domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal - com Certeza!

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Cadê a neném que estava aqui, em frente à decoração natalina do 'shopping', para eu tirar uma foto?
Já saiu correndo (mais um poder revelado: supervelocidade! Talvez para fugir do Papai Noel...

Com a Vovó-Dinha e o Vovô Lito já estava tudo certo: após a mudança para o novo apartamento e com muita coisa ainda para arrumar, o Natal seria aqui mesmo na "Fortaleza". Só faltava confirmar com os outros avós e titios (um de cada lado, e suas respectivas consortes) para aumentar o salpicão e a farofa, mas todos acabariam por vir. Isto até a Bisa voltar de recuperação de uma longa jornada devido a uma cirurgia no fêmur: o Natal, agora, seria na casa da minha tia, onde ela mora. 

Mas e a Filha? Nessa casa teria uma rede para ela ser embalada até pegar no sono? E a barulheira do povo do meu pai, normalmente bem animado, ainda mais depois de regado à cerveja do Natal e com a "desculpa" de animar minha avó? Afinal, a minha supergarotinha ainda não dorme na cama, só no berço (ela se levanta à noite: travesseiros ou mesmo gradinhas de cama não são suficientes para "detê-la"!)...

- Certo, Papai: celebremos em casa, então, só nós três mesmo! Mamãe e papai já decidiram passar o Natal com uns primos deles, meu irmão ficará com a noiva, e não vai ser possível acompanhar a tua família junto à tua avó...
- Por mim tudo bem... Mas e a ceia?

Antevéspera de Natal e eu saio voando para encarar os cheios supermercados desta época do ano para ver o que ainda poderia apurar para a grande noite, quando, não mais que de repente, voa bem mais literalmente que eu uma moto de por trás de um caminhão e acerta em cheio o pára-choque frontal do meu possante: graças a Deus ninguém se feriu - a não ser o meu superveículo... Apesar de discordar inicialmente, acabei por considerar a proposta do pai do jovem inconsequente, de cada um arcar com seus prejuízos, depois de esperar quase 5 horas pela perícia do ICRIM e nada aparecer! Resultado da barbeiragem do motoqueiro fantasma: quase $1.000,00 de orçamento (num Natal que já estava magro...)!

Sábado, véspera do Natal: a Mamãe amanhece gripada, enquanto tenho que dar um jeito de encontrar uma oficina que arrume o veículo naquele mesmo dia (afinal,não dá para circular sem o pára-choque e o farol direito)... E a ceia: ainda daria tempo de ir ao supermercado? E a "preparação" da minha garotinha para o "espírito natalino"? E aquela roupa de Papai Noel que a Vovó-Dinha havia prometido para eu me apresentar à noite? Conseguiria eu ainda fazer um Natal especial para a Filha? A ânsia começava a tomar conta de mim...

Quase à noitinha chego em casa e encontro minha esposa arrumada para ir à missa com minha sogra: com nossa menininha dormindo, eu chego a agradecer aos céus por ter a chance de ficar em casa e descansar um pouquinho... Mas, nem bem me preparei para tomar um banho, o telefone começa a tocar, com uns três amigos, em seguida (eles combinaram?), a me desejar boas festas e a botar o papo em dia: tudo bem, eu também estava com saudades deles... Vou me deitando depois de arrumar as compras e de esquematizar o que poderia ser feito meio de última hora para a meia-noite quando a SuperFilha põe-se a chamar "pa-pá" na rede! A postos: vamos "brincar de Natal", meu amorzinho...

Pus-me a explicar-lhe sobre o presépio (especialmente sobre as orelhas quebradas dos bichinhos - que eu iria colar tão logo parasse e achasse a superbonder -, que ela havia derrubado noutro dia, evidenciando-me a necessidade de colocar a "atração" natalina para um lugar mais alto na sala). Menos de um segundo depois, lá estava a menina em cima do braço do sofá, a pegar os porta-retratos da prateleira do 'rack': - Pa-pá? Ma-mã? Ne-ném?, manifestava-se ela, enquanto eu ia me jogando embaixo, a fim de catar os objetos antes de se espatifarem no chão... Fazer o quê? O sofá tinha que estar ali, para que a árvore ficasse mais reservada (e imprensadinha, contra a ação de bebês curiosos) entre o estofado e o aparador - o que acabou se transformando numa plataforma de 3 degraus para a curiosa espertinha.

Voltei com o presépio de figuras infantis, antecipando-me até em botar a manjedoura com o bebê Jesus antes da meia-noite na grutinha de resina, mas nada de arrancar dela o costumeiro Ne-ném? frente ao bonequinho do menino-Deus... Quase 20:30h e nada de a Mamãe voltar: este trânsito natalino está mesmo infernal! Opa, perdão, Senhor... Ela, enfim, chega e passa a dar uma força com tudo e eu, arreliado, passo a cobrar que ela houvesse vindo mais cedo: Fôssemos no domingo de Natal, que hoje ainda havia a ceia para preparar eu dizia, enquanto Mas o que eu posso fazer se tudo ficou para última hora? ela contra-argumentava... Nisso vi a filha sozinha na sala, a me olhar calada com seus lindos olhinhos graúdos e curiosos (Nunca vi vocês discutindo...!)...

"As velas!", pensei, e, correndo para apagar as luzes, deixei somente as lampadinhas da árvore e acendi duas velas natalinas da decoração que eu sequer havia tocado antes: uma dentro de um pequeno castiçal de vidro, em forma de estrela, e a outra dentro de uma casinha de resina, cujas janelinhas ficavam "acesas" com a chama por dentro. Preparei tudo e, por um momento, encontrei agora os seus olhinhos a brilhar com aquela novidade, acompanhados de um breve sorriso...

Encontrara, enfim, o momento mágico com ela que eu tanto almejava... Apesar de ela ainda não entender tudo sobre a vinda daquele neném mais que especial para a Terra e de quase nada saber da mitologia do Papai Noel além de ser algo em torno daquele velho esquisito de vermelho que a assustou um pouco na última vez em que havíamos ido ao 'shopping', a SuperFilha corria animada pelo apartamento até bem mais tarde do que costumava dormir: mais de 22:30h e a "piunguinha" animada, como que sabendo que aquela era uma noite especial!

Mamãe demora para fazê-la adormecer, embalando-a na rede, enquanto eu penso em qualquer coisa para não deixar nossa meia-noite de estômago vazio; ela volta do quarto com ar de cansada e eu, idem em dobro, e nos decidimos por não trocar de roupa, ficando mesmo com nossos surrados trajes de casa; preparamos um arroz temperado com as compras que havia feito, acrescentamos uma salada crua com kani, um pouco de salpicão fornecido pela sogra e um gostoso vinho chileno 'carmenére' e pronto - sentemos, façamos nossas preces e comamos, enfim!

Bem... Teremos que adiar mais um pouquinho a ceia: a filha abriu um superchoro (e isso se repetiria mais umas 4 vezes ao longo da madrugada natalina, no que apelidamos de "Choro do Galo"!) e Jandira teve de dar o peitinho... Talvez na manhã do domingo troquemos os presentes... Talvez ainda dê tempo de ligar para outros amigos e de visitar alguns parentes... Talvez descansemos... Talvez... Mas FELIZ NATAL - com certeza!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Natal das Crianças

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Vista de uma árvore de Natal por uma criancinha de 1 ano e meio de altura...

E, enfim, dezembro chegou cheio de calor e mais um ano se acaba... Porém, nem bem novembro começou e todos os pinheiros, guirlandas e enfeites, dos mais bregas aos mais sofisticados ou tecnológicos, já se faziam presentes nas casas quentes do Meio-Norte onde me encontro (sim, minha "Fortaleza da Solidão" brasileira também fica bem ao Norte, só que ao Norte do Hemisfério Sul), do Nordeste e do Brasil como um todo.

Sempre costumava arrumar a pequena decoração natalina de casa somente no dia 1º de dezembro – e reservando a figura do Menino Jesus no presépio montado somente para a meia-noite do dia 25; porém, diante do ‘boom’ natalino tão cedo deste ano, e ávido que estava por mostrar todo esse lado lúdico do Natal à Isabela, acabei embarcando na viagem natalina precocemente e, uma semana e meia antes de dezembro ter chegado, já estava eu arrumando os enfeites natalinos pela casa e montando o pinheirinho na sala de forma estratégica (entre o aparador e o sofá) – já chegou a fase da minha pequena de subir em tudo em busca de novas descobertas...

Mas, para minha surpresa, tirante uma puxadinha de bola no momento da arrumação inicial (o que derrubou tudo) e um outro enfeite retirado por seus dedinhos gordinhos (no que ela, logo em seguida, tenta, em vão, recolocar nos galhos), a SuperFilha normalmente passa "voando" por perto sem dar maior relevância à árvore de plástico ou aos seus enfeites prateados – a dúvida da família reside agora em se eu terei ou não coragem de vestir-me como o bom velhinho, com uma fantasia meia-boca que minha mãe guarda desde que minha “recém-formada” do jardim de infância sobrinha-afilhada tinha 3 anos de idade (sem esquecer a curiosidade de, em me vestindo, qual será a reação da minha menininha para tão inusitado personagem)...

E, em que pese o meu perene pensar de que as boas festas não deveriam ser tragadas pelo espírito consumista de final de ano, onde todos parecem querer demonstrar apenas a abastança mundana em meio a falsas imagens de perfeição entre familiares, amigos e colegas de trabalho, já tratei de encomendar algumas lembrancinhas para a família e os amigos mais próximos via 'internet' (sabe como é, um super-herói que se preze tem tanta coisa para fazer num final de ano que fica super-humanamente impossível deslocar-se para os templos de perdição lotados dos 'shopping centers'!) – e os presentinhos da Filha, obviamente, foram a primeira compra! Mas a revelação só farei no 'post' natalino, senão estragaria a surpresa (afinal, de vez em quando, a Filha está a teclar por aqui e acabaria descobrindo...)!

Com meu tempo cada vez mais curto e eu, mais desorganizado, peço aos céus, como presente neste Natal de um ano meio cheio, meio vazio, além de saúde e paz para a minha bela família e para todos aqueles de boa vontade, um tempo a mais para o tempo - este seria um belo presente primordial para todos os demais (especialmente para mim)... E num Natal com a carinha linda da minha filha, rogo a Deus que olhe por todas as crianças sem Papai Noel e sem a sorte de minha garotinha, cheia de vida e de alegria em volta da árvore e...

– Ei, Mamãe, mas quem foi que mudou o sofá do lugar? A árvore está desguarnecida... Olha essa menina puxando o galho... Ui! Lá se vão a estrela prateada e os sapatinhos de porcelana de "Meu 1º Natal" que lhe comprei no ano passado, puxa vida...

Pois é... Bem que Papai Noel poderia, além das graças pedidas aos céus, lembrar-se deste pobre Papai agoniado e botar um presentinho na minha meia, que acho que fui um bom menino neste ano (é só perguntar para Isabela!)... Ah, sim: e uma chuva logo, que este Natal nordestino de dezembro meio-nortista com cara de Brasil está quente por demais!

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