sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Super-Selo

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- Ei, faz tempo que o "Papai" não dá as caras na internet, né? Ando sentindo falta dos Diários...
- É, meu amor... Mas você viu o quanto novembro e dezembro foram corridos, nossa primeira viagem com a Filha no Natal... Além do mais, eu escrevo, comento, mas as faltas de visitações e de comentários vinham me desanimando...
- Entendo... Mas não pare, não: continue chamando pessoas para conhecer o blogue! Além do mais, tenho certeza de que nossa filha, um dia, vai adorar isso tudo...!"


Ano novo, vida nova: apesar de dois meses "fora do ar", cá estou, depois de um reabastecimento natalino (ou, melhor, "kryptoniano")! Falta de tempo, temporada de fim de ano e até um bom bocado de desânimo acabaram afastando a "superfamília" do mundinho virtual...

Afinal, difícil se inserir num "mercado" genuinamente feminino: a esmagadora maioria dos blogues sobre filhos e bebês é feita por mães e dirigida para mulheres (também mães)! Talvez por isso a proposta deste espaço, apresentando croniquetas de histórias e descobertas de ser pai pela primeira vez (bem diferente da maioria dos diarinhos virtuais cheios de foto dos pimpolhos das mamães em geral), ainda não tenha virado "mania nacional" e conte com tão poucos acessos e comentários (mesmo que este incansável pai visite e comente um sem-número de blogues do gênero!)... Sem esquecer a falta de apoios ou de patrocínios em sorteios mil pelos blogues das mamães afora, coisa que ainda não rolou por aqui...

Por essas e por outras, meio que sou um "SuperPai", a driblar com meus "superpoderes" de blogueiro iniciante e pai-de-primeira-viagem tais "adversidades" e, juntamente à Mamãe e à Filha, insisto ainda em levar adiante este projeto bacana! Assim, pensando em popularizar mais estes humildes Diários do Papai, inventei um selo-prêmio para homenagear aquelas (este espaço teve raríssimas visitas masculinas...) fiéis seguidoras blogueiras que sempre nos prestigiaram com seu carinho e atenção: "ESTE BLOG É SUPER!" é uma forma de dizer um obrigado a elas e de passar adiante a idéia deste blogue, tentando criar mais e mais adeptas(os) para este novo formato de contar experiências sobre a criação de filhos por meio de boas e bem-humoradas estórias.

Assim, retornando em "grande estilo" e com os "poderes" renovados pela recarga de bateria de Oa de fim de ano - e aproveitando o finzinho da temporada natalina dos presentes para os amigos -, este espaço virtual oferece, de coração, este mimo para as seguintes mamães:

Mãe Mochileira, Filho Malinha
Amor Verdadeiro
Coisa de Garotos
Inventando com a Mamãe
Retrato Falante
Mamãe Caprichosa
Blog da Li

Às minhas queridas "colegas de trabalho", é só fazer referência a este espaço (sim, somos uma família "anônima": meu nome é "SuperPai" mesmo, rs), copiar e colar o disposto na caixinha (logo abaixo) no corpo da sua próxima postagem e indicar outros blogues, quantos você preferir, que também merecem ser chamados de "Super" (acrescentando a caixinha e continuando a corrente)! O meu "superobrigado"!

O Super Pai

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Águas...

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- Mas ela é só um bebê: que "transformação de vida" ela terá depois de uma cerimônia chata e cansativa como esta? Só se for trauma de igreja!
- Tudo bem, não se batiza... E nossa filha continuará pagã!
- Que bobagem, amor: ela continuará um bebê inocente e amado por Deus...

Depois de muitas discussões espirituais e religiosas - especialmente a dificuldade enorme que sempre tive com invencionices católicas, como o próprio batismo de bebês, o culto divino a Maria e o conceito de intervenção dos Santos: pra mim, basta Deus, Jesus e o Espírito Santo na Santíssima Trindade para nos guardar, proteger e guiar com suas bênçãos (sem esquecer a total ausência destes preceitos na Bíblia...) -, acabei cedendo: afinal, a família da Mamãe é extremamente católica e, assim como me casei com ela, no religioso, dentro de uma capela católica (afinal, também não topo com os pentecostais exagerados ditos "evangélicos" de hoje em dia...), com o fim de pedir a bênção para nosso relacionamento, assim concretizei a mesma "desculpa" para dar o braço a torcer e seguir a embalar minha filha para o "sacrifício" de uma manhã de calor e de liturgia...

Como o friozinho do ar condicionado do carro estava bem gostosinho,a Filha acabou se rendendo ao paganismo de Morfeu e dormiu no caminho para a igreja: perfeito, agora eu queria ver acordarem a menininha e levarem para a barulheira das velhas caixas de som no último volume de uma igreja no domingo! Bom que a Mamãe mesma reconheceu e, deixando-me no carro com a Filha, foi sozinha para a missa, ao encontro dos parentes, que já aguardavam ansiosos pela "nova cristãzinha", e só veio mais tarde (comunicação por celular, para saber do acordar) nos conduzir à presença das outras pobres criancinhas empacotadas que aguardavam pelas unções e palavras ritualísticas do padre...

Pelo menos o pároco não se atrasou e a cerimônia, além de começar no horário, não se alongou muito pela ensolarada manhã de domingo. Entretanto, o que foi bom por um lado, logo se converteria numa correria litúrgica ainda mais esvaziada do que eu pensara: uma sucessão de palavras lidas naqueles livros gigantes dos padres, sem ênfase e sem dicção (tudo ainda mais agravado por causa da acústica ruim do local), sucedida pelos rituais de cruzes e mais cruzes desenhadas com óleo em minha garotinha (graças a Deus ela é um anjinho e não se irrita com nada!), pega-pegas na "vela acesa", "toca-tocas" com a estola até o 'grand finalle' da água derramada por três vezes em sua cabecinha, carregada que estava pela Vovó, também sua madrinha - sem esquecer da "Consagração à Maria", coisa de que fugi em outras igrejas (já falei de minha contrariedade à "burocracia" das figuras poderosas do Catolicismo...) para, em fração de segundos e num golpe de surpresa (aturdido, talvez, por um dos inúmeros e afoitos fotógrafos ou 'flashes' do local), cair nessa, por sob as mãos estendidas do padrinho (irmão da Mamãe) e da minha própria esposa (católica até o fim, que sorriu para mim depois do "ato clandestino"!)!

Tudo que eu queria, uma vez que minha Filha ainda é um bebê e não tem a menor consciência desta "vida nova", era que houvesse um dia de agradecimento a Deus pela maravilha de sua vida e de sua saúde, mas tudo o que se seguiu foi apenas uma manhã de domingo corrida e esvaziadamente litúrgica, seguida de um almoço de confraternização... Muito pouco ou quase nada daquele Homem maravilhoso, que entendia de águas como ninguém (podendo até andar sobre elas!) e que disse, certa vez, sempre com sua sabedoria divina: "Vinde a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus"...

sábado, 30 de outubro de 2010

Dia das Bruxinhas...

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Cuidado, papais e mamães de primeira viagem: O mal pode estar bem próximo de seu bebê! E, o que é pior, na forma de uma inocente garotinha loirinha, fofinha, de vestidinho e com carinha de boba...

- Como é o nome deeelllaaa...?

Assim, com jeitinho de menina tímida, meio olhando para o chão, meio para a nossa filha, fazendo semi-círculos com o corpo a embalar-se pra lá e pra cá, aquela menininha arrumadinha em seu vestidinho de babados se apresentava a mim e a minha mulher, com nossa filha de dois meses nos braços, sentados que estávamos num dos bancos do jardim do condomínio - no que conversamos um pouquinho, mais minha mulher que eu. Não sei por quê, mas sentia algo de incômodo com a aproximação forçada daquela menina...

No dia seguinte, mais ou menos na mesma hora do entardecer em que passeáramos no dia anterior, toca a campainha de nossa casa: minha mulher estava na cozinha; eu, na sala; nossa filhinha, no berço. Decido abrir a porta, depois de nada olhar no olho mágico: era a tal garotinha, com a mesma carinha sonsa de inocente, sempre com olhar meio para baixo, perguntando do nosso bebê... Agora era minha vez de ser cativado por aquele "carinho infantil": deixei entrar e, num instante de distração com minha esposa, onde estava a garotinha do vestidinho?! Corremos e lá estava ela, já no quarto de nossa Filha, com as mãos devidamente para trás, olhos fixos no berço... Foi um susto, sem dúvida: afinal, nunca se deve deixar uma criança maior sozinha com outra - ainda mais esta, que já regulava uns 8 anos e ainda não se sabia direito que intenções possuía...

- Ela não vai descer hojeeee...?

"Nem hoje, nem amanhã, enquanto você estiver por perto, menina esquisita!", pensei por um momento... Mas apenas respondi que nossa filhinha já dormia e que talvez, no dia seguinte, passearíamos novamente com ela nos jardins. E assim se sucedeu em todas as tardinhas seguintes, a "garota do vestidinho" batendo na porta e querendo entrar, ao mesmo tempo em que sempre nos abordava e nos seguia feito mosca mal descíamos ou saíamos do carro com a cadeirinha, vindos de algum lugar... Alguma coisa precisava ser feita...

Passei a não mais atender a campainha naquela exata hora do dia. Até que ela foi desistindo e não tornou a aparecer. Algum tempo depois, minha esposa acabou sabendo por outra mãe do condomínio que eu, pelo menos desta vez, estava certo:

- Ah, vocês não sabiam? Pois aquela loirinha de vestidinho, agora ali paparicando aquele bebê do 204, é perigosa! Não é que ela, depois de muito íntima lá em casa, sempre forçando aproximação comigo e com minha filhinha de 6 meses, pediu-me um copo d'água e, ao trazer, deparei-me com esse monstrinho erguendo suspensa minha bebezinha no alto, como se fosse jogá-la?! Sorte foi que, quando corri para tomar dela, minha garotinha caiu diretamente no colchão do bercinho! Falei sério com seus pais e proibi essa capetinha de entrar lá em casa ou de se aproximar de minha menininha!

Assustador, não? Mas, apesar de hoje ser o ora tão cultuado por aqui 'Haloween', o dia das bruxas dos estrangeiros, garanto que isto não é historinha de terror inventada: é a mais pura verdade... E quem quiser, que conte outra...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dia das Crianças

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Muitos outubros atrás, achei engraçado quando, passando perto de dois transeuntes numa praça perto de casa, ouvi a seguinte conversa:

- É feriado amanhã por que mesmo, hein?!
- É que amanhã é Dia das Crianças
...

É claro que, graças à forte influência católica no Brasil de tempos idos, o feriado nacional do próximo dia 12 não se refere a elas, mas à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida - santa legitimamente brasileira do século XVIII, mas "consagrada" como feriado somente em 1980. Entretanto, devido à forte popularidade das campanhas comerciais de brinquedos desta época do ano - o que, por sua vez, começou com uma campanha da Estrela em conjunto com a Johnson&Johnson na década de 60, sobre uma data até então pouco lembrada do nosso calendário -, boa parte do povo facilmente concordaria com os transeuntes do início desta croniqueta...

E nada mais justo: afinal, crianças enchem o mundo de vida e esperança e lembrar-se delas com um dia especial - diferente em cada país, além do dia universal da criança, da ONU, em novembro -, quando se pode presenteá-las com mimos simplesmente pelo fato de serem crianças, é, sem dúvida, algo mais redivivo na mente de qualquer cristão que qualquer festejo religioso-moral e cívico! Viva as crianças!

Eu, que tenho a minha ainda em muito tenra idade, tive dúvidas sobre o que comprar... "O que seria apropriado", "o que chamaria sua atenção", "o que ela realmente gostaria de ganhar" eram as minhas dúvidas mais frequentes! Mas tinha que dar um presente a ela - especialmente depois que recebi de dia dos pais aquela camisa linda, não podia fazer feio! E, como a Filha ainda só mama para se alimentar, qualquer coisa que eu viesse a comprar também teria de bem representar a Mamãe, uma vez que, para minha pobre esposa, pouco ou quase nada resta de tempo para sair e desbaratar lojas lotadas...

Acho que me saí bem na escolha - na verdade, esses presentes é que acabaram me escolhendo! Primeiro, no começo da semana, passando por um McDonald's depois de algumas compras, vi que, dentre os "brindes" do MacLanche Feliz, estavam a Pedrita, filha do Sr. Fred Flintstone e que é tão lindinha quanto a minha Filha! Não pestanejei: num hercúleo sacrifício, engoli aquele sanduíche de isopor com molho e trouxe aquela maletinha de papelão para casa - não sem antes achar um livro do Patinho Feio em versão "para levar para a banheira" (com seis páginas macias de plástico emborrachado) numa feirinha de livros logo adiante, que achei muito interessante para completar o pacote! Mas o pacote só se completaria mesmo depois que eu chegasse em casa...

Ao abrir a embalagem do McDonald's, a Mamãe e eu nos deparamos com outro mimo além da Pedrita: algum funcionário daquela lanchonete mecanizada em ritmo industrial acabou se confundindo e mandou dois bonequinhos de pelúcia! Além da filha dos Flintstones, também havia recebido o filho adotivo dos Rubbles, o Ban-Ban! Seria este um prenúncio de um futuro irmãozinho para a SuperFilha?! Mas isso é história para o futuro... Para futuros outubros...


Agora é só brincadeira: com os já adquiridos bonequinhos de pano, chocalhos e mordedores de borracha e mais os novos brinquedos, a Filha sempre faz festa diante das cores vivas e das possibilidades que cada um desses mimos proporciona... Para completar a festa, neste dia 12 ela acordará ao som nostálgico da infância de seus pais: o DVD "A Turma do Balão Mágico" será mais uma surpresa neste dia especial! Feliz Dia das Crianças, meu amorzinho!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ontem, Hoje e Sempre...

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Muitos visitantes vêm perguntando sobre quando a Filha virá ao mundo... Ela já veio e já há alguns meses! O que talvez confunda o leitor menos atento é o fato de que sua trajetória (e da minha, como Papai) vem sendo narrada em flashback: afinal, o primeiro post dete blogue foi contando meu primeiro dia dos pais (cujo fragmento mais relevante foi usado ao lado, na apresentação "Ser pai é algo poderoso..."):

"Olá a todos os padrinhos, tios, avós, mães e pais de primeira viagem como eu ou não, ou, simplesmente, apreciadores de bons causos sobre pais e filhos: sou Papai (já há um tempinho...) e este blogue será dedicado aos passos da minha Filha, com vários dias especiais, simples e maravilhosos, como este - alguns anteriores mesmo à sua chegada a este mundo! Sejam todos bem-vindos"!

Tenho muita coisa para contar sobre minha Filha e, desde o início deste blogue, venho alternando os tempos dessas histórias... Hoje cedo, por exemplo, surpreendi-me com o fato de ela, tendo dormido com a cabeça para o lado de cá, acordara, com seus lindos sorrisinhos, grunhidinhos e gritinhos de alegria depois de algumas bem dormidas horas de sono, voltada inteiramente para o lado de lá, numa visível volta de 180º! A linda peraltinha já contorce os quadris para lá e para cá, como um pêndulo e, como uma exímia ginasta em cima daqueles aparelhos, já está na fase de virar o corpinho para o lado que bem quer - como um ponteiro de um reloginho preciso, Filha havia virado completamente, no sentido horário, todo o seu corpinho! O que me faz lembrar, por exemplo, duma emoção bem mais primordial que essa, de quase um ano atrás...

Claro que estou me referindo aos primeiros mexidinhos dentro da barriga da Mamãe até os primeiros "chutinhos", de que minha Mulher e eu ríamos cheios de graça, daquele serzinho maravilhoso que se formava em sua barriga... Impossível não viajarmos para lá e para cá entre os dias de hoje e os de ontem quando se trata de filhos: um pêndulo eterno para pais babões (como eu) que, até a idade mais avançada, ainda verão seus filhos no "ontem", com suas gracinhas e aprendizados ainda dando os primeiros passos - a despeito de suas barbas, seios e curvas denunciarem o contrário...

domingo, 5 de setembro de 2010

O Quartinho Dela...

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Detalhes do cantinho dela: berço (detalhe lateral), roupeiro, ventilado de teto e cama (onde ainda dorme a Mamãe); ao fundo, parte superior: faixa de papel de parede que eu mesmo coloquei!

Ainda me lembro de minha mulher, ainda no primeiro mês de gravidez, duvidando de que eu seria capaz de dar jeito naquela bagunça de tralhas que ocupavam o terceiro quarto de nosso apartamento (os outros dois eram ocupados com nossos aposentos e com o que viria a ser meu escritório):

P'ra a gente pensar no quarto de nossa filha, tens que, primeiro, me mostrar que é possível organizar esse caos aqui, viu?!

O tom ameaçador surtiu efeito e, tão logo tive tempo, fiz a primeira grande "reforma" naquele quarto: de uma só vez foram eliminados cabides e quase todas as caixas cheias de bagulhos: puro entulho do comodismo dos primeiros anos de casados, naquele famoso "Canto da Bagunça" que qualquer amigo, que visita, releva...

O próximo passo era com ela - e, claro, com uma mãozinha do Papai aqui: escolher os móveis e o enxoval da Filha! Mãos à obra para a mais árdua tarefa: a pesquisa de preços naquelas lojinhas extremamente sedutoras... E tome um cabedal de horas de muitos catálogos e peças montadas deslumbrantes, preços exorbitantes e o famoso e recorrente "'Tá bom, obrigado, vou pesquisar mais um pouco e talvez retorne aqui depois"! Mas, no final, o esforço compensou: uma economia de mais de 30% e um lindo quartinho sob medida do espaço físico de que dispúnhamos (fiz até uma planta baixa para pré-visualizar a disposição dos móveis, senão não tinha jogo mesmo: o quarto tem 3,24 x 2,99m!) e do nosso bolso!

Novos desafios surgiam então após a limpeza originária: quem tamparia a caixa do ar-condicionado (optamos por um delicado ventilador de teto para a pequerrucha que estava por vir)? Quem pintaria o quarto (a Mamãe e eu optamos por tinta plástica lavável Suvinil, cor "pérola", sem brilho)? Quem colocaria o papel de parede (uma faixa que, ao invés de central, optamos por colocar beirando o teto) e as cortinas? Depois de muito lutar contra a dicotomia bons profissionais (verdadeira lenda...) x preços razoáveis (outra lenda!), bradei, meio sem pensar direito no tamanho da cratera em que estava me metendo: - Eu mesmo!...

Sem saber por onde começar (até então, o máximo de serviços domésticos nos quais me meti a fazer fora pendurar alguns quadros e algumas superfaxinas), recorri a um tio amigo, legítimo "homem faz-tudo" em sua casa, e lhe perguntei se queria me dar uma "mãozinha"... E, graças ao seu empenho, não só economizei uma baba ao não contratar um "mela-mão" qualquer, como também aprendi muito ao ajudar a pintar, engessar, emassar e furar paredes - tanto que, no embalo e com a preciosa caixa de ferramentas emprestada do meu tio, terminei de erguer o que faltava no meu escritório (persianas, prateleiras de madeira e estantes de aço)!

Assim, com um prazo de antecedência de dois meses antes da previsão de chegada da Filha e algumas semanas antes do Chá de Bebê ('post' anterior), nosso pequeno paraíso estava pronto, só aguardando os entregadores e montadores dos móveis... Um esforço que valeu a pena: juntei meu suor e meu carinho a cada centímetro daquele quartinho lindo onde agora ela dorme seu soninho de anjo...
Acima: poltrona da amamentação e berço em destaque; abaixo: prateleiras com brinquedos, livros, fotos e utilidades e, ao lado, porta com o anúncio do ano... Ao fundo, parte superior: luminária do ventilador e faixa cor-de-rosa. Clique para ampliar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Chá de Bebê

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Parece que já ficou comum o fato de criarmos as crianças como bilíngües, desde a mais tenra idade falando termos e mais termos em Inglês, além da língua mater... Mas, daí a antes de a criança vir ao mundo, já termos um 'Baby Chá', já vira um neologismo chato e cansativo! É "Chá de Bebê", mesmo! E parece que já ficou comum também este humilde pai que vos fala tentar "economizar", na hora H, a negociar em vão com a Mamãe...

- Encomendaste mais um bolo? Que exagero! Vai sobrar comida desse jeito, convidamos poucas pessoas! Já não bastam todas as "delícias" que já pedimos?

Nem preciso dizer como, mais uma vez, estava enganado: como o público de um evento como esse é basicamente constituído por mulheres (a não ser os homens da família, que são meio que obrigados a vir, apesar da ausência de álcool), e essas mulheres são incrivelmente açucareiras, piores que formigas... Não sobraram guloseimas para quem queria! Tudo bem que havia alguns salgados, mas, repito, não sobrou nada doce no final!

À parte o voraz apetite das convivas da Mamãe, todas foram muito afetuosas nos belos mimos ofertados, algumas trazendo mais de um presente: roupinhas e utensílios de uma loja especializada, onde previamente deixamos uma lista com itens que variavam entre R$ 20,00 (termômetro digital) e R$ 200,00 (cortinas) - como são caras essas coisinhas de neném!

Como os presentes já eram previamente escolhidos e a Mamãe nunca nutriu muito apreço por aquelas brincadeirinhas toscas de "adivinhação", não houve aquele "ápice" do entrosamento feminino quanto ao abrir cada embrulho e descobrir o que ele continha, sob pena daquelas prendas ridículas... Mesmo assim, e com toda a trabalheira que deu para montar (aluguel e montagem de mesas, cadeiras, toalhas e louças, contando apenas com a ajuda providencial de algumas parentes na organização), foi um gostoso (e necessário, viu? Quanta economia em compras para a Filha, ré, ré!) momento de descontração...

Assim, depois do entra-e-sai dos 'tours' para conhecer o tão sonhado "quartinho da menininha" (não perca o próximo 'post'!), restou-nos o doce abrir dos pacotinhos e seus lacinhos multicoloridos (veja foto abaixo) e descobrir quais eram as parentes e amigas muquiranas, mais preocupadas no chocolate quente e nos bolos servidos que com a boa arte de dar um presente bacana - Minha Filha vai ficar sabendo, hein?!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Fraldas pra que te quero...

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Impacto ambiental por impacto ambiental: tanto as de pano como as descartáveis trazem danos ao meio ambiente... Viva a facilidade!


Pouco mais de um mês e meio antes da chegada da Filha (e antes mesmo do Chá de Bebê que organizaria no condomínio), as colegas de repartição da Mamãe prepararam uma grata surpresa, um Chá de Fraldas! O engraçado é que, reportando agora este passado recente e o que eu disse para minha esposa, lembro-me do quanto eu ainda teria para aprender...

- Meu Deus! Quanta fralda! Que desnecessidade!
Por que essas suas amigas não realizaram logo o Chá de Bebê, com presentes pra neném,
em vez de nos encher de fraldas descartáveis?

Descontando a estupidez inicial e apesar de ninguém ter conferido o número exato dos muitos pacotes ofertados, dentre marcas famosas e baratas, tamanhos e números diversos (sendo que o tamanho 'P' só pôde ser usado por pouco mais de um mês, graças às dobrinhas extras alçadas pelo bom leite da Mamãe!), aquele calhamaço de polímeros sintéticos absorventes de poliéster e fitas adesivas foi (e ainda vem sendo) mais do que útil! Afinal, ninguém pode mais com inúmeras fraldas de pano para lavar diariamente...

E vamos às estatísticas: pela minha experiência, em média, um bebê defeca 5 vezes por dia; afora o xixi (que, em demasia, força mais ou menos uma troca extra diária, mesmo com a ótima absorção de algumas marcas), o banho (onde necessariamente se troca a fraldinha) e eventuais "surpresinhas" (como um "cocô extra" logo em seguida a uma troca afobada), um pacote de 58 fraldas da melhor marca (que atesto ser a Pampers, tanto em conforto como em absorção, apesar de eles não estarem me rendendo um centavo pelo comercial!) dura exatos 8 dias e meio! Média de 7,25 fraldas por dia, portanto!

E eu troco fraldas, viu? Assim como realizo todas as outras tarefas concernentes à Mamãe, à exceção, é claro, da amamentação (no peito, porque já dei leite, no copinho e na colherzinha, extraído da mama materna, quando a coleta era necessária na época de maior intumescimento dos seios - assunto para futuros 'posts'...)! Claro que, quando o "estrago" é maior do que possa imaginar minha vã Filosofia, sempre chamo a progenitora e fico ali, do lado, apenas como "assistente-chefe" na troca...!

sábado, 14 de agosto de 2010

Super-Heróis...

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Sou pai desde que minha Mulher, a Mamãe, confirmou que estava grávida (através de um exame desses de farmácia, mesmo depois de vários sinais assim o atestarem, como o atraso de seu ciclo superregular). Claro que a ficha cai mesmo quando a barriga se avoluma (não a minha, claro!) e os primeiros chutinhos acontecem, mas a doce sensação da paternidade é algo que me começou muito antes... Diria mesmo que lá na adolescência, quando sonhava, já com a primeira namoradinha, num futuro garotinho com a minha cara...

Talvez por causa disso, ao que foi anunciada oficialmente a gravidez da Mamãe, comecei a "sentir" que era menino! Qual não foi minha surpresa quando, aos três meses, em sua segunda ultrassonografia (a primeira, inesquecível, havia sido com seis semanas de gestação, quando ela ainda era "um grãozinho de feijão com coração batendo"...), a médica perguntou:

- Ansioso, Papai? Já aposta o sexo?
- Ah, sim: 'tou sentindo que é menino...
- Aaah, o Papai se enganou: é uma menina! Olha aqui a "rachinha", 'tá vendo?

Menina? A vida inteira achava que um garotinho seria meu primogênito, com meu nome acrescido de "Filho" e tudo o mais... Mas aquela notícia, muito longe de ser uma decepção (já pensou, encarar as brincadeiras dos amigos e parentes: "Fiu, 'tava 'sentindo' errado, hein, Papai?"!), foi, na verdade, como um bálsamo se derramando sobre mim: "Uma garotinha... Mais uma mulher na minha vida...", pensava extasiado...

Desde menino a gente torce por um time, um super-herói... Os meus favoritos sempre foram o Vasco e o Super-Homem e já imaginava o garotinho com a equipagem cruz-maltina e um quartinho todo azul, repleto com ilustrações do Homem-de-Aço! Mas era uma super-heroinazinha que estava a caminho, para, com seus superpoderes de conquista, vir deixar este pobre pai cativo para todo o sempre...

E assim o foi: nada nem ninguém me dá mais força e, ao mesmo tempo, me desarma mais do que essa menininha e seu olhar poderoso... E eu, que nunca me considerei super-humano em nada (o título é apenas uma brincadeira com o universo difícil para um pai de primeira viagem...), fico sempre a viajar voando com ela, por entre as 28 galáxias conhecidas, em seus sorrisos supermaravilhosos...

Ah, e, sim, ela é minha cara! Pelo menos, é o que a maioria das pessoas me diz...

domingo, 8 de agosto de 2010

Que Dia Feliz...

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Sexta-feira, dia 06 de agosto, quase sete e meia da noite: praticamente correndo no shopping, entre uma troca de DVD numa loja de departamentos e o supermercado, quando recebo a seguinte mensagem ameaçadora no celular

Nossa filha já dorme faz tempo! Não quero que sejas a razão de minha derrota... Ir ao shopping: À espera de um milagre!

Era minha Mulher. E não, ninguém havia virado consumista desesperado por causa do Dia dos Pais, mas, sim, era por causa do Dia dos Pais que estávamos desesperados... Explico: neste domingo, dia 08 de agosto de 2010, não só é um dia feliz para mim por inaugurar este espaço por que há tanto almejo, como, principalmente, é o meu primeiro Dia dos Pais e minha Mulher, angustiada por uma oportunidade para dar uma rápida ida a um centro comercial perto de nossa casa a fim de comprar meu primeiro presente especial, aproveitava a tecnologia das comunicações instantâneas para me deixar angustiado e correr urgentemente para casa tomar conta de nossa garotinha de alguns meses durante sua breve ausência - era isso ou viver com a perda do meu primeiro presente e passar meu primeiro domingo como pai de mãos abanando...

Sem dúvida, uma linda homenagem dela para mim... Mas e quem queria presente quando eu vou, corro para casa, passando a chave do carro para minha Mulher (doravante chamada apenas de Mamãe), como numa alucinada corrida olímpíca de passamento de bastão, e, ainda esbaforido - e preocupado, ao ver, de longe, a Mamãe quase bater nosso carro, depois de mais de 10 meses sem pegar numa direção! -, chego ao quarto e velo o sono da menina mais linda desse mundo...?

Olá a todos os pais, mães, avós, tios, padrinhos, de primeira viagem como eu ou não, ou, simplesmente, apreciadores de bons causos sobre pais e filhos: sou Papai (já há um tempinho...) e este blog será dedicado aos passos da minha Filha, com vários dias especiais, simples e maravilhosos, como este - alguns anteriores mesmo à sua chegada a este mundo! Sejam todos bem-vindos!

E parabéns para mim: obrigado pela linda camisa, filhona - ô, menina de bom gosto!!! Só deve ter puxado ao Papai...

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