sábado, 13 de agosto de 2016

Tempo Superpoderoso:
Férias sobre Férias, Dia dos Pais
E, sim, 6 Anos dos Diários do Papai!


E a meninada superpoderosa daqui de casa só curtindo a super-heroizada divertida de sua geração: (re)descobrindo as "violentinhas" Meninas Superpoderosas e a aventureira (e bem repetitiva) meio francesa, meio nipônica Joaninha - digo, Ladybug!

E eis que "de repente, não mais que de repente", como diria o Poetinha, o tempo, esse danado nada infantil, voou e se passaram dois meses sem qualquer publicação nesses Diários do Papai! Férias virtuais forçadas, sem  planejamento, sem qualquer aviso aos supervisitantes de sempre... Férias dentro das férias da SuperFilha, em julho - em que, novamente, tanto se prometeu, mas tampouco foi possível cumprir qualquer aventura, viagem ou maiores passeios almejados... Mas como daria, com a Mamãe ainda trabalhando até mais da metade de julho e o Papai aqui, mesmo de férias de um dos empregos, tendo que dar conta da nossa humilde fortaleza em meio ao abandono da SuperBabá?! Sim, ela mesma, um dia tão elogiada por estes escritos, bandeou-se para o Lado Negro da Força, e, de forma vilanesca, forçou a antecipação de suas férias e se mandou, dizendo que tinha que cuidar do pai... Quem vai saber a verdade?! O certo é que mais de 60 dias passaram mais rápido que uma bala e, pela primeira vez, ficou-se tanto tempo sem uma notícia sequer do SuperTrio neste universo paralelo virtual...

E sim, realmente não houve muito a ser feito e a Filha e os SuperGêmeos ficaram mais tempo "presos" no apartamento, sucumbindo aos joguinhos de tablet, celular e computador e desenhos animados na TV e no HD (espécie de "versão do Netflix cheio de vídeos gravados em downloads via Torrent), do que em atividades lúdicas ao ar livre nalguma super-atração... Mas até que deu tempo de "tracoarmos" no viveiro, desvendarmos os bastidores do teatro, curiarmos um circo e, de quebra, acompanharmos as molhadas peripécias da mais velha numa colônia de férias de uma semana no próprio condomínio! Não sem antes nos despedirmos, minha pequena primogênita e eu, de nosso longo semestre letivo: eu, na correria entre as lutas contra alunos-zumbis de fim de semestre ("cérebro... meio ponto... um ponto...") e, entre amores e ódios em relação ao balé e seus derivados de danças e coreografias no colégio, ela às voltas com a linda apresentação de sua quadrilha junina na festinha do colégio! Infelizmente, o finalzinho de junho marcou também por outras razões nada agradáveis: inúmeras idas e vindas da emergência do hospital por causa da SuperFilhotinha e do SuperFilho às voltas com viroses mutantes intermináveis!

E, falando em falta de tempo, nem bem deu para me atordoar direito pensando nalguma influência negativa que pudesse trazer a paixão desgarrada da minha supergarotona pelas Meninas Superpoderosas - sim, aquelas mesmas, dos anos 90/2000 e que, recentemente, foram relançadas com novos formato e visual, mistura de animação cômica às antigas da Hanna Barbera (não por acaso, produtora original dos filminhos para o Cartoon Network) com um pouco a mais de violência que o recomendado e humor escrachado e mais indicado para crianças bem maiores (ou adultos debochados, acostumados com a ironia de antiguidades como a revista MAD) -, porque, se a pequena começou suas férias televisivas com as barulhentas e violentas menininhas, julho acabou com o domínio total da telinha por uma nova super-heroína, que, apesar de igualmente voltada para um público de mais idade (influências diretas de seriados animados japoneses infanto-juvenis), vem capturando o amor incondicional de 10 entre 10 garotinhas de 6 anos de idade em diante: Ladybug (Miraculous - As Aventuras de Ladybug - várias vezes em exibição ao longo da programação diária do canal Gloob)! Sim, ambas as atrações têm seus defeitos e suas inadequações para tão tenra idade como a da minha filha e suas amiguinhas, porém confesso que estou, em parte, mais aliviado com o fascínio pela nova "SuperJoaninha" nipo-coreana-francesa (produção internacional, mas com historias passadas em Paris) do que pelas endiabradas Poderosinhas - cujo humor demolidor podia confundir a cabecinha da minha ainda aspirante a mocinha: "Pai, não seria legal ter um raio para destruir tudo isso aqui?!...

E assim, de uma hora pra outra, passaram-se dois meses: estruturas domésticas foram completamente alteradas - sem coragem para buscar novas e confiáveis babás, o jeito é mesmo adiantar a entrada do nosso supercasalzinho na escola (haja coração e dinheiro para suportar a nova fase!) - e as preferências infantis evoluíram - os meus caçulinhas também mudaram seus gostos, abandonando suas identificações com os longas das Princesas Disney, da Barbie e do Meu Malvado Favorito e seus Minions (quase a "Língua" da Filhotinha!) para os vídeos musicais do Patati Patatá, Chico e Vinícius para Crianças e, o símbolo desde recém-findo julho de férias, The Duck Song (aquele patinho adoravelmente irritante que canta, em Inglês, o famoso refrão das escolinhas da criançada: "Ei, tem uva?!")... E na última segunda, dia 8, enquanto a SuperFilha cantava para mim De janeiro a janeiro, em coro com seus coleguinhas do primeiro ano, como homenagem pelo dia dos pais que se aproximava - em que nem pude me emocionar direito por causa de um triste aborrecimento dela no meio da cantoria, que quase comprometeu tudo... -, eu, instantaneamente me lembrei de que, em 2010, aquela data marcava não só o Dia dos Pais propriamente dito como também a primeira postagem destes humildes diários, que completaram, nesta semana, 6 anos de aventuras, peripécias e aprendizados mútuos e superdivertidos nessa SuperFamília!

E amanhã tem mais: domingo, 14 de agosto, Dia dos Pais, será um dia ainda mais especial e cheio de emoção... Não só pelo fato de meu pai, o Vovô Lito, seguir firme e forte (na dele...) e o abraço sagrado de amanhã estar garantido em meio ao almoço em família com panquecas e camarões especiais, mas porque será uma excelente ocasião para celebrarmos a saúde da mais-que-amada Vovó-Dinha, que andou passando por maus bocados de saúde nesses últimos dois meses e, se Deus quiser, iniciará um novo ciclo de vida abençoadamente muito melhor! Mas a festa começará bem mais cedo e aqui em casa, ao acordar com os três pulando por cima de mim na cama e abraçar e beijar cada um desses meninos maravilhosos - que descobrirão um novo e imenso universo (mesmo a "veterana" Filhona), a partir desta segunda, no mesmo colégio que esse velho papai aqui estudou pela vida inteira e sua mamãe estudou nos últimos três anos do Ensino Médio (e onde ambos se apaixonaram há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...)! O engraçado é que quem deveria receber homenagens deveria, na verdade, ser qualquer um deles, porque a honra é minha - eles me homenageiam e me dão presentes orientados pela mãe de bobinhos que são, uma vez que, nesta celebração da vida e do tempo em família, eu é quem deveria agradecer...! Obrigado, de coração por esses seis melhores anos de toda a minha vida: afinal de contas, foi neles que eu descobri o que é viver sendo pai de vocês três!

E... E... E, como o blogue nasceu três meses depois da chegada da primogênita-rainha, nada mais cheio de celebração do que esse especialíssimo Dia dos Pais - principalmente quando se passam mais de dois meses voando longe daqui...

Seguidores

 

Diários do Papai Copyright 2008 All Rights Reserved Baby Blog Designed by Ipiet | All Image Presented by Tadpole's Notez