser a curiosidade sobre o "diferente" (hoje em dia já nem tão incomum assim, com tantos gêmeos nascendo de tratamentos de fertilidade ou de gestações um tanto quanto mais tardias) - ou, melhor dizendo, curiosidade pelo "igual": afinal, o nome originalmente remonta, imediatamente, à ideia de um "par de jarros", de torres, enfim, de objetos idênticos. Assim, o imediatismo popular sempre clamará por um "espetáculo" - e nada mais empolgante do que ver, no meio de tanta "mesmice de diferenças", dois pequenos seres iguaizinhos...
Entretanto, apesar de ter nascido no mesmo dia, tanto o Papai aqui como a Mamãe sabemos muito bem o quão diferentes eles são entre si: minha superbebezinha segue solta por este mês de agosto com seus passos firmes pela casa inteira, seguindo a "tradição feminina da família" (minha primogênita SuperFilha andou completamente um dia após o Dia dos Pais), no seu peculiar andar de "múmia na lambreta" (lembra muito o Boris Karllof no clássico da Universal, com as pernas retesadas e os braços estendidos, só que com a mão direita como que acelerando uma moto!), "fala" pelos cotovelos ("Coticoticoti... Azbrllll") e dorme sozinha no seu bercinho em poucos minutos quando com sono; já o meu "suave" "bebê hulk" continua preguiçoso e só anda de verdade quando é o jeito (ambos seguem dentro das previsões dos médicos, uma vez que gêmeos têm "prazos" diferentes para o desenvolvimento), prefere o silêncio ou os gritos e choros de manha a maiores articulações e, para pegar no sono, haja braço a embalar a rede com os devidos balancinhos por uns bons minutos...
Tudo bem, os meus superpimpolhinhos também guardam muitas coisas em comum: adoram tomar a chupeta (e qualquer outro objeto interessante) um do outro, são bastante afetuosos com a família (com o Filho levando uma razoável vantagem no grude com a Mãe) e, além de lindíssimos e muito fofos, são muito inteligentes e atentos ao mundo em volta! Mas resta muito claro que, ainda que os meus filhinhos tivessem a mesma aparência física, o certo é que nenhum deles nem ninguém mais no mundo é igual a outra pessoa, não importando a idade, o sexo, a etnia ou a situação familiar comuns - mesmo gêmeos univitelinos não possuem idênticas impressões digitais entre si!  E eis aí uma coisa que até a minha incrível Filha, no alto da "experiência" dos seus 5 anos bem vividos, já percebeu: eles são muito diferentes, entre si e em relação a ela, antes a única dona do espaço! E, compreender a beleza das diferenças e saber conviver com essa magia são os primeiros passos para um crescimento como pessoa rumo a uma humanidade bem melhor e de mentalidade menos tacanha que a da sociedade de hoje... Ah, e também ajuda bastante numa reformulação daquelas cansativas e iguaizinhas perguntas chatas sobre gêmeos!

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