terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Natal... "Já chegou?!"


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Como a SuperFilha vive a repetir quando em qualquer voltinha de carro mais demorada, nos últimos tempos o SuperFilho passou a reprisar o famoso Já chegou? (algumas vezes fora de contexto...) sempre que o destino a que nos propusemos parece demorar um pouco mais do que o devido... E, com a ansiedade comum às crianças da casa - a SuperFilhotinha não costuma perturbar ninguém com perguntas ansiosas como essa, mas, tal como se dá com os irmãos, paciência não é seu forte! -, a vontade de chegar logo o Natal e, com ele, os tão esperados presentes prometidos, também passou a ser contabilizado aqui em casa quase que na mesma contagem regressiva do selvagem capitalismo comercial atual, em que, desde o fim de outubro, algumas lojas já começam a se enfeitar com temas natalinos para aguçar as papilas gustativas do consumismo a que estamos sujeitos nas principais épocas festivas do ano!


Fico a imaginar como se dão essas expectativas nas famílias em que se incutiu a ideia de existência do Bom Velhinho, acho que as expectativas e cobranças são ainda maiores! Afinal, "O Papai Noel é muito rico - ele dá presentes para crianças no mundo inteiro...", de acordo com o arguto raciocínio da doce Laurita, de 6 anos, filha de uma amiga da família, que anda bem embaraçada para convencer sua garotinha de que uma casa de bonecas cheia de acessórios da moda custando quase mil reais é bem caro - até para o Papai Noel! O mais engraçado é quando pergunto para a SuperFilha sobre o bom Noel: "Ele não existe, Papai..." - no que provoco "Mas você não acredita na Fada do Dente?", no que ela não deixa passar: "Ah, mas aí é diferente! Ela existe porque, toda vez em que eu arranco um dente, ela me deixa uma moeda embaixo do travesseiro, que ponho no meu cofrinho!"... Fazer o quê: inventamos isso lá atrás, quando das primeiras extrações caseiras em que ela se pelava de medo! Mas uma moeda muito bem ensacadinha, enrolada num envelopinho - nada de germes na cama da minha Rainha!

Resultado de imagem para livro reforma da naturezaSim, mais um ano chega ao fim e, apesar de nenhum presente para a Mamãe ou o Papai aqui, sua última grande festa foi cheia de brinquedos por aqui, como as imagens que abrem esta postagem não deixam mentir (eles ganharam tudo isso aí mesmo!). E sim, mesmo abominando, a gente acaba seduzido pelo Lado Negro do consumismo natalino e cai na compra fácil para agradar aqueles que amamos - especialmente a criançada! Mas nem só de brinquedos vive um pequeno e, pra compensar, comprei também um livro, o primeiro de Monteiro Lobato, para a Filha iniciar-se na boa Literatura, uma vez que, já gostando muito de ler, merece histórias com mais letras e complexidades daquilo a que vem se habituando até agora, no alto dos seus poucos mais de 7 anos e meio... Falando nisso, ela já está em contagem regressiva para o seu aniversário de 8 anos! Faltam só 5 meses... Então, feliz ano novo - desde já!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

De Volta no Tempo...


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- O quê? 2017 já está acabando...?!


Passo no quarto das crianças para dar meu "boa noite" simbólico de fim de noite... Simbólico porque, com a profundidade necessária dos berços, o beijo dos supergêmeos fica à distância mesmo, minhas costas não aguentam... Mas eis que, abençoando um a um dos meus três filhos lindos em meu coração, pisco os olhos e percebo não mais haver dois berços, mas um beliche, com uma linda caminha de apoio - tudo numa linda "escadinha" na exata ordem dos nascimentos: a Filha no alto, com sua Superpoderosa Lindinha de pelúcia nos braços, no ponto para dormir; a Filhotinha na cama de baixo, com um livro, um brinquedo de montar e ainda alguns shopkins sortidos como companhia; e o Filho, sempre o primeiro a pegar no sono, já bem concentrado no hipnótico rodar das hélices do seu helicopterozinho... 

Daí lembro que estou acordado há quase dezoito horas, deve ser isso... Sim, eles acordam cedo, e, mesmo com a gloriosa Mamãe de guerra sustentando uns 45 minutos a mais de sono pra mim depois dos primeiros agitos do SuperFilho já por volta das cinco e meia da manhã ainda no berço (ou seria cama?), sinto-me cansado e já pensando na nova rotina do dia seguinte... Mas amanhã é domingo e posso segurar um pouco mais (ainda que os gêmeos acordem bem cedo do mesmo jeito de durante a semana)! Parece que foi agora há pouco que a SuperFilhotinha me acordava com as duas mãos puxando meu rosto à beira da cama, com um selinho, enquanto, instantes depois, eu era surpreendido pelo super-irmãozinho (que está mais para uma versão mirim do Hulk), por cima de mim, com todo o seu corpanzil a me dar dois belos e fortes tabefes no meio das costas; passado o susto (e o ardor...), como que exalando ciúme pelo ar, vejo a SuperFilha também se jogar na cama, a disputar território entre os dois até chegar coladinha de mim e me dar um abração... Bom, essa parte não mudou muito, não...

E acordamos ainda mais cedo neste sábado por causa da correria total do Dia da Família no colégio deles: "Pai, fica aí com as meninas que eu vou atrás do Filho, que sumiu!"... Daí a a mamãe me lembra de que hoje a superduplinha completa 2 anos e 5 meses de vida... Quero dizer, ano passado, porque eles já estão com três anos e meio e hoje aconteceu um novo Dia da Família, menos frenético que o anterior, é verdade: desta vez, fomos todos com camisas de Star Wars (os meninos numa branca bem divertida, com o capacete dos Stormtroopers) - uma pena que a feira toda esteja mais para uma grande gincana de competições do que para um real dia em família na escola, bem que estamos precisando relaxar em grupo...

E só agora, já passando da meia-noite, é que caio na real do tempo e percebo que um ano se passou - e que, nesse período, eu praticamente não registrei nada aqui nos Diários do Papai... Meu Deus! Não fosse uma postagem das férias de janeiro, um ano de abandono... Primeiro a bateria do notebook, depois o desktop do PC que passou a travar e, assim, várias postagens prontinhas ficaram guardadas pra depois... E, com a correria dos vários trabalhos, não atualizei mais nada da minha vida virtual - até a nossa fanpage no Facebook foi extinta! Mas como o SuperPai e a SuperFamília jamais deixaram de salvar o dia uma única vez, várias crônicas (e, agora novidade, dois poemas) foram reestruturadas e publicadas em retrospecto - não perca a conta, acesse cada um dos links abaixo e vamos curtir as férias com a meninada, que, tanto no passado, como no presente ou ainda no futuro, sempre será o período de mais correria ainda por aqui... Mas prometo não piscar mais os olhos - senão, esses meninos crescem que eu nem vejo!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Assustador...


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E seguindo na mesma linha da postagem anterior, o assunto continua sendo a internet e seu sem número de possibilidades de bizarras influências nas vidas dos nossos "pobres meninos ricos", cada dia mais facilmente entediados com seus brinquedos caros e cheios de firulas que, mais dia, menos dia, acabam servindo somente como entulho no canto do quarto ou como dolorosas armadilhas para pais incautos - e descalços - pela casa... E o tema de hoje é tão assustador quanto esta desenfreada necessidade atual dos pequenos pela tela azul de um tablet, note ou simples tela de um desktop: são os "canais piratas" de "conteúdo infantil" que, "inocentemente", vão se encaixando nas suas "programações" normais...

E tomei conhecimento disso por acaso, alguns finais de semana atrás, na hoje casa de antigos vizinhos aqui da SuperTorre, coincidentemente também pais de um trio: com todos os adultos numa área coberta do quintal e separados do restante da casa, num dado momento fiquei curioso com o que poderia estar prendendo aquele agitado sexteto de crianças na sala e pra lá me dirigi - e, em meio a uma gritaria sincronizada, como que comandada pela SuperFilha de sete anos com sua amiguinha e xará, um aninho mais nova, todos adoravam "sentir medo" diante de uma animação de computação gráfica bastante tosca, que juntava a suave canção infantil norte-americana Finger Family (aqui tocada de forma arrastada, para que a voz soasse como a de um monstro...), a turma do Mickey Mouse, super-heróis da Marvel e trechos de outras animações e games com zumbis... Mais ou menos como se dá com o "terror" que são aqueles "shows teatrais" de quinta categoria, onde intercalam os mais diversos personagens nas mais toscas caracterizações e com absolutamente nada a ver entre si...

Resultado de imagem para pato donald zumbiAbsurdo? Pois apenas alguns minutos de permanência no local me garantiram outras "versões" ainda mais ridículas, assustadoras e nada apropriadas para a petizada nos curtos vídeos que se seguiam automaticamente na grande tela da smartv aposta à parede e conectada ao Youtube - ah, a velha tecnologia cada vez mais se transformando na grande supervilã da Infância... E, assim, coisas normalmente estranhas a qualquer programa para crianças, como gritos e rosnados reais de animais, imagens realistas de cemitérios, zumbis e demônios de games violentos e desenhos de tesouras ensanguentadas e mãos de caveira eram facilmente intercalados com "inocentes" efeitos sonoros infantis, "zumbis fofinhos" - como os do famoso jogo Plants Vs. Zombies - e versões engraçadinhas de Mickey, Pateta, Donald e cia. como super-heróis ou zumbis! Quando chamei a atenção dos anfitriões sobre toda aquela bizarrice, não ficaram nada aterrorizados como eu - pelo contrário: "Ah, parece uma coisa pirata, clandestina, tudo tosco mesmo... Mas é como os gêmeos se aquietam um pouquinho na frente da TV! E, por isso, a gente até gosta..."!

Depois de alguns dias, não houve jeito: na smartv da sala, o que mais pediam o SuperFilho e a SuperFilhotinha era o "Mickey Homem-Aranha" (ou "donaanha", que é como a Filhotinha chama o Cabeça de Teia, misturando com a famosa canção infantil)! E o pior é que, algumas vezes, para evitar maiores confusões num dia de chuva entre três supercrianças no alto de uma SuperTorre de apartamentos, a Mamãe e o Papai aqui acabam virando "zumbis" e aceitando que o SuperTrio veja algumas dessas bizarrices toscas - mas por pouco tempo e as menos escabrosas! Afinal, depois dos tantos vídeos de historinhas e unboxings de brinquedos por crianças e adultos insuportáveis, ainda mais nesses tempos de Halloween, o que é um zumbizinho na conta do subconsciente das crianças de hoje...?!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Brincadeira perigosa de ver televisão...


Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.
Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
(...)
§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade (...) que (...) se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança (...).

Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90

Atenção, superpais e supermães: vocês já ouviram falar em unboxing?! Trata-se de uma perigosa forma de veiculação de produtos, na sua maioria infantis, que consiste, como a própria tradução literal do termo em Inglês demonstra, em "desencaixar" um produto em frente a uma câmera, geralmente só aparecendo as mãos do interlocutor, que vai narrando as vantagens ou desvantagens de determinados produtos em milhões de vídeos espalhados pela internet... Tudo bem que esse estilo de mídia até tenha nascido com boas intenções, em meados dos anos 2000, com jornalistas ou técnicos comentando sobre produtos de tecnologia e os custos-benefícios de se adquiri-los... Mas e com o mundo infantil de hoje, ligado e conectado que está à TV, ao notebook, ao tablet ou ao celular? Praticamente impossível de se impedir que diariamente acompanhe por alguns minutos, horas ou, se se deixar, por um turno inteiro do dia, qualquer traquitana "inocentemente e sem interesse algum além de curtidas" em tais filmetes virtuais - um convite para o consumismo, portanto!

Resultado de imagem para unboxing lolEntretanto, tal como evidenciam os dois artigos mencionados no início deste texto, considera-se publicidade abusiva - e, portanto, prática ilegal e criminosa - toda aquela que, dentre outras, não se fizer explicitar como propaganda e/ou abusar da falta de experiência de crianças. Logo, aí reside o perigo de tais "vídeos inocentes": a grande maioria destes "criadores de conteúdo virtual" recebem os produtos diretamente dos fabricantes ou mesmo dinheiro para promover tais produtos, especialmente os que só apresentam suas qualidades - como se dá com a gigantesca leva de vídeos em que são abertos brinquedos e mostrados todos os seus acessórios: como não deixar louca por comprar o que ali se mostra uma criança que acompanha, por exemplo, caixas inteiras cheias de bolas da famigeradamente cara boneca da moda, L.O.L. Surprise, sendo abertas e exibidas a esmo, como se se achassem essas bolas de graça por aí?! Foi assim que a SuperFilha entrou nesse vício...

Resultado de imagem para unboxing toysNo caso dos brinquedos, um agravante: se do lado daqui o público dominante é formado de crianças incautas, do lado de lá nem sempre são somente crianças que aparecem abrindo e brincando com inúmeros jogos, bonecos e afins... Muitas vezes são adultos (ou suas mãos...) que, bolando historinhas ou mesmo só mostrando detalhes de coisas infantis, de massinhas a playsets inteiros de linhas de bonecas, fazem parecer que só desejam popularidade em milhões de visualizações e likes... Aí parece não restar muita dúvida: à exceção de alguém com complexo de Peter Pan, trata-se claramente de publicidade abusiva, em que aquele adulto se aproveita da ingenuidade infantil e faz com que a criança, sem perceber, siga alimentando suas inocentes papilas gustativas do consumismo desenfreado, assistindo a um longo comercial camuflado num divertido vídeo (com direito a musiquinhas e efeitos sonoros dos desenhos animados)!

Resultado de imagem para júlia silvaUma das mais famosas "blogueiras" deste setor, a garota Júlia Silva, de 11 anos, em recente entrevista dada a um portal de notícias, defendeu-se por seu pai, o "Papai Silva" Dreyfus (que também se mostra ao lado da filha em muitos vídeos, em micos incomensuráveis...), de que tais produções sejam todos grandes comerciais subliminares: "Minha filha só fala dos brinquedos de que gosta, e, se decide falar de algo que ganhou, ela avisa que foi enviado pela empresa x, sempre bem transparente. Hoje, a Julia faz pouco 'unboxing', faz mais a historinha com bonecas, por exemplo. Mas a grande maioria do que ela mostra, cerca de 80%, sou em quem compra. Se isso incentiva o consumismo? Talvez. Mas o importante é que o consumo tem de ser regulado pelos pais".

Neste ponto, o esperto Papai aí está bem certo: o controle deve mesmo ser dos pais! E nem falo somente quanto aos desejos de consumo dos filhos, mas também, e principalmente, do que permitimos que eles vejam! Afinal de contas, que porcaria de tendência comportamental é essa em que as crianças estão se metendo hoje em dia: assistir a outras crianças (e adultos!) brincando pela TV?! E as dezenas de brinquedos que lhes compramos: porque não se sentam e vão brincar com eles?! Esse torpor de imagens, agora ainda mais facilmente disseminadas pela internet, tem que ser bastante moderado em quantidade e qualidade para os pequenos... E, ainda assim, eles vão implorar por mais, uma vez que nada legal ou juridicamente tem sido feito para conter essa leva de irregularidades a se aproveitar da criançada! Aqui, por exemplo, não se fala de outra coisa: enquanto os SuperGêmeos já pedem o nefasto canal do Youtube, Brinquedos Felizes, a Filha, de vez em quando, fala do tanto que gostaria de visitar a Júlia Silva e conhecer o quarto dela, lotado dos brinquedos que ela vive exibindo...

domingo, 13 de agosto de 2017

SuperPais


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Os exageros do amor: ninguém é "o melhor"... Mas a gente aceita o amor e o carinho de volta!
"Superpai"?! Não, só uma brincadeira... Além do quê, qualquer definição é limitadora, porque tudo que se define acaba por se limitar...

E como se limitar diante dos olhos de luz de um ser ainda pequeno, mas que já traz tanto do pai, no jeito, no gosto, nos questionamentos, como a primogênita e "amor-lindo", a superfilha Isabela?

Como não salvar o dia, diante da alegria extremamente doce e encantadora da superfilhotinha Isadora - sim, ela salva mais que um dia, aquele sorriso salva uma vida...

E como não suportar qualquer circunstância adversa para ter aqueles olhos grandes, puros e cheios de alegria chamando "Papai", sempre por perto com os olhos mais doces, capazes de arrebatar qualquer alma e digno de todo o colo do mundo? Pior é que o superfilho, Dilberto, é mesmo incrivelmente parecido com o pai...

E a vida segue... Com mais que simplesmente "superpoderes", este "personagem", assim como tantos outros, divididos noutros tantos, "voa" numa rotina que sempre traz alguma culpa, na eterna sensação de que se poderia ser e fazer melhor... Mas o que é um "super-herói" sem uma grande fraqueza? Então, que seja esta a desse personagem: a de jamais se limitar no amor e na delicada vontade de acertar...

Tudo se resume, principalmente, a essa sorte recíproca: eles, irmanados, de se terem em volta de uma família que luta inúmeras batalhas por eles; e do papai aqui de tê-los, a sempre me ensinar a ser melhor por eles...

E assim, diante de mais um aniversário especial deste superbloguinho (o sétimo, pra ser mais exato), só resta desejar a todos os bem mais que superpais mais humanos do dia-a-dia um feliz dia dos pais!
Capitão 7, arte de Alan Azevedo.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Masha e O Urso?
Não... Filhotinha e Eu!


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Meu episódio favorito: o Urso quer tocar piano, mas acaba tendo que parar tudo e
tentar ensinar a irrequieta Masha e seus delírios de grandeza...
Taí um filme de que eu gosto bastante, Masha e O Urso: seja pela excelente animação (do estúdio russo Animarcord), seja pelo inteligente humor quase mudo (os animais se entendem por gestos e grunhidos; só a menininha fala - e como fala!), aprecio essa atração desde os tempos em que estreou, há alguns anos, no canal por assinatura Boomerang e a via com a SuperFilha (hoje, eu vejo no Netflix ao lado dos SuperGêmeos), muito antes de todo esse sucesso atual, em que até linhas de brinquedos e de decoração de festa infantil com a hiperativa garotinha loira pululam por todos os lados! Pois é, virou fenômeno popular mundial - e, por alguma razão, lembra o sucesso do mexicano Chaves, com sua linguagem universal e muitas (muitas mesmo!) canções ajudando a narrar os acontecimentos (talvez seu único ponto fraco...).

Dizem que se trata de uma releitura de uma antiga fábula russa (que desconheço)... Dizem também que se trata de uma metáfora sobre o relacionamento entre a ansiedade tresloucada das crianças em interagir com o mundo e como os adultos (no caso, os animais) podem ajudar nessa tarefa... Mas sabem o que eu penso realmente? Este filme é sobre um pai e uma filha! Sim: o pai está distante (na floresta), busca arduamente por um pouco de sossego para fazer um pouco daquilo de que gosta (o urso é uma personificação de alguém bastante culto: lê clássicos, toca piano...) e não sabe lidar com os excessos da filha pequena... Tal qual se dá entre o Papai aqui e a SuperFilhotinha, que fala o dia inteiro, chama Pai, Pai, Pai e Mãe, Mãe, Mãe o tempo todo e não deixa ninguém sossegar enquanto não recebe o que quer ou descobre mais alguma coisa em que ela se mete! É isso: eu sou o urso! E como eu adoro sê-lo...!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Boneca do Diabo!


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Medo...! 
Muita calma nessa hora não estou falando de nenhuma noiva do Chucky, famoso brinquedo assassino dos anos 80 (e esticado em continuações até os dias de hoje...); tampouco do boneco do Fofão, outro hit daquela década e a lenda urbana de que seu interior guardava uma adaga para rituais macabros... Menos ainda me filiei a qualquer seita religiosa que jura de pés juntos que a sigla em Inglês L.O.L. significa "Lucifer Our Lord", ainda mantendo o meu juízo e sabendo muito bem distinguir o que é boato e o que é uma simples gíria moderninha do célere universo das comunicações rápidas via celular ou computador, abreviação de Laugh Out Loud (ou Lots of Laughs, como preferem alguns), e que significa simplesmente "risadas altas" ou "rindo aos montes"!

Falo mesmo é da L.O.L. Surprise, essa bonequinha que vem escondida, por baixo de várias camadas de plástico (sendo que, sob cada uma delas, vêm mais "surpresas", como adesivos e acessórios), dentro de uma bola - daí a surpresa: você compra sem saber o modelo que vem escondido! - e que virou febre mundial... No Brasil, entretanto, essa "febre" chega a dar calafrios de tão cara: a maior, a "grande", que mede 8 centímetros (!), custa entre 80 e 180 reais (!!); a menor, a tal Lil Sister (a "irmãzinha" da "maior"...), medindo míseros 3,5 cm (isso mesmo: três centímetros e meio de boneca!) varia entre as "bagatelas" de 50 e 80 reais (!!!); ainda tem uma tal de linha L.O.L. Surprise Pets (isso mesmo: os bichinhos de estimação!), mais ou menos do tamanho das lil sisters e com "preços módicos" a partir de 150 reais (!!!!)... 

Pensando que acabou? Então prepare-se que ainda tem mais: por cerca de irrisórios 50 reais (!!!!!), você pode aquirir as bolas L.O.L. Surprise Charm Fizz, que só trazem acessórios para as bonecas  (pois é: cinquentinha e não leva a boneca, só os apetrechos!); e pela pechincha de 500 reais (!!!!!!) consegue-se a Fábrica de Acessórios L.O.L. Surprise Charm Fizz, que, com um pouquinho de material plástico em pó e alguns moldes, fabrica alguns acessórios para as diabas, digo, bonecas... E cada linha de bonecas tem mais de uma série (!!!!!!!), o que, somado a essa estudada nova forma de marketing de brinquedos muito em voga ultimamente, os "colecionáveis", em centenas de miniaturas (como no caso de outra febre, os tais Shopkins, que também já tiveram que ser comprados!) - e, no caso das L.O.L., pior ainda por causa do "elemento surpresa", que faz com que as crianças não possam escolher os modelos! -, gera uma boa estimativa de prejuízos e aborrecimentos pra qualquer Papai ou Mamãe que preze pelos seus bolsos e bom senso (uma vez que os vídeos de gentes abrindo o diacho dessa bola são uma praga na internet e as crianças vivem a vê-los e revê-los todo santo dia)! E então: é ou não é coisa do demônio?!

Com muita dificuldade de adquirir uma pela internet, dado que se encontram esgotadas em vários sites (!!!!!!!!!!! - desculpe o excesso, já nem consigo mais contar o tanto de exclamações em crescente continuidade...), e não mais aguentando a Filha a repetir os nomes em Inglês de trocentas delas, bem como as "proezas" que cada infeliz realiza (uma cospe, outra chora e outra urina água colocada via mamadeirinha; umas mudam de cor quando imersas na água gelada; outras têm roupinhas e acessórios cheios de glíter, esse elemento infernal; algumas são raras de ser encontradas; outras, "ultra-raras"...), sabendo de tudo isso pelas amiguinhas da escola ou pelos vídeos do capeta já mencionados, resolvi aproveitar que uma rede de lojas local recebeu algumas caixas da "menorzinha" (a microscópica de 3,5 cm...) e, com a desculpa do começo das férias e de um prêmio recebido por ela na escola (o orgulhoso diplominha de "Destaque em Português e Redação"!), comprei-lhe uma Lil Sister e lhe presenteei... O difícil agora é controlar os ímpetos da SuperFilhotinha, que também assiste aos vídeos, mas é proibida pela irmã ciumenta de brincar junto; e do SuperFilho, que, apesar de não ligar para bonecas, acha um barato jogar longe as pecinhas pequenas e se amarra numa bola!

Agora é aguentar os pedidos pela "maior", pela "série rara" e por mais acessórios - Minha filha, peça para a sua Vovó-Dinha de Dia das Crianças ou de Natal, pelo amor de Deus!... É, meus caros: o negócio é sério... E, como eu já disse, algumas choram, outras mudam de cor, e eu sigo com medo de que, a qualquer hora, elas revelem outros "poderes" bem menos infantis, acabando por mostrar que também guincham, vomitam verde, viram a cabeça em 360º e falam em idiomas desconhecidos louvando a vinda de Satã... Exagero meu?! Talvez... Mas alguém ainda tem dúvida de que esse treco é coisa do Tinhoso?!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Sete Camadas Mais Belas


Feliz garota com longos cabelos escuros na cor clássica feminina roupas sorridente personagem de desenho animado, olhando no espelho —  Vetores de Stock #138722116
E, assim do nada,
Minha filha única vira a mais velha
Os melhores brinquedos, o quarto
E os irmãos são dela...
O ciúme impera
Para além da melhor inteligência...
(Pai e Mãe, negligências!)
- Cuide bem, aceite, compreenda...
E fico a lhe pedir emprestados
Os superpoderes inventados
Pra dar conta do tempo dela
E da sua voz bela e contestadora...

E eu digo a ela, a mais velha,
Que, sim, deve ser bom
Ser uma japonesa, que sua beleza
Alva, baixa gueixa de olhos puxados,
Também tem o seu valor!
Mas explico que, no mundo inteiro,
Não haveria como reproduzir
Aqueles seus olhos graúdos de inquirir
E engolir o mundo,
tampouco a pele morena
Da minha linda pequena
Comprida e sempre a subir...

De japonesa a super-heroína,
Médica, cientista, cantora e artista
- E pode ser tudo isso, papai...?
Quem sou eu pra lhe dizer
Qualquer coisa que limite
Seu céu calado, mas repleto
De doçura marrenta
E de precisão gramatical...
Sou apenas seguidor, torcedor
De camisa amarela
E cabeça rolando viela abaixo
Antes da sua mais nova ideia!

Porque por baixo das camadas
Mais acumuladas de sete anos
De estranhezas e centelhas,
Só me serve a certeza de continuar assim
A te seguir, a te dar a mão
Ainda que você não queira...
Vou te vencendo no cansaço
E pelas beiras, em histórias velhas
E amarelas pelos tempos
Do seu sorriso que ilumina um dia,
Da tua camuflada alegria mais bela,
Há de ser sempre a firme, minha mais doce

Isabela.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Pela primeira vez... Poesia!


Esse bloguinho existe pra falar dos meus superfilhos - na verdade, começou para falar somente da Filha, que, em agosto de 2010, faltando 3 dias para o Dia dos Pais, recebeu a primeira historinha registrada aqui, vindo a ampliar o "elenco" com o SuperFilho e a SuperFilhotinha somente quase 4 anos depois... Mas, desde o início, a conversa toda se deu somente por meio de crônicas, sempre com as presenças dos cinco "personagens" que compõem esta família (além das "supercrianças", o tal SuperPai e a Mamãe) e/ou com a presença de algum "convidado especial", como os avós ou outro parente, algum amiguinho: no começo, pequenas, "croniquetas" mesmo; depois, muitas vezes era tanto "causo" pra contar que alguns textos ficaram bem grandes, especialmente em se considerando as coisas crutas que caracterizam as leituras virtuais... Mas hoje é diferente: sendo aniversário dos SuperGêmeos, e sendo o Papai aqui também um poeta além de cronista, decidi contar em versos sobre como é criar, conviver e aprender tanto com essa duplinha incrível! O curioso é que - e isso só vim a perceber hoje - jamais havia escrito um poema sequer para nenhum dos meus filhos! Até ensaiei uma estrofe, algum tempo atrás, para a SuperFilha, porém jamais dei por concluído, nem publiquei por aqui - quem sabe não fecho essa tarefa até o mês que vem, quando ela completará 7 anos, a mesma idade destes Diários do Papai?! Merece... Então vamos lá...

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Ao Mesmo Tempo

Ela me chama o dia inteiro
Ele se atrasa pra chamar a atenção
Ele é travesseiro; ela, balão!

Ela corre e sobe em tudo e por cima de mim
Ele me pisa, derruba e destrói e grita
Ela é bonita; ele puxou a mim...

Às tantas, ainda agitam
Ambos querem falar
E à toda só se comunicam...

Por sobre as minhas dores mais febris
E de derrota repetida
Ela me devolve à vida quando me sorri

Ele já me ensina paciência
No seu grito agoniado,
Mas olhar de inocência

Ela só quer se for agora
Ele não fica muito atrás...
Ela é um azougue; ele, aguarrás!

Com seu olhar de pimenta
E agilidade de pipira
Ela é só um borrão na fotografia

Ele para e se apacenta
Para, logo depois, nova ira:
Berra, desmonta e se irradia!

Ela já quase uma mocinha,
Faceira, porém debochada:
Ri depois do beicinho e de ficar emburrada!

Ele ainda bobinho,
Um pouco mais baixinho,
Sabe ser um rude homenzinho da mão pesada!

Eles às vezes se pegam:
Até outro dia ele mordia
Ambos chutam, empurram e resfolegam

Antes da próxima jornada...
Nem parei, nem vi direito
Eles já cresceram desse jeito

E eu quase não me lembro de nada...
Quem disse que o tempo é perfeito
Ou ser pai é ser escorreito?

Meu peito segue sempre pesado...
Ontem trabalho, hoje culpas
Me avulta o tempo todo muito bagunçado...

Nem o melhor, nem tão ruim
Sigo pai assim, assim
Para eles, a mais velha e minhas próprias criaturas

E em meio a tantas adoráveis diabruras
Digo e repito: sou feliz um tantão assim!
Ele é realmente bonito... Ela puxou a mim...

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segunda-feira, 6 de março de 2017


Volta às aulas e, como já disse no último texto, a meninada hoje segue para a antes sisuda escola dos tempos idos com um sem-número de mochilas, lancheiras, cadernos e outros adereços tão coloridos de seus personagens favoritos que mais parece uma festa! No entanto, as mochilinhas dos SuperGêmeos pouco ou nada têm a ver ainda com os seus gostos ainda em formação: a do caçula, Darth Vader e o universo do terceiro episódio de Star Wars; da garotinha, uma Barbie que ela começa a gostar ao ver os desenhos animados ao lado da irmão mais velha...

E se o “Golias Esmeralda”, conforme já disse por aqui, está para o Filho em termos de identificação com o personagem, com seus costumeiros arroubos de “esquentamento” e “destruição” (quando contrariado, meu poderoso garotinho ainda grunhe alto, fica vermelho e derruba algo, em protesto...), a Filhotinha está mais para a Ladybug do que a sua fã n.º 1, a Filha: afinal, se a heroína francesa (e sino-coreana!) vive a saltar pelos casarios de Paris, minha garotinha não dispensa uma pulitrica na cama, na poltrona ou nas corridinhas – enfim, não para de saltar!

Minha mais velha, ao contrário, atualmente fascinada que está pelo retrô dos anos 80 desde que lhe apresentei minha coleção de DVDs do He-Man e da She-Ra, próxima que está dos seus “maduros” 7 anos, anda serena como a “Princesa do Poder” e, vidrada diante da TV com os episódios dos forçudos bonequinhos oitentistas, adora suas musiquinhas (For the Honor of Love, tema do longa O Segredo da Espada Mágica, lançado em 85 como forma de apresentar a heroína de Etéria e dar início ao seu seriado televisivo, já toca até no carro!) e não dispensa uma brincadeira com a espada genérica que lhe comprei – no caso, referência dupla, por causa de uma ou outra cena vista no recente Star Wars, em que a protagonista Rey manda ver com o famoso sabre de luz azul!

Resultado de imagem para she-ra e he-man bebês hordakA propósito – e ninguém se lembrava disso aqui em casa –, o príncipe Adam e a princesa Adora, identidades secretas de He-Man e She-Ra, são irmãos gêmeos, separados no nascimento pelo vilão Hordak, mestre da vilania e professor do Esqueleto, que fugiu de Etérnia e dominou o planeta da dimensão vizinha. Então, além dos heroicos SuperGêmeos Zen e Jana, dos rebeldes da Força Luke Skywalker e Leia Organa e dos gêmeos SuperBebês, irmãozinhos da Dora, a Aventureira, revendo este clássico desenho antigo me surgiu mais uma referência bacana de gêmeos famosos, podendo render até um tema para futuras festinhas de aniversário ou para o carnaval que se aproxima!

E eu, que vivia preocupado com a Filha pela gratuidade dos socos, chutes e pontapés da “violência cômica” de As Meninas SuperPoderosas (não por acaso, tema atual de toda a sua linha escolar: mochilete, lancheira, estojo e agenda!), hoje em dia já nem me alarmo tanto... Diante da meninada cada vez mais exposta à ultraviolência de versões nada infantis de personagens heroicos, o SuperTrio, assim como seus pequenos vizinhos do supercondomínio – como a amiguinha Bibi, cuja festinha de aniversário foi baseada nos fofinhos mascarados da série de games infantis P.J.Masks –, seguem no lado somente lúdico destes superpessoal bacana!

Tanto é assim que não vejo a hora de conseguir a coleção completa dos filminhos de outro clássico puro dos anos 80, Os SuperAmigos, naquelas adoráveis aventuras da minha nada violenta infância, para iniciar meus pequenos no Universo DC... Pois, se o problema é o lado sombrio da atualidade, cada vez mais adoradora de pancadaria, nada mais justo do que nos tornarmos os próprios super-heróis dos nossos filhos e usarmos nossos poderes para viajar no tempo e recuperar uma época em que esses personagens eram, em sua totalidade, coisa de criança! Até porque o Filhão cada dia que passa reconhece mais certo herói bem soturno com o seu jeitão ainda tão infantil - Olha o BÁTIMAN!!!
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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Super-Heroizada


 
Com a febre dos super-heróis tendo invadido o universo cultural de crianças de todas as idades
desde a recente explosão de superproduções cinematográficas e desenhos animados na TV sobre os famosos personagens dos Quadrinhos, não se consegue imaginar uma só mochila, lancheira ou brincadeira que não envolva uma imagem ou um boneco do Flash, da Mulher Maravilha, do Thor ou do Homem de Ferro! E sem distinção de sexo, uma vez que as garotas, com toda a boa filosofia do empoderamento feminino de volta e discutido desde tenras idades, andam cada vez mais aventureiras e forçudas nas armações dos parquinhos da hora do recreio, imaginando-se a Ladybug, nova versão infanto-juvenil das velhas heroínas, ou ainda a versão pop-teen em estilo japonês, Lolirock...

Que o diga a SuperFilha, que, valendo-se dos seus habituais superpoderes, rendeu até uma coleguinha “vilã” (mais jovem, claro!), com a ajuda de uma versão feminina do Catnoir (no caso, uma prima da “vilã” e igualmente mais velha), em peripécias recentes na casa de uma amiga da Mamãe... Mas não, ainda não há nada de assustador em tais brincadeiras: graças a Deus, pelo menos as crianças próximas ao SuperTrio nada têm de violentas e não costumam lançar-se a emulações de lutas ou outras presepadas agressivas, como parte dos meninos já iniciados no nada infantil UFC – ou mesmo nos atuais filmes sombrios e truculentos dos poderosos combatentes da Justiça, como em Capitão América: Guerra Civil ou Batman Vs Superman: O Despertar da Justiça – por pais irresponsáveis que não respeitam a indicação etária de certas atrações...

Não, não... Tudo ainda tem somente aquele tom do “bem contra o mal”, “herói prende os bandidos” e todo o repeteco sem fim dos jargões ditos pelos encapuzados coloridos nos desenhos da vez! Tanto é assim que, além das deliciosas versões Lego de personagens como os da Marvel e da DC, bem como de Star Wars, aos poucos vão surgindo novos super-seres “adaptados” para a criançada que ainda não pode acompanhar os filmes cada dia mais adultos nas versões com atores em carne e osso – vide o sucesso de animações como Go Teen Titans, dos Jovens Titãs, no Cartoon Network, que mostra Robin, Ciborgue, Ravena e cia. em versões infantis e cômicas no melhor estilo “mascote bonitinho de mangá” (aquelas revistinhas japonesas, cujo traço exagerado é popular entre as crianças do mundo todo, desde o final dos anos 80).

Com isso, fica bem mais fácil atrair os bem pequeninos e vender-lhes brinquedos e traquitanas cada vez mais cedo, de pelúcias a linhas escolares completas! O SuperFilho, por exemplo, que nem é muito de super-herói (o negócio dele são os carrinhos, dele e da coleção do Papai aqui, que ele já usurpou...), tem uma pelucinha do Hulk que é a sua cara, fofinho o suficiente para manter no berço e não assustar a Mamãe, mais pudica e contrária à ideia de ter um monstro verde e musculoso, com cara de ódio, no quarto do filhinho caçula!


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Diálogos de Férias...



– Sim, chegamos ao shopping, mas, antes de irmos ao cinema ver Mohana e aos brinquedos novos, em primeiro lugar nós compraremos o presente da sua prima, Filha – e eu quero lhe dar um livro, Carolzita!
– Então eu quero ou O Diário de Um Banana ou O Diário de Uma Menina Nada Popular!
– Não, não... Como vai ser o tio quem vai lhe dar o livro, então que tal deixar o tio escolher? Eu queria lhe dar um desses aqui, olha só: Reinações de Narizinho, do Monteiro Lobato, O Mistério do Cinco Estrelas, do Marcos Rey, ou essas crônicas escolares do Luiz Fernando Veríssimo...
– ’Tá bom...
– Oxente, mas que cara amarrada é essa?! Não quer nenhum desses?!
– Eu queria os Diários, porque eu já li o 1, o 2 e o 3 do Banana, e alguns da Menina Nada Popular... Depois que eu ler todos, daí eu posso ler esses aí...
– Mas uma coisa em nada exclui a outra, menina, que bobagem é essa?! Você já tem 11 anos e eu queria te dar de presente, pelo Natal e pela sua vinda aqui à Cidade, um livro marcante, uma boa Literatura para incentivar suas leituras...
– Mas eu gosto de ler... Os Diários!
– Só que isso nunca foi Literatura! Olha isso: Três linhinhas soltas e um desenho... Mais quatro linhas soltas, que nem sequer formam um parágrafo verdadeiro, e mais um desenho infantilizado... Desde quando isso é leitura?!
– Não precisa folhear assim, eu conheço o livro...
– É, mas eu só estou tendo o desprazer de conhecer agora! Jesus... É isso que vendem agora como literatura Infanto-Juvenil?
– Infelizmente, senhor... Mas já que ela gosta de texto com gravuras, e o senhor deseja algo de mais conteúdo, pelo visto, por que o senhor não tenta este aqui? É sobre aquela jovem que queria estudar e ganhou o Nobel da Paz... Bem adaptado para a idade dela...
– Pois é, seria bastante interessante, mas ela está irredutível: veja a sua cara emburrada!
– Não fica com essa cara, Prima... Você só quer esses livros, não quer nenhum que Papai ’tá oferecendo, poxa!
– Ah, prima: vá ler suas coisinhas infantis, vá...
– Não seja grosseira, Carolzita... Já chega: é isso que você quer, então Diários de Uma Menina Banana será!
Diários de Uma Menina Nada Popular...
– Que seja, dá na mesma!
– Eles são sempre assim nessa idade, senhor... Suas filhas?
– As duas, não, somente a mais nova – essa mocinha de 6 anos, minha rainha... A mais velha ali é minha sobrinha, passando férias com meu irmão divorciado – hoje era o meu dia de levá-la ao shopping, ao cinema, à livraria... Ainda tenho um casal de supergêmeos, ficaram com a Mamãe em casa...
– Interessante, pois levar ao shopping é mais papel do pai, não é?
– É que meu tio é igual à minha prima Carolzita, moça: ele é MEIA! Rá, rá, rá, rá, rá!
– “Meia”?
– É... Espécie de código de família que minha filha inventou... Quer dizer que a pessoa é boba, chata ou ruim! E não fale assim, Filha, que você também tem seus momentos bem “meia”, né? Quando fica só naqueles repetecos intermináveis dos filmes da Barbie e nem liga para as animações bacanas da Pixar, como Procurando Dory, que o Pai queria te mostrar...
– 40 reais, senhor!
– Tudo isso por esses diários de banana?!
– É de Uma Menina Nada...
– Sim, Carolzita, eu já sei! Vamos que já está tarde e...
– Mas, Pai: nós não vamos mais patinar no gelo? Ou andar naqueles andadores? Ou pular naquele pula-pula gigante? Ou...
– Sim, vamos, sim... Estou cansado depois dos nossos passeios de ontem, pela praia, e de hoje, no parque aquático... Mas o que é que eu vou fazer: prometi, que remédio! Ei, ei, esperem aí, vocês duas: já estou terminando de pagar aqui! Obrigado, minha querida!
– Obrigada, senhor: até logo!
– Ah, até, minha filha: feliz 2017 para você!
We wish you a merry christmas,We wish you a merry christmas,We wish you a merry christmas and a happy new year...
– Legal, Filha, mas já acabou o Natal...
– Ué, e por que todo o shopping continua enfeitado com esse monte de Papai Noel, de árvores de Natal, de luzes...
– É que o costume é deixar os enfeites até o dia 06, quando da chegada dos Reis Magos...
– Chegada de quem, pai?
– É uma longa história, meu amor lindo... De qualquer forma, as festas natalinas já acabaram...
– É, e eu nem gosto dessas musiquinhas natalinas... Prefiro Fifth Harmony, Kate Perry, Justin Bieber...
– Meu Deus, Carolzita, mas assim já é demais – a massificação também passa pela Música?! Jesus, eles fazem lavagem cerebral geral desde a pré-adolescência?
– É o quê, Tio?
– Nada, não, esquece... Mas qual o problema com os artistas nacionais?
­– Não conheço... Até gosto de uma música daqui do Brasil, uma do Luan Santana...
– Ah, não, Luan Santana é “meia”...
– Rá, rá, rá, rá, rá... Meia...!
– Não chateia, prima!
– Foi sem querer, Filha... Puxa, Carolzita, tantas bandas com apelo jovem, e com seu valor: Skank,por exemplo! Até aqueles chatinhos do Jota Quest... Qualquer coisa é melhor do que esses cantores e bandas chicletes e milionários norte-americanos... E por que não os Titãs? Eles formavam uma banda bem inovadora nos anos 80, mas hoje andam bem levinhos, estão bem joviais, quase adolescente o som que vêm fazendo...
– Eu não conheço Titãs...
– Eu conheço, Pai!
– Conhece, Filha?! A banda?!
– Não... Mas eu sei o nome de cada um dos Titãs...
– Os nomes dos cantores da banda do Tio?
– Não, Carozita: ela deve estar falando dos Titãs da Mitologia grega, deve ter aprendido na escola e...
– Estelar, Ciborgue, Ravena, Mutano e Robin!
– Ah, tá: você estava falando dos Novos Titãs... Rá, rá, rá, rá, rá!


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