domingo, 13 de agosto de 2017

SuperPais


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Os exageros do amor: ninguém é "o melhor"... Mas a gente aceita o amor e o carinho de volta!
"Superpai"?! Não, só uma brincadeira... Além do quê, qualquer definição é limitadora, porque tudo que se define acaba por se limitar...

E como se limitar diante dos olhos de luz de um ser ainda pequeno, mas que já traz tanto do pai, no jeito, no gosto, nos questionamentos, como a primogênita e "amor-lindo", a superfilha Isabela?

Como não salvar o dia, diante da alegria extremamente doce e encantadora da superfilhotinha Isadora - sim, ela salva mais que um dia, aquele sorriso salva uma vida...

E como não suportar qualquer circunstância adversa para ter aqueles olhos grandes, puros e cheios de alegria chamando "Papai", sempre por perto com os olhos mais doces, capazes de arrebatar qualquer alma e digno de todo o colo do mundo? Pior é que o superfilho, Dilberto, é mesmo incrivelmente parecido com o pai...

E a vida segue... Com mais que simplesmente "superpoderes", este "personagem", assim como tantos outros, divididos noutros tantos, "voa" numa rotina que sempre traz alguma culpa, na eterna sensação de que se poderia ser e fazer melhor... Mas o que é um "super-herói" sem uma grande fraqueza? Então, que seja esta a desse personagem: a de jamais se limitar no amor e na delicada vontade de acertar...

Tudo se resume, principalmente, a essa sorte recíproca: eles, irmanados, de se terem em volta de uma família que luta inúmeras batalhas por eles; e do papai aqui de tê-los, a sempre me ensinar a ser melhor por eles...

E assim, diante de mais um aniversário especial deste superbloguinho (o sétimo, pra ser mais exato), só resta desejar a todos os bem mais que superpais mais humanos do dia-a-dia um feliz dia dos pais!
Capitão 7, arte de Alan Azevedo.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Sete Camadas Mais Belas


Feliz garota com longos cabelos escuros na cor clássica feminina roupas sorridente personagem de desenho animado, olhando no espelho —  Vetores de Stock #138722116
E, assim do nada,
Minha filha única vira a mais velha
Os melhores brinquedos, o quarto
E os irmãos são dela...
O ciúme impera
Para além da melhor inteligência...
(Pai e Mãe, negligências!)
- Cuide bem, aceite, compreenda...
E fico a lhe pedir emprestados
Os superpoderes inventados
Pra dar conta do tempo dela
E da sua voz bela e contestadora...

E eu digo a ela, a mais velha,
Que, sim, deve ser bom
Ser uma japonesa, que sua beleza
Alva, baixa gueixa de olhos puxados,
Também tem o seu valor!
Mas explico que, no mundo inteiro,
Não haveria como reproduzir
Aqueles seus olhos graúdos de inquirir
E engolir o mundo,
tampouco a pele morena
Da minha linda pequena
Comprida e sempre a subir...

De japonesa a super-heroína,
Médica, cientista, cantora e artista
- E pode ser tudo isso, papai...?
Quem sou eu pra lhe dizer
Qualquer coisa que limite
Seu céu calado, mas repleto
De doçura marrenta
E de precisão gramatical...
Sou apenas seguidor, torcedor
De camisa amarela
E cabeça rolando viela abaixo
Antes da sua mais nova ideia!

Porque por baixo das camadas
Mais acumuladas de sete anos
De estranhezas e centelhas,
Só me serve a certeza de continuar assim
A te seguir, a te dar a mão
Ainda que você não queira...
Vou te vencendo no cansaço
E pelas beiras, em histórias velhas
E amarelas pelos tempos
Do seu sorriso que ilumina um dia,
Da tua camuflada alegria mais bela,
Há de ser sempre a firme, minha mais doce

Isabela.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Diálogos de Férias...



– Sim, chegamos ao shopping, mas, antes de irmos ao cinema ver Mohana e aos brinquedos novos, em primeiro lugar nós compraremos o presente da sua prima, Filha – e eu quero lhe dar um livro, Carolzita!
– Então eu quero ou O Diário de Um Banana ou O Diário de Uma Menina Nada Popular!
– Não, não... Como vai ser o tio quem vai lhe dar o livro, então que tal deixar o tio escolher? Eu queria lhe dar um desses aqui, olha só: Reinações de Narizinho, do Monteiro Lobato, O Mistério do Cinco Estrelas, do Marcos Rey, ou essas crônicas escolares do Luiz Fernando Veríssimo...
– ’Tá bom...
– Oxente, mas que cara amarrada é essa?! Não quer nenhum desses?!
– Eu queria os Diários, porque eu já li o 1, o 2 e o 3 do Banana, e alguns da Menina Nada Popular... Depois que eu ler todos, daí eu posso ler esses aí...
– Mas uma coisa em nada exclui a outra, menina, que bobagem é essa?! Você já tem 11 anos e eu queria te dar de presente, pelo Natal e pela sua vinda aqui à Cidade, um livro marcante, uma boa Literatura para incentivar suas leituras...
– Mas eu gosto de ler... Os Diários!
– Só que isso nunca foi Literatura! Olha isso: Três linhinhas soltas e um desenho... Mais quatro linhas soltas, que nem sequer formam um parágrafo verdadeiro, e mais um desenho infantilizado... Desde quando isso é leitura?!
– Não precisa folhear assim, eu conheço o livro...
– É, mas eu só estou tendo o desprazer de conhecer agora! Jesus... É isso que vendem agora como literatura Infanto-Juvenil?
– Infelizmente, senhor... Mas já que ela gosta de texto com gravuras, e o senhor deseja algo de mais conteúdo, pelo visto, por que o senhor não tenta este aqui? É sobre aquela jovem que queria estudar e ganhou o Nobel da Paz... Bem adaptado para a idade dela...
– Pois é, seria bastante interessante, mas ela está irredutível: veja a sua cara emburrada!
– Não fica com essa cara, Prima... Você só quer esses livros, não quer nenhum que Papai ’tá oferecendo, poxa!
– Ah, prima: vá ler suas coisinhas infantis, vá...
– Não seja grosseira, Carolzita... Já chega: é isso que você quer, então Diários de Uma Menina Banana será!
Diários de Uma Menina Nada Popular...
– Que seja, dá na mesma!
– Eles são sempre assim nessa idade, senhor... Suas filhas?
– As duas, não, somente a mais nova – essa mocinha de 6 anos, minha rainha... A mais velha ali é minha sobrinha, passando férias com meu irmão divorciado – hoje era o meu dia de levá-la ao shopping, ao cinema, à livraria... Ainda tenho um casal de supergêmeos, ficaram com a Mamãe em casa...
– Interessante, pois levar ao shopping é mais papel do pai, não é?
– É que meu tio é igual à minha prima Carolzita, moça: ele é MEIA! Rá, rá, rá, rá, rá!
– “Meia”?
– É... Espécie de código de família que minha filha inventou... Quer dizer que a pessoa é boba, chata ou ruim! E não fale assim, Filha, que você também tem seus momentos bem “meia”, né? Quando fica só naqueles repetecos intermináveis dos filmes da Barbie e nem liga para as animações bacanas da Pixar, como Procurando Dory, que o Pai queria te mostrar...
– 40 reais, senhor!
– Tudo isso por esses diários de banana?!
– É de Uma Menina Nada...
– Sim, Carolzita, eu já sei! Vamos que já está tarde e...
– Mas, Pai: nós não vamos mais patinar no gelo? Ou andar naqueles andadores? Ou pular naquele pula-pula gigante? Ou...
– Sim, vamos, sim... Estou cansado depois dos nossos passeios de ontem, pela praia, e de hoje, no parque aquático... Mas o que é que eu vou fazer: prometi, que remédio! Ei, ei, esperem aí, vocês duas: já estou terminando de pagar aqui! Obrigado, minha querida!
– Obrigada, senhor: até logo!
– Ah, até, minha filha: feliz 2017 para você!
We wish you a merry christmas,We wish you a merry christmas,We wish you a merry christmas and a happy new year...
– Legal, Filha, mas já acabou o Natal...
– Ué, e por que todo o shopping continua enfeitado com esse monte de Papai Noel, de árvores de Natal, de luzes...
– É que o costume é deixar os enfeites até o dia 06, quando da chegada dos Reis Magos...
– Chegada de quem, pai?
– É uma longa história, meu amor lindo... De qualquer forma, as festas natalinas já acabaram...
– É, e eu nem gosto dessas musiquinhas natalinas... Prefiro Fifth Harmony, Kate Perry, Justin Bieber...
– Meu Deus, Carolzita, mas assim já é demais – a massificação também passa pela Música?! Jesus, eles fazem lavagem cerebral geral desde a pré-adolescência?
– É o quê, Tio?
– Nada, não, esquece... Mas qual o problema com os artistas nacionais?
­– Não conheço... Até gosto de uma música daqui do Brasil, uma do Luan Santana...
– Ah, não, Luan Santana é “meia”...
– Rá, rá, rá, rá, rá... Meia...!
– Não chateia, prima!
– Foi sem querer, Filha... Puxa, Carolzita, tantas bandas com apelo jovem, e com seu valor: Skank,por exemplo! Até aqueles chatinhos do Jota Quest... Qualquer coisa é melhor do que esses cantores e bandas chicletes e milionários norte-americanos... E por que não os Titãs? Eles formavam uma banda bem inovadora nos anos 80, mas hoje andam bem levinhos, estão bem joviais, quase adolescente o som que vêm fazendo...
– Eu não conheço Titãs...
– Eu conheço, Pai!
– Conhece, Filha?! A banda?!
– Não... Mas eu sei o nome de cada um dos Titãs...
– Os nomes dos cantores da banda do Tio?
– Não, Carozita: ela deve estar falando dos Titãs da Mitologia grega, deve ter aprendido na escola e...
– Estelar, Ciborgue, Ravena, Mutano e Robin!
– Ah, tá: você estava falando dos Novos Titãs... Rá, rá, rá, rá, rá!


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