quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Animação!


Sempre que vejo E.T. – O Extraterrestre, minha memória retoma um antigo diálogo que tive com um primo na pré-adolescência, época em que vi esse filme pela primeira vez: – Cara, eu nunca entendi qual é a desses meninos que continuam pedalando as bicicletas enquanto voam: não é o E.T. que está fazendo todos voarem?! Será que eles pensam que vão cair se pararem de ‘dar impulso’ com o pedal?!... A tese era boa e eu sequer havia cogitado antes sobre este furo! Décadas depois, acompanhando um longa com o trenzinho Thomas ao lado do meu querido SuperTrio de filhos, percebo algo irritantemente parecido com a mancada do antigo filme do Spielberg: se essas locomotivas todas desse famoso filminho inglês conversam, sentem emoções e cumprem ordens diretamente dos chefes humanos, por que cargas d’água fica um maquinista em cada uma delas?! Para conduzir o quê, se os trens são autossuficientes?! Sim, é só prestar atenção na série Thomas e Seus Amigos e conferir!

Mancadas à parte, gosto muito de animações: eu mesmo tenho a coleção da maioria dos filmes da Pixar, afora alguns clássicos japoneses e da Disney que, aos poucos, fui apresentando à Mamãe e aos nossos pequenos. Por isso, nunca as chamei de “filmes infantis”, tal como se costumava fazer antes, rotulando as animações em geral como “para crianças”: os tempos evoluíram e, hoje, a maior parte delas é igualmente voltada para um público mais jovem e adulto, que, inclusive entenderá muito mais piadas e referências do que a gurizada! E mesmo aquelas produções realmente endereçadas aos pequenos podem ser bem apreciadas pelos pais também (afinal, normalmente estamos do lado)! De qualquer forma, eu assisto a tudo que posso nessa área porque gosto, porque a SuperFilha me pede pela companhia e porque sinto a necessidade de acompanhar – e não falo somente da preocupação com o conteúdo, se adequado a sua idade, mas principalmente por adorar seguir o seu ritmo, podendo conversar “de igual pra igual” com ela sobre personagens e suas “tramas”, além de me ficar mais fácil depois ir atrás dos brinquedos e das trilhas sonoras respectivas, comprando-os ou baixando-as da internet e vivenciando tudo ainda mais sobre aquela sua paixão da vez!

E, atualmente, posso dizer que a filhona tem uma “paixão dupla”: o fenômeno O Show da Luna, animação brasileira nos mesmos moldes de outro sucesso brasileiro, Peixonauta (ambos desenvolvidos pelos mesmos criadores), só que com mais conteúdo educativo, uma que a vez que a garotinha do título “investiga” fenômenos da natureza em meio a brincadeiras de faz de conta ao lado do irmão Júpiter e do furão de estimação Cláudio, explicando tudo com divertidas musiquinhas; e a “retomada” de um antigo caso de amor pela ainda fenomenal Peppa Pig, que, apesar de mais voltada para um público menor (justamente a idade em que ela começou a idolatrar a porquinha, entre 3 e 4 anos, pouco antes de termos ficado um tempo sem televisão por assinatura em casa), ainda é capaz de prender-lhe a atenção mesmo com seus curtíssimos episódios (cerca de 5 minutos cada) reprisados à exaustão pelo canal Discovery Kids – que também exibe a Luna e, não por acaso, reprisa as duas atrações à noite, uma atrás da outra!

Ambas as animações têm suas limitações e costumam trazer alguns “efeitos colaterais”: enquanto O Show da Luna, rigidamente formulaico (começa com uma dúvida; a descoberta da protagonista acontece num faz-de-conta; tudo se encerra com um show, onde uma canção descreve tudo), muitas vezes deixa um gosto residual de frustração na Filha, com muitos episódios não explicando muito bem as “pesquisas” feitas (algumas vezes, até eu fico sem me convencer!), a porquinha inglesa Peppa acaba por influenciar negativamente a petizada a imitá-la em algumas de suas malcriações ou observações irritantes – cansativo o tanto de vezes que minha garota já repetiu, no mesmo tom da personagem, “Isso é muito chato!”, “Isso é uma coisa só de meninas! ou “Não vou fazer nada!”, afora os rótulos e preconceitos veiculados para alguns personagens (como o “papai bobinho” Papai Pig, retratado como um bobalhão que nada sabe resolver sem ajuda e ainda por cima é vaidoso, um “perito”, quando se sai bem: nós, pais, somos assim?!)... Mas a criatividade da maioria dos roteiros e o fato de as duas protagonistas serem meninas inteligentes e determinadas de 6 anos prevalece e igualmente cativa os pais de meninas – embora não tenham “contraindicação” alguma para os meninos!

Independente de qualquer senão, o mais legal mesmo é ver a evolução do animado gosto pessoal dos SuperFilhos: tudo começou com a filhona, aos 6 meses de idade, introduzida por meio de uma então estreante Galinha Pintadinha (único DVD não dado por mim, mas pela Vovó-Dinha), e que seguiu com animações sobre obras de grandes compositores (como Toquinho no Mundo da Criança), alguns episódios extraídos da TV (como os especiais da Dora) e outras tantas imitações da original galinha (como a tosca formiga igualmente azul, cópia do Flick de Vida de Inseto, na fajuta série trilíngue Bob Zoom), passou pelo “amadurecimento”, a partir dos seus três anos e meio, com seus primeiros longas (Frozen e, depois, alguns novos clássicos japoneses para atenuar aquela “febre”,como Totoro, Ponyo e Castelo Animado), enveredando por verdadeiras “comédias jovens” em desenho (Meu Malvado Favorito 1 e 2; Rio 1 e 2; Monstros S.A.; Universidade Monstros; A Era do Gelo 1 e 2; As Meninas SuperPoderosas), voltando à Disney/Pixar com títulos menos badalados (Peter Pan; Alice no País das Maravilhas; Valente) e, por fim, coroando seu já rico conteúdo cultural com todas as “coisas de meninas” imagináveis (como a “ex-Sininho” em TinkerBell e O Segredo das Fadas, e todas as princesas Disney: Branca de Neve e Os Sete Anões; A Bela Adormecida; A Bela e A Fera; Mulan; Cinderela; A Pequena Sereia; Enrolados; A Princesa e O Sapo); e, hoje, tudo se repete com os super-irmãozinhos, que seguem os mesmos passos da mais velha quase na mesma ordem...

Hoje, ao presenciar os SuperGêmeos coladinhos ao televisor – literalmente, vez que ficam apoiadinhos no rack onde fica a TV e ainda dão palmadinhas na tela quando se empolgam, minutos antes de eu acabar com a festa em respeito aos seus pobres olhinhos e à tela novinha em folha! – e vidrados com a magia de Totoro ou as peripécias de Blu e Jade em Rio, sinto certo orgulho por ter tido a quase total participação em todo este processo, acompanhando junto e sugerindo sempre a próxima sessão (com o devido download das trilhas sonoras respectivas!), nessa espécie de “legado animado” que lhes deixo, este humilde Papai – não é o Pig! – que aprendeu cedo, lá pelos idos dos anos 90 com obras-primas como o norte-americano Fantasia (tudo começa mesmo com o Mickey, não é mesmo?) e a ficção científica japonesa Akira (e, tempos depois, com o singular francês As Bicicletas de Belleville e a magia futurista de Wall-E – nenhum destes visto pelos ainda não preparados super-pequerruchos), que desenho animado poderia ser arte e entretenimento misturados num pacote dos bons para qualquer idade que se permitir acompanhar esses deliciosos jeitos especiais de se contar uma história...

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Crianças!


Para o meu amor lindo:
Mesmo às vezes sem entender direito que monstro te mordeu,
Eu vou sempre adorar ser uma “criança adulta” para sempre poder brincar contigo...
Vamos ler agora mesmo sobre esse monstrinho “de verdade” e bem real?
Este é o meu brinquedo de leitura pra ti,
Feliz Dia das Crianças, hoje e sempre (me acompanha?)!
Do Papai, em 12.10.2015
Aproveitando o gancho do enorme sucesso infantil Que monstro te mordeu?, especialmente junto à SuperFilha, desde que passou a ser exibido no Discovery Kids há pouco tempo (mas lançada no finalzinho de 2014 nos canais Rá Tim Bum e TV Cultura), apus essa dedicatória acima num livro que lhe comprei recentemente, O que não cabe no meu mundo: Preconceito (Cedic, 2012), parte de uma coleção literária onde, a cada fascículo, um conhecido vício é apresentado como um “monstrinho da vida real” a ser evitado (preguiça, mentira, inveja, teimosia etc.) e são ensinadas lições de ética e moral para a criançada – ideia similar, mas bem melhor explorada no divertido e inteligente mais recente programa do mestre Cao Hamburguer (Castelo RáTimBum), onde, em cada episódio, um novo monstrinho (relacionado a questões como a compulsão por querer tudo que está à venda ou a gula por fast food, como o Quero-Quero ou o Delíverson) surge para atazanar alguém no “monstruoso Mundo dos Monstros”, lugar que conta com, além de um incrível elenco de manipuladores/vozes para bonecos bacanas, a gracinha estreante na TV Daphne Bozarski, excelentre atriz e cantora de 23 anos que praticamente desaparece na fantasia/maquiagem da efusiva menina-monstro Lali, com suas descobertas num novo mundo estranho (metáfora para os próprios sentimentos dos pequenos espectadores: identificação imediata).
O livro em questão, como deu pra perceber pela própria dedicatória, foi escolhido como um dos presentes para este Dia das Crianças – afinal, como para a criançada hoje é o “dia oficial de ganhar brinquedo”, quem disse que ler não pode ser uma bela forma de brincar?! Ainda mais quando, mesmo para aqueles ainda não iniciados nas artes das letras, ou mesmo dos “monstrinhos”, como é o caso dos SuperGêmeos, existem excelentes formas de introdução à prazerosa atividade da leitura! Assim, além da Filha, os lindos superbebês também levaram os seus exemplares – no caso, os seus primeiros livrinhos: para a SuperFilhotinha, O Cordeiro procura sua mãe (Série Filhotes Fofos, Ed. Ciranda Cultural), com um lindo carneirinho como protagonista e cuja cabeça grande e fofinha permeia todas as folhas duras e, se apertada, fala pequenas frases entre divertidos gritinhos de “béééé”; já para o SuperFilho (recentemente descoberto como “BatFilho” graças ao Dia da Família: última postagem), um livrinho de apresentação do herói Batman com páginas ainda mais duras e pequenos quebra-cabeças nelas encaixados para futuras montagens, tudo para lhe despertar ainda mais a habitual curiosidade do meu pequeno Hulk literato...
Mas nem só de monstros – ou de bons livros – se vive neste especial dia 12! Assim, mantendo a bela tradição de dar brinquedos para a gurizada, comprei, além dos livros, outros presentes para todo mundo: para a minha garotona, a tão cobiçada boneca Luna, de outro sucesso televisivo nacional, a educativa animação O Show da Luna; e, para os três SuperFilhos de uma vez (já que os pequeninos já têm bastantes opções em casa e curtem bem mais uma farra de brincadeiras com a mana mais velha do que novos mimos), um “brinquedo coletivo”, a barraca da Peppa! O leitor está achando que o Papai aqui, como a grande “criança-adulta” da dedicatória, foi um tanto quanto exagerado? Não creio: sempre tenho o freio da Mamãe! é que não resisto, aproveitando a data festiva, a uma tão boa desculpa para presentear com brinquedos novos – que, na minha opinião, também podem alimentar possíveis brincadeiras para trazer à tona os outros brinquedos esquecidos no cesto ou na estante! Ah, e sem poder esquecer que as avós também colaboraram bastante com essa farra: a Vovó-Dinha deu para a superduplinha o divertido e carismático DVD O Mundo do Bita – Brincadeiras e, para a afilhada-neta, um boliche da Frozen – que, por sua vez, recebeu da Vovó Lena um lindo pequeno pônei da Cinderela para pentear da linha Palace Pets (graças a uma “forcinha” dada, ré, ré, ré).
E antes que algum entendido no assunto infantil venha me tachar de “Monstro Quero-Quero”, não me bitolei somente na angústia esganada de encher minha criançada de brinquedos, como também lutei contra o cansaço e a costumeira falta de tempo para tentar dar aos filhotes um belo feriadão – especialmente em relação à mais velha, que ainda teria o Dia dos Professores juntado à segunda, 12! E, assim, ela brincou a valer na casa da Vó-Dinha na sexta; seguiu para a aguardada festinha de 3 aninhos da coleguinha do condomínio (agora morando em outro condomínio...); acompanhou a família inteira rumo a um novo shopping local para assistir a uma apresentação de dublagens "Sonho de Princesa” (que, tirando as belas intérpretes da Wendy do Peter Pan e da Rapunzel, só tinha bruxa, na verdade!); passou, junto aos irmãozinhos, um ótimo fim de tarde do dia especial na grande recreação no condomínio da Vó-Dinha (ela, outra vez); e, por fim, curtiu uma pizza ligeirinha, porém gostosa, numa pizzaria repleta desses parquinhos tão atrativos à criançada – e com a promessa de mais uma recreação num buffet local, para o próximo sábado, pela associação do trabalho do SuperPai... Ufa! Para tanto movimento (e olha que fiquei devendo a praia prometida, por causa de um mal-estar virótico...) é preciso ter “peito de remador”, como diriam os poetas-mor de nossa MPB, Vinícius e Chico... Mas, nesse peito forte, jamais pode deixar de bater um macio coração leve e esperançoso, que vibre com cada coisa infantil que cerca os nossos filhos – só assim estaremos realmente sendo “crianças adultas” a acompanhá-los por toda a sua infância, durando o quanto essa fase tão curta, porém maravilhosa, quiser durar...

domingo, 4 de outubro de 2015

Família


No último final de semana de setembro, a escola da SuperFilha realizou, pela segunda vez consecutiva, o Dia da Família, com uma série de atividades educativo-recreativas que, atualmente, são igualmente realizadas em várias escolas em todo o País, sempre conjurando pela presença maciça de todos os familiares que convivam diretamente com os alunos. A data, na verdade, foi criação da UNESCO e desde 94 é comemorada no dia 15 de maio - sendo que, no Brasil, a data especial é celebrada em 8 de dezembro. Mas enquanto a ocasião é normalmente marcada por campanhas de valorização do seio familiar, bem como de divulgação de direitos e responsabilidades por sobre questões econômicas e sociais que afetam as famílias no mundo todo, a sensação que passa em relação às escolas é a de um mero oba-oba mea culpa, a fim de só e tão somente dar uma "satisfação" para os responsáveis sobre o trabalho da instituição de ensino, tentando diminuir a enorme distância criada pelos próprios colégios no trato com os pais e familiares no dia-a-dia sem reuniões periódicas ou maiores eventos que realmente aproximem os familiares das atividades desenvolvidas com cada aluno matriculado...

E digo isso por duas razões: a primeira se deve a um caso específico vivido pelo Papai aqui... No ano passado, já reclamando pelo segundo ano consecutivo (a Filha começara naquela escola no ano anterior) a respeito da ausência de uma cerimônia de homenagem para o Dia dos Pais - sim, porque enquanto a Mamãe todo ano participa de alguma coisa, desde homenagens coletivas com danças e versinhos cantados no ginásio a cânticos, nas salas, de alguma música famosa que se encaixe no Dia das Mães, os pobres pais temos que nos contentar somente com a lembrancinha feita (e inteiramente paga por nós!) -, ouvi pela primeira vez essa conversinha por parte das coordenadoras: - Ah, mas não fizemos nada porque estamos preparando uma megafesta para todas as famílias em setembro: aí os papais terão suas homenagens! - confesso que, inocentemente, acreditei e aguardei a então "primeira edição" da tal data, que em nada teve direcionada qualquer homenagem direta (ou mesmo indireta) aos pais, vindo a ser somente um "grande dia no parque", onde a maioria das brincadeiras apresentava algum tipo de "projeto" desenvolvido juntamente às crianças...

Nisso, eu abro um adendo aqui: por que os papais são tão renegados?! Ora, não vivemos mais nos tempos machistas dos nossos pais, onde a figura masculina era aquela coisa distante e autoritária, que em pouco ou quase nada se envolvia com as criações dos filhos! Hoje é bem diferente: toda a geração de machos da qual faço parte eu vejo trocar fraldas, dar banho e levar suas crias para passear! Mas os holofotes ainda são somente para as fêmeas mães... E, o que é pior, tal inferiorização ultrapassa os muros dos colégios e é generalizada! Exagero meu?! Então, pra ficar só com um exemplo a emoldurar a minha tese, confira aqui o primoroso carinho de canção composta pela equipe da Galinha Pintadinha em homenagem às mamães (no DVD A Galinha Pintadinha Vol. 4) e aqui a mais recente composição mal-ajambrada e pobrinha, pobrinha que o mesmo pessoal bolou para o próximo volume da famosa galinha azul infantil, e me diga se tenho ou não motivos de sobra para as minhas reclamações! Pois bem, continuando para a nossa segunda razão de minhas críticas ao tal Dia da Família: as "tias", professoras, passam um tempão na nossa cola para que seja paga uma taxa disso, outra daquilo, que mandemos materiais recicláveis (como latas, copos etc.) e enviemos fotos do aluno nalguma diversão em família; ficamos um bom tempo para escolher a foto, aquela que melhor represente ou defina o espírito do nosso clã super-heroico e... Tudo é resumido a uma fotinho com moldura de papelão num canto obscuro da sala - com os brinquedos de latas e copos perdidos nalgum estande que, pela lotação e pelo excessivo número de "atrações", dificilmente você conseguirá achar...

E eu, sem tempo algum, ainda me consumi por não achar nenhuma "foto perfeita", uma que nos unisse a todos para um único take: como geralmente ou eu ou a mãe é que estamos por trás da câmera ou celular, não havia uma única imagem com todos nós cinco reunidos! Então imprimi 5 fotos em tamanho 10x15 (até isso era difícil: desviar o caminho corrido e passar numa dessas "foto-rápida" para imprimir!), dispus tudo numa espécie de mosaico e as colei num papelão - que voltou, com apenas duas arrancadas, que seriam usadas numa moldurinha sem sal... Críticas à parte, é claro que é válido e louvável qualquer esforço de se realizar um dia onde as famílias possam adentrar os cada vez mais fechados muros das escolas e interagir com seus filhos e com os seus coleguinhas mais próximos - a própria filhona se mostrou visivelmente ansiosa pela chegada deste "sábado mágico", não parando de falar a respeito e até dormindo menos nos dois dias que o antecediam! Fosse por causa da chance de ouro de ter os seus SuperIrmãozinhos juntos a ela no colégio, fosse porque o meu lado nerd falou mais alto e acabei comprando camisas/vestidos para todo mundo aqui, imitando as insígnias e os uniformes dos super-heróis - no caso, as meninas todas iriam de Mulher-Maravilha e os meninos, de Batman (DC rules!) -, uma vez que a coordenação do evento sugeriu que cada família fosse "personificada" com algo que a representasse em conjunto, com roupas iguais ou com um tema em comum  (por que será que escolhi este em particular, hum?!)... Enfim, uma festa anunciada para qualquer criança!

E assim, todos devidamente paramentados e com a ajuda mais do que necessária da Ciça, a nossa SuperBabá, para lá fomos nós, a nos unir (e nos dividir...) e a suar bastante para conciliar os diversos interesses envolvidos: a SuperFilhotinha queria andar serelepe e ver as muitas novidades para o Leste; o SuperFilho adorava sentar-se e arrancar a grama ou engatinhar pelo chão para o Oeste; e a "Moça-Maravilha" preferia as atrações dos meninos "mais velhos", como um estande de maquiagem infantil (?!) ou um karaokê com canções adultas e desconhecidas (?!?!) - onde sussurrou, ao microfone, a sua favorita Let it go e arrancou aplausos de todos! E a tão almejada "super-foto"?! Bem, nem preciso dizer o quão difícil foi reunir todo mundo, mesmo com tantos fotógrafos à disposição no evento... Mas conseguimos: a SuperFamília (literalmente), enfim, totalmente reunida para emoldurar - agora é só esperar que o fotógrafo apareça em frente ao colégio com seus "precinhos camaradas"! E viva a família brasileira, independentemente de datas especiais, eventos escolares para inglês ver ou de qualquer outra especificação, bem mais eclética e parecida com a que os Titãs pintaram lá atrás na década de 80 do que o que quer a maioria dos nossos atualmente retrógrados representantes do Congresso Nacional e seus absurdos e falidos estatutos...

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