quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma Líder Nata...
Ou Uma Birrenta Fanfarrona?!



Já faz algum tempo que vi, pela primeira vez, a SuperFilha "dominando" uma criança, com o olhar, e, logo depois, fazendo com que a mesma a seguisse... De cara, achei aquele comportamento muito engraçado, particularmente o jeito como a minha garotinha, não importando a idade, o tamanho ou o sexo da outra criança (acompanhei-a praticando a "façanha" com mais de uma), fazia com esta contato visual e seguia andando, de costas - porém de frente para o "seguidor" da vez -, como que a "hipnotizar" a outra! "Uma líder nata", pensei, um tanto orgulhoso...

Daí veio a parte "chata": se o garotinho ou a garotinha não entendesse, de imediato, a "ordem" a ser seguida, minha filha insistia até conseguir seu intento de liderança; mas, se se recusasse a segui-la no meio da "jornada", por exemplo, minha menininha dava um pequeno "piti", caindo num imediato choramingo, muitas vezes jogando-se ao chão, sentando-se com relativa raiva. Jesus, o que eu tinha aqui, afinal: uma líder carismática ou uma mimada fanfarrona?!

O curioso é que, tal como no dilema "ovo/galinha", nunca soube dizer ao certo o que havia surgido primeiro: se a pirracinha do sentar-no-chão-a-choramingar, que brota até hoje, às vezes, quando ela não consegue algo que deseja ou se havia sido o descontentamento quando, ao constatar um "não-seguimento" do coleguinha à sua liderança, acabou gerando as primeiras birras... O certo é que, por muitas vezes, a Filha que saía de casa para o parquinho como uma adorável garotinha voltava aos prantos, irritada, e se jogando ao chão - santa dupla identidade negativa, Batman!

O engraçado, Papai, é que a tua filha vai às lágrimas!

Eis aí algo que sempre me chamou a atenção - e nem falo do fato de, sempre que um filho "apronta", a Mãe logo "abre mão" do parentesco e o rebento vira, instantaneamente, cria única do outro progenitor! Falo do choro "real" - sim, porque o que se tem notícia sobre birrinhas infantis é o "choro de manha", aquele com as famosas "lágrimas de crocodilo", mero embuste para estabelecer a reinação e dobrar aqueles mais incautos no rumo da satisfação complesta da criança mimada! Com ela, não: minha garotinha vai sempre às lágrimas...

Decerto que ela puxou a mim na sensibilidade: bastava alguém falar mais alto comigo por algo que não deveria fazer que, até um pouco mais velho que ela, eu caía no pranto! Mas, em relação a ela, jamais levantei a voz, bastando um "Não faça isso" mais firme pra ela fazer beicinho de choro, arrasada mesmo... O engraçado é que o mesmo se dá em resposta a alguma manha: ela chora de verdade! No fundo, penso tudo como "coisa da idade": até aquela famosa "fase do não" aparece de vez em quando, de forma moderada - doidinha pra almoçar, ela diz que não quer, para, tão logo veja o pratinho cheio, correr para a sua cadeirinha pra "comer tudinho"!

De qualquer forma, acho que, apesar de algumas tolices de vez em quando ("Bobage" e "Coisa feia, coisa tiste..." é o que ela sempre repete nessas horas, de tanto ouvir dos pais), aos poucos essas reinações vão se perdendo e a pequena já começa a entender que nem tudo na vida sairá do seu jeito: se eu montei uma peça do quebra-cabeça antes dela ou se desenhei um círculo em vez do quadrado que ela me havia "pedido", aos poucos, na insistência de lhe mostrarmos os limites, ela chora, mas logo volta à realidade... Mas uma coisa nunca muda: essa menina é mesmo carismática e, com seu jeitinho de quem não quer nada, consegue muita coisa e leva o maior jeito para a liderança! E, vira-mexe, lá está uma pequena incauta a lhe seguir os passinhos - e a Filha, de costas para o mundo, com a maior cara de safadinha, dominando a parada, segue meio líder, meio fanfarrona...

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