terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Chá de Bebê

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Parece que já ficou comum o fato de criarmos as crianças como bilíngües, desde a mais tenra idade falando termos e mais termos em Inglês, além da língua mater... Mas, daí a antes de a criança vir ao mundo, já termos um 'Baby Chá', já vira um neologismo chato e cansativo! É "Chá de Bebê", mesmo! E parece que já ficou comum também este humilde pai que vos fala tentar "economizar", na hora H, a negociar em vão com a Mamãe...

- Encomendaste mais um bolo? Que exagero! Vai sobrar comida desse jeito, convidamos poucas pessoas! Já não bastam todas as "delícias" que já pedimos?

Nem preciso dizer como, mais uma vez, estava enganado: como o público de um evento como esse é basicamente constituído por mulheres (a não ser os homens da família, que são meio que obrigados a vir, apesar da ausência de álcool), e essas mulheres são incrivelmente açucareiras, piores que formigas... Não sobraram guloseimas para quem queria! Tudo bem que havia alguns salgados, mas, repito, não sobrou nada doce no final!

À parte o voraz apetite das convivas da Mamãe, todas foram muito afetuosas nos belos mimos ofertados, algumas trazendo mais de um presente: roupinhas e utensílios de uma loja especializada, onde previamente deixamos uma lista com itens que variavam entre R$ 20,00 (termômetro digital) e R$ 200,00 (cortinas) - como são caras essas coisinhas de neném!

Como os presentes já eram previamente escolhidos e a Mamãe nunca nutriu muito apreço por aquelas brincadeirinhas toscas de "adivinhação", não houve aquele "ápice" do entrosamento feminino quanto ao abrir cada embrulho e descobrir o que ele continha, sob pena daquelas prendas ridículas... Mesmo assim, e com toda a trabalheira que deu para montar (aluguel e montagem de mesas, cadeiras, toalhas e louças, contando apenas com a ajuda providencial de algumas parentes na organização), foi um gostoso (e necessário, viu? Quanta economia em compras para a Filha, ré, ré!) momento de descontração...

Assim, depois do entra-e-sai dos 'tours' para conhecer o tão sonhado "quartinho da menininha" (não perca o próximo 'post'!), restou-nos o doce abrir dos pacotinhos e seus lacinhos multicoloridos (veja foto abaixo) e descobrir quais eram as parentes e amigas muquiranas, mais preocupadas no chocolate quente e nos bolos servidos que com a boa arte de dar um presente bacana - Minha Filha vai ficar sabendo, hein?!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Fraldas pra que te quero...

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Impacto ambiental por impacto ambiental: tanto as de pano como as descartáveis trazem danos ao meio ambiente... Viva a facilidade!


Pouco mais de um mês e meio antes da chegada da Filha (e antes mesmo do Chá de Bebê que organizaria no condomínio), as colegas de repartição da Mamãe prepararam uma grata surpresa, um Chá de Fraldas! O engraçado é que, reportando agora este passado recente e o que eu disse para minha esposa, lembro-me do quanto eu ainda teria para aprender...

- Meu Deus! Quanta fralda! Que desnecessidade!
Por que essas suas amigas não realizaram logo o Chá de Bebê, com presentes pra neném,
em vez de nos encher de fraldas descartáveis?

Descontando a estupidez inicial e apesar de ninguém ter conferido o número exato dos muitos pacotes ofertados, dentre marcas famosas e baratas, tamanhos e números diversos (sendo que o tamanho 'P' só pôde ser usado por pouco mais de um mês, graças às dobrinhas extras alçadas pelo bom leite da Mamãe!), aquele calhamaço de polímeros sintéticos absorventes de poliéster e fitas adesivas foi (e ainda vem sendo) mais do que útil! Afinal, ninguém pode mais com inúmeras fraldas de pano para lavar diariamente...

E vamos às estatísticas: pela minha experiência, em média, um bebê defeca 5 vezes por dia; afora o xixi (que, em demasia, força mais ou menos uma troca extra diária, mesmo com a ótima absorção de algumas marcas), o banho (onde necessariamente se troca a fraldinha) e eventuais "surpresinhas" (como um "cocô extra" logo em seguida a uma troca afobada), um pacote de 58 fraldas da melhor marca (que atesto ser a Pampers, tanto em conforto como em absorção, apesar de eles não estarem me rendendo um centavo pelo comercial!) dura exatos 8 dias e meio! Média de 7,25 fraldas por dia, portanto!

E eu troco fraldas, viu? Assim como realizo todas as outras tarefas concernentes à Mamãe, à exceção, é claro, da amamentação (no peito, porque já dei leite, no copinho e na colherzinha, extraído da mama materna, quando a coleta era necessária na época de maior intumescimento dos seios - assunto para futuros 'posts'...)! Claro que, quando o "estrago" é maior do que possa imaginar minha vã Filosofia, sempre chamo a progenitora e fico ali, do lado, apenas como "assistente-chefe" na troca...!

sábado, 14 de agosto de 2010

Super-Heróis...

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Sou pai desde que minha Mulher, a Mamãe, confirmou que estava grávida (através de um exame desses de farmácia, mesmo depois de vários sinais assim o atestarem, como o atraso de seu ciclo superregular). Claro que a ficha cai mesmo quando a barriga se avoluma (não a minha, claro!) e os primeiros chutinhos acontecem, mas a doce sensação da paternidade é algo que me começou muito antes... Diria mesmo que lá na adolescência, quando sonhava, já com a primeira namoradinha, num futuro garotinho com a minha cara...

Talvez por causa disso, ao que foi anunciada oficialmente a gravidez da Mamãe, comecei a "sentir" que era menino! Qual não foi minha surpresa quando, aos três meses, em sua segunda ultrassonografia (a primeira, inesquecível, havia sido com seis semanas de gestação, quando ela ainda era "um grãozinho de feijão com coração batendo"...), a médica perguntou:

- Ansioso, Papai? Já aposta o sexo?
- Ah, sim: 'tou sentindo que é menino...
- Aaah, o Papai se enganou: é uma menina! Olha aqui a "rachinha", 'tá vendo?

Menina? A vida inteira achava que um garotinho seria meu primogênito, com meu nome acrescido de "Filho" e tudo o mais... Mas aquela notícia, muito longe de ser uma decepção (já pensou, encarar as brincadeiras dos amigos e parentes: "Fiu, 'tava 'sentindo' errado, hein, Papai?"!), foi, na verdade, como um bálsamo se derramando sobre mim: "Uma garotinha... Mais uma mulher na minha vida...", pensava extasiado...

Desde menino a gente torce por um time, um super-herói... Os meus favoritos sempre foram o Vasco e o Super-Homem e já imaginava o garotinho com a equipagem cruz-maltina e um quartinho todo azul, repleto com ilustrações do Homem-de-Aço! Mas era uma super-heroinazinha que estava a caminho, para, com seus superpoderes de conquista, vir deixar este pobre pai cativo para todo o sempre...

E assim o foi: nada nem ninguém me dá mais força e, ao mesmo tempo, me desarma mais do que essa menininha e seu olhar poderoso... E eu, que nunca me considerei super-humano em nada (o título é apenas uma brincadeira com o universo difícil para um pai de primeira viagem...), fico sempre a viajar voando com ela, por entre as 28 galáxias conhecidas, em seus sorrisos supermaravilhosos...

Ah, e, sim, ela é minha cara! Pelo menos, é o que a maioria das pessoas me diz...

domingo, 8 de agosto de 2010

Que Dia Feliz...

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Sexta-feira, dia 06 de agosto, quase sete e meia da noite: praticamente correndo no shopping, entre uma troca de DVD numa loja de departamentos e o supermercado, quando recebo a seguinte mensagem ameaçadora no celular

Nossa filha já dorme faz tempo! Não quero que sejas a razão de minha derrota... Ir ao shopping: À espera de um milagre!

Era minha Mulher. E não, ninguém havia virado consumista desesperado por causa do Dia dos Pais, mas, sim, era por causa do Dia dos Pais que estávamos desesperados... Explico: neste domingo, dia 08 de agosto de 2010, não só é um dia feliz para mim por inaugurar este espaço por que há tanto almejo, como, principalmente, é o meu primeiro Dia dos Pais e minha Mulher, angustiada por uma oportunidade para dar uma rápida ida a um centro comercial perto de nossa casa a fim de comprar meu primeiro presente especial, aproveitava a tecnologia das comunicações instantâneas para me deixar angustiado e correr urgentemente para casa tomar conta de nossa garotinha de alguns meses durante sua breve ausência - era isso ou viver com a perda do meu primeiro presente e passar meu primeiro domingo como pai de mãos abanando...

Sem dúvida, uma linda homenagem dela para mim... Mas e quem queria presente quando eu vou, corro para casa, passando a chave do carro para minha Mulher (doravante chamada apenas de Mamãe), como numa alucinada corrida olímpíca de passamento de bastão, e, ainda esbaforido - e preocupado, ao ver, de longe, a Mamãe quase bater nosso carro, depois de mais de 10 meses sem pegar numa direção! -, chego ao quarto e velo o sono da menina mais linda desse mundo...?

Olá a todos os pais, mães, avós, tios, padrinhos, de primeira viagem como eu ou não, ou, simplesmente, apreciadores de bons causos sobre pais e filhos: sou Papai (já há um tempinho...) e este blog será dedicado aos passos da minha Filha, com vários dias especiais, simples e maravilhosos, como este - alguns anteriores mesmo à sua chegada a este mundo! Sejam todos bem-vindos!

E parabéns para mim: obrigado pela linda camisa, filhona - ô, menina de bom gosto!!! Só deve ter puxado ao Papai...

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