segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Último Domingo de Agosto


Na semana passada, ao chegar ao colégio da Super-Filha para buscá-la, deparei-me com uma surpresa: duas lindas pinturas plastificadas, com várias cores sobrepostas, dentro de um grande envelope onde constava um grande selo que, por sua vez, parecia ser uma homenagem da escola aos pais dos mini-alunos:

- Era esta a lembrança para o Dia dos Pais, Professora?
- Sim, demorou porque a gráfica atrasou os pedidos: dois jogos americanos pintados pelos alunos, numa técnica de pintura com gelo...

Como é bom ser pai para amar... Afinal, maravilhado e quase às lágrimas com a beleza plástica da combinação de cores que a minha menininha havia feito, inicialmente nem reparei no "malfeito" do colégio: não só aquela simplória e grosseira plastificação em nada se parecia com um jogo americano, como também a tal "lembrança do Dia dos Pais" era entregue com uma semana de atraso! E pior: havia no envelope a citação a uma dessas duplas de "sertanejo-pop-universitário" (música brega com levada moderninha) como "homenagem" aos sofridos papais daquela escola...

Pra falar de amor de verdade
Vou começar pela melhor metade
Te mostrar tudo de bom que tenho
E se for preciso eu desenho
Que eu amo você 

Certo, eu adoro almoçar e jantar sobre aquela gravura lindamente feita por ela, mas... O que custava terem entregue a referida lembrancinha por uma data tão especial ANTES da data especial? O que custava terem caprichado mais no acabamento do tal "jogo americano" (especialmente quando eu PAGUEI por ele, ainda em junho, mesmo entregando uma quilométrica lista de material escolar no início do ano)? E, por fim, o que custava citarem algo melhor na homenagem aos pais (tudo bem, eu entendi a alusão ao lúdico com a referência a "desenho", mas... "Jorge e Mateus"?! Pelamordideus)...?

Sem falar na "celebração" que a direção "organizou"... Tal como se deu com o Dia das Mães, quando tentaram levar os pequerruchos e suas progenitoras (tudo devidamente pago à parte pelos pobres pais, claro) ao cinema, mas que, devido a um atraso na inauguração de um novo 'shopping' na cidade (porque tinha que ser AQUELE cinema e NAQUELE 'shopping'?! Hum...), acabaram entregando uma desorganizada e ligeira "apresentação coletiva", no ginásio escolar, somente uma semana depois, eis que a "festa dos pais" seria no mesmo cinema (enfim inaugurado!), para ver uma dessas animações em 3D... Como é?! Eu, que sonho com a primeira ida da minha garotinha ao cinema (qual será o filme? Qual sua reação? Com quantos anos? Será marcante para ela?), vou levá-la em seus tenros 3 anos para sentir-se perdida num longa de mais de uma hora e meia - e com incômodos óculos especiais para toda a projeção?! Claro que não! É homenagem aos pais ou ao tal cinema inaugurado?! Se não fosse a bela festinha de São João, realizada em junho, eu já estaria traumatizado...

Não entendo o que desejam ensinar aos nosso filhos... Calma, não tenho maiores queixas contra a escola: minha garotinha já sabe falar bem (e cantar e botar no contexto) Inglês, aprendeu muitas coisas de Balé, venceu a timidez e já adquiriu inúmeras noções de Informática, Música, Artes... Mas é no quesito "organização" que ando um tanto quanto cabreiro: e o valorizar os pais em seus dias especiais? Não seria um bom aprendizado a escola preparar, desde cedo, os super-garotinhos a homenagear seus pais pelo amor compartilhado, na época certa? E como é que se faz isso com um atraso tão grande? Sim, porque o mesmo aconteceu com a Mamãe, que recebeu sua camiseta estampada por uma outra pintura da Filha tempos depois do seu dia, em maio...

Sinal dos tempos... Graças a Deus que o meu Dia dos Pais deste ano ficou marcado mesmo pela primeira vez em que ouvi "eu te amo" da filhona (e ouço até hoje, acompanhado de "Feliz Dia dos Pais, Papai", sempre que ela encontra a caixa vazia da camiseta ainda guardada!)! Saudades dos meus tempos de menino, quando decorávamos trechos de clássicos da Poesia e recitávamos para as mães com rosas em punho na sexta antes do dia das mães ou quando, do nosso jeito, fazíamos, com nossas próprias mãozinhas, cabides e porta-chaves para os nossos pais e lhes entregávamos no domingo especial, ainda pela manhã... E as crianças de hoje, entrando tão mais cedo na escola, são tratados sem o devido cuidado e sendo jogados em exibições caça-níqueis sem nenhum apelo emocional para nós, pobres superpais... Agora as homenagens ficaram caras - e, pior: em 3D!


Bastava algo assim, na época certa: adequação à idade e resultado simples e eficaz!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Um Dia Após O Dia dos Pais...


Dia dos pais, do advogado e do estudante... E eu sigo tentando ser tudo isso e um pouco de cada...

Segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O dia começou com aquela bateria de coisas para serem feitas, mas que, no fundo, eram-me devidamente sabidas como impossíveis de serem sanadas num só dia: infelizmente, em certos momentos, "passos de bebê" cansam antes mesmo de ser dados, e aquela máxima de que "após o primeiro passo, você não está mais no mesmo lugar" não serviria hoje para mim... Tinha que haver mais "ação" da minha parte! Entretanto, no meio daquela agonia, eu ainda tinha "aquele domingo" na memória...

Não, não falo de ontem, do Dia dos Pais deste ano, um belo domingo, sem dúvida, onde tudo correu bem, graças a Deus, tendo eu ganhado um cartãozinho da minha doce filha (Olha o cartão que você escreveu junto com a mamãe...) e uma bela camisa azul, acrescido de um agradável domingo em família, ao lado da Filha, na casa do meu pai - que, apesar de esmorecido por não poder andar direito devido ao problema com o joelho (O Vovô Calito tá dodói: es-cor-re-gô e caiu!), parece que se animou um pouquinho com a presença das netas e dos filhos em casa... Falo mesmo daquele primeiro "Domingo Especial", meu primeiro dia dos pais, aquele em que minha linda garotinha de hoje era só um bebê de poucos meses de vida, mas que já iluminava a casa inteira com seu brilho de princesa: ao vê-la agora, no auge dos seus 3 anos, isto não só me traz uma alegria inconteste, para acima dos dias nublados, como também, de vez em quando, vêm-me à mente esses nossos "primeiros momentos" juntos e isso já me traz saudade daquelas gordas dobrinhas...

Quero ter um outro filho, penso alto, de vez em quando... Mas as contas se acumulando e muita coisa minha por ajeitar e melhorar acaba por emperrar qualquer desejo de maior grandeza - Já pensou a despesa?! E o quarto do bebê: será o mesmo da minha garotinha já mocinha, neste apartamento pequeno em que você já usa o terceiro quarto como biblioteca para suas inúmeras coleções? Precisamos nos mudar para uma casa urgentemente... também são coisas que penso alto, de vez em quando...

E hoje, num momento um tanto quanto vacilante, típico daquelas modorrentas segundas-feiras apáticas (especialmente após uma noite mal-dormida com um acompanhamento sobre uma inesperada febrícula da Super-Filha), peguei-me, sem querer, a cantarolar baixinho uma cançãozinha antiga, que só os "fortes" se lembrarão: Era uma vez um pobre garoto Que queria aprender a voar Todos diziam que não dava E hoje ele é um piloto... Porque ele não desistiu, Ele não desistiu, Ele foi estudar e hoje conseguiu... Trata-se de uma canção gravada pelo palhaço Bozo, na década de 80, que, por sua vez, era uma versão de um antigo clássico norte-americano. Apesar da letra chinfrim, parece que me marcou ao ponto de lembrá-la agora, num momento tão "maduro" da vida... Mas por quê?

Acho que tudo se deu por causa da existência daqueles pontos inconscientes da nossa mente, que, ao primeiro sinal de um problema, oferecem uma sugestão... Neste caso, a de persistir até conseguir a concretização de certos sonhos, ainda que alguns caminhem lentamente, devendo mesmo chutar para escanteio o esmorecimento da rotina! O mais interessante é que tal "sugestão" se formou com uma aparência infantil, advinda de uma reminiscência da infância, o que atribuo ao grande convívio com o universo puro da minha garotinha, que, quanto mais eu vejo crescer, mais me mostra o quanto a felicidade está muito mais nesse microcosmo de aprendizado diário do que nas grandes conquistas ainda não alcançadas - eu preciso me mexer, produzir mais e arrumar tempo pra tudo, realmente me fortificar mais para ser eternamente o Super-Herói da minha filha, mas sempre tendo em mente que a fonte dos meus poderes vêm dela e do quanto ela me faz voltar no tempo para ser um eterno garoto apaixonado ao seu lado...

Quero ter outro filho, sigo pensando em voz alta... E, se vier uma outra menina, tanto melhor... Como é bom ser pai... E como é melhor ainda ser pai de uma menininha...

domingo, 4 de agosto de 2013

Minhas Férias...


Ainda me lembro do meu primeiro dia de aula como professor de Redação do segundo grau: visando perceber como andava o nível daquela longínqua turma de 1996, após as apresentações e conversas da praxe inicial, pedi a todos que aproveitassem a meia hora restante do horário para apresentarem-me uma redação com tema livre – Só não me venham com “Minhas Férias”, pelo amor de Deus... – acreditando que arrancaria gargalhadas com a piada pronta... O que eu não esperava é que não só recebi como retorno um silêncio espantado dos alunos, como houve muitos que passaram a rasgar a folha do caderno, já com o título “proibido” riscado na primeira linha, e até quem levantasse a mão direita e perguntasse por que não se poderia escrever sobre aquele assunto!

Por mais lugar-comum que possa parecer, falar sobre as férias parece ser uma necessidade do ser humano, tal como as satisfações das respostas de como foi o fim de semana no expediente da segunda-feira, algo que parece ultrapassar mesmo qualquer limite de idade... Assim, tenho certeza de que, caso a minha garotinha fosse um pouquinho maior ao invés de estar iniciando o segundo semestre letivo do Maternal II (na verdade, o segundo semestre letivo da sua vida inteira), o tema não só seria inevitável como também ela teria muita história para contar... Afinal, trata-se aqui de suas "primeiras férias"!

Depois de muitos tempos cansativos e conflituosos, uma trégua foi levantada e julho começou com uma viagem em família (a Vovó-Dinha foi junto) à vizinha Fortaleza: entretanto, apesar de apenas uma hora de avião nos separar do nosso destino, o primeiro voo da SuperFilha (enquanto ela não desenvolve seus superpoderes, é claro) incomodou um pouquinho seus ouvidinhos supersensíveis e a despertou do seu estimado cochilinho com choro irritado tanto na ida quanto na volta, próximo à aterrissagem – mas nada que comprometesse o universo de coisas dos novos ares que estavam por vir...

Confesso que longos passeios a pé (as inefáveis compras da Vovó-Dinha e da Mamãe...) não apetecem menininha alguma de 3 anos de idade: logo, não havia como não mimá-la com o aporte dos ombros do Papai em intermináveis “macaquinhos” e caminhadas nos braços do velho aqui, o que, por sua vez, inevitavelmente despertou infantis birrinhas e reinações em certos momentos de cansativas manhas – Ah, como esse Pai mima esta menina... Mas as inesquecivelmente agradáveis idas à Praia do Futuro (em dois tempos!), ao shopping Iguatemi (escondido em meio a obras gigantescas) e ao tão aguardado Beach Park trouxeram de volta o sorriso pleno da faceira miniviajante – apesar do terrorismo polido de longas horas perdidas com os vilões vendedores de time-share da hotelaria do parque aquático (com a promessa de almoços grátis num ambiente em que um suco de 300ml sai pela bagatela de 8 reais)... Valeu, ao menos, pelo brinde da toalha da foquinha! E a atração, para a pequena, continua sendo logo ali: Qué ir para oViche Parque”...?

E, de volta à Ilha após uma deliciosa semana de passeios, a agenda da SuperFilha continuaria rendendo excelentes parágrafos de diversões: reencontros com os primos vindos de Teresina levaram-na a incríveis brincadeiras na casa da vovó materna e a mil aventuras com peixinhos num afluente do Rio Una, no município de Morros (sem falar no adorado mimo dado pelo Titio-Dinho: um DVD portátil das Princesas, que bem preencheu os dias em casa com aconchegantes “sessões” de Casa de Brinquedos, Dora Bailarina e a “Redescoberta” da Galinha Pintadinha); shoppings e praia com a “plima Carol”; aniversário com a Tia Rô... Tantas peripécias que, com certeza, enriqueceriam qualquer redação escolar na volta ao "batente" neste 1º de agosto! Mas, infelizmente, a SuperFilha ainda não sabe escrever... Bom, mas para quem anda com a língua mais rápida que uma bala e a mente cheia de tão boas recordações, mesmo com tão pouca idade, já tem muita história pra contar (cheia de repetidas e nababescas “frases de efeito”, tudo no lindo jeitinho dela, é claro!)...

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