segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

É Carnaval!


A Mamãe era uma foliã inveterada na adolescência, ao ponto de irritar bastante o Papai aqui, que, por vezes, perdia até o contato! A Vovó-Dinha, mesmo no alto de sua "terceira infância" (a gente nunca deixa de ser criança, né?!), ainda curte muito a folia de Momo e, sempre que tem oportunidade, pula e brinca bastante num animado baile! Mas como a SuperFilha tem muito mais de mim que apenas o queixo, os olhos, o formato do rosto e os cabelos, sua queda para o carnaval nunca foi tão forte assim... Mas, claro, se houver um amiguinho por perto, uma fantasia bacana para vestir e confetes e serpentinas pelo chão para "reciclar" (ou seja, jogando nos outros de novo!), ela 'tá dentro do salão e a molecagem está garantida! Só não venham com aquela bendita espuma: assim como eu, ela detesta se sujar com essas invencionices! O único macaqueamento que ela não dispensa é uma boa e velha pintura facial, como aquelas borboletinhas nas bochechas - ah, mas pode ser maquiagem também, viu?!

Uma pena que os SuperIrmãozinhos ainda sejam muito pequenininhos e só acompanhem a brincadeira ao longe - como no shopping, no último sábado, onde inventaram um cercadinho pago, com alguns brinquedos e uma banda tocando (bem alto, diga-se!) ao lado de alguns recreadores fantasiados, e os SuperBebês ficaram a correr em volta e ao longo dos corredores mais ou menos vazios do resto do centro de compras... Isso sem falar em outras possibilidades lúdicas que a época pode proporcionar: nesta terça-feira gorda, um almoço bem animado nos espera na casa da avó festeira e, pronto, até os menorezinhos poderão entrar na molecagem - o SuperFilho de Batman (sem máscara); a SuperFilhotinha de Mulher-Maravilha; e a Filha ainda por escolher com qual dos seus vários figurinos multicoloridos ela irá - se de ÍndiaFada do Vento ou Pássaro do Verão (roupas de antigas apresentações na escola), também de Mulher-Maravilha ou, por fim, como a sempre boa e velha Elsa de Frozen!

Mas fica aqui um aviso aos navegantes mirins: nem todo mundo é folião! Assim, meu pequeno, se a sua Mamãe ou o seu Papai resolverem dar uma de "vilão" e passarem a empurrar você para o bailinho mais próximo com aquela música no último volume que o irrita bastante e naquela fantasia quente que você detesta só para tirar foto da sua carinha triste e postar nas redes sociais como "o maior folião do mundo", PROTESTE: bata firme na sua mesa da Galinha Pintadinha e diga que você prefere a maratona de desenhos animados repetidos do Discovery Kids ou brincar com os amiguinhos no 'play' do condomínio! Ou, de repente, até mesmo pintar desenhos dos seus personagens favoritos seja uma pedida bem mais legal para você e muita criança por aí (aproveite e peça para um deles imprimir o desenho abaixo da Turma da Mônica!)... Claro que isso foi uma piada de um não-folião, que sofreu na infância com o carnaval, mas, falando sério - atenção, papais e mamães: respeitem o gosto e a vontade das suas crianças! Afinal, pode ser que carnaval seja uma praia só sua e não da garotada...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A Preferida!


Há algumas semanas, chegando já tarde de um passeio noturno para o qual não fui (preferi uma confortável navegação pela internet a ter de encarar os famigerados shopping centers num final de semana), a Mamãe e a SuperFilha pelejavam na irritante luta derradeira de fim de noite para levar uma criança para dormir (especialmente depois de um passeio) - até aquela resolver jogar duro e soltar uma estranha ameaça em meio às birrinhas, "nãos" e brincadeiras fora de hora da pequena: Vamos, menina, levanta daí pra tomar teu banho, escovar os dentes e dormir, deixa de fazer corpo mole, que já passou da hora da cama! Ou tu queres que eu conte para o teu pai o que aconteceu no shopping...?!

Na hora, os olhos da pequena e os meus se encontraram no susto, enquanto, de pronto, ela foi negando e pedindo para não me contar, logo se levantando e obedecendo à surpreendentemente "ameaçadora" mãe... Desesperado de curiosidade, lancei-me a perguntar-lhe o que ela não queria me contar, o que poderia ter acontecido de tão feio que eu não poderia saber e se ela seria mesmo capaz de esconder alguma coisa de seu Papai aqui, no que a minha até então ingênua filhinha sorria, meio envergonhada, meio maliciosa, e se esquivava, como se não fosse com ela... Meu Deus: com 5 anos as coisas estavam assim, o que dizer quando viessem os duros anos da adolescência?! Mesmo debaixo de uma lâmpada num quarto escuro, como naqueles filmes policiais antigos, e ela nada revelaria?!

Banho tomado, dentes escovados, bênção dada e lá foi a nossa ora totalmente obediente mocinha para a cama em questão de minutos, tudo como manda o figurino! Então seria a vez de interrogar a mãe acerca daquele misterioso acontecimento - e o que ela me contou, até agora, não consigo me decidir se acho motivo de orgulho ou de preocupação: tudo teria começado quando minha pequena rebelde foi flagrada cometendo uma agressiva manobra contra uma amiguinha numa corrida pelo estacionamento - ela simplesmente empurrou a colega no final do percurso, a fim de ganhar a peleja a qualquer custo! -, e, após uma merecida e dura bronca, a Filha fez um estranho pedido: Por favor, Mamãe, não conta nada para o meu pai, 'tá bom? Você promete?!...

E quanto mais ouvia daquela história toda, mais eu conjecturava - Isso é bom, porque minha filha me respeita e me ama muito; por isso, não quer minha desaprovação sobre um comportamento em que ela reconhece que errou... Por outro lado, é ruim, porque ela pode estar também fugindo de uma represália, evitando apenas ouvir mais sermão do que já ouviu... Ou, pior ainda: será que, para ela, a mãe é mais amiga do que eu?! Não, isso eu não poderia admitir! Desde aquela primeira ultrassom da minha vida que eu ouço: "meninas sempre preferem o pai"... E, depois de tanta luta e anos de "empate", nos últimos tempos finalmente vinha ganhando "por uma cabeça" em termos de preferência em relação à mamãe! Pelo menos até agora...

De qualquer forma, em questão de preferência, acho que eu saio perdendo no cômputo geral, considerando que também haja empate com a SuperFilhotinha (vá lá, aqui e ali eu ganho um dengo a mais da minha superbebezinha!) e seja sabido e notório que o SuperFilho tenha pela mãe verdadeira adoração obsessiva, simplesmente me ignorando em vários momentos (especialmente à noite) - a ponto de eu costumar brincar que a solução para resolver tanto grude seria costurá-lo logo à pele da genitora a fim de evitar qualquer mínima separação (e consequente choradeira)! A preferida da casa é mesmo a Mamãe! Porém, olhando em retrospecto, quem pode condenar o SuperTrio?!

Afinal, não há como não amá-la, admirá-la e a querer sempre por perto... E, por isso, como a própria gosta de brincar, "é muito fácil gostar dela"! Sem esquecer o zelo e a dedicação desde às 5 da matina (ultimamente até bem mais cedo que isso, graças ao nosso exigente e madrugador supergarotinho!), que se estende pelo resto do dia até às 22, hora da última mamada! Tudo isso, muito justo, faz dela a merecedora do título de "A Preferida" dos três guris desta casa - e, é claro, do papai também, que não vive sem seu sorriso franco, sua sabedoria plácida e seu companheirismo a toda prova! Por essas e por outras que eu aproveito a oportunidade deste 4 de fevereiro para lhe desejar um feliz aniversário, com muita saúde e alegria em quádruplo - Parabéns, meu Bem! Felicidades já temos de sobra nesta casa, graças a Deus!

Quanto a mim, sigo humildemente como o "Número 2" ao lado da poderosa "ma-mã", logicamente brincando com esse universo incerto da primeira infância dos nossos filhos e aguardando os próximos capítulos dessa novela... Quanto ao lado feminino da minha prole, ambas seguem bastante carinhosas comigo e sabedoras de que com o pai elas sempre conseguirão mais coisas - da minha parte, penso que ainda serei o melhor amigo das duas no futuro... Já o bonitão caçula segue em sua fidelidade incondicional, na melhor tradição "filhinho da mamãe", a preferir o lado materno - o que é perfeitamente natural: eu, por exemplo, sempre pendi mais para a minha, a Vovó-Dinha! Eu só não queria que meu garoto me tratasse como fazia um antigo personagem da TV em relação ao seu pai... Porque, quase toda vez em que o pego no colo, parece que ouço, nitidamente, "Não é a Mamãe!"!

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