segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Férias nas Estrelas!


Segunda-Feira, dia 1º de Dezembro de 2014

FÉRIAS! Mas não minhas: mesmo ainda bastante afastado do trabalho e de demais atuações afins, eis que minhas férias, licenças e simples "jeitinhos" nada tiveram de "entrega ao nada e à diversão", dando-se, unicamente, e de forma alquebrada, em razão do ritmo louco dos últimos 7 meses, onde, além da maravilhosamente especial nova rotina com os SuperGêmeos, a correria do dia-a-dia ficou ainda mais agitada com os vários problemas que tivemos a Mamãe e eu com falta de funcionários e ajudantes aqui em casa... Mas eis que novos horizontes surgem e algumas apostas têm dado certo quanto a boas pessoas para trabalhar com a gente nestes dias cheios! FÉRIAS? Sim, mas não da Mamãe-X, que retoma suas atividades laborais em sua identidade secreta na próxima semana, já devidamente de volta da sua sua doce licença ao lado do casal de bebês mais lindos da Galáxia! FÉRIAS... Da SuperFilha, que, cada dia mais linda e esperta, vai dar bastante trabalho para a encaixarmos em mais ou menos 12 horas de atenção, atividades e brincadeiras até as aulas voltarem...

Mas antes que enlouqueça pensando em como faremos isso com a mais velha em meio a fraldas, frutinhas e sopinhas para dois pequeninos devoradores adoráveis e seus dois dentinhos (cada) afiados, eis que já em seu "primeiro dia oficial" fora da Escola, já surgiram seus primos vindos do Piauí e ávidos por muitos passeios: e cá estou em casa, com meus oito braços a acalentar a SuperFilhotinha, que está bem irritada por não conseguir pegar no sono, dando antecipadamente a sopinha para o SuperFilho e botando-o, em seguida, para arrotar, e digitando, com as mãos restantes, estas mal traçadas linhas virtuais enquanto a minha mais nova folgada filha aproveita uma viagem de um dia ao lado da mãe e dos queridos parentes até o balneário de uma cidade próxima - ah, claro, Papai do Céu teve piedade e enviou uma garota bem esforçada para nos dar uma força como nossa nova secretária do lar e já está ali, prontinha, a me fazer as vezes de duas das minhas oito mãos... E enquanto os novos desafios do Infantil II não começam, que sejam as melhores férias da vida da minha adorada supermoreninha!

E, falando em Colégio, uma das últimas atividades do ano letivo da Filha foi o seu envolvimento com uma interessante pesquisa com astros, planetas e estrelas, desenvolvida, com muita atenção e carinho, por sua SuperProfessora, a infante Lu Maravilha, cujos poderes da simpatia, da afetividade e da paciência foram importantíssimos para muitas conquistas não só da minha pequena super-heroína, como também de todos os outros meninos e meninas que só tiveram a lucrar ao longo deste 2014 que já vai chegando ao fim, com tantas lições proveitosas e cheias de carinho que receberam dessa "tia" cem por cento, para quem tiro o meu chapéu! Para este projeto, por exemplo, várias vezes a poderosa professora (que ainda teve supercapacidades para aguentar um duro tranco em sua vida pessoal...) pediu aos pais que ajudassem com pesquisas em casa, fotos de uma noite estrelada, com Lua etc. Como sempre tenho tempo para a Educação da minha supergarotinha, acabei me cansando de procurar coisas interessantes e adequadas à sua idade na internet e resolvi eu mesmo lhe falar de tudo o que sempre adorei ler ao longo da vida sobre o Espaço, numa linguagem adequada a ela, e fui mostrando o meu Sol, a minha Terra, a minha Lua, as minhas Estrelas... Até que vi que isso daria um bom texto para a supertia e sua fiel escudeira ajudante lerem na sala para os pequenos, em meio às suas sempre interessantes aulas!

Muito modestamente, creio que o texto ficou bacana e poderá ajudar outros pais que, assim como eu, nada de apropriado costumam encontrar em suas pesquisas para os pequenos na Escola sobre tais e tais assuntos mais "científicos" e acabam tendo que arregaçar as mangas na velha lição do "faça você mesmo". Agora é continuar as férias dela no melhor do mundo da Lua, a relembrar que o Sol é logo ali e podemos apontar e conferir todas as estrelas do céu nalguma noite entediante de dezembro... E como eu sempre tive muita história pra lhe contar, vou dando o meu jeito de nos manter nas estrelas! Ah, mas toda ajuda aqui na Terra será muito bem-vinda, viu?!

O Sol é uma grande estrela e fica no centro do nosso sistema solar, onde a terra e outros planetas giram em seu redor. Sua luz forte ilumina e aquece os nossos dias e, à noite, empresta sua luz para a lua, que a reflete na Terra no lado escuro (não iluminado pelo Sol).

Ah, a Terra é o planeta em que vivemos, que gira em torno de si mesmo e, com isso, tem seu tempo dividido em dias (quando parte é iluminada pelo Sol) e noites (a parte escura), e leva um ano para dar uma volta inteira em torno do Sol – e, assim, surgem as 4 estações (primavera, verão, outono e inverno), dependendo da nossa posição.

Todas as coisas vivas precisam do Sol: as plantas, os animais e as pessoas, adultas ou crianças, especialmente os bebês, que precisam muito da sua luz quente para uma boa saúde! Mas atenção aos horários, porque, quando a luz do Sol está mais forte - na hora do almoço, por exemplo -, ao invés de ganharmos saúde, podemos mesmo é ficar doentes...

E falando no Sol, as estrelas que vemos à noite não somem durante o dia: na verdade, é a luz do Sol que “apaga” o brilho das estrelas, deixando o dia todo muito claro! Por isso é que só as vemos durante a noite, quando a Lua ilumina a porção do planeta sem Sol: com o céu “no escuro”, vemos os vários pontinhos brancos acesos, que são estrelas brilhando muito, mas muito longe mesmo do nosso planeta...

Ainda temos a Lua, que é o satélite natural do nosso planeta e gira em torno da Terra: sua volta completa acontece durante um mês e, a cada semana, ela aparece para a gente de um jeito – quando o Sol ilumina completamente a parte da Lua virada para nós, chamamos de lua cheia; na semana seguinte, quarto minguante ou decrescente (a lua parece a letra D no céu); depois chamamos de lua nova, quando ela não é iluminada e parece que “sumiu” do céu; depois ela volta a “crescer” no quarto-crescente (a Lua parece a letra C no céu), até ser iluminada completamente pelo Sol e parecer cheia, redonda, uma grande bola branca que vemos à noite, uma vez por mês.

Lembrando que a Lua, ao contrário do Sol, não tem luz própria e precisa deste para brilhar à noite. Outra coisa engraçada é que ela é cheia de buracos e, por isso, sempre se brinca que ela é “feita de queijo”! Também é interessante saber que, por causa da volta da da Lua e sua força em torno da Terra (gravidade), as marés crescem e vazam – é quando o mar “enche” e “esvazia”, como vemos na praia!

O homem até já viajou, de foguete, até a Lua, para estudar as coisas do espaço, mas não dá para viver lá, porque não tem ar para respirar, nem água ou plantas... Por enquanto, a gente vai ficando mesmo por aqui, só vendo todo esse espetáculo de longe, bem longe...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Comédia em Pé!


BUT PROBABLY THE WEIRDEST PART is when he’s peeing in his Mrs. Doubtfire disguise and HIS SON WALKS IN ON HIM PEEING. | "Mrs. Doubtfire" Is Actually The Most Horrifying Movie Of All Time
- Ops...!

Por mais que se tente, é impossível isolar um filho de certos momentos de intimidade. Afinal, foi deixando a porta do banheiro entreaberta que o saudoso Robin Williams viu seu quase perfeito disfarce da babá Sra. Doubtfire descoberto por seus filhos, que o flagraram urinando em pé no pequeno clássico dos anos 90, Uma Babá Quase Perfeita... Desta forma, eu mesmo já fui pego trocando de roupa ou fazendo xixi, claro que devidamente de costas, porque, normalmente com pressa e descuidado, costumo deixar portas entreabertas e tenho uma adorável garotinha de 4 anos e meio no auge da curiosidade!

Mas o curioso não é isso, e sim quão humorizadamente inteligente costuma ser tal curiosidade: é cada pergunta ou observação que a SuperFilha faz que, honestamente, a risada alta e sem graça é sempre maior do que qualquer calça na mão deste Papai aqui! E, aproveitando o gancho do "xixi de porta aberta", noutro dia mesmo eu recebi a seguinte assertiva da minha inteligente menininha (que havia acabado de ser colocada por mim em seu adaptador de vaso para fazer o último pipi antes de dormir): - Adultos fazem xixi de pé, não precisam ficar sentados... Bom, pelo menos foi isso que entendi, não podendo dar cem por cento de certeza, especialmente diante do acelerado ritmo de coisas que vêm acontecendo neste apartamento desde que os SuperGêmeos invadiram nossas vidas em abril: a Mamãe entrou com algum assunto importante sobre os dois e tudo acabou no terreno da dúvida... Seria porque o flagrado fazendo xixi fora eu, e não a sua mãe, que estaria devidamente sentadinha?

O fato é que a Filha tem um feeling e um timing de Comédia invejáveis - mesmo que não tenha total consciência de tal fato! Prova disso foi o que aconteceu na recreação promovida pelo trabalho para o dia das crianças, no dia 11 de outubro, num buffet local: depois de confrontada por uma garotinha em relação a uns cubos coloridos no espaço dedicado às crianças menores, minha Galinha Pintadinha (cada uma estava com uma fantasia, fornecida pelo local) acabou sendo ajudada pela "ex-inimiga" a recuperar os mesmos blocos antes motivos de disputa, o que gerou uma vontade de aproximação da minha justa menininha... Só que a contumaz timidez impediu qualquer gesto de boa vontade da sua parte: várias vezes perguntando baixinho e distante da nova aspirante a amiguinha se esta queria brincar, não obtendo, obviamente, nenhuma resposta da pequena - que permanecia entretida com um brinquedinho e alheia aos quase inaudíveis apelos -, a minha filhota acabou virando pra mim e vaticinando - Papai, ela não sabe falar...!

Eis a maior graça da vida: saber rir de si mesmo! E, melhor ainda: rir ao lado de quem se ama! Assim, vivo a dar gargalhadas quando vejo contradições minhas sendo "desmascaradas" pelas argúcias da primogênita, quando ouço promessas mal cumpridas sendo lembradas ou quando alguma coisa que já até me havia esquecido de ter dito voltam à tona no seu jeitinho todo peculiar de falar ou cobrar... Noutro dia mesmo, no supermercado, havia várias setas no chão a indicar os caminhos nos quais deveriam permanecer os clientes em fila para servirem-se na ala do restaurante, no que ela imediatamente questionou, e ao que eu prontamente respondi - Filha, são setas que dizem que a pessoa pode formar fila indo pela direita ou pela esquerda do que está sendo servido... E quando perguntei qual seria o caminho da sua preferência, ela me surpreendeu com uma referência política minha: - Eu prefiro a esquerda, Papai...

Mas o melhor eu deixei por último: hoje, na hora de fazer a tarefinha do colégio, numa atividade que tratava de quantas crianças teriam escolhido tais frutas, eu a orientava a melhorar uns números que ela insistia em escrever de forma deitada e desleixada - Filha, por favor! Já é a terceira vez que eu apago, faça direitinho, eu sei do que você é capaz... Chega desse 3 deitado, que mais parece uma letra M: faça esse número em pé!, no que ela não só não se fez de rogada como também me chocou com tamanha comicidade e presença de espírito - e, como boa turrona que vem sendo desde a barriga da Mamãe, escreveu novamente o número deitado, mas agora com uma novidade inteligentemente debochada: desenhou duas perninhas compridas saindo do 3 (ou M...), com seus devidos pezinhos, e olhou pra mim, com carinha de inocente e sorrisinho maroto... Ri alto, confesso, e estou rindo até agora (o que talvez nem devesse ter feito, a fim de não estimular futuras "anarquias"...): adoro o humor inocentemente puro e "sem-querer" dos SuperBebês (especialmente a SuperFilhota, que alumas vezes grita alucinadamente em seu berço para cair na gargalhada quando eu chego, esbaforido!), mas as tiradas da minha filhona e seu humor rápido, preciso e já "crescido" tornam até os dias mais duros em gostosas amenidades!

Sempre rir!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Urubu tá com raiva de Frozen...



Você se lembra dessa?

E, tal como no universo dos videogames, os SuperGêmeos "passaram de fase" pouco depois de completarem 6 meses: com seus dois dentinhos frontais devidamente irrompidos e já iniciados nos lanches frugais e no almoço das sopinhas amassadas há umas duas semanas (com "aroma" de carne e frango), o mais lindo casal de bebês da Via Láctea começou, hoje, a jantar sopinhas! E, assim como vinha acontecendo com as frutinhas, os sucos e o próprio almoço, a SuperFilhota continua se destacando ao detonar, com sua poderosa fominha de garotinha esbelta louca por mais uns quilinhos, o seu pratinho cheio de grumos de verduras e macarrão preparados com carinho pela Mamãe - ao contrário do irmãozinho, que ainda demora mais na sua ceia e normalmente se arrelia e chora durante a refeição, tanto fazendo se no carrinho ou no bebê-conforto! Isso quando um inoportuno cocô ou um dedinho intrometido e fora de hora entre uma colherada e outra não atrapalham ainda mais!

De todo modo, com as barriguinhas cheias e depois dos ainda necessários arrotinhos, os SuperBebês normalmente pedem um merecido cochilo - e, nisso, começa uma nova jornada, ainda mais instável que servir comida para o SuperFilho... É que uma das coisas mais imprevisíveis aqui em casa é o soninho desses garotinhos: tem dia que o menino dorme antes e sem dificuldade, tem dia que o choro é nervoso porque o sono parece perdido em meio às viradas de bruços no berço; tem dia que a menininha adormece tão rapidamente quanto quando devora seus pratinhos; mas, também, quando o espevitamento é maior e sua chupeta fica a cair (ou a ser puxada pelos próprios dedinhos), é grito na certa, para que o "socorro" venha imediatamente! E, mesmo que ambos tenham, por si próprios, instituído uma maravilhosa rotina de dormirem bem, mais ou menos entre as 18/19 e as 22/23 horas, a incerteza, ao longo do dia (e das madrugadas), é o que prevalece!

Por isso é que, numa dessas noites em que o nervosismo dos dois aflorou forte enquanto o mais longo sono do dia não se concretizava, eis que me surgiu, do nada, uma velha e adorável canção que, apesar das citações à cadeia alimentar animal e outros elementos de cunho infantil, traz em seu bojo o velho engajamento contra um antigo Pais de desigualdades: e não é que Ururbu tá com raiva do boi, pequena obra-prima da dupla formada pelos geniais e igualmente saudosos Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, vivendo os personagens Baiano e Paulinho Boca de Profeta em "Baiano e Os Novos Caetanos", agradou em cheio os pequenos, acalmando-os de imediato e funcionando como uma excelente canção de ninar?! Quem diria que aquela brincadeira inteligente em cima do Tropicalismo e do grupo Os Novos Baianos, que passava no longínquo programa Chico City nos anos 70 e depois virou disco, funcionaria tão bem para dois bebezinhos do século XXI... Resta saber sobre o que teriam gostado mais: se das referências aos bichinhos ou se da sátira política contra o "milagre econômico" dos tempos da Ditadura, ré, ré. De qualquer forma, viva o povo nordestino, que é, acima de tudo, um forte: lição que, pelo visto, meus filhos já vão aprender desde a mais tenra idade...

Enquanto os meus pequerruchos "escolheram" a sua canção de ninar, já há algum tempo a SuperFilha vem deixando claro que não quer saber de música alguma na hora de dormir, seja na sua sesta, seja à noite... Sinal de maturidade ou mero capricho ocasional, aquele famoso "ser do contra" que ela adora vivenciar? Jamais saberei com certeza... O fato é que, apesar desse distanciamento, seu interesse por Música segue aumentando, especialmente agora que vem acompanhando longas-metragens até o fim, como uma bela mocinha cinéfila! E, como uma arte leva à outra, o Cinema tem mostrado à Filha que suas trilhas sonoras podem manter viva uma imagem na cabecinha por muito mais tempo. E assim, tal como já mencionei aqui, clássicos como Mary Poppins e Cantando na Chuva foram suas primeiras referências em Música para Cinema, seguidas pelos lindos japoneses Ponyo - Uma aventura que veio do mar e Meu Amigo Totoro, cujas trilhas também baixei da internet... Logicamente que os EUA, famosos por seu imperialismo Disney, não poderiam ficar de fora por muito tempo, e algumas sequências de filmes com suas princesas favoritas também fizeram parte do processo - mas, ainda assim, graças a Deus consegui reverter o fluxo cruzando com os raios da Pixar e a inteligência de Monstros S.A., Universidade Monstros e alguns bons outros derivados, que igualmente viraram mania aqui em casa por um bom tempo... 

Mas nem só de boas referências vive o homem - e, com uma criança, é pior ainda: e a famigerada má influência que uma escola pode gerar acabou rendendo frutos... Eu tentei, juro que tentei, mas não deu: mesmo eu tendo evitado a todo custo mostrar esse grande videoclipe pré-adolescente pra ela, numa aulinha de Inglês uma professora pôs todo um trabalho a perder ao ensinar-lhe a irritante Let it go, do superestimado, porém fraquinho Frozen! E não deu outra: a menina já foi logo me pedindo o filme e sua trilha sonora para ouvirmos o tempo inteiro! Depois, desesperado, tentei barganhar até no lado "menos pior", insistindo que a versão em Português Livre Estou era melhor(zinha), uma vez que ela vira o filme neste idioma e, por isso, eu havia gravado somente desta forma no pen-drive para ouvirmos em cada viagem no carro, mas não teve jeito: ela queria porque queria a versão ianque, com seus gritos ainda mais estridentes que a versão nacional! Pois é: pelo visto, eu terei, inevitavelmente, que ouvir tudo isso (e ainda levar comigo o grude na cabeça) nos dois idiomas e por uma boa leva de dias, semanas, meses... Decididamente, um angu caroçudo que terei que engolir - e que, inevitavelmente, será seguido da mais novinha, quando seu apetite por estas obras de gosto azedinho for tão grande como o é hoje em relação às sopinhas e frutinhas...


Você se lembra dessa? Ah, essa não tem como esquecer: afinal, gruda na cabeça e não sai mais...

sábado, 25 de outubro de 2014

Conquistas


Hoje os SuperGêmeos completam 6 meses de vida: que felicidade! Meio ano já se passou desde aquele maravilhoso 25 de abril, quem diria... O tempo voa - e com esses meninos superpoderosos, voa literalmente! Cada façanha maravilhosa que já conseguem... Mas, como diria o tio de um famoso super-herói dos Quadrinhos, "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades" - e, assim, meus meninos incríveis já começam a perceber que, paralelamente às super-habilidades de se virar firmando o pescoço para cima ou de tudo pegar com suas ágeis mãozinhas, vêm também o despertar de um soninho gostoso no meio da noite porque a chupeta foi puxada pela própria mão num ato involuntário ou os bracinhos podem doer nalguma posição desconfortável em que se meteram, sem querer, durante o sono...

Sim, eles se sabotam - e como! Até a mais velha SuperFilha não escapa desta regra: se auto-sabota com inúmeras infantilidades relacionadas a ciúme ou a mera marra de ser contrariada pelo Papai aqui ou pela Mamãe, deixando de lado excelentes oportunidades de se desenvolver - sabia comer com as próprias mãos, "desaprendeu" para ter os pais à sua mercê na hora das refeições, e agora "reaprendeu" novamente - ou até mesmo de se divertir - aquele choro chato e fora de hora que acaba mais cedo com qualquer passeio! E haja paciência... São crianças, é claro, tudo isto faz parte do show, mas, no meio de uma hora comprometida com os três ao mesmo tempo, tendo todos entrado nalguma enrascada por causa dos próprios sabotamentos, é difícil conciliar e manter a lucidez...

Daí eu penso no quanto nós mesmos, depois de adultos, cometemos tantas bobagens por medo ou por ter parado de acreditar em nossas capacidades num dado momento que parecemos ainda mais infantilizados ou despreparados para o mundo que nos cerca do que os nossos próprios filhos! E assim chances profissionais, relacionamentos duradouros ou simples férias ou finais de semana vão por água abaixo pelo ralo porque deixamos o acaso tomar conta de algo que poderíamos ter sob controle nas mãos, com as rédeas em punho... Assim é a vida: passamos toda uma existência a pregar ensinamentos infalíveis do que não se deve fazer e, ainda assim, deixamos escapar coisas maravilhosas porque não soubemos ser pessoas melhores... Paciência!

E em tempos com tanto a mudar, antigos sujeitos, devidamente maquiados para parecerem perfeitos e em descompasso com os novos tempos, ressurgem com o de sempre a clamar por "mudança"... Sei, não: mude-se o que deve ser mudado e combatamos o bom combate ao sempre lutarmos por um mundo cada vez mais limpo, mas, ao invés disso, criar novas ilusões me parece recriar a ideia de que tudo está errado, soando, pra mim, uma mera auto-sabotagem, a alimentar uma mudança que nada muda, só atrasa... Assim, falando na pauta do dia, as eleições, prefiro seguir pela estrada que trouxe novos rumos para tanta gente, ciente de que não existe perfeição, mas ainda muitos caminhos a percorrer... O certo mesmo é que uma coisa não pode mudar: com os pés no chão e sem tirar os olhos do muito que ainda tem que ser feito, nosso povo, ainda tão criança num inicial projeto de nação em desenvolvimento, tem que continuar crescendo!

Pois conquista é coisa que deve ser mantida... E amanhã a mais velha, que também nasceu em ano de eleição - e justamente no ano em que uma brasileira subiu pela primeira vez a rampa do Palácio do Planalto -, falará para todos de sua alegria em já participar com a família do processo eleitoral (rezando para que jamais seja criticada pela onda sem-noção dos odiosos do outro lado...) e digitará por mim na urna eletrônica cheia de alegria infantil e de esperanças, junto ao pai e à mãe, por um Brasil melhor para todos, sabendo que a missão segue no ensinar nossos filhos a buscar sempre o caminho mais honesto, mas sem jamais sabotar a vontade de ver dias mais justos, solidários e com oportunidades... Ah, sim: os meus lindos bebezinhos costumam cair sempre para a esquerda em suas peripécias nos bercinhos, ré, ré, ré! Que Deus abençoe meus três novos cidadãos! Que Deus abençoe o Brasil!

Uma piscada e um sorriso numa bonitinha imagem de continuidade de esperança por dias melhores e mais justos...

domingo, 12 de outubro de 2014

Presentes no Dia das Crianças...


Imagem utilizada no cartaz da mais que aguardada, pela SuperFilha, festinha do condomínio, que ainda nem acabou - embora a Mamãe já tenha me ligado a reclamar que o tal "buffet infantil" já acabou faz tempo...

Costumo ouvir que, para uma criança, não é o presente que conta, e, sim, a presença. Certíssimo. Ainda que eu peque um pouco com essa história de "presentear fora de hora", sempre que posso ofertando à SuperFilha um mimo fora das "3 datas especiais" (Natal, aniversário e dia das crianças), concordo que muito mais importante é mesmo estar junto aos rebentos, brincando, revendo pela enésima vez aquele vídeo que ninguém em sã consciência aguentaria mais ou simplesmente quieto e aconchegado num sofá, numa cama ou rede. E, com três filhos para cuidar, a gente tem que se desdobrar para se fazer presente na vida de cada um, todo santo dia...

E não falo só dos cuidados que qualquer um deles demanda normalmente em sua rotina diária, mas em vivenciar e participar com alegria desde uma troca de fralda cheia de cocô até a dureza da mamadeira e do arroto madrigais - sim, porque curtir filho por alguns minutinhos com "gu-gu da-dá" na hora de dormir, depois de banhado, cuidado e alimentado, é moleza, né? Bom, isso falando de bebês - no caso, dos SuperGêmeos - pois, com uma menina mais velha, ali pela casa dos 4 anos e meio, cheia de vontade e personalidade, a coisa todo muda bastante de figura...

Tem espetáculo no teatro com os personagens da animação Peppa que tanto a Filha gosta, ainda que no mesmo dia em que a empregada faltou em nossa casa? Outra apresentação, em menos de duas semanas, novamente com a turma da Peppa e mais uns 10 personagens em "turnê oficial" de quinta categoria (e agora pelo dobro do preço), em uma casa de eventos? Tem sessão de matinê no sábado pela manhã com os personagens da Turma da Mônica no cinema? Vamos lá, filhona, você e eu, enquanto a Mamãe se vira sozinha com os Gêmeos...

Os espetáculos? Bem ruinzinhos, dado o amadorismo oportunista de certos produtores com o que trazem para as crianças ultimamente... O primeiro filme na tela grande? Bem que eu tentei marcar minha pequena com esta experiência ímpar que é ir pela primeira vez a um cinema, mas o sistema industrial de fazer desenho animado da Maurício de Souza Produções, na fraquíssima série CineGibi (o que vimos foi o "Volume 3"), foi quase decepcionante para a minha garotinha aspirante a cinéfila! Ainda bem que, em casa, a TV paga, o DVD/BD e os downloads da internet têm salvado a lavoura artística: além de ainda rever, uma vez aqui e outra acolá, clássicos como Mary Poppins e Monstros S.A. (os primeiros títulos a que ela assistiu por completo, embora em várias "etapas"), estou gostando bastante de ver ao seu lado, pela primeira vez e em um tomo só, filmes bem bacanas, como os japoneses Meu Amigo Totoro e Ponyo e o recente norte-americano Universidade Monstros - os quais vou alternando na exibição dos repetecos, tanto no vídeo, como nas respectivas trilhas sonoras ouvidas no carro, senão...

E neste final de semana do dia das crianças, o que não faltou foi atividade cheia de recreações: sem ainda sair muito a não ser algumas idas à pediatra, às vacinas e às casas das avós, o meu casalzinho seguiu sem muitas novidades em seus dias de peitos, mamadeiras, fraldas cheias e cochilos... Já a primogênita, com a agenda cheia desde as atividades à fantasia na escola, passando por uma recreação do trabalho num buffet infantil ontem pela manhã e uma animada festinha de aniversário de uma amiguinha à noite, ainda não voltou de uma entupida festa aqui do condomínio - só que agora ela conta com a companhia da poderosa Mamãe X, que o SuperPai aqui preferiu ficar em casa com outro tipo de folia: botar os pequerruchos pra dormir enquanto eles não se cansam de se virar e chorar com as incômodas e inesperadas posições em que eles mesmos se colocam (sem esquecer as chupetas, que eles deixam cair e depois choram para tê-las de volta)!

Presentes? Sim, Papai e Mamãe, on-line, a postos 24 horas por dia! Ah, o que as crianças ganharam em seu dia especial? Somente ontem pude ir à loja de brinquedos e, tendo levado minha supermeninona junto, saímos de lá com dois brinquedos que ela mesma escolheu - da Coleção Pim Pam Pum, da Estrela, a Mamãe Pig e a Peppa em miniatura (completando a família com o Papai Pig e o George, que ela já possuía), e, diretamente da Mattel, uma diminuta Rapunzel com seus longos cabelos para pentear e apor acessórios -, afora um chocalho com mordedor para a mini-dupla dinâmica misturar aos seus mordedores neste domingo especial. E eis-me aqui, agora, renovado menino por meio destas pessoinhas mágicas que têm o mundo inteiro pela frente e são, de longe, meus maiores presentes de vida! Feliz dia das crianças para todos esses lindos serezinhos e para todos aqueles que sabem se recriar com os filhos sempre por perto!
Dois pequenos kits com bonequinhas em miniatura por quase R$ 150,00?! Como pagamos caro por esses personagens famosos... Espero que a SuperFilha aproveite bem, ao contrário de tantos outros brinquedos encostados!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Surge Uma Nova Heroína:
A MAMÃE X!



Mas o que é isso? A conhecida mutante Vampira "ligeiramente grávida"? 'Tá aí uma gestação complicada (só os fortes entenderão)...

Creio ser público e notório que, oriundo de Krypton e tendo vindo para a Terra num foguete há uns trinta e poucos anos, transformei-me no SuperPai ao ter minha primeira filha, há 4 anos, depois de crescer sonhando com a paternidade sob o forte sol amarelo desta Ilha Magnética que até hoje alimenta meus poderes. Acredito, também, que todos já saibam que minha primogênita, desde a mais tenra idade, demonstrou superforça, super-inteligência, supercarisma e superbeleza sendo a inconfundível SuperFilha. Dos SuperGêmeos, então, nem se fala: desde os seus primeiros minutos de vida, demonstraram aptidões de legítimos superbebês, cada dia mais cheios de alegrias, belezas e inteligências fora do comum! Mas... E a Mamãe?! Pelo que sempre se soube, mesmo já tendo sido até condecorada com a mais alta honraria como SuperMãe Honorária diante da força sobre-humana bravamente demonstrada nos tórridos primeiros meses de vida dos nossos pequenos gêmeos, e apesar de ser uma mulher de primeira grandeza e um ser-humano bem acima da média, ela nunca teve superpoderes propriamente ditos.

Bom, pelo menos era o que se achava até bem pouco tempo... Sim, porque, de acordo com dezenas de relatos femininos nos últimos meses, a maior progenitora do universo virtual descobriu que possui um incrível poder que carregava consigo de forma latente até o seu recente "desabrochar", com a segunda gravidez: o poder mutante da gestação espontânea gemelar! Tudo começou poucos meses após a descoberta da sua gestação dupla: em conversa com uma amiga no colégio onde nossa supergarotinha estuda, a Mamãe resolveu brincar diante do desejo expresso pela outra em não demorar muito para trazer um irmãozinho para a sua filhinha de 3 aninhos e, passando a mão direita na barriga de sua interlocutora, proferiu – Pois quando menos esperares, terás um barrigão igual a esse meu e a tua filha vai ganhar seus irmãozinhos... Menos de um mês depois, a notícia bombástica: a amiga estava grávida... E de gêmeos! Seria algo ligado à mão utilizada na brincadeira com a barriga, às palavras proferidas (referindo-se a "filhos", no plural"), à analogia ao tamanhão da barriga já proeminente ou tudo não passou de mera coincidência? De qualquer forma, arrefecido o entusiasmo em torno da linda e alvissareira novidade, paramos para pensar: algo poderia ser mais do que mero acaso...

Novo cenário, desta vez no nosso condomínio, num bate-papo a esmo durante um passeio de fim de tarde de mães condôminas com seus pimpolhos ao longo do parquinho, em meio a uma mais-que-feminina conversa sobre as costumeiras preocupações com os quilinhos a mais na cintura e nos quadris e as prementes "necessidades" de uma "urgente" lipo depois dos últimos partos (cirurgia, escultura e demais anexos), eis que uma delas, a que mais se mostrava decidida a "entrar na faca" para garantir de volta suas curvas, é interpelada pela Mamãe: – Por que tu não engravidas primeiro e só depois te preocupas com isso? Vai até que possam vir gêmeos?, no que a outra gargalhou com alguns "Deus me livre, que eu não dou conta" (hum, onde é que já ouvi isso antes...?) e "Ah, tão cedo eu não vou ter filho: acho que vou ficar só com a minha menininha, mesmo"... Duas semanas depois: – Menina, eu vou te matar e arrancar tua boca bendita fora: eu acabei de vir do médico agora e fiquei sabendo que 'tou grávida... De gêmeos!

Mas não para por aí, não... Cenário 3: novamente a escola da SuperFilha, sendo que, agora, o diálogo é travado com a "Tia", professora principal da sala da pequena no Infantil 1 Queres engravidar de novo, mas estás com medo? Bobagem... Vai fundo: é tão bom! Também fiquei assustada quando minha sogra veio me perguntando se, pelo tamanho da minha barriga aos dois meses, não poderiam ser gêmeos, no que fui logo respondendo 'Deus me livre!'... E olha aí meu resultado!. A Tia, que então confidenciava seus temores diante do fato de que havia vários casos em sua família de gestação gemelar, acabou confirmando suas expectativas depois de mais uma passagem devastadora da Mamãe X (é assim que a estamos chamando, em homenagem aos mutantes X-Men): mesmo com algumas complicadas intempéries que vem afastando-a do trabalho junto à minha filhota, a Tia também está ligeiramente grávida de gêmeos!

Não há como negar: há algo por trás deste boom gemelar e creio que a Mamãe tem mais que um dedo nisso: tem as duas mãos inteiras! Claro que a bênção é espiritual, divina, e seria extremamente perigoso para a minha pobre esposa ser confundida com uma "Santa da Barriga Abençoada"... Por isso, nada de mulheres angustiadas com suas decepções no campo da gestação frustrada fazerem fila na porta do nosso condomínio, hein? Brincadeiras à parte, entretanto, sinto que há, sim, um forte "poder" que emana da nossa "Mamãe X" que acaba, de uma forma ou de outra, inspirando ou até induzindo psicologicamente mulheres para o caminho da gravidez (e, ainda por cima, de gêmeos!): o poder do amor incondicional e do grande coração da linda mãezona que sempre foi, abençoada com a contagiante felicidade de possuir uma família linda e completa – e que não se cansa de admirar, com a ajuda deste Papai superbabão, os seus lindos gêmeos e a sua mais velha cada dia mais exuberante...


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O Fim do "Frisson das 5 Horas"...
Nos 5 Meses!


De 25 pra 26 de setembro de 2014...
 Chá das cinco? Não vai dar, pelo menos não aqui em casa... Confusão total nesse horário!


Engana-se quem pensa que bebê é tudo igual... Os SuperGêmeos, por exemplo, trouxeram tantas novidades em relação à SuperFilha que quase caiu por terra todo o aprendizado adquirido na época em que esta era neném! Tudo bem, já se passaram 4 anos entre uma gravidez e outra, mas as diferenças são gritantes! Até entre gêmeos, tradicionalmente apontados como fazedores de "tudo igual", mesmo bivitelinos, como no caso aqui de casa, há evidentes provas de que personalidade é atributo personalíssimo e cada um já trouxe o seu jeitinho "de fábrica"! Prova disso são os temperamentos evidenciados até agora: se o SuperFilho é o simpaticão, sempre a rir com o vento, mas atento a cada folha que se mexa, a SuperFilhota já é mais introspectiva e séria, geralmente com o cenho arqueado e de semblante "preocupado"... Se os meus superfilhos fossem clássicos astros e estrelas hollywoodianos, eu diria que enquanto a mais velha lembra a doce beleza coberta de rebeldia de uma Liz Taylor, o casal está mais para Marlon Brando e Greta Garbo!

Mas nem sempre foi assim: no início, quando das primeiras semanas de vida dos gêmeos, a coisa toda era totalmente inversa! Assim, a menina era a simpatia em pessoa, sempre com um sorrisinho receptivo na linda boquinha e o menino era de uma seriedade que chegava a deixar a Mamãe aflita – Será que esse menino um dia vai gostar de mim? Que garotinho zangado... Esse moleque não relevava nem um segundo com a fralda cheia, pouco importando se de xixi ou cocô; já a princesinha era um doce de paciência e despertava inclusive do Papai aqui inúmeros "Aaaah" e "Ooooh" quando a pegava depois de um já razoável tempo de espera para ser trocada... Já hoje a menininha não aguenta nada com sujeirinha, fome ou a chupeta caída a incomodar! E o príncipe é só alegria e gentileza em seu principado bonachão! Pólos diametralmente opostos, a única coisa em comum entre os dois é uma complicada idiossincrasia que apelidamos internamente de o temível "frisson das cinco"...

Explico: mais ou menos às 17 horas de todo dia, ali entre as 16:50 h e já quase 18 h, bebês normalmente ficam um tanto quanto indócis, querendo entrar no sono mais prolongado do começo da noite (único momento do dia em que costumam dormir por algumas horas seguidas até a próxima mamada). Agora, multiplique a habitual indocilidade por dois e temos... O frisson das cinco! E haja choro, grito, esperneio, rede, carrinho e braço para conter a fúria momentânea dos meus bebezinhos: afinal, somos só Jandira e eu para corrermos a preparar as mamadeiras finais antes do soninho duradouro, acudi-los nesse horário de sufoco e ainda dar atenção à doce Isabela, que sempre precisa de algo nessas horas (cocô, lanchinho, ajudar na tarefa da escola ou no joguinho etc.)... 


Porém, nesta última semana, uma bem-vinda novidade: horários cada vez mais fixos e controláveis ao longo dos últimos tempos trouxeram certa calmaria ao nervoso horário do final da tarde e, pasmem, num dia em que não estava em casa às 17 h (sempre dou um jeito de estar...), Jandira conseguiu contornar a situação sozinha, sem maiores traumas ou desesperos! Já estão grandinhos... E parece que agora, ao completarem 5 meses de existência, a coincidência numérica trouxe uma cabalística felicidade: acho que chegou ao fim o frisson das cinco, em definitivo, aos 5 meses!



E hoje, 25 de setembro, agradeço aos céus por mais um mês ao lado dessas criaturinhas divinas: parabéns, meus filhos, pelo 5.º mensário! Ah, sim: já é madrugada do dia 26, o mensário foi ontem... Bem, é que eu estava quase terminando este texto quando, ao dar uma força para botar os dois pra arrotar, ainda no final da noite de ontem, a garbosa Isadora inventou de não conseguir dormir e ficar se remexendo e gemendo: já devidamente mamada no peito, liberado o arrotinho e sem dar sinais de cólica... Meu Deus: será que agora entraremos na era do "frisson da meia-noite" (entre as 23 h e a 1 h do dia seguinte)?! Pelo menos, agora é só ela: o brandoniano Dilberto Filho dorme o sono dos justos... Até a próxima mamada das 3 h (ou das 5 h) - mas, por favor, sem estresse (e sem acordar a irmã)!
Segura o tempo aí! Agora, com a calmaria chegando aos poucos, acho que já dá pra eu dar a boa nova: depois de uma longa ausência, os Diários do Papai trarão novidades semanais! Por isso, fiquem ligados!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

4 Meses e 4 Anos!


Nossos filhos são o tempo vivo em nossa volta, a nos lembrar que, apesar de eternamente pensado como um inimigo silencioso e à espreita, este danado tempo pode surpreender e ainda ser maravilhosamente belo e companheiro  especialmente quando se faz representar por algo valioso como o crescimento de um rebento! E quando, no caso, o rebento é uma menina linda, mas tão linda de não se conseguir dela tirar os olhos por mais que se tente mesmo num dia cansado, o tempo acaba por fazer as pazes com a gente ao menos num ponto de trégua...

Melhor ainda quando a representação dessa filha amada vem atrelada a outro indicativo de tempo vivo: pois que quase às vésperas do meu primeiro Dia dos Pais, em 2010, ainda embevecido pelos pouco mais de 2 meses da SuperFilha, surgiam na blogosfera estes Diários de um Papai cheio de sonhos e de coisas para contar sobre a felicidade em forma de garotinha a crescer em minha frente... E, assim, alguns meses depois do seu aniversário, sempre que se aproximasse mais um Dia dos Pais, este "Papaizum" aqui teria um motivo extra (se é que isso é possível!) para ficar ainda mais alegre!


Falando em tempo, a vida do Papai seguia mais ou menos tranquila até ano passado, ocasião em que, do acalentado desejo do segundo filho, uma agradabilíssima surpresa fazia ressurgir, de repente, o antigo sonho de ter três rebentos a arrebentar por aí  e estes mal-traçados Diários não seriam mais somente sobre a poderosa Primeira Princesinha, como também sobre dois novos herdeiros que, logo, logo, estariam por aqui... E não é que este mesmo tempo, normalmente tão embusteiro em suas rápidas passagens, resolveu fazer tudo com muita calma e nem deu bola para as angústias minhas e da Mamãe, trazendo-nos, no tempo certo (ele é sábio...), com pouco quase 9 meses de gestação (37 semanas), o nosso lindo casalzinho de gêmeos, com muita saúde?! Agora que os olhos não se cansariam mais de ficar abertos!


Devo dizer, entretanto, que nos primeiros dois meses, mesmo com toda a belezura dos SuperGêmeos (que não é pouca, posso garantir!), não havia superpoder que segurasse abertos os olhos pregados de sono e de tempo varado pelas madrugadas... Os dois primeiros meses são realmente terríveis: ninguém que diga que são maravilhosos, pois estará mentindo! Sim, bebês são adoráveis, mas cuidar de um nos dois primeiros meses... O que dizer de dois?  disse certa feita, com precisão, a excelente pediatra que encontramos para o acompanhamento dos superfilhotes (depois do trauma sofrido com a "profissional" da primeira "consulta" dos dois, que sequer lhes tirou as fraldas... Sim, ela era do plano de saúde)! Agora, além de concordarmos "ideologicamente", é lutar com a boa médica para dela conseguir arrancar um desconto nas duplas consultas vindouras: será que ela pode fazer "dois pelo preço de um"?!


Mas descontos, mesmo, só nos arrochos financeiros das consultas, latas de leite, futura escola... Porque aqui em casa, no Dia dos Pais, não se economiza na felicidade: afinal, a alegria deste dia especial é multiplicada por 3 na hora de receber os presentes – ou 4, se considerarmos que a Mamãe também sempre me homenageia com algum mimo... Mas nem preciso dizer o quanto qualquer presente é esmaecido perto da dádiva diária de ter esses três como filhos! E, melhor ainda, poder voltar a estes saudosos diários para falar deles após esses meses de distanciamento por causa da difícil (porém prazerosa) jornada integral do primeiro trimestre de vida dos superbebês – sem esquecer a supermenina, que, mesmo "curada" dos duros tempos iniciais de ciúmes roxos (agora, parece que o "recalque mirim" recai somente sobre a SuperFilhinha, pobre vítima de alguns tostões e apertinhos ocasionais), requer bastante atenção para não cair no ócio solitário dos DVDs e dos joguinhos na internet...

E, falando em datas especiais, como lutei para voltar a este mais que dileto espaço virtual no Dia dos Pais, mas não foi possível... Entretanto, diante do mais que especial dia de hoje, creio ter encontrado uma data bem importante para marcar este retorno aos teclados: hoje, 25 de agosto de 2014, os SuperBebês completam 4 meses! E, no ano em que a Filha vive o seu 4.º principado com galhardia, estes Diários do Papai também completam 4 anos de existência! Cabalístico 4! Afinal, para além das coincidentes idades dos superfilhos e do bloguinho, sou eu mais quatro "integrantes" nesta incrível banda de inúmeros sucessos... Atualmente, nosso maior hit é "4 Meses e 4 Anos"!

Não, você não está lendo errado: o título é assim, mesmo: em reverso. Ainda que possa soar incongruente, diante do inevitável da vida com o inefável tempo, a atravessar, com seu gigantismo, gerações de anos à frente dos meses à frente das semanas à frente dos dias, eis que, na minha casa, o tempo é ao contrário... Pois que, aos 37, cabelo começando a rarear e barriga e região lombar incomodando por demais, eis que me pego, invariavelmente, ficando mais jovem de vez em quando, porque, ao lado da moreninha mais linda da face da Terra, no alto de seus bem vividos 4 anos de idade ao meu lado, eu contemplo tudo isso de novo, e em dobro, todo santo dia, a sorrir pra mim (cada vez mais: eta, bebezinhos galhofeiros)! Assim, eu meio que conto ao contrário o meu tempo amigo, porque minha vida se renova ao aprender, a cada dia, o que aprendo com esses três, dos mais novinhos à mais crescida, todo segundo, todo minuto, toda hora... A todo instante!

Lembrancinha de Dia dos Pais feita pela minha linda e doce SuperFilha na escola: o desenho é a representação do seu pai babão a carregá-la na saída da escola, na volta pra casa... Um lindo cartão postal, onde a "paisagem" da frente era uma linda foto da minha linda pequena: quanta emoção! Será que vou aguentar quando forem três as lembrancinhas? Pela primeira vez, o colégio não cobrou nada pelo relicário: que continue sempre assim!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O Chico Chia...


Os Diários do Papai seguem temporariamente desativados por tempo indeterminado (pelo menos enquanto os SuperGêmeos continuarem bem ativos...), mas hoje, em razão do especial aniversário de um ídolo neste 19 de junho, Chico Buarque (70 anos), que já desponta igualmente admirado pela nova geração da SuperFamília - a SuperFilha adora as canções de Os Saltimbancos e de Os Saltimbancos Trapalhões, além das clássicas A Banda e João e Maria, e os SuperBebês parecem igualmente animadinhos quando a canção de ninar que o Papai aqui resolve improvisar é do repertório do mestre carioca (claro, as "permitidas" para menores de idade) -, lanço mão de um texto semi-acabado de janeiro, época dos primeiros contatos da Filha com a Música de Chico, finalizado excepcionalmente para esta data especial:


Desde que me entendo por gente, tenho um poder enorme de observação. Costumo dizer que isso nem sempre é um dom: afinal, com a enorme facilidade que sempre tive com o "mimetismo social", basta eu conversar algum tempo com alguém de falas ou gestos peculiares para eu fazer tudo igualzinho! Nada de "falta de personalidade" ou intenção de criar chacota ou mesmo fazer troça do "imitado" (embora, na adolescência, eu sempre entretivesse os colegas com pocket shows de imitação dos professores): a coisa vem naturalmente e, assim, tons de voz, maneirismos de gesticulação e até sotaques são incorporados por algum tempo até se esvair, especialmente se com o devido afastamento do interlocutor "homenageado"...

Chame isso de uma espécie de "poder": assim, tal qual se dá com grandes personagens das HQs, esta minha "mutação" permite que eu viva vários tipos ao longo de alguns divertidos momentos. E não seria diferente com os artistas que cresci admirando, mais especificamente os cantores mais queridos, bastando uma temporada de curtição de um disco em específico para todos me ouvirem cantarolando com os mesmos tons do original dono da voz... E tome Nelson Gonçalves, João Gilberto, Tom Jobim, Paulinho da Viola e Frank Sinatra em cantigas à capela para as namoradinhas da época, as rodas e amigos no churrasco ou mesmo no bom e acústico chuveiro!

Mas isso foi há muito tempo... Hoje, no máximo, sai alguma coisa na "voz" do meu ídolo maior da MPB, Chico Buarque de Hollanda, uma vez que ainda é um dos artistas que mais ouço no meu hoje pouquíssimo tempo dedicado aos meus discos. E não é que, por conta disso, e depois de muitos embalos na rede ao som de A Banda (onde substituía "o meu amor" pelo nome da Filha), Vai Passar, Vai Trabalhar, Vagabundo e João e Maria em tons similares ao Mestre carioca, a SuperFilha acabou adotando parte do seu repertório – pelo menos as canções "permitidas para menores", uma vez que o genial compositor costuma trabalhar com temas bastante adultos em suas canções – ao ponto de chiar em cada fim de palavra com s ou z, como se carioca fosse?

E tudo começou com um bacana DVD que lhe ofertei, Chico e Vinícius para Crianças, onde deliciosas animações tosquinhas "narram" algumas imortais composições de Chico Buarque, como História de Uma Gata, Bicharia e Um Dia de Cão: repetido aos borbotoes como qualquer vídeo recém-adquirido por uma criança, não só as longas e, por muitas vezes, complexas letras do grande poeta da MPB foram decoradas rapidamente como a própria "Língua" do Chico e o seu característico chiado de sotaque do Rio de Janeiro assimilaram-se ao lindo jeitinho de a minha menininha cantar as canções deste grande autor! Filha de peixe, decididamente, peixinha é – e, para a filha de um fã de carteirinha de um excepcional cantor-compositor, não basta gostar do que o pai gosta, mas cantar como ele (e como o próprio artista admirado...)!

E isso só tem aumentado desde que a pequena passou a ouvir outras deliciosas musiquinhas de Chico, como Hollywood e Piruetas (mesmo sem ela ter a menor ideia de quem foram os Trapalhões e seu maior sucesso no Cinema nacional, Os Saltimbancos Trapalhões), baixadas da internet diretamente para o pen-drive fixo no carro – daí para as exigências na hora de dormir foi um pulo e, perdendo apenas para as principais canções de Cantando na Chuva, em Inglês, que ainda dominam o Top 5 da minha linda garotinha de 4 anos, sempre tenho que incluir o Mestre Carioca no score das músicas necessariamente cantadas na hora de dormir (hoje em dia, na cama)! Ainda bem que não há exigências também em como devo cantar: por isso, o "estilo Chico", com os devidos chiados e entonações, podem ou não dar as caras na minha interpretação pré-soninho, dependendo do humor naquele dia...

Na sua canção favorita do Chico na atualidade, Bicharia (Bardotti/Bacalov, com versão em Português de Chico Buarque), a Filha não se cansa de ouvir, depois dos sons característicos de cada um dos bichos do grupo dos animais saltimbancos ("Au, au, au. Hi-ho hi-hó. Miau, maiu, miau. Cocorocó"), o trecho em que é mostrada a exploração trabalhista à exaustão do que cada animal pode render ao seu patrão, o inescrupuloso Barão: "Puxa, jumento (Só puxava)/ Choca galinha (Só chocava)/ (...) Mas chega um dia (Chega um dia)/ Que o bicho chia (Bicho chia)"... A Mamãe, embora adore a obra do completo artista – que, nesta semana, completa 70 anos –, às vezes admite enjoar de tanto ouvir esta e outras canções! Mas o que ela não pode deixar de concordar é que, como o bicho, o Chico, genialmente em seus lindos poemas musicados, chia... e a SuperFilha, imitando o Chico (tal como o Papai), chia como ninguém!

domingo, 11 de maio de 2014

NASCERAM!
Feliz Mamãe!


Metrópolis, 11 de maio de 2014, Dia das Mães



Sim, os SuperGêmeos nasceram! Há 16 dias! E eles são lindos! E, tal como os famosos gêmeos Luke e Leia, da saga Guerra nas Estrelas, a Força está com eles! Especialmente com o SuperFilho e seu choro potente...

Sim, foi um Deus-nos-acuda: a Mamãe sentiu mais dores do que o até então era de costume e o sangramento e algum líquido vestigial anunciavam, naquela madrugada do dia 25 de abril, que chegara a hora  Mas não são gêmeos? Se a nossa mais velha veio de cesárea, esse dois vão querer "escorregar" via normal?!, perguntava eu, já em tom de desespero, enquanto a levava para a Clínica-Maternidade.

Sim, consegui levar a SuperFilha para a escola (de pijamas, para ser trocada por lá)! Mas não me perguntem como consegui chegar lá, sabendo que a esposa, já no hospital, seguira sozinha a caminho da sala de cirurgia enquanto isso...

Não, não me deixaram filmar (vai saber por quê...)! Desta forma, só consegui tirar umas fotos desfocadas depois que voltei a respirar e a parar de tremer ao ver a SuperGêmea sair de dentro do barrigão com grande dose de dificuldade  Ela estava descendo para o canal, empurrada pelo garotão, que estava por cima dela..., festejava com bravata o obstetra, que, ao mesmo tempo, tranquilizava-me quanto ao quase aparentemente prematuro corpinho e à cabeça levemente achatada e curva da minha mais nova menininha:  Isso tudo volta ao normal com o crescimento dela, Papai!

Sim, ambos nasceram cheios de saúde e fartura! E não, eles não precisaram de UTI, graças a Deus: mesmo o graúdo galã (3,300 kg e minha cara novamente!) tendo "roubado" bastante dos nutrientes e do espaço da mocinha (2,400 kg e mais parecida com a Mamãe)!

Não, no dia eu não consegui ter paz: logo após o nervoso momento do nascimento, nem mostraram meus filhos à mãe e logo os levaram a uma saleta tão estreita que não pude ficar junto a eles, como na outra maternidade em que, folgadamente, acompanhei todos os passos da primeira filha até o primeiro banho e o quarto...  Como assim, banho só amanhã? E que oxigênio é esse no menino? Não era nela, menorzinha, que vocês deveriam usar isso? Está tudo bem mesmo? E por que não posso continuar aqui?! Puxa, vem nova parturiente e eu só vou poder vê-los de novo no quarto?! E que quarto é esse? Não tem um melhorzinho e maior, não?!... Era só o que me restava: espernear!

Não, eu não dormi na primeira noite: a Mamãe e eu vimos o dia nascer (coisa até hoje bastante comum)! Afinal, são dois filhos e, como também éramos só dois os pais, no primeiro "embate" de nós quatro, a superdupla parecia combinar os horários entre mamas, arrotos e trocas de fraldas de modo que nos tivessem por todo o tempo acordados... E, assim, acabaram nos vencendo! E sim, não mudou quase nada de lá pra cá: tantas foram as madrugadas insones que já até aprendemos a rir entre as 3 e as 5 da matina... A única mudança foi que a Sogrona, dia sim, dia não, vem dando uma força madrigal em meio a algumas de suas tensas faltas de jeito com os novos pimpolhos  Cuidado, senhora: olha a cabeça dela pendendo! Não senta o menino, senhora: deixa a coluna bem retinha! Olha aí, cuidado...

E hoje, confesso, só estou aqui nestes saudosos diários por causa da data especial... Sim, porque entre escrever para este querido blogue e dormir um pouquinho antes no novo "turno", venho preferindo descansar algumas horas (ou mesmo preciosos minutos)! Mas uma guerreira como a minha esposa, que não só me ensina a controlar os anseios e a corrigir minhas falhas como também me mostra, a cada santo dia de convívio com a nova SuperFamília, que o sexo frágil é mesmo o masculino (de onde essa mulher tira força e disposição pra cuidar dos filhos quase sem nunca descansar?), merece todas as homenagens! Logicamente que não só no dia de hoje, como ao longo de toda a jornada dos nossos mais novos Super-Amigos...

Porque ela, de longe, já alçou à categoria de SuperMãe Honorária, pois, muito mais intensos do que os meus kryptonianos "superpoderes" de pai devoto e dedicado, ela já demonstrou uma bravura capaz de enfrentar os maiores monstros das dores lancinantes (dos achatamentos dos rins aos gases bélicos perfurantes), uma tenacidade em encarar as tensões de um exaurido esposo e uma garotinha cada vez mais enciumada e com dificuldades de conviver com os irmãozinhos (estaria a SuperFilha sendo dominada pelo Lado Negro, meu Deus?!) e uma força descomunal para aguentar muito mais horas de trabalho puxado do que eu na condução do nosso novo rebanho...

Por essas e por outras é que eu agradeço a Deus pela nova vida e por ser ela a progenitora: feliz dia das mães, Mamãe! Especialmente a ela, mas sem jamais esquecer a minha mais que amada mãezinha, a já famosa Vovó-Dinha, que além da SuperMãe original e presente que sempre foi, acumula nos dias atuais a virtuosa função de SuperVovó, a cuidar tão bem da primeira neta-e-afilhada nos momentos mais claudicantes em casa...

E nem foi possível vender o apartamento para comprar uma casa mais espaçosa para o novo "principado"... Tampouco deu tempo de dar uma recauchutada no quarto da SuperFilha para agrupar os novos super-integrantes... Também, quase nem dava tempo hoje de almoçar... Ainda falta o carrinho de gêmeos chegar... E o aniversário de 4 anos da Filha chegando...  O quê? Já, Mamãe? O Filho já fez cocô de novo? Deixa que eu troco, enquanto preparas o santo e caro NAM como complemento (só tens dois seios, né?)... Agora fica com ele no peito enquanto eu a boto pra arrotar e e reencaminho a nossa garotona pra cama, que amanhã tem aula bem cedinho e... Bem, pessoal, por enquanto é só: até qualquer hora, que, por ora, eu tenho que ir e nem posso dizer quando vamos voltar... Mas, como qualquer super-herói que se preze  ou melhor, no caso, "família de heróis": we'll be back soon! Até breve!

domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa pouco tem de doce...





Como diria o Tio Presidente, "Nunca antes na história" desta casa viram-se tantos ovos de Páscoa juntos...! Sim, neste ano eu não economizei e, seduzido pelos divertidos "brindes" (grátis?), acabei comprando ovos para todo mundo e, até quem ainda nem nasceu, "ganhou" os seus: o SuperFilho, por exemplo, receberá uma linda bola de gomos do time do coração do Papai, e a minha SuperBebezinha, uma mochilinha com o mascote da Copa do Brasil, como lembrança pelo grande torneio no ano em que ela vai nascer... Os chocolates respectivos? Seriam consumidos, em "suaves prestações", pela SuperFilha, pela Mamãe formiguinha e, uma vez aqui e outra acolá (prefiro os amargos), pelo Papai aqui!

Mas é claro que minha supergarotinha não ficaria de fora desta festa cheia de doces e brindes! Assim, além da "rebarbar" dos irmãozinhos e do que eu especialmente lhe comprei (e acabei dando bem antes da data religiosa), que vinha com uma linda pulseira cromada das Princesas Disney, minha pequena também ganhou gostosos ovos de outras pessoas: da Prima Rô, no final do mês passado, recebeu (e também já papou) um que vinha com um pingente do filme Universidade Monstros, e, da Vovó-Dinha, um com uma repaginada Sininho - sim, aquela do Peter Pan que hoje insistem em chamar pelo nome em Inglês, TinkerBell! - que acende as asinhas... Engraçado é perceber que a divertida garotinha, sempre que acende a bonequinha, canta "Parabéns pra Sininho", como se ela fosse uma velinha!

- Mas não é muito chocolate para essa menina?, perguntou, certa feita, um preocupado Vovô Lito. Calma, papai: logicamente que a Filha, que só conheceu a gordurosa tentação infantil há pouco tempo, jamais comeria tudo isso sozinha! Na verdade, a ela só são dados pequenos pedaços, muito raramente (ela ainda prefere Danoninho!), e em "parceria" com a mãe ou com o pai, que costumam levar os pedaços maiores! Pelo menos era esse o plano...

Mas como todo plano pode mudar a qualquer momento, mesmo com tantas guloseimas às mãos (pra completar a fartura, a Tia Wandeca ainda enviou uma sacola de doces do aniversário do filhão, que perdemos na última segunda), nesta noite de domingo pascoal ainda restavam ovos intocados! O motivo: a Mamãe, maior devoradora de açúcar da casa, não participou da festa adocicada deste ano, porque não parou de vomitar desde a sexta-feira santa - percalço que já havia se manifestado no último fim de semana, por conta do aumento da barriga a comprimir os demais órgãos... Chocolate, normalmente contraindicado para gestantes em estágio avançado como o dela, neste doloroso quadro de enjoos atual, então, nem pensar!

Graças a Deus, pelo menos as horríveis dores no rim esquerdo, causa da ida à emergência do hospital no final de semana anterior, parou de atormentá-la ao longo da semana, com o tratamento com vários medicamentos... Mas o feriadão vai chegando ao fim com um gostinho meio amargo: as dores e o mal estar contínuos da Mamãe; as poucas saídas de casa com a SuperFilha por causa disso; as preocupações com os dias vindouros, se os gêmeos virão já nessa semana; se a Mamãe necessitará de internação... Pelo menos, a última ultrassom mostrou que os SuperBebês estão bem (com um SuperFilho grandão se anunciando...) e a nossa crescida garotinha, mesmo em meio a birras chatinhas e a uma tosse renitente, também goza de boa saúde! E, se o feriadão não foi melhor desfrutado, resta o convite para a fé em dias mas tranquilos e doces...

O curioso é que a celebração da Páscoa, tanto a cristã quanto a judaica, nada tem de doce em sua origem: seja pelo sofrimento do povo hebreu até a libertação do cativeiro no Egito, seja pela tortuosa, lenta e agonizante morte de Jesus nas mãos dos hebreus/romanos, a ideia do período pascal é sempre a de convidar à reflexão, ao jejum, à oração... Pode ser que o chocolate tenha sido usado como algo ameno diante de tantas agruras, advindo da ideia das vitórias após todos esses sofrimentos: Jesus venceu a morte e Moisés, em meio a duríssimas "pragas divinas", liberta os judeus do jugo egípcio (para amargar outros tantos anos, mas isso já é outra história...), de acordo com a Bíblia. O certo, entretanto, é que a vitória foi mesmo da indústria do consumismo, onde a simbologia e a religiosidade austera do período pascal acabou sendo completamente substituída pelos caríssimos ovos de Páscoa...

E eu, que acabei de rezar com a SuperFilha, agradecendo a "Papai do Céu" pela família e pedindo a proteção e a saúde de todos nós, em especial pela da Mamãe "dodói", mas independente de Religião, ainda encontrei dificuldades, neste ano, de "explicar" a Páscoa à minha pequena: difícil falar da crueldade humana e de todos aqueles martírios, mortes, Deus punidor, Deus de amor... E, diante da mãe quase todo o feriado acamada e silenciosa em seu momento difícil, termino por preferir o escapismo do Coelhinho e dos ovos cheios de cores, brinquedos e sabores para a minha filha: afinal, o lúdico infantil sempre será mais gostoso do que qualquer sofrimento adulto...
2023

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Manhas, Manias, Medos e Fobias...
Mas Bater na SuperFilha Jamais!


Correria contra o tempo e o trânsito ruim já de quase meio-dia. Mais dificuldade ainda para estacionar em meio aos inúmeros pais irresponsáveis que, em frente à escola dos filhos, dão péssimos exemplos de egoísmo e arrogância ao deixarem seus carros fechando outros, em filas duplas ou, até mesmo, embaixo de placas de "proibido estacionar" – É rapidinho, afirmam os infratores! Chego à sala e a SuperFilha me recebe com um gritinho e uma corridinha até a mim, e tenho que carregá-la com um abração. Nisso ela enfia a cabecinha em meu cangote e quer ser carregada até o carro, mal falo com a professora. Boto-a no chão, ela chia. E chora porque não quer saber de vir puxando a mochila, o que só acaba quando lhe ofereço um copo d'água do bebedouro – sendo que, se ela não puxar o copo ou se eu beber na frente dela, birra novamente! No caminho pra casa, se eu cantar ou assobiar por sobre uma canção das suas favoritas, é zanga na certa... Neste caso, o jeito é ignorar...

Chegando a nossa casa, nada de puxar a mochila novamente até o elevador! – Mas essa é sua responsabilidade!, eu insisto e ela, em meio a um chorinho-que-não-engana-ninguém, obedece. Hora do banho: até que ela não birra mais, depois que comprei uma superducha que mais parece aquelas das piscinas... Mas, no chuveiro, ela abre a boca pra engolir a água e ainda passa a mão no xampu ou no sabonete e lambe, com a maior cara de levada, como provocação, porque sabe que não pode! Repreendo-a veementemente, falo dos riscos de ficar dodói com aquilo, mas debalde – afinal, já fiz isso ontem e anteontem e anteontem... E ela acaba inventando alguma outra porcaria que já nem lembro mais antes de o banho acabar! Depois de enxuta, hora do hidratante: ela me pede um pouco pra que ela mesma passe e eu, visando sua independência, dou-lhe um bocado, que ela divide entre as mãos até, ao chegar a um derradeiro restinho, voltar a levar à boca e lamber! Ralho mais forte e agora lhe dou, de impulso, uma palmada na mão usada no "delito" (o famoso "bolo"). Imediatamente me arrependo, mas ela, curiosamente, continua com a mesma carinha risonha – e olha que estalou, foi forte...

Algum tempo depois, ela já sob a "jurisdição" da Mamãe, outro estalo: agora de uma palmada "bem aplicada", garantia minha gravídica esposa, uma vez que a pequena bateu, pela enésima vez, na barrigona dos seus irmãozinhos... Desta vez, ela vem chorando até a mim, como que pedindo meu apoio: não o dou! – Você bem sabe que não pode bater na Mamãe, muito menos machucar seus irmãozinhos!, advirto seriamente, além de passar um pequeno sermão, olhando em seus olhos e ela chora copiosamente. Toda essa cena acaba atrapalhando a refeição, em seguida: apesar de um começo promissor (–  'Tá gostoso, Papai...), logo a Filha passa a cuspir e a fazer chantagem: – 'Qué' ajuda, Papai... Tradução: "se não me der na boca, paro de comer agora"! Acabo cedendo ao mimado apelo de início, mas depois encerro a patacoada, não sem antes "puni-la" sem sobremesa, no que ela chora novamente. Paciência no limite e eu engulo tudo com uma garfada de salada...

Hora de dormir depois do almoço, que a sesta, pra ela, é fundamental! Mas não sem antes ser cantado seu score favorito da atualidade: quase todas dos musicais Cantando na Chuva e Saltimbancos. Até que pega logo no sono a danadinha, tão cedo que todo dia acorda pra ir ao colégio... Mas logo aquele sagrado momento de calmaria é quebrado: – Pai, tá doendo o ouvido... Corro para olhar: aparentemente, nada. Limpo superficialmente a orelha com um cotonete para ver se o incômodo passa: em vão! Ofereço água: vai que é aquela sensação chata, normalmente advinda de gripe (finalzinho de uma tosse persistente), quando os ouvidos parecem "fechar-se", e um copo d'água bem bebido destape tudo? Mas a queixa continua... Combino com a mãe para irmos à emergência do hospital mais próximo: – Não quero ver médico, não!, vaticina a garotinha, assustada depois de sucessivas idas recentes à mesma emergência para ver se, em meio a viroses febris, sua garganta estava inflamada... Depois de mais de duas horas na espera, eis que uma simpática médica ouve a fúria de desespero da SuperFilha: debatendo-se, com medo de que teria que abrir a boca novamente para que se enfiasse fundo a famigerada paleta para examinar a garganta (motivo que a fez chutar uma outra médica alguns meses atrás: causa do trauma?), ela só "permitiu" o exame de um mero otoscópio com os pés e braços bem seguros! Mesmo estressado, luto contra qualquer ímpeto de repreendê-la: afinal, tenho de acalmá-la...

De volta pra casa, remedinhos comprados (otorrinolaringogicamente alérgica, como o pai?), na hora de dormir, mais protestos: não quer ir para a cama antes da Peppa, no Discovery Kids! E muito menos quer fazer xixi – Mas se não fizer antes de dormir, você pode molhar a cama de madrugada... Sob protestos, outro dever cumprido! No dia seguinte, na hora de deixá-la na sala de aula para mais um dia de aprendizado, choro e revolta: – Não quero ficar na escola... Não quero a Tia Lu..., no que sua professora rebate: – É só uma fase rebelde... Especialmente por causa do ciúme pela gravidez da Mamãe... Ora, "sabichona", claro que sabemos disso: mas a Mamãe e eu, assim como a maioria dos pais, é feita de carne, osso e estresse e, de repente, a impaciência prevalece!

Só assim para entendermos a geração dos nossos pais, que "sentava a mão" muito mais cedo do que costumamos aguentar hoje em dia... E, o que é pior, em situações menores, bem parecidas com as ora narradas, em meio a birras sem importância, manias pequenas ou a chiliques de medos compreensíveis: era "taca" na certa, nossa geração bem sabe disso, não importando a idade! Que ao menos deixassem as "duras" para questões mais sérias, como quando, noutro dia, a Mamãe me trouxe a novidade de que a nossa gentil menininha empurrou, sem que nem pra quê, uma coleguinha no 'play' do condomínio – e assim foi muita conversa séria e firme, olho no olho, por alguns dias... Ainda assim, apesar de admitir (com dor na consciência) que também já lancei mão de uns "bolos" nos momentos mais cheios, condeno veementemente o fato de um pai bater em seu filho como "medida educativa" ou mesmo punição! Afinal, quantas vezes já se repetiram todas essas mesmas cenas aqui em casa e, mesmo com as (poucas) palmadas, todas as birras, manhas e rebeldias não acabaram sendo refeitas?

"Ah, mas castigo pode!", afirma, categoricamente, a Mamãe – que, apesar de ter batido bem mais que eu na nossa pobre garotinha, no fundo, reconhece que o ato de bater é muito mais uma injusta e bruta medição de forças advinda de um arroubo de impaciência do que algo educativo (ainda mais em tão tenra idade!). Entretanto, mesmo com todas as recomendações das SuperNannys da TV, também fico com o pé atrás em relação aos tais "castigos": o "sente-se aqui e pense no que você fez" é tão robótico que nossa garotinha, já no terceiro ou quarto "cantinho da disciplina", imediatamente após um mera advertência que lhe fizemos a respeito de uma bobagem qualquer, logo soltou: – Então eu devo ficar de castigo..., já se dirigindo para sua cadeirinha. – Ei, Filha: não precisa; só lhe chamei a atenção! Mas que coisa: não funciona! Sem esquecer que existem inúmeros estudos que já comprovaram que uma criança nesta idade, entre 1 e 6 anos, jamais utiliza o tempo dado como punição para "refletir" sobre o que fez... Então o que fazer?! Ser firme, ríspido se preciso for, mas ensinando sempre, e por quantas vezes for preciso: bater, jamais! Aí também incluindo jamais valer-se um pai ou responsável de qualquer agressão moral, como o uso de palavras violentas, feias ou humilhantes: machuca do mesmo jeito (ou até mais) que uma sonora palmada! Ah, e cinto é pra se usar na cintura e chinelo, nos pés, hein? Pelamordideus...

Logicamente que ainda é grande o panteão de jovens pais da minha idade que insistem nas mesmas práticas agressivas usadas por seus velhos pais quanto a punições corporais acrescidas de castigos de "imobilização-reflexão" e que jamais concordará comigo: basta dar uma espiada nas redes sociais e ver atrocidades do tipo "Eu apanhei quando criança e hoje tenho caráter", por exemplo, para entender o que estou dizendo... E longe de mim vir a público definir que tipo de criação é a mais apropriada para uma criança: como diria o poeta baiano, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"! Só lembro uma coisa aos mais "afoitos": violência e agressividade são crimes, agravados quando em relação a menores, e geram nada mais que simples violências e agressividades: agressão não "ensina" nada a ninguém, só oprime!

E mesmo quando uma punição física é usada com a intenção de "educar" (!), pode ter certeza de que existe um enorme abismo entre a intenção paterna e o efeito desta ação... Um pai somente vence uma "batalha", e à força, na mão de ferro... Está certo isso? Afinal, todas essas abusadas fases vão passar... E o que será melhor para ficar no seu filho? Agressões de um pai/uma mãe severos ou a paciência e o companheirismo de sempre buscar a melhor forma de se seguir o caminho correto? – Ah, mas eu é que não vou aguentar desaforo de filho: bato pra mostrar logo quem manda, pois assim que eu fui criada: na chinelada! E estou boazinha hoje, sem nenhum trauma... Tenho certeza de que uma mãe dessas jamais sequer pensou sobre seus atos! E, tal qual o ímpeto das chineladas sofridas como repreensão na infância, ela simplesmente as repete no impulso do dia-a-dia, como um condutor de carroças castiga, inconscientemente, o seu burro xucro que insiste em ir para o lado errado...

Não, eu não acho minha filha chata ou mesmo mal comportada (e detesto quando a Mamãe comenta com a família algo deste tipo): no seu geral, ela é muito doce, gentil e obediente. Mas também, nem de longe, sou o tipo de pai que passa mão na cabeça de criança se a mesma anda fazendo tolices: sou duro, repreendo e sempre evidencio o erro, buscando afastá-la do mesmo! O que acontece é que ela é uma criança, poxa vida: sempre encontrará uma forma de irritar alguém mais velho, seja com uma brincadeira fora de hora ou com uma desobediência! O engraçado é que nós, adultos, muitas vezes nos comportamos com eles de forma muito mais infantil do que qualquer uma de suas birras: educar é profundamente diferente de castigar...

Sim, eles sabem o que é certo e errado faz tempo – e é justamente por isso que fazem o que fazem: tudo o que querem, na maioria das vezes, é simplesmente chamar a atenção e, pasmem, ser advertidos! Por isso é necessário que repitamos a mesma advertência tantas quantas forem as vezes que insistirem nos mesmos erros, especialmente na idade da SuperFilha (3 aninhos)! E o mais relevante ainda: é mais do que necessário (eu diria, inclusive, tratar-se de uma condição sine qua non se você quer ser pai ou mãe) termos muita, mas muita paciência, se quisermos realmente educar crianças para tornarem-se adultos melhores do que nós... Afinal, repetir castigos e punições tão antigas e ultrapassadas me parece incidir, desnecessariamente, num erro atroz! E aqui, quem tem que repetir erros e bobagens são só as crianças, não é mesmo?


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