domingo, 17 de fevereiro de 2013

Primeiras Vezes...



Como o mês de fevereiro está voando! Tantas coisas acontecendo e estes Diários deixando de fazer o devido registro: primeiro dia de aula no colégio; primeira festinha de carnaval com fantasia; primeira gripe... Inúmeras "primeira vez" da SuperFilha em apenas duas semanas de intervalo! Entretanto, e talvez justamente por isso, esta postagem "não qué" se debruçar sobre nenhuma delas ("Qué, siiim!"), mas só e tão somente sobre um mágico outro momento...

Tal como eu havia previsto, a primeira vez da minha garotinha na escola seria mais difícil pra mim do que pra ela - afinal, quem chorou fui eu...! Tanto que a primeira vez que ela realmente caiu em lágrimas ao ser deixada só se deu na segunda semana de aula, num dia em que a Mamãe adoeceu e fui eu que acabei levando-a  Chorando eu não saio daqui, "Tia"!, protestei a respeito da "Pedagogia" das professorinhas joviais, que sempre "orientam" para que os pais deixem o recinto de maneira furtiva... Ok, gosto de deixar bem claro que estou me despedindo, abraço e cheiro, mas é porque acho uma pequena traição esta "fuga" às escondidas... E tal se deu justamente no dia do seu primeiro bailinho de carnaval, onde as crianças, na escola, brincariam fantasiadas ("Mas os pais não participam da festinha?!") e aonde minha princesa foi a caráter com uma linda fantasia da "Bincando de Neve" - aos poucos, hoje em dia, ela já a chama de "Banca de Neve"  que a Vovó-Dinha aventureiramente lhe comprou...

Até hoje, minha filha chega à sala de mão dada com a mãe, de início rejeita as "Tias", mas cede com a oferta de uma folha de papel e uns gizes de cera ("Só isso? E quanto a TODO aquele material que comprei?!") e olha, estoicamente calada  ela tem disso –, a mãe já fechando a porta e se esvaindo por trás do vidro da janelinha fumê... Assim ficou combinado: como sou o "mais mole" ("Que absurdo!"), eu fico somente para buscá-la e levá-la pra casa, uma vez que trabalho perto... Mas, quando acidentalmente tive o meu primeiro "dia solo" de deixá-la no colégio, a garotinha só se acalmou com o certeiro "Plano B" da professorinha - Vamos dar uma volta no parquinho com a Tia?, no que esta sussurra, entre um escorregar e outro da pequena e entre os dentes  Aproveita, Papai: saia sem ela perceber...! ("Agora, sim, que ela parou de chorar... VIU?!")!

É que, neste dia, ela estava particularmente mais sensível: bem grudada com a mãe então gripada até os ossos, acabou vítima do malvado vírus pela primeira vez... Nem o supersistema imunológico do Papai aqui resistiu! E a minha linda menininha, que até então jamais havia apresentado um sintoma sequer de  resfriado em toda a sua doce e geneticamente bem estruturada existência de 2 anos e 8 meses de idade, ficou molinha, tossiu muito e perdeu o apetite por alguns dias... Justamente nesta sexta pré-carnavalesca ela me recebeu com o narizinho escorrendo  Ela nunca gripou, Papai? Então deve ter sido saudade!, ironizava a jovial Tia de aparelhos nos dentes... Não: aquela era a sua primeira gripe - que, infelizmente, dura até hoje, não mais com o fastio e a leve febre iniciais, mas ainda com uma renitente tosse com catarro de vez em quando ("Compro ou não compro esse tal de nebulizador?! Não gosto disso...").

Mas nenhuma dessas "primeira vez" envoltas em tocantemente chorosas recordações pôde suplantar o que sucedeu dia desses ("Esse mês voou mesmo!"), quando duma furtiva troca de roupas em nosso quartos a fim de "passiá de carro" com a família toda: como a SuperFilha é a primeira a ficar pronta, ela sempre vem acompanhar o desenrolar dos pais para finalmente sairmos , numa dessas horas em que, meigamente, pedia colinho, tudo para "facilitar" a celeridade da nossa saída e aumentar um ponto de dor nas minhas costas ("Devo ter tomado um coquetel de kryptonita sem saber, só pode!"), ela soltou, pela primeira vez, algo tão doce e inesquecível como o meu primeiro "Papai"...

 Eu aaamo o Papai...

E nada me tirou o escancarado sorriso emocionado do rosto por um bom tempo  em mesmo a inveja velada da Mãe, que veio com uma tola explicação "científica" de que aquela linda e espontânea manifestação afetuosa, agora apertadamente agraciada com um abraço meu de agradecimento, devia-se a um vídeo da sua quase sósia personagem dos desenhos, Dora, que assim falava com seus amigos bichinhos num episódio muito querido da Filha... Radiantemente feliz, inviolável a qualquer inveja-boa e de forma superior, lembrei à minha consorte de que o fato de eu sempre receber as láureas da nossa garotinha em primeiro lugar  sim, em que pesem manifestações em contrário, tenho dentro de mim a certeza de aquele balbucio foi sua primeira palavra: "Pa-pá"  não diminui em nada o que nossa linda moreninha sente por ela, que, um dia, receberá também o seu "Eu amo a mamãe"... Só uma questão de tempo! Afinal, tudo tem sua primeira vez...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Cadê Papai? Sumiu...




No final do filme Superman II, o eterno Christopher Reeve, logo após a cena chata da patriotada de aparecer voando com a bandeira dos Estados Unidos levando de volta a cúpula para a Casa Branca, diz ao presidente norte-americano: "Desculpe ter estado fora tanto tempo... Jamais os abandonarei de novo...". Apesar da incômoda sensação de que o adorado super-herói só servisse à nação estadunidense, o ótimo filme terminava com a aprazível promessa de que, a partir de então, todos estaríamos protegidos, uma vez que o Super-Homem nunca mais colocaria nenhuma paixão na frente da sua missão primordial de defender (todo) o planeta Terra...

Pois bem: e qual é o primeiro super-herói que uma criança pode ter? Os pais, com certeza. E, no caso de uma garotinha, acredito que o pai é quem melhor personifica este super-ser, sempre pronto a ajudar, com grande tamanho e envergadura como um gigante poderoso, com força para carregar as coisas mais pesadas, voz poderosa para brecar a mais birrenta reinação, palavras precisas nos momentos corretos e habilidades sobre-humanas para levantá-la ao infinito num simples carregar... Mas e quando o pai falha - não por "paixão" a qualquer outra "causa", mas por necessidade vinculada à nada glamourosa rotina do trabalho nosso de cada dia?

Explico: ao longo do segundo semestre do ano que há pouco acabou, vivi uma correria bestial entre o ritmo de atividades do novo escritório ao qual me associei e as aulas que já ministrava na faculdade - que, ao longo do último período, aceitei que saltassem das costumeiras 3 turmas para 6, tomando minha semana noturna por completo e me obrigando a assumir a "identidade secreta" em tempo integral, os três turnos, seis dias da semana (trabalhava também nas manhãs dos sábados...)! Assim, diante de outras obrigações do dia-a-dia como o supermercado, a farmácia, o carro e as tarefas "masculinas" do lar, pouco ou quase nenhum tempo sobrava para minha doce garotinha...

Mas, como não há mal que sempre dure, depois de muito cansaço e alguns injustos acontecimentos (todo herói que se preze tem que padecer para honrar um "final feliz"), este combatente pediu arrego e as contas para o vilão emprego noturno e passou a se organizar melhor com os prazos do trabalho diário. Mas o melhor mesmo foi correr para os bracinhos roliços da minha amada garotinha, que já não via a hora de encerrar sua carreira de "abraçadeira de pernas" em volta de mim toda santa vez que eu tinha que dizer "tchau, papai vai trabalhar..." - dá até para imaginar um final bem humano (e verídico, ré, ré) para este filme familiar de super-heróis...

Ano: 2013 - primeiros dias do ano. Com o recesso judicial e o recém-afastamento da faculdade (sim, porque até o dia 31, enquanto o sistema para lançamento de notas ainda estava aberto, ainda havia dezenas de e-mails pedindo 0,5 ponto pra passar!), acordar com sua linda super-heroína em miniatura subindo em sua cama, carregando a maletinha de seus livros de historinhas das Princesas da Disney para ler, não tem preço... E ficar com ela, parando o tempo para montarmos casinhas com blocos coloridos e quebra-cabeças de 100 peças (sim, porque 60 a SuperFilha já monta sozinha...), é o descanso que qualquer guerreiro poderia merecer! Mas eis que o "roteiro" muda e... Opa, a natureza chama! E o meu lindo grudinho, temerária do passado recente e querendo aproveitar cada instante, já vem à minha procura, sem saber para onde fui... Ouço os passinhos se aproximando, parando nalgum cômodo vazio da casa, voltando a procurar, até que, perto da porta trancada do meu banheiro, ouço sua vozinha já desapontada: "Cadê Papai?! Sumiu..." - no que minha esposa, a grande Mamãe, gentilmente entrega: "Não sumiu, não, Filha: ele só está lutando contra outros vilões no banheiro, mas já já retorna"...

E voltei, com este adorável blogue de que tanto senti falta - como qualquer bom super-herói, os Diários do Papai estão de volta, a cruzar os céus do mundo da minha garotinha outra vez...

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