quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Céu, Terra e Mar


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Já acabou o Natal, já quase acaba o ano e três estrelinhas seguem a brilhar e encandecer tudo em volta em suas férias de eternamente viver o amanhã...

E o mar que agora banha as pegadas dos seus pezinhos deixa de brinde uma estrela (e várias conchinhas...) para nela me agarrar e fazer um pedido...

Que o novo ano seja de renovação: de vida, de quarto, de casa, de alegria... Que o mar limpe as bagunças e as estrelas sigam sempre a brilhar...

E que este superbloguinho jamais pare de registrar esses brilhos e esse eterno renovar...
Feliz ano novo feliz...

Felizes, meus superfilhos brilhantes, de céu, terra e mar!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

– APIPO!!!


Ainda me lembro do meu pai, o Vovô-Lito, agoniando-se com qualquer chorinho mais irritadiço da SuperFilha quando bebê, vaticinando: – Deverias dar um pipo pra essa menina, coitadinha... Pois é, a famigerada chupeta, o mesmo que "pipo" na minha região, já foi receita certa de sossego, tanto para os bebês como para os seus pais e avós! Mas "não, obrigado: minha filha não vai usar chupeta e estragar sua linda boquinha e sua dentição, papai!"... Bom, quatro anos se passariam e as minhas convicções mudaram drasticamente! Afinal, com os SuperGêmeos, não houve escapatória, com dois de uma vez a chorar por mais leite, mais colo, mais sono... E, com o SuperFilho esgoeladamente mais impaciente desde os primeiros minutos de vida (até hoje), chupeta pra que te quero! Tanto que, em determinados momentos de desespero em meio à gritaria do pequeno, já desejei ardentemente que existisse um daqueles "Em caso de emergência quebre o vidro" ao alcance da minha mão, aqui mesmo em casa – só que com uma chupeta dentro!

Passados os dois primeiros anos, a sensação de extrema dependência foi, aparentemente, diminuindo – mesmo sendo o mais "bebê", o Filhão querido já se virava bem, aqui e acolá, sem a famigerada bengala bucal... Até que Ciça, a ex-superbabá (aquela mesma que, depois de bons serviços prestados, revelou-se uma supervilã, com os poderes das irresponsabilidades e da desconsideração a toda prova), abandonou-nos e nos deixou como única alternativa correr com a superdupla para o colégio da Filha – e tome chupeta para a adaptação das primeiras semanas, com um monte de gente em volta, mas sem ninguém conhecido por perto além da irmã mais velha! Segunda-feira, terceira semana, a rotina já se instalando entre os dois superpequeninos, quando: – Apipo! A-pi-po!... Sim, a Mamãe havia se esquecido de colocar a bendita justamente na mochilinha do nosso garotão! O jeito foi correr para a farmácia mais próxima e comprar um. Probleminha: o único modelo disponível era o menorzinho, para crianças de até 1 ano... Comprei, entreguei para a Tia pelo vidro que separava as turminhas da recepção e fiz minhas preces! Depois, soube que ele aceitou, meio a contragosto, o mini-mimo, ainda que a toda hora tirando da boca e "conferindo" o porquê da "diminuição"...

Minha SuperFilhotinha também sempre foi chegada a uma chupeta; porém, normalmente mais "emancipada" e controlada que o irmão-gêmeo, guardou o costume de apenas "degustar" um bom pipo nas "horas apropriadas", como depois do almoço ou do jantar, à beira da hora de dormir... Sim, "degustar": precisa ver a mocinha na hora de solicitar seu "acepipe", tateando a procurar o "melhor", o "favorito" dentro de uma cumbuquinha cheia de modelos, cores e tamanhos na geladeira, como se estivesse dedilhando um legítimo charuto cubano! Até já aconteceu um ou outro momento de desespero com minha garotinha, como nalguma vinda do colégio ao meio-dia, antes do cochilo no bercinho sem sua chupetinha sagrada ("perdida" nalgum compartimento infeliz que não consegui visualizar na sua mochila)... Mas nunca, nada como o Filho – quem, se fosse possível, adoraria viver chupando uma boa chupeta 24 horas por dia, tal como aqueles eternos palitinhos na boca de um malandro carioca das chanchadas dos anos 50!

– Não comprem mais nenhuma chupeta: deixem que ele vá consumindo as atuais até ficarem imprestáveis e ele mesmo não aguentá-las mais! – receita "infalível" da superdoutora, a pediatra do meu supergarotinho, para conseguirmos tirar-lhe o vício. Sei não... Tudo o que sei é que agora, à beira das suas douradas férias, só uma chupeta (ou um "cicoito", digo, biscoito) para conseguir acalmar o fera-neném, a depender de como o pimpão acorda, mais ou menos irritadiço, em meio ao ócio dentro de casa nos dias sem "passiá" – e, de preferência, a azul, com alcinha, para facilitar a já famosa virada (sim, ele só chupa "ao contrário", com o pipo virado pra baixo por dentro da boca)! O pior é que sua arcada dentária já revela aquela feia e característica curva central... E, não querendo ser um pai babão, eu detestaria colaborar, de qualquer forma, para prejudicar aquele sorriso mais lindo e precioso do mundo! Ainda assim, infelizmente, na maioria das vezes, uma chupeta ainda vale mais que ouro!

sábado, 15 de outubro de 2016

BRINQUEDOLÂNDIA


"- Nós cuidamos umas das outras..."
"-Você está exagerando!"
"- MACACO LOUCO!"
Frases que ainda serão muito ouvidas aqui em casa, dado o sucesso que foi o econômico pacote de brinquedos queridos pelos pequenos no último Dia das Crianças...
Virei o colecionador que sou hoje em muito por causa da minha paixão por brinquedos... Assim, entre a adolescência e a juventude, passei a aproveitar o início da popularização de carrinhos e bonecos em bancas e em lojas de departamentos para, juntando a alguns clássicos que eu tinha ainda bem conservados - como os bonecos do He-Man e do Esqueleto, bem como alguns dos Thundercats -, dar início à minha coleção! Por isso, sempre tive o maior prazer de entrar em qualquer dessas gigantescas lojas modernas dos dias de hoje e me atualizar com os lançamentos continuamente despejados por uma indústria que parece não encontrar crise pela frente. Isso, claro, desde pequeno, quando das poucas vezes em que minha mãe, a Vovó-Dinha, levava-me para comprar o presente do Natal ou do Dia das Crianças... Sim, poucas, para eu não "passar vontade" - e olha que, na minha época de menino, só existia na Cidade uma única "grande" loja especializada, a Brinquedolândia, que não chegava à metade de uma dessas de hoje em dia, além dos departamentos infantis das hoje falidas e extintas Mesbla e Lojas Brasileiras...

O curioso, entretanto, é que, com todo este universo lúdico daqui de casa em que o SuperTrio basicamente se encontra imerso, a SuperFilha jamais tenha apreciado muito a doce atividade de se valer de brinquedos para brincar! Apesar de cheia de bonecas e com uma bicicleta ganha no último aniversário somente acumulando poeira pendurada na varanda,quase nunca pega em qualquer delas e, a não ser pelo fato de jogar alguns joguinhos de tabuleiro e de dormir com um ou outro bichinho da série Ty Beanie Boos, gosta mesmo é de transitar entre as animações moderninhas dos canais televisivos pagos - como Miraculous As Aventuras de Ladybug, Alvin e Os Esquilos, a nova versão (bem ruinzinha e com cara adolescente) de As Meninas Superpoderosas (e, quando não estou por perto, A Hora da Aventuravez que a proíbo de suas referências adultas e inadequadas para crianças) - e os ainda mais modernos joguinhos de computador, pela internet ou pelo tablet. Até rola um faz-de-conta, em que se visualiza em personagens como chef de cozinha, apresentadora de comerciais ou super-heroína, mas também são atividades que perpassam pelo universo da tecnologia atual, com a Filha sempre se valendo dos celulares da casa para fotografar ou filmar tais momentos...

Sei que é cedo para saber se os SuperGêmeos seguirão o mesmo caminho distanciado dos brinquedos trilhado pela irmã mais velha - sendo muito pequeninos, o SuperFilho costuma arremessar longe objetos que ele não aprecia, mantendo perto de si somente coisas com rodas ou pás giratórias (lista na qual se incluem não só um ou dois carrinhos como também o aspirador de pó, o ventilador, o velocípede, a bicicleta das irmãs etc.) e a SuperFilhotinha, apesar de ser a que mais utiliza instrumentos em brincadeiras, muitas vezes se encanta mais com um pedaço de giz de cera, um roliço e pequeno modem 3G ou um desodorante roll-om que caiba nas suas mãozinhas do que com qualquer brinquedo de verdade...

E, apesar de a Mamãe ter vaticinado que não haveria gasto de dinheiro com brinquedos neste mês das crianças, no último dia 12 eu dei um jeitinho de agradar a criançada com alguns mimos além das roupas ofertadas pela mãe e pela avó da petizada - e todos de origem bem distanciada de qualquer loja de brinquedos convencional: para o meu caçula, um belo bonequinho (apesar de durão e sem nenhuma articulação) do primeiro super-herói da História - e que também costuma ser o primeiro na vida de qualquer menino -, um pequeno Super-Homem que acende os olhos, o "S" do peito e "fala" sua famosa frase "Este é um trabalho para o Superman" (coisa chata esse povo ficar nos empurrando tudo em Inglês, viu?!); para sua irmãzinha gêmea, o quarto e último modelo da coleção das Meninas SuperPoderosas, um carrinho de fricção em forma de nuvem, com as três garotinhas "voando"; e para a "rainha" da casa, o restante da coleção das Meninas, com a Florzinha, a Lindinha e a Docinho devidamente acendendo seus olhões e citando frases da animação atualmente exibida pelo Cartoon Network. Curiosamente, tudo isso veio direto do MacDonald's, adquiridos em avulso, praticamente sem comprar o "MacLixo Feliz", é claro... E, o que é melhor, bem mais baratos e mais bacanas do que muitas versões atuais desses personagens nas lojas de brinquedos!

Talvez, como defende a Mãe, eu até tenha parte nessa certa apatia "brinquedológica", sempre tendo lhes ofertado muitos mimos fora de época ou, tão logo sabendo do interesse de um deles sobre certa coisa, imediatamente já me encontrava de prontidão com aquele objeto de desejo embrulhado pra presente em suas frentes... Mas eu não consigo evitar: faz parte da minha natureza! Desde sempre, com a valorização de cada bonequinho e carrinho em inesquecíveis aventuras vividas no meu quarto ou na sala, muitas vezes compensando os poucos amiguinhos que tinha... Além disso, muito do coração leve e das capacidades observativas que guardo para escrever minhas crônicas que tenho hoje em muito se deveu ao envolvimento criativo que costumava ter com meus brinquedos - e, como sempre sonhei com um pai que se sentasse no chão e brincasse comigo (tarefa normalmente cumprida por minha mãe...), acabo sendo onipresente nesse universo de oferecer muitas possibilidades lúdicas ao mesmo tempo para os meus supermeninos... De qualquer forma, brincar é preciso - e, no que depender de mim e de minhas coleções novas e antigas, brinquedo é o que não vai faltar para infâncias felizes pelo resto da vida! Eu, por exemplo, sigo uma criança feliz...
- Para o alto e avante, brinquedos!

domingo, 11 de setembro de 2016

Um Mês de Força-Tarefa Escolar!


E eis que de repente, não mais que de repente, a dura e estonteante realidade escolar para os SuperGêmeos já é rotina! Mesmo que, até agora, nenhum dos dois realmente tenha se acostumado ao extenuante ritmo de mudanças (o costumeiro soninho da manhã, por exemplo, foi adiado, à força, para a dura hora do trajeto para casa) - e nada de definição, por parte da escola, quanto aos prometidos descontos pela honra de receber em seu quadro, de uma só vez, os três meninos mais poderosos da Terra (- Só míseros 5%?! Exijo falar com a diretoria!)... Mas o ritmo frenético já não é mais novidade e se instalou, em definitivo, na vida de todos: malabarismos entre a Mamãe e eu são feitos quase que automaticamente para conciliar o corrido tempo de cada um; a Vovozona Lena já dá as caras semanalmente para limpar o fogão e ajudar com a meninada; e mesmo os superpequenos já começam a entender os primeiros percalços da vida nessa colorida corrida do dia-a-dia...

O separar-se na hora de entrar na sala, por exemplo: enquanto o SuperFilho joga-se facilmente no primeiro colo feminino da Tia mais próxima (com o auxílio da inseparável chupeta, é claro!), a SuperFilhotinha já deixa claro o quanto gosta de toda aquela estrutura cheia de detalhes e ambientações a serem exploradas - apesar de não suportar receber um "tchau" dado por mim e cai no choro desbragado nos instantes iniciais... De qualquer forma, ambos já seguem firmes e fortes, como que compreendendo direitinho os seus novos caminhos, tudo sem maiores complicações ou tristezas e normalmente elogiados pelas professoras como "muito bem-adaptados" - e, melhor ainda, "vigiados" pela zelosa SuperFilha, que, em inúmeras "idas ao banheiro" (- Pai, a Tia chamou minha atenção...), sempre está por perto para proteger os irmãozinhos, já tendo sido, inclusive, chamada para pacificar os ânimos acirrados dos dois num dia em que me atrasei um pouquinho para buscá-los, bem depois das 11:30 h da saída...

Ó, hora cruel esta do meio-dia para esses super-serezinhos (bem como para esses seus velhos pais)... Além da dura passagem para o ainda mais quente turno da tarde, a hora do almoço tem sido a mais difícil da super-rotina, seja porque meus ex-bebês estão saindo dos antibióticos de duras infecções respiratórias (o sempre viral convívio inicial com muitas crianças e as terrenas fraquezas imunológicas da superdupla...), seja porque estão com mais sono do que fome nesse momento, a verdade é que nenhum dos dois anda aceitando bem o almoço que lhes estamos levando (e improvisando na midiateca!), com o objetivo de que voltem alimentados e relaxados para casa! Porque, se não comem nessa hora, ficam sujeitos a "almoçar" lá pelas três horas, quando acordam do soninho bagunçado, ou a comer qualquer coisa em meio à costumeira irritabilidade de quem teve que acordar para chegar em casa, nas duras mazelas do "transporte" do SuperPai aqui - que, às vezes, tem de carregar um por vez para subir, pelo elevador, os 12 andares da nossa SuperTorre - Filha, fique aqui no carro com sua irmãzinha dormindo, enquanto eu levo as mochilas e o seu irmãozinho para colocá-lo na rede, certificar-me de que ele firmou no sono, trancar a porta e voltar para pegar vocês duas, certo?!...

Ufa! Realmente, não tem sido nada fácil... Mas quem quer facilidade, que não tenha filhos, não é mesmo?! Afinal, é com essas "dificuldades" - que, frise-se, não são nada se comparadas a reais dificuldades de tantos superpais às voltas com problemas de saúde dos seus pequeninos... - que a meninada realmente cresce e seus pais têm a chance de se organizar melhor! E, com todos os erros e acertos desse atropelado primeiro mês de escola, na bagunça dos três "juntos e misturados", são inegáveis e facilmente perceptíveis os vários pontos positivos: ambos estão mais incitados a falar e a cantar, afora outros bons aprendizados (como o interesse pelos desenhos e pinturas); a mais velha diminuiu as implicâncias com os irmãos e vem mostrando uma faceta mais cuidadora; a família está ainda mais super, unida em cada desafio diário... E, passados os sustos iniciais e os percalços que os pobrezinhos ainda terão que viver, por um tempinho, até que se adaptem completamente (esse, sim, o ponto nevrálgico, e não qualquer eventual cansaço meu ou da mãe), a tendência é só melhorar!

Nada, entretanto, se compara à alegria quase infantil de tão grande que é ver aqueles pequenos projetos de pessoas já uniformizadas, com suas mochilas e lancheiras temáticas, escolhidas com tanto carinho, caminhando rumo a todo um futuro de educação e aprendizagem... Infelizmente, "escolhida" é modo de dizer, porque, até nisso, devido à sucessão de fatos que praticamente nos empurrou para essa realidade antecipada dos estudos dos pequenos, acabou não havendo muita margem de escolha, não - na verdade, esses e outros materiais meio que "se escolheram" sozinhos, uma vez que, em pouco menos de uma semana, tive de acertar todos os detalhes (compra dos fardamentos, pagamento de inesperadas matrículas etc.) e a Mamãe simplesmente teve que "aceitar" dois kits mochilete+lancheira de personagens que, se jamais seriam nossas opções para suas primeiras mochilas (Barbie e Darth Vader, pra crianças de 2 aninhos?!), foram o melhor que se apresentou no custo-benefício dos estoques derradeiros das lojas locais... Então, que a Força esteja com esses meninos - e que toda essa agitada rotina, logo, logo, vire uma realidade adoravelmente cor-de-rosa! Porque a força-tarefa continua...


sábado, 13 de agosto de 2016

Tempo Superpoderoso:
Férias sobre Férias, Dia dos Pais
E, sim, 6 Anos dos Diários do Papai!


E a meninada superpoderosa daqui de casa só curtindo a super-heroizada divertida de sua geração: (re)descobrindo as "violentinhas" Meninas Superpoderosas e a aventureira (e bem repetitiva) meio francesa, meio nipônica Joaninha - digo, Ladybug!

E eis que "de repente, não mais que de repente", como diria o Poetinha, o tempo, esse danado nada infantil, voou e se passaram dois meses sem qualquer publicação nesses Diários do Papai! Férias virtuais forçadas, sem  planejamento, sem qualquer aviso aos supervisitantes de sempre... Férias dentro das férias da SuperFilha, em julho - em que, novamente, tanto se prometeu, mas tampouco foi possível cumprir qualquer aventura, viagem ou maiores passeios almejados... Mas como daria, com a Mamãe ainda trabalhando até mais da metade de julho e o Papai aqui, mesmo de férias de um dos empregos, tendo que dar conta da nossa humilde fortaleza em meio ao abandono da SuperBabá?! Sim, ela mesma, um dia tão elogiada por estes escritos, bandeou-se para o Lado Negro da Força, e, de forma vilanesca, forçou a antecipação de suas férias e se mandou, dizendo que tinha que cuidar do pai... Quem vai saber a verdade?! O certo é que mais de 60 dias passaram mais rápido que uma bala e, pela primeira vez, ficou-se tanto tempo sem uma notícia sequer do SuperTrio neste universo paralelo virtual...

E sim, realmente não houve muito a ser feito e a Filha e os SuperGêmeos ficaram mais tempo "presos" no apartamento, sucumbindo aos joguinhos de tablet, celular e computador e desenhos animados na TV e no HD (espécie de "versão do Netflix cheio de vídeos gravados em downloads via Torrent), do que em atividades lúdicas ao ar livre nalguma super-atração... Mas até que deu tempo de "tracoarmos" no viveiro, desvendarmos os bastidores do teatro, curiarmos um circo e, de quebra, acompanharmos as molhadas peripécias da mais velha numa colônia de férias de uma semana no próprio condomínio! Não sem antes nos despedirmos, minha pequena primogênita e eu, de nosso longo semestre letivo: eu, na correria entre as lutas contra alunos-zumbis de fim de semestre ("cérebro... meio ponto... um ponto...") e, entre amores e ódios em relação ao balé e seus derivados de danças e coreografias no colégio, ela às voltas com a linda apresentação de sua quadrilha junina na festinha do colégio! Infelizmente, o finalzinho de junho marcou também por outras razões nada agradáveis: inúmeras idas e vindas da emergência do hospital por causa da SuperFilhotinha e do SuperFilho às voltas com viroses mutantes intermináveis!

E, falando em falta de tempo, nem bem deu para me atordoar direito pensando nalguma influência negativa que pudesse trazer a paixão desgarrada da minha supergarotona pelas Meninas Superpoderosas - sim, aquelas mesmas, dos anos 90/2000 e que, recentemente, foram relançadas com novos formato e visual, mistura de animação cômica às antigas da Hanna Barbera (não por acaso, produtora original dos filminhos para o Cartoon Network) com um pouco a mais de violência que o recomendado e humor escrachado e mais indicado para crianças bem maiores (ou adultos debochados, acostumados com a ironia de antiguidades como a revista MAD) -, porque, se a pequena começou suas férias televisivas com as barulhentas e violentas menininhas, julho acabou com o domínio total da telinha por uma nova super-heroína, que, apesar de igualmente voltada para um público de mais idade (influências diretas de seriados animados japoneses infanto-juvenis), vem capturando o amor incondicional de 10 entre 10 garotinhas de 6 anos de idade em diante: Ladybug (Miraculous - As Aventuras de Ladybug - várias vezes em exibição ao longo da programação diária do canal Gloob)! Sim, ambas as atrações têm seus defeitos e suas inadequações para tão tenra idade como a da minha filha e suas amiguinhas, porém confesso que estou, em parte, mais aliviado com o fascínio pela nova "SuperJoaninha" nipo-coreana-francesa (produção internacional, mas com historias passadas em Paris) do que pelas endiabradas Poderosinhas - cujo humor demolidor podia confundir a cabecinha da minha ainda aspirante a mocinha: "Pai, não seria legal ter um raio para destruir tudo isso aqui?!...

E assim, de uma hora pra outra, passaram-se dois meses: estruturas domésticas foram completamente alteradas - sem coragem para buscar novas e confiáveis babás, o jeito é mesmo adiantar a entrada do nosso supercasalzinho na escola (haja coração e dinheiro para suportar a nova fase!) - e as preferências infantis evoluíram - os meus caçulinhas também mudaram seus gostos, abandonando suas identificações com os longas das Princesas Disney, da Barbie e do Meu Malvado Favorito e seus Minions (quase a "Língua" da Filhotinha!) para os vídeos musicais do Patati Patatá, Chico e Vinícius para Crianças e, o símbolo desde recém-findo julho de férias, The Duck Song (aquele patinho adoravelmente irritante que canta, em Inglês, o famoso refrão das escolinhas da criançada: "Ei, tem uva?!")... E na última segunda, dia 8, enquanto a SuperFilha cantava para mim De janeiro a janeiro, em coro com seus coleguinhas do primeiro ano, como homenagem pelo dia dos pais que se aproximava - em que nem pude me emocionar direito por causa de um triste aborrecimento dela no meio da cantoria, que quase comprometeu tudo... -, eu, instantaneamente me lembrei de que, em 2010, aquela data marcava não só o Dia dos Pais propriamente dito como também a primeira postagem destes humildes diários, que completaram, nesta semana, 6 anos de aventuras, peripécias e aprendizados mútuos e superdivertidos nessa SuperFamília!

E amanhã tem mais: domingo, 14 de agosto, Dia dos Pais, será um dia ainda mais especial e cheio de emoção... Não só pelo fato de meu pai, o Vovô Lito, seguir firme e forte (na dele...) e o abraço sagrado de amanhã estar garantido em meio ao almoço em família com panquecas e camarões especiais, mas porque será uma excelente ocasião para celebrarmos a saúde da mais-que-amada Vovó-Dinha, que andou passando por maus bocados de saúde nesses últimos dois meses e, se Deus quiser, iniciará um novo ciclo de vida abençoadamente muito melhor! Mas a festa começará bem mais cedo e aqui em casa, ao acordar com os três pulando por cima de mim na cama e abraçar e beijar cada um desses meninos maravilhosos - que descobrirão um novo e imenso universo (mesmo a "veterana" Filhona), a partir desta segunda, no mesmo colégio que esse velho papai aqui estudou pela vida inteira e sua mamãe estudou nos últimos três anos do Ensino Médio (e onde ambos se apaixonaram há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...)! O engraçado é que quem deveria receber homenagens deveria, na verdade, ser qualquer um deles, porque a honra é minha - eles me homenageiam e me dão presentes orientados pela mãe de bobinhos que são, uma vez que, nesta celebração da vida e do tempo em família, eu é quem deveria agradecer...! Obrigado, de coração por esses seis melhores anos de toda a minha vida: afinal de contas, foi neles que eu descobri o que é viver sendo pai de vocês três!

E... E... E, como o blogue nasceu três meses depois da chegada da primogênita-rainha, nada mais cheio de celebração do que esse especialíssimo Dia dos Pais - principalmente quando se passam mais de dois meses voando longe daqui...

terça-feira, 31 de maio de 2016

6 Anos de Superviagens...



No feriado da quinta passada, percebendo a SuperFilha sozinha, largada no sofá, a rever pela enésima vez alguma animação da Barbie ou das Meninas Superpoderosas (as queridinhas da vez), parei um pouquinho o trabalho no notebook, cheguei junto a ela e a convidei para ver uma coisa interessante na tela do computador portátil que não fosse um novo filme ou videogame - na verdade, eu nem tinha muita noção do que mostraria, mas, basicamente, a ideia era, admitindo estar já há um bom tempinho longe dela (- Mas Pai, você sempre está trabalhando...), ficar um pouquinho que fosse ao seu lado, tirando-a daquela letargia solitária nem que somente para ver as últimas fotos baixadas do celular da Mamãe, já estaria servindo!

- Tantas fotos lindas dos Gêmeos e nunca se imprimiu nem uma pequenininha... A velha cobrança direcionada a mim procedia: cheguei mesmo a comprar um álbum para os dois, mas, traumatizado com uma impressão defeituosa de uma péssima promoção anterior, nunca mais fui atrás de materializar esses incríveis pouco mais de dois anos da superduplinha... Mas, daí, lembrei-lhe das três fotos com seus rebentos em close do cartão especial do último dia das mães e me concentrei, com a minha linda meninona, numa pasta de arquivos fotográficos que, se não era exatamente o que ela e eu esperávamos, trouxe-me uma mais que agradável surpresa: não havia mesmo nada de especial, de fato, uma vez que se tratava de uma daquelas "pastas doidas", com um monte de fotos gravadas a esmo (e repetidas de outras pastas maiores e na ordem correta de cronologia), mas o fato de ver todos os meus amados filhos em momentos tão diversos de suas vidinhas tocou fundo na alma...

O SuperFilho com poucos dias de nascido, com sua cara cheia, mas com os olhos ainda nem tão abertos, e a SuperFilhotinha magrinha, magrinha, e com a cabecinha ainda "amassadinha" pelo mano grandalhão na barriga recém-deixada da mãe lembravam que, mesmo com pouco tempo de existência, já mudaram tanto e começam a deixar para trás os tempos de bebês... E o que dizer da Filha?! Ali estavam mil e uma versões do meu Amor Lindo: bebezinha com a "cara do pai"; bebezinha de um ano e meio correndo no jardim do Condomínio; ao lado da Vovó-Dinha, na singela comemoração de seus dois aninhos no shopping; ainda roliça, aos 3 anos, em Fortaleza; vestida de fadinha ao lado de "ex-amigas" (- Mas que besteira, minha filha...) na sua "festinhazinha" caseira de 4 anos (bem rapidinha e silenciosa, para não perturbar os irmãozinhos de pouco mais de um mês); ao lado dos coleguinhas da escola, um ano atrás...

Embora ela também tenha gostado bastante daquela seleção de recordações sem ordem ou critério, a atração maior foi para mim: sem querer e em instantes, eu havia vivido uma viagem no tempo melhor do que qualquer DeLorean poderia proporcionar (em breve, ela vai entender essa citação, assim que suas sessões cinematográficas ampliarem seus horizontes)! E, sem ninguém perceber, ao final da Sessão Nostalgia, recolhi meu note e umas duas lagrimazinhas que acabaram escapando: eles crescem... Sim, nesse dia eu até escondi, mas hoje, não dá, eu escancaro: 6 anos, Pretinha?! Mas já, sério, mesmo?! Meu Deus, como o tempo voou...

Também, pudera: o que esperar de uma menina superpoderosa? Você me levou voando em cada quebra-cabeças montado dos primeiros tempos, em cada palavrinha in English bem pronunciada, em cada música cantada (de Patati Patatá a Chico Buarque), em cada filme visto (de Peppa a Cantando na Chuva), em cada diálogo decorado pela TV ou pelos livros que lemos (e que hoje você lê tão bem!), em cada passo de balé (que hoje você me diz não gostar mais, por causa das "grosserias" da Tia), em cada novo desenho que atrasa a sua saída da escola... Ah, sim: há os "empacamentos" - e muitos, daqueles bem chatinhos, que, tais quais aquelas casas dos jogos de tabuleiro de que você tem gostado tanto (vide o do Show da Luna, sua inspiração para a festinha na pizzaria de mais tarde), param e chateiam a trajetória dos nossos personagens pela caminhada das casinhas até aqui... Mas o que seria do paraíso de ser pai sem as birras e as intermináveis "fases"?!

E você tem mudado tanto, tem crescido tão rapidamente - Você viu, Pai, como eu tenho me comportado com a nossa babá Ciça e com os irmãozinhos?!... Vi, sim, minha vida: você só melhora e fica mais linda com o tempo! E, tal como a Elsa que você me ensinou a amar, você segue Rainha nesta Arendelle quente e um tanto quanto bagunçada por causa do eterno frege capitaneado por você mesma, minha "malvadinha favorita" ("maldades" de puras reinações infantis e ocasionais) e seus "minions" destrambelhadinhos (a Filhotinha até fala bem parecido com aqueles bichinhos amarelos!)... Seis anos, Minha Rainha: feliz aniversário, do fundo do coração deste pai embasbacado... E vamos embora continuar correndo desembestados pelo tempo afora, que agora a gente vai de bicicleta: a mamãe tirando as fotos (que eu hei de "revelar"!); eu atrás, segurando as pontas para o equilíbrio; os pequerruchos, na cestinha à frente; e você ensinando todos nós a arte de voar!

domingo, 22 de maio de 2016

Simples Calendários Especiais...



Depois de uma semana estafante, acabei por me dar ao luxo de acordar mais tarde, por volta das 8 horas, enquanto ela, desde bem antes, já lidava com os três infantes - pelo menos o SuperFilho, depois da semana inteira de quatro-e-meia-da-manhã, foi gentil e acordou depois das seis naquele domingo especial... E, como o dia não era meu, corri para dar os últimos ajustes aos mimos que cada um dos superfilhos ofertaria à real homenageada, a Mamãe - que, dada a língua grande da mais velha, já sabia de tudo que receberia, e, por isso, amou tudo sem cair nas costumeiras lágrimas: uma carteira, uma pulseira e um cartão especial com três fotos, ao lado, e em close, de cada um dos amados rebentos (afora, é claro, o mimo ofertado alguns dias antes pela Filha, na emocionante celebração da escola: uma bela canequinha dos trabalhos da sala!

Algumas tentativas de fotos depois - difícil reunir a mãe e os três filhos num enquadramento, viu?! -, descemos com o "Trio Parada Dura" (cada um quer ir para um lado...) até o Salão de Festas e desfrutamos do café da manhã oferecido pelo Condomínio. Claro que "desfrutar", correndo atrás dos gêmeos - que só paravam diante de uvas, de alguma banana ou uma fatia de melancia (ou ficavam juntos a mim, por alguns instantes, devido à saudade acumulada da semana) -, é mero modo de dizer, ainda mais se tentamos comer ou tomar algo em meio à correria (parar ou sentar: fora de cogitação)! Mas a manhã fluía tranquila dentro do esperado: só tínhamos que correr para seguir para as casas das nossas respectivas genitoras antes do soninho do filhote e da filhotinha - que, muitas vezes, engrenam um supercochilo das 9:30 h até o meio-dia (e poderiam atrapalhar os comes-e-bebes)! 

Infelizmente, para aquela solene hora do almoço, uma pequena ruptura: a SuperFilha seguiria comigo para a casa da Vovó-Dinha, onde eu, obviamente, almoçaria, enquanto os SuperGêmeos acompanhariam a mãe até a casa da Vovó Lena... Mas, tudo dentro do combinado, o Dia das Mães, mesmo com o certo mormaço da casa de mamãe e o restante do dia sem maiores arroubos de emoções, correu de forma tranquila... Alguns dias depois, ao ouvir rumores sobre a sexta-feira 13 que se aproximava, foi que me lembrei: "Epa: mas é meu aniversário!" - e, apressadamente, tentamos, em vão, arrumar uma forma de comemorar com os pequenos - a mais velha sempre deseja um bolo com velas para acompanhar o canto de "Parabéns pra Você" e os pequerruchos têm que dormir por volta das 19 horas - e de celebrar a noite, num jantar, ao lado das duas supermães: a minha e a dos meus filhos! Só que não: infernos astrais de sérios problemas no trânsito, indisposição da babá e pouca preparação antecipada resultou num entardecer caseiro e de mornos "parabéns" (até a Filha resolveu azedar na hora, por causa de uma bronca dada momentos antes, pelo mau comportamento...), porém com uma noite cheia de presentes (camisas, camiseta, perfumes e blu-ray de O Despertar da Força) e das reflexões de praxe...

 Hoje, mais um domingo como outro qualquer depois de toda essa "busca pelas festas perfeitas", "pelos presentes perfeitos" e da frenética corrida dos dias no calendário já caminhando para o fim de maio, em meio à bagunça habitual do final de semana em casa (a SuperFilhotinha continua como aquelas "velhinhas doidas" e, com seu carrinho de supermercado de brinquedo - na verdade, da irmã mais velha -, segue a toda espalhando cacos de brinquedos e outros utensílios pela casa inteira!) e os afazeres comuns, eis que um fato torna tudo mais do que especial: o nosso amado casalzinho resolveu, imitando até a inflexão da irmãzona, falar MAMÃE a manhã toda! Aqui e ali, o Filhão já havia falado antes - embora, sua palavra favorita continue sendo "PAPAI-Ê" -, mas não com esse volume e todo esse acerto, quase como se fosse ensaiado entre os dois pequenos para uma devida homenagem à exaurida mãe! Dois finais de semana depois do "dia apropriado", mas está valendo, sem dúvida! O momento é exatamente esse: buscar o lado especial do simples dia-a-dia sem se importar com os reajustes feitos nas horas ditas especiais... Afinal, quer coisa mais especial do que ser os pais desse SuperTrio?!


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Ontem, SuperBebês...
Hoje, SuperMenininhos!



Eu simplesmente adoro esta foto! Ela foi tirada, há alguns meses, pela SuperFilha - que, no mês que vem, no mesmo maio em que nasci, completará 6 anos... Tudo bem, eu sei que, à primeira vista, pode até parecer uma coisa algo amadora, algo infantil e sem qualidade, "poxa, fotografou os irmãos de costas, trabalho de criança, mesmo..." - só que eu não consigo ver assim! Talvez seja coisa de pai babão - o que não tenho o menor pudor em assumir! Mas um olhar técnico ou mesmo mais atento (e isento) poderá constatar o que falo...

Em primeiro, a iluminação natural e tão em cheio nos SuperGêmeos, que ela queria capturar em seu perfeito enquadramento, já demonstra talento na arte! Depois, os detalhes: ambos em pé, em cadeiras independentes, aparentemente ávidos por crescer; a doce SuperFilhotinha, com sua ternura de sempre, a se apoiar na cadeira do irmão; e a Mamãe, que não aparece, mas cuja mão sempre presente, protetora e cheia de carinho surge entre os dois, com especial afago pelo SuperFilho, completa as impressões familiares da artista em sua foto - e deixa tudo perfeito, quase com cara de programado para aparecer por aqui, onde lutamos para preservar nossas identidades secretas de nossa SuperFamília, ré, ré, ré!

Apesar de o Papai aqui não estar presente nesse momento artístico da primogênita (tratava-se de uma pequena reunião familiar de minha esposa no apartamento do seu irmão e futuro compadre), eu vejo ainda mais metáforas do que as já apontadas: posso sentir o tempo correndo de mim, na figura de ambos de costas, que crescem e se desenvolvem tão rapidamente que jamais conseguirei alcançá-los - e eu tendo que arranjar tempo para estar ao lado dos dois, senão estarei sempre um ou dois passos atrás (especialmente com a velocidade da mocinha)...

E eles já sabem tanto, que a sensação de atraso também conta sobre o que eles já conhecem e o que eu jamais saberei como eles... Meus bebês, como crescem esses dois... Tão rapidamente, que, a partir de hoje, nem mais poderei chamá-los assim, de bebês! Pois que ela (sim, pela ordem, além de mais alta, é a "mais velha" por alguns minutos) e ele (o caçulinha; logo, o derradeiro, mais exigente e dengoso) completam 2 anos de idade!

Tal como dizem, que muitas vezes "uma imagem pode valer mais do que mil palavras", fico, neste mais do que especial 25 de abril de 2016, com esta foto singular no lugar do que eu não consigo expressar - especialmente depois das sérias preocupações com a saúde dos dois neste final de semana de febres intermitentes e intermináveis... A propósito, este dia também ficará marcado pela recuperação de toda a família - que, em termos de saúde, não anda nada "super" nos últimos tempos: as fortes gripes dos aniversariantes se deram por culpa dos pais, que há mais de uma semana lutam contra viroses pesadas, enquanto a Filha fotógrafa descobriu-se com catapora desde a última segunda-feira, quando deixou de ir à escola...

Por isso é que se deu adeus a qualquer plano mal embalado de comemorar o super-aniversarinho duplo: entre a correria do dia-a-dia e os pesados cansaços e desgastes virais, nem mesmo a possibilidade de se levar a meninada ao shopping para brincar e escolher os brinquedos podia ser cogitada - restando à Vovó-Dinha dar uma de super-heroína e "salvar o dia" com uma festinha caseira e adoravelmente improvisada da Galinha Pintadinha, com direito a alguns balões, pequenos enfeites de mesa, musiquinhas dos Pequerruchos na TV e bolo confeitado de suas próprias mãos (obrigado, de coração, mãezinha)!

Por tudo isso, não havia como não parar o tempo hoje para ver essa superdupla cheia de gás mesmo quando se recupera de uma malvada dose de enfermidades... É por essas e por outras que a minha admiração salta da imagem parada e corre solta por esta família incrível: sigo sempre atrás deste superquarteto que tanto amo e que significa, literalmente, o meu existir, em frente e em verso! Aos meus amados agora supermenininhos, só consigo deixar gravado isso: felizes aniversários, meu supercasal de levados e incríveis!


domingo, 27 de março de 2016

Todas As Tradições na Páscoa


Sem conflitos, todas as tradições pascoais podem coexistir - das mais austeras e em torno da Ressurreição às mais doces e lúdicas dos ovos e coelhinhos comercializados para a criançada...

Tradições familiares são um dos principais aspectos de identificação de uma família: para além do sobrenome e das aparências físicas - "fulano tem o queixo do avô, a perna do tio, a altura do pai"... -, o quesito "tradição" serve, notadamente, por marcar memórias afetivas ao unir parentes por meio de costumes ou de sabores marcantes - como aquela receita especial da vovó, o almoço de domingo na casa da mamãe ou as rodas de conversas no quintal... Recentemente, cheguei a me emocionar com a professora da SuperFilha, que, após ofertada por nós com um inusitado picolé de pequi (sim, existe, e é maravilhoso!), mostrou-se tocada por termos proporcionado a ela, sem querer, toda uma gama de recordações carinhosas do seu seio familiar, do tempo em que devorava pequis quando criança junto aos seus pais e irmãos em sua cidade-natal (e olha que eu pensava que ela nem seria capaz de se emocionar com qualquer coisa...)!

E não há nada mais tradicional do que um bom feriado: Páscoa, por exemplo, sempre me traz algo de emocionante: a lembrança da minha mãe, a Vovó-Dinha, marcando, duplamente, o "sagrado horário das três horas da tarde" - nas nossas Sextas-Feiras Santas, quando narrava, para mim e meu irmão em nossas infâncias, a tempestade  de ira divina que se seguia à agonia do Cristo na cruz (e, assustadoramente, sempre chovia fortemente nesta hora!); e nos nossos Domingos da Ressurreição, quando se celebrava o Jesus voltado à vida e sua ascensão aos céus... Ah, claro, havia um bom ovo de chocolate dividido entre os filhos (um só, que não existia o desespero comercial de hoje!) - anos depois, substituído pelos ovos caseiros que ela mesma preparava -, almoço com bacalhoada cozida e bolinhos fritos de bacalhau e deliciosas merendas com bacuris e pequis (duas das melhores frutas criadas por Deus!)!

O tempo foi passando e muitas tradições, mudando: durante alguns anos, ainda na juventude dos tempos de namoro com a hoje Mamãe, segui catolicamente com ela frequentando as belas celebrações da Paróquia do São Francisco (franciscanos: ordem querida) e vivendo intensamente os sermões de Frei Wilton e Frei Carmine... Casei-me (com ela, a mesma namoradinha de velha data), tive filhos e, até hoje, sempre penso com carinho nas tradições destes grandes feriados cheios de significados... Sim, já tratei sobre algumas coisas a respeito da bela e ao mesmo tempo sofrida vida humana do Filho de Deus para nossa SuperGarotinha, mas ainda espero que ela cresça mais um pouco para entender melhor as mazelas humanas! Sim, ela já sabe que sextas-feiras santas guardam algo de triste e os domingos pascoais têm mais cara de alegria (especialmente com a entrega dos ovos de chocolate cheios de brinquedos, dados pela idolatrada avó e pelo SuperPapai colecionador aqui), porém fica impossível vivenciar algo triste em meio a crianças tão cheias de gás nesse feriadão!

Afinal, já começando na quinta a aproveitar a folga, levamos nossa supermenina para almoçar em seu restaurante favorito - peixe ao molho de camarão entre pula-pulas, escorregadores e até um laguinho para pesca, que a fascinou e aterrorizou na mesma proporção quando o peixe veio saltitando no anzol para fora da água! Na sexta, seguindo na velha tradição de almoçar bacalhoada cozida na casa de minha mãezinha, agora com todo o elenco do nosso superquinteto reunido, a fuzarca infantil reinou absoluta entre novos bacuris e pequis (que só eu comi...) e um divertidíssimo banho na piscina do seu condomínio - o primeiro dos SuperBebês! No domingo, vieram todos (bem, na verdade, só a Vovó-Dinha compareceu...) para a minha casa comer do meu divino e já tradicional tempurá de camarão e das abençoadas bolinhas fritas de bacalhau da Mamãe, tudo regado a bom vinho, disputas de atenção da primogênita, choradeiras e manhas do SuperFilho (eta, fase...) e de serelepes brincadeiras da SuperFilhota!

Permanecem, ainda, todos aqueles ensinamentos de minha mãe e dos amigos padres franciscanos, sobre a realidade de vida trazida com os santos ensinamentos do já quase esquecido homenageado - bem superiores, para mim, por sobre qualquer outra passagem religiosa cheia de ranços ou desumanidades daquelas tribos judaicas de longa data... De qualquer forma, mesmo não mais frequentando aquelas edificantes missas ou reunindo toda a família em agradecimento, as tradições persistem! E assim, no seio da nossa SuperFamília, novas tradições são criadas pelos mais jovens integrantes a crescer: a Filha se controla, com os nossos freios, diante de tantas opções de chocolates e mimos que acompanham a doce data (acrescentados pela surpresa da supermadrinha Tia Vandoca, que terminou de nos cobrir de bombons, mesmo sabendo que seu super-afilhadinho ainda não come doces); a nossa Filhotinha segue cheia de charme e encantadoras dancinhas ao pedir os DVDs de "Tikitikitáááá" (Palavra Cantada) e não dispensando um pão ou uma banana dando sopa por perto; e o Filhão, que não desiste de subir as cadeiras da copa até o alto da mesa de vidro ou de me puxar pela casa até o escritório, para que se ligue o interruptor do ventilador de teto (com direito a imitação do superpequeno sobre o "clique" do liga-desliga!)!

Com tantas graças e alegrias abençoadas, só me resta guardar comigo a vivência de tanta vida em abundância nesta feliz grande família e orar aos céus para que nunca nos faltem tão fortes lembranças familiares e que as nossas tradições sigam a se renovar tão doces por entre os SuperFilhos como o melhor chocolate desse feriadão que se findou e tão ricas de significados quanto a sagrada vinda de nosso Salvador - que, em Sua época, vivia a Páscoa em celebração à libertação, do Egito, do seu povo hebreu... Enfim, que cada um viva o seu próprio agradecimento à Vida, porque a época é essa, de valorizar cada família... E, por fim, deitar e rolar com os pequenos da casa com os belos brinquedinhos que vieram com os ovos (ou seria o contrário?!) - que a sua Páscoa tenha sido tão tradicionalmente bonita e alegre quanto a nossa!

Na maioria dos casos, neste ano, os preços aumentaram, os ovos de chocolate diminuíram e, por sua vez, vieram dentro dos próprios "brindes", os brinquedos dos personagens da moda e mais queridos da SuperFilha!


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

É Carnaval!


A Mamãe era uma foliã inveterada na adolescência, ao ponto de irritar bastante o Papai aqui, que, por vezes, perdia até o contato! A Vovó-Dinha, mesmo no alto de sua "terceira infância" (a gente nunca deixa de ser criança, né?!), ainda curte muito a folia de Momo e, sempre que tem oportunidade, pula e brinca bastante num animado baile! Mas como a SuperFilha tem muito mais de mim que apenas o queixo, os olhos, o formato do rosto e os cabelos, sua queda para o carnaval nunca foi tão forte assim... Mas, claro, se houver um amiguinho por perto, uma fantasia bacana para vestir e confetes e serpentinas pelo chão para "reciclar" (ou seja, jogando nos outros de novo!), ela 'tá dentro do salão e a molecagem está garantida! Só não venham com aquela bendita espuma: assim como eu, ela detesta se sujar com essas invencionices! O único macaqueamento que ela não dispensa é uma boa e velha pintura facial, como aquelas borboletinhas nas bochechas - ah, mas pode ser maquiagem também, viu?!

Uma pena que os SuperIrmãozinhos ainda sejam muito pequenininhos e só acompanhem a brincadeira ao longe - como no shopping, no último sábado, onde inventaram um cercadinho pago, com alguns brinquedos e uma banda tocando (bem alto, diga-se!) ao lado de alguns recreadores fantasiados, e os SuperBebês ficaram a correr em volta e ao longo dos corredores mais ou menos vazios do resto do centro de compras... Isso sem falar em outras possibilidades lúdicas que a época pode proporcionar: nesta terça-feira gorda, um almoço bem animado nos espera na casa da avó festeira e, pronto, até os menorezinhos poderão entrar na molecagem - o SuperFilho de Batman (sem máscara); a SuperFilhotinha de Mulher-Maravilha; e a Filha ainda por escolher com qual dos seus vários figurinos multicoloridos ela irá - se de ÍndiaFada do Vento ou Pássaro do Verão (roupas de antigas apresentações na escola), também de Mulher-Maravilha ou, por fim, como a sempre boa e velha Elsa de Frozen!

Mas fica aqui um aviso aos navegantes mirins: nem todo mundo é folião! Assim, meu pequeno, se a sua Mamãe ou o seu Papai resolverem dar uma de "vilão" e passarem a empurrar você para o bailinho mais próximo com aquela música no último volume que o irrita bastante e naquela fantasia quente que você detesta só para tirar foto da sua carinha triste e postar nas redes sociais como "o maior folião do mundo", PROTESTE: bata firme na sua mesa da Galinha Pintadinha e diga que você prefere a maratona de desenhos animados repetidos do Discovery Kids ou brincar com os amiguinhos no 'play' do condomínio! Ou, de repente, até mesmo pintar desenhos dos seus personagens favoritos seja uma pedida bem mais legal para você e muita criança por aí (aproveite e peça para um deles imprimir o desenho abaixo da Turma da Mônica!)... Claro que isso foi uma piada de um não-folião, que sofreu na infância com o carnaval, mas, falando sério - atenção, papais e mamães: respeitem o gosto e a vontade das suas crianças! Afinal, pode ser que carnaval seja uma praia só sua e não da garotada...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A Preferida!


Há algumas semanas, chegando já tarde de um passeio noturno para o qual não fui (preferi uma confortável navegação pela internet a ter de encarar os famigerados shopping centers num final de semana), a Mamãe e a SuperFilha pelejavam na irritante luta derradeira de fim de noite para levar uma criança para dormir (especialmente depois de um passeio) - até aquela resolver jogar duro e soltar uma estranha ameaça em meio às birrinhas, "nãos" e brincadeiras fora de hora da pequena: Vamos, menina, levanta daí pra tomar teu banho, escovar os dentes e dormir, deixa de fazer corpo mole, que já passou da hora da cama! Ou tu queres que eu conte para o teu pai o que aconteceu no shopping...?!

Na hora, os olhos da pequena e os meus se encontraram no susto, enquanto, de pronto, ela foi negando e pedindo para não me contar, logo se levantando e obedecendo à surpreendentemente "ameaçadora" mãe... Desesperado de curiosidade, lancei-me a perguntar-lhe o que ela não queria me contar, o que poderia ter acontecido de tão feio que eu não poderia saber e se ela seria mesmo capaz de esconder alguma coisa de seu Papai aqui, no que a minha até então ingênua filhinha sorria, meio envergonhada, meio maliciosa, e se esquivava, como se não fosse com ela... Meu Deus: com 5 anos as coisas estavam assim, o que dizer quando viessem os duros anos da adolescência?! Mesmo debaixo de uma lâmpada num quarto escuro, como naqueles filmes policiais antigos, e ela nada revelaria?!

Banho tomado, dentes escovados, bênção dada e lá foi a nossa ora totalmente obediente mocinha para a cama em questão de minutos, tudo como manda o figurino! Então seria a vez de interrogar a mãe acerca daquele misterioso acontecimento - e o que ela me contou, até agora, não consigo me decidir se acho motivo de orgulho ou de preocupação: tudo teria começado quando minha pequena rebelde foi flagrada cometendo uma agressiva manobra contra uma amiguinha numa corrida pelo estacionamento - ela simplesmente empurrou a colega no final do percurso, a fim de ganhar a peleja a qualquer custo! -, e, após uma merecida e dura bronca, a Filha fez um estranho pedido: Por favor, Mamãe, não conta nada para o meu pai, 'tá bom? Você promete?!...

E quanto mais ouvia daquela história toda, mais eu conjecturava - Isso é bom, porque minha filha me respeita e me ama muito; por isso, não quer minha desaprovação sobre um comportamento em que ela reconhece que errou... Por outro lado, é ruim, porque ela pode estar também fugindo de uma represália, evitando apenas ouvir mais sermão do que já ouviu... Ou, pior ainda: será que, para ela, a mãe é mais amiga do que eu?! Não, isso eu não poderia admitir! Desde aquela primeira ultrassom da minha vida que eu ouço: "meninas sempre preferem o pai"... E, depois de tanta luta e anos de "empate", nos últimos tempos finalmente vinha ganhando "por uma cabeça" em termos de preferência em relação à mamãe! Pelo menos até agora...

De qualquer forma, em questão de preferência, acho que eu saio perdendo no cômputo geral, considerando que também haja empate com a SuperFilhotinha (vá lá, aqui e ali eu ganho um dengo a mais da minha superbebezinha!) e seja sabido e notório que o SuperFilho tenha pela mãe verdadeira adoração obsessiva, simplesmente me ignorando em vários momentos (especialmente à noite) - a ponto de eu costumar brincar que a solução para resolver tanto grude seria costurá-lo logo à pele da genitora a fim de evitar qualquer mínima separação (e consequente choradeira)! A preferida da casa é mesmo a Mamãe! Porém, olhando em retrospecto, quem pode condenar o SuperTrio?!

Afinal, não há como não amá-la, admirá-la e a querer sempre por perto... E, por isso, como a própria gosta de brincar, "é muito fácil gostar dela"! Sem esquecer o zelo e a dedicação desde às 5 da matina (ultimamente até bem mais cedo que isso, graças ao nosso exigente e madrugador supergarotinho!), que se estende pelo resto do dia até às 22, hora da última mamada! Tudo isso, muito justo, faz dela a merecedora do título de "A Preferida" dos três guris desta casa - e, é claro, do papai também, que não vive sem seu sorriso franco, sua sabedoria plácida e seu companheirismo a toda prova! Por essas e por outras que eu aproveito a oportunidade deste 4 de fevereiro para lhe desejar um feliz aniversário, com muita saúde e alegria em quádruplo - Parabéns, meu Bem! Felicidades já temos de sobra nesta casa, graças a Deus!

Quanto a mim, sigo humildemente como o "Número 2" ao lado da poderosa "ma-mã", logicamente brincando com esse universo incerto da primeira infância dos nossos filhos e aguardando os próximos capítulos dessa novela... Quanto ao lado feminino da minha prole, ambas seguem bastante carinhosas comigo e sabedoras de que com o pai elas sempre conseguirão mais coisas - da minha parte, penso que ainda serei o melhor amigo das duas no futuro... Já o bonitão caçula segue em sua fidelidade incondicional, na melhor tradição "filhinho da mamãe", a preferir o lado materno - o que é perfeitamente natural: eu, por exemplo, sempre pendi mais para a minha, a Vovó-Dinha! Eu só não queria que meu garoto me tratasse como fazia um antigo personagem da TV em relação ao seu pai... Porque, quase toda vez em que o pego no colo, parece que ouço, nitidamente, "Não é a Mamãe!"!

sábado, 30 de janeiro de 2016

E as férias se acabaram diante de uma tela...



Enquanto os SuperGêmeos continuam suas aventuras caseiras de inocente e pura liberdade - a SuperFilhotinha segue em suas escaladas ao topo da mesa de jantar e o SuperFilho mantém-se sempre alerta em relação à Mamãe, de quem não deseja desgrudar um só segundo -, a SuperFilha, nesta semana, voltou às aulas, onde iniciará a 1ª série. E o Papai aqui, ainda um tanto quanto perdido nas adaptações entre a minha época de estudante e a atual grade do MEC, nem se lembrava mais que o antigo "primeiro ano do primário" nada tem a ver com este último ano do antigo "jardim de infância" - quanta confusão: a segunda série é que realmente inicia o atual ensino fundamental!

Confusões à parte, minha Filha está crescendo muito rapidamente, e o seu "último ano de brincadeira" na escola já começou... Talvez por isso que eu venha lutando tanto para fazer de tempos mais livres como o do final de suas férias o mais marcante possível de boas atividades! Entretanto, quando não se viaja ou se luta contra prais poluídas, o universo "fechado" termina por prevalecer! E, assim, elementos contra os quais mantemos certas reservas, como o "mal necessário" da TV e seus desenhos animados repetidos à exaustão (Discovery Kids, ouviram bem isso?!) ou o tablet cheio de joguinhos eletrônicos (que, para o bem do raciocínio rápido ou para o mal de condicionar horas dos pequenos se não tivermos cuidado), acabam se mostrando como eficazes formas de entretenimento de férias caseiras...

Mas, espere aí, eu me lembro de meus períodos longe das aulas - e, se não havia grandes passeios, o Cinema ainda era a maior diversão (como no dizer do comercial do finado Cine Passeio, pelo qual, infelizmente, nenhum de meus filhos passará...)! E, após algum tempo, o videocassete ocupou, também, boa parte do meu tempo livre com os inúmeros filmes que alugava das locadoras... Sim, hoje praticamente se extinguiram as locadoras com as tantas opções na internet, NetFlix ou qualquer outro mínimo pacote de TV por assinatura - então eu baixo filmes ou compro algum dos favoritos da minha garota nas lojas de departamentos! E, como o escurinho do cinema, graças a Deus, não se acabou, temos que aproveitar o oportuno período de lançamentos para uma divertidíssima ida ao cinema e assistir aos melhores lançamentos numa luminosa tela gigante - o que, apesar de todos os avanços tecnológicos, jamais deixou de ser uma bela forma de agradar e impressionar uma criança...

Pois que aproveitei algumas das inúmeras novidades despejadas no mercado de fim/começo de ano e fomos somente minha pequena e eu (como os SuperBebês, logicamente,  não apreciariam muito o ambiente, ficaram com a mãe ou com a SuperBabá Ciça) ver dois filmes na telona: Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme (título longo em Português para o novo filme da BlueSky da série A Era do Gelo) e O Bom Dinossauro (da mesma produtora de Toy Story e Procurando Nemo). Mas se o primeiro (que vimos por último, já nos derradeiros dias de férias), mostrou-se uma deliciosa adaptação mais infantil da velha trama sobre a "Garotinha Ruiva", porém bastante fiel sobre as inteligentes tirinhas, bem como as clássicas animações dos anos 60 da Turma do Charlie Brown - sim, porque seu humor, apesar do apelo comercial dos brinquedos e das linhas de produtos do Snoopy, sempre teve um tom bem adulto -, o segundo conseguiu ser mais infantilizado e decepcionante que o filme mais "bobinho" que a poderosa Pixar já havia realizado, Carros - tanto que nem a minha garotinha se agradou muito da historinha da jornada de volta para casa de um dinossaurinho assustado e seu selvagem "amigo" menino-das-cavernas (sim, num universo paralelo, onde o devastador meteoro não atingiu a Terra, dinossauros e homens evoluíram juntos)!

Mas ainda restava o bom e velho vídeo... E, com a alta definição de cópias em blu-ray e com os modernos e grandes televisores de hoje em dia, fica fácil montar um divertido cinema em casa - com direito a salgadinhos light sem gordura e baixo teor de sódio! Então, vamos aos títulos: à beira do tão afamado Oscar, eis que caía muito bem ver dois dos inteligentes indicados na categoria Melhor Animação - e se o extremamente criativo Divertidamentetambém da Pixar, compensou a fraqueza do seu sucessor colega dinossauro com um belo roteiro sobre as aventuras das emoções humanizadas na cabeça de uma garotinha (também indicado ao fulano prêmio da Academia) e que envolve tanto situações compreensíveis aos menores quanto questões bem mais assimiláveis pelos mais velhos - especialmente nesta casa, em que memórias afetivas e emoções não faltam diante de gentes crescendo tão rapidamente -, o poeticamente rico e cheio de leituras e significados ocultos O Menino e O Mundo, surpresa brasileira entre os indicados, também agradou minha menina, cada vez mais inteirada com o melhor da Sétima Arte (claro que, em relação a este último, foram necessárias algumas explicações pontuais sobre as imagens sem diálogo que literalmente pintavam na telinha...)!

E agora, com as velhas rotinas de volta, as sessões pai-e-filha terão de esperar mais tempo para ocorrer... E, diante de seus convites reiterados para ver algum novo filme nesta última semana de volta às aulas, creio que, depois de tudo, "acertei" com a minha adorada filha nestas férias que se encerram! Fomos ao clube, à praia, ao shopping e a restaurantes e sorveterias, mas, no final, acaba que o melhor das férias de uma garotinha inteligente dos anos 2000 sempre terminam diante de uma tela: pequena, como a dos joguinhos de um celular ou um tablet; média, como a de um televisor; ou grande, como a de um ainda reino de sonhos chamado cinema... E, honestamente, não há nada de mal nisso!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Férias


- I can't get no satisfaction: medo danado de estarmos criando uma nova geração de pequenos Mick Jaggers...
Passei muito tempo da minha infância em casa, brincando sozinho, vendo televisão ou lendo revistinhas da Disney e da Turma da Mônica e gostava disso: como não costumávamos viajar e havia poucas opções de lazer na cidade além de praia e das casas dos parentes, as férias não tinham lá muitas atrações de divertimento... Talvez por isso o Papai aqui sempre tenha sentido a necessidade de fazer com que a SuperFilha aproveitasse melhor seus momentos de lazer com passeios fora de casa - nem que fosse lá embaixo da nossa SuperTorre, no playground do condomínio, com qualquer amiguinho que estivesse por lá, uma vez que o apartamento é pequeno e tem suas limitações (o escritório-gabinete vive "isolado", com muita bagunça entre as minhas tralhas e coleções, e o seu quarto, tendo ela que dividi-lo com os Super-Irmãozinhos, acaba com ainda menos espaço para espalhar suas coisinhas e curtir da melhor forma)...

Entretanto, com o tempo, a Mamãe passou a me chamar a atenção para um problema que, aparentemente, eu mesmo estaria criando - Você já notou como a Filha não gosta muito de ficar em casa? Basta a ausência completa de programação para passear que ela não se conforma e vai logo perguntando do dia seguinte: "Mãe, vou dormir pra ir o quê?"... Jesus: será que eu criei mesmo um monstrinho?! Afinal de contas, parar para curtir seus brinquedos, seus pais e irmãos no convívio simples do dia-a-dia ou simplesmente ver um pouco de vídeo ou mesmo de televisão são coisas saudáveis na vida de qualquer criança! Claro que minha garotinha gosta de TV como qualquer menininha da sua idade - inclusive já falei muito dos seus programas favoritos por aqui - e, vira-mexe, surjo com um filme bem bacana baixado da internet ou um novo DVD de seus personagens mais queridos e temos animadas (e repetidas) sessões! Mas os Vamos lá embaixo?, Vamos ao shopping?, Vamos à praia? ou ainda Vazmos à Lagoa? costumam ser bem mais constantes do que os Pai, vamos brincar de alguma coisa? ou Vamos ver um filme?!

E, assim, vou inventando umas coisas aqui e outras acolá para tentar alcançar um equilíbrio: quando estou em casa, busco ao máximo dar-lhe atenção - especialmente depois de os SuperGêmeos nascerem, por causa dos previsíveis ciúmes -, chamando para curtir um brinquedo esquecido, desfrutar de um joguinho no computador ou mesmo sentar-me ao seu lado para ver seus programas na TV; já quando o tempo e a disposição sobram - o que, infelizmente, é raro -, programo passeios pelo shopping (o que eu menos gosto, confesso, mas aonde mais vamos: como quase todas as crianças de hoje, ela gosta daqueles barulhentos parquinhos indoors e sorvetes extremamente açucarados daquelas sujas maquininhas e seus operadores ainda mais porquinhos!); parque aquático, praia e lagoa (pouquíssimas boas opções de espaços abertos, mas os visitamos com menos frequência) e a "Fantástica Casa da Vovó-Dinha" - esta, uma "atração" à parte: com a louca rotina diária com os SuperGêmeos ao longo deste ano, sem querer foi-se estabelecendo o costume de nossa mais velha passar a sexta e o sábado na casa dos avós paternos, a convite da sua mais-que-querida avó e madrinha, o que se tornou uma pequena farra pra ela, desde o sair da escola até o dormir fora de casa, rodeada de todos os mimos possíveis (ah, curiosamente, parece que por lá ela gosta mais de brincar, até mesmo sozinha!). Assim, também nas férias, ela ainda dá essa "fugidinha de casa" de vez em quando para ganhar aquela atençãozinha extra que, às vezes, não consegue ter em meio a tanta meninada e outras tantas responsabilidades...

Até uma ida ao supermercado, no meu tempo de menino, eu achava bem divertido - e, por isso, às vezes, na falta de coisa melhor, acabo convidando-a para "curtir uma voltinha" entre frutas, verduras, biscoitos e iogurtes que compraremos para a semana, entalada (ela já está bem grandinha...) naqueles carrinhos de compras com carrinhos coloridos embaixo (- Pai, tem que ter volante, senão eu não quero!)! Sempre que posso, trago-lhe uma revistinha de atividades com os seus personagens prediletos - onde ela pinta, risca os sete erros ou acha palavras escondidas (ela é boa nisso!) ou crio um "dia especial" de alguma coisa, para que nele possamos desenvolver coisas a respeito de determinado tema - e, neste dezembro que se finda, bem no comecinho foi a hora certa para contar coisas sobre o menino Jesus, a "invenção" do Papai Noel e o Natal, em meio à nossa montagem da árvore e dos enfeites da época (sobre a qual nem ela nem os superbebês ligaram muito). Outra "invenção" recente que arrumei, bastante divertida, porém trabalhosa na prática - por isso feita ainda em poucas oportunidades -, foi o torná-la "chefinha de cozinha", com direito a toda a devida indumentária (avental, luvas térmicas e chapéu de cozinheira adquiridos no Giraffas)! E assim ela e a Mamãe já fizeram alguns deliciosos bolos de cenoura com cobertura de chocolate e, comigo, ela conheceu a couve-folha  refogada ao alho e óleo, cozinhou uma bela macarronada à bolonhesa e preparou um gostoso bolo rocambole de carne ao forno - nada mal para uma principiante!

Mas surge um novo alento para as férias deste finalzinho de 2015: os amigos e parentes! Pois é: numa bem sincronizada soma de bons fatores - organização com mamães de coleguinhas da escola (piscina com a Leleca); reencontros com velhos amigos dos pais e aproximação com seus filhos (passando o dia lá, passando o dia cá com a Stelita Maluquinha); visitas de primos de cidades distantes (Clarita e suas alterações de afinidade: nem se encontraram; e Carol, diretamente do BeachPark, para a alegria de alguns dias); redescobertas de coleguinhas vizinhos do próprio condomínio (Belinha e os teatrinho na casinha da Peppa) -, esse mês de dezembro até que se encerrou com uma boa dose de dias divertidos e especiais, seja com passeios super-interessantes pelos itinerários de sempre e por novas descobertas - como o belo museu de arqueologia, onde pudemos ver, ao lado da Prima Carol, um monte de reconstituições de dinossauros! -, seja pelo melhor aproveitamento de seu bom e velho apartamentinho - só que agora, com primos e amiguinhos redescobrindo com ela brinquedos e brincadeiras ao longo, muitas vezes, de dias inteiros! E não eram mais ou menos assim as melhores férias que nós, papais e mamães, tínhamos quando crianças?! Só faltam, agora, bons retornos ao cinema para acompanhar os lançamentos animados das férias (e hoje começa a temporada, com a estreia de O Bom Dinossauro) e, graças a Deus, estas férias vão dar supercerto, vez que, na medida do possível, vem tendo seus grandes momentos muito bem equilibrados...

Porque tudo o que um pai superpreocupado com os seus filhos deseja é que eles sejam felizes e aproveitem o melhor da vida: o simples aproveitar cada dia, em qualquer idade, em si, já é uma arte, e ajudá-los a extrair diversão de uma simples manhã em casa pode ser tão difícil quanto juntar a família inteira e se lançar estrada afora numa superviagem! Sim, eu sei, toda esse amplo espectro de satisfação uma criança faz parte de uma boa educação - afinal, se nossos filhos se sentem "entediados", pode ser que tenhamos alguma culpa no meio do processo de criação... Ou pode ser simplesmente porque os dias de hoje ofereçam tantas mais opções no colo da criançada - dezenas de canais a cabo, internet, uma gigantesca e repleta de publicidade indústria de brinquedos etc. - e, no nosso tempo, mal ganhávamos presentes nas 3 datas especiais (Natal, aniversário e Dia das Crianças), em meio a 1 ou 2 canais que passassem desenhos animados num turno do dia, mas nos sobrava imaginação para inventar brincadeiras sozinhos ou com alguns poucos amiguinhos... De qualquer forma, o meu maior desejo neste novo ano que se inicia é que, além dos costumeiros pedidos de saúde e de muito dinheiro no bolso para os próximos 365 dias, a Mamãe e eu consigamos nos organizar da melhor forma possível para mais e melhores passeios com a família toda - deixamos mesmo a desejar nesse quesito com os SuperGêmeos em 2015, por causa da trabalheira de sair com dois "andarilhos" em direções diversas... E que também continuemos a educá-los da melhor forma e consigamos ensiná-los sobre as maravilhas presentes na simplicidade de bons brinquedos e das brincadeiras em nosso lar, doce lar!
Porque em casa as férias também podem ser bem divertidas!

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