quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Estou Grávida... E agora?!"



Sempre detestei livros de auto-ajuda, especialmente quando vêm com cara de manuais completos de sobrevivência a determinada situação: são pedantes e, normalmente, vazios em suas "fórmulas mágicas"! Mesmo assim, inevitável recorrer-se a algo do gênero numa primeira gravidez: por isso, acabamos por nos lançar, minha mulher e eu, à leitura de livros sobre o tema! A absoluta falta de experiência e o quase completo esquecimento de nossas mães e avós quanto a detalhes que tanto almejamos saber naqueles primeiros meses dificulta, realmente, muita coisa...Porque, passado o misto de surpresa, choque diferenciado e encantamento da notícia, resta uma dúvida crucialmente abrangente: e agora?!

Onde compraremos o enxoval? Com quem deixaremos nosso bebê quando formos trabalhar? Como daremos conta de um novo serzinho com nossos parcos caraminguás?! Mas, acima de tudo isso paira sempre uma questão maior, sobre a qual livro nenhum conseguirá responder: quem será o médico? Afinal, será ele que acompanhará a mamãe nos momentos mais difíceis e cheios de dúvidas de toda uma vida! Então... A quem recorrer?

Os primeiros palpites, sem dúvida, vêm das amigas (até porque os conhecidos das nossas mães e avós ou já se aposentaram ou já se encontram em outro plano astral...): “Doutor Fulano é péssimo, várias amigas já me reclamaram dele; mas Doutro Cicrano é excelente, fiz meu parto com ele”... “Menina, quem te disse isso? Doutor Cicrano é muito grosseiro e nunca atendia minhas ligações para tirar minhas dúvidas! Achava melhor procurares Doutor Beltrano, que dá muito mais segurança na hora do parto"... E assim vai! O jeito seria apelar para o velho e bom instinto...

Procuramos, primeiramente, por um bem conceituado e já de certa idade obstetra de nossa cidade: com um bom consultório na própria maternidade onde desejávamos fazer o parto, as consultas eram por hora marcada e não esperávamos muito pela hora com ele! Entretanto, depois de duas consultas e dos exames iniciais, o “fica ou não fica” logo começou...

– E então, Dil, o que achas? Ficamos com esse médico...?
– Não sei... Vai depender muito de ti... Não te incomoda aquela pressinha dele em explicar as coisas? E depois, quando termina, joga as mãos para cima da sua cadeira e pergunta como um velho professor, coçando a careca: “Dúvidas”?!
– É verdade... E reparaste a falta de vontade em fazer parto normal?!
– É... “Partos normais estão fora de moda”...! Quem disse isso? Se 'tá cheio de campanhas por aí...
– Isso é porque ele deve não querer ficar de plantão a qualquer hora,preferindo marcar tudo...

Estava decidido: procuraríamos outro! E outro, e mais outro, até termos certeza e sentirmos confiança naquele que seria o profissional mais importante de nossas vidas a partir de então! No primeiro seguinte, o novo e velho diálogo:

– E então, Dil?
– Mais atencioso, né? Fala mais e pondera melhor as dúvidas... Mas não sei... E esse tempo todo que ficamos esperando pela consulta: a tarde inteira?! Puxa, nunca vi consultório tão cheio, parece o SUS! Acho que poderíamos voltar com os resultados dos teus próximos exames com aquele primeiro e, daí, tiraríamos as últimas dúvidas! Até porque os exames que ele passou são um pouco diferentes dos que este prescreveu agora e...
– Ah, não: não vou ficar de galho em galho, não! Estou só no segundo mês e já me sinto cansada, fraca e com muito sono; não vai dar pra ficar pra lá e pra cá, não! Ou este ou aquele! E estou mais pendente a optar por este!

Assim, diante do primeiro “arroubo emotivo” da Mamãe (haveria ainda muitos outros, ora temperamentalmente decididos, ora fragilmente lacrimosos...), nada mais me restava além de consentir: seria o Dr. Tarcísio Coelho, também conhecido de muitas amigas palpiteiras – em cujo meio de elogios e críticas pareciam pesar mais os elogios...

Achei-o meio seco a princípio e, talvez pelas minhas críticas feitas pessoalmente sobre a organização no atendimento (particularmente da sua secretária nazistóide), especialmente ao longo das últimas idas ao seu consultório, lá pelo sétimo, oitavo mês (onde a Mamãe, em tese, teria plena prioridade no atendimento...), eu sempre ficava com a incômoda sensação de que, desde então, ele só se dirigia à Jandira durante a consulta... Mesmo assim, no frigir dos ovos, parece mesmo que a Mamãe acertou na escolha em seu instintivamente básico arroubo sentimental inicial: tudo correu bem até o mais-que-emocionante momento das 10h07m daquele lindamente chuvoso 31 de maio de 2010 – mas isso é história para outra postagem...

Acima de qualquer manual infalível, a arte de viver bem está em saber fazer boas (e, muitas vezes, difíceis) escolhas! Ainda mais quando o que está em jogo é a vinda de alguém que mudará toda a sua vida, ao ponto de, juntamente à mamãe, qualquer papai engravidar também, com direito a uma superbarriga, só de emoção! E escolher qualquer coisa numa hora mágica como essa, ah, isso ninguém sabe ensinar...

5 comentários on ""Estou Grávida... E agora?!""

Marina Queiroz on 20 de maio de 2011 11:57 disse...

Olá Super Pai
Realmente a escolha do obstetra éuma decisão defícil!
Que bom que no meio de tantas escolhas vocês conseguiram fazer a melhor.
E que lindo esta tua história e cumplicidade com a gravidez de vocês. Muito lindo mesmo.
Beijão

Lilian Amorim on 24 de maio de 2011 14:17 disse...

A sintonia com o médico é fundamental.
Tive a sorte de assim que soube da gravidez ter sido indicada a um médico maravilhoso e não tive dúvidas de que seria ele quem faria o parto do Davi.

Bjs

Mãe Mochileira, Filho Malinha.. on 26 de maio de 2011 17:42 disse...

Oieee! acho o maximo pai que engravida junto,rsrsr..
Os dilemas da gravidez são mesmo pesados,hehehe..achar um medico que seja O cara é a coisa mais dificil eu acho..topei com cada peça ate parar em um,que só vc vendo..hahahaha!!!
Beijos em vcs todos,otima semana!!!
;-)

Sther Marie disse...

Finalmente consegui postar meu comentário...
O blog é lindo, Isabelinha está cada vez mais linda. Estamos ansiosos para chegar o dia 31/05, estaremos participando deste momento inesquecível. Beijos Sther, Marconios e Sthela.

Jandira disse...

De fato quando se é marinheiro de primeira viagem no paraíso da vida de ser pai e mãe, a gente fica meio perdido mesmo... Quer tomar algumas providências sem saber exatamente quais... Só se sabe que o que tiver que ser feito, tem que ser o melhor! E essa do obstetra foi algo que nos deixou bastante inquietos porque queríamos acima de tudo um amigo simpático, supercompetente e que estivesse felicíssimo com nossa gravidez!E a realidade não é bem assim... Eles são superpráticos, competentes e dominam tanto o assunto que às vezes deixam a desejar... Em emoções, principalmemente, o carro-chefe dos papais e mamães de primeira viagem.Mas acho que dr. Tarcísio cumpriu bem seu papel, especialmente o de acalmar os arroubos do Papai momentos antes de ele poder entrar no centro cirúrgico para assistir ao parto!rsrs Beijos, Papai! E parabéns pelo post!Excelente.

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