quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Mágico


Estava tudo programadinho: acordar com meus três pequenos superpoderosos em minha cama, a entregar meus presentes do Dia dos Pais com muitos abraços e cheirinhos a rolar pelos lençóis desfeitos; café da manhã com a SuperFilha para, em seguida, assistir com ela à "Programação Especial do Discovery Kids" (pelo menos o início dela, com a nova série do queridíssimo Snoopy para as novas gerações); depois de um pouco de chão entre brinquedos com o SuperFilho e de umas "voltas" pelo pequeno apê de mão dada com a recém-andarilha SuperFilhotinha, eu iria para a cozinha preparar um gostoso yakissoba de camarão, descansaríamos um bocadinho e eu seguiria para a casa do Vovô Lito a fim de dar-lhe aquele abraço pelo domingo especial... Sem esquecer, por fim, que domingo também era o "dia da pizza", "tradição" recentemente instituída pela minha superbela depois que passei a comprar aquelas massas prontas para frigideira, onde ela montaria não só a minha, como também a pizza da Mamãe! Em suma: um domingo perfeito... Mas, depois de uma semana tão desprogramada, com tantos improvisos por sobre mais umas coisinhas bem chatas e cansativas, quais as chances de algo perfeito acontecer - ainda mais num dia tão repleto de expectativas?!

Bom, por mais incrível que possa parecer, eu, com meu chato realismo pé-no-chão de sempre, posso dizer que as chances são... de 100%! Isso mesmo: depois de dias pesados, a leveza de um domingo em família foi mesmo um bálsamo para meus pobres ombros paternos! Tudo bem que, na tradicional "foto do pijama", com os presentes do Dia dos Pais, a SuperFilhotinha se ausentou devido a problemas de recarregamento de suas bateriazinhas do soninho da manhã... Ah, e tanto a primeira super-refeição do dia quanto o tão acarinhado almoço do "pai 'chef'" não agradaram muito à SuperGarotona, com seu apetite de veneta... E o Filhão, saindo de uma virose braba (seria a tal da "zica"?!), ainda engatinhava pela casa com bastante marra e manha, chorando a valer, mesmo quando nos sentávamos todos no chão para as molecagens do dia... Sem falar nas minhas meninas, que, por variadas razões (a primeira semana de aula/ as vicissitudes dos primeiros dentinhos), desde sexta apresentavam uma febrinha renitente... Não esquecendo o não muito inspirador encontro na casa do velho pai no "final da feira" do domingo... Mas, quer saber?! Se alguém me perguntar, não vi um defeito sequer! Ainda mais com esses três divinos e lindos presentes que me honram em ser chamado de pai, a me lembrar do tempo vivo e cheio de alegria em minha volta - o que mais eu poderia querer?

- Presentes! - algum pai, mais afoito e embriagadamente feliz pelo domingão, poderia gritar ao fundo... E disso, então, é que não tenho MESMO o que reclamar! Afinal, não deixa de ser mais uma vantagem de ter uma prole maior: mais relicários para receber! A começar da mais velha, que capitaneou, pela primeira vez, toda a escolha dos mimos que o SuperPai aqui receberia. E o principal, aquele escolhido pela primadona da casa (uma vez que os restantes ainda são selecionados pela mãe "em nome" dos bebezinhos), tocou fundo em meu coração, graças à sensível homenagem nerd ao seu velho colecionador favorito: - Papai, eu vou comprar pra você duas revistas de super-heróis: uma com histórias pra ler e outra pra você pintar!... Passada a tocante surpresa inicial da bela escolha nas primeiras vezes em que proferiu a novidade aos quatro ventos, rapidamente deu pra entender a "motivação" das escolhas: quando indagada se sabia o que os irmãozinhos me dariam, vinha sempre "uma boneca que faz isso" e "uma bola de tal jeito"...

Desta forma, ficou fácil perceber que a sua intenção era mesmo antecipar o Dia das Crianças para o segundo domingo de agosto, não só pra ela, como para todos os pequenos daqui de casa! Ainda assim, em meio às carinhosamente necessárias e belíssimas carteira e camisa polo, não tenho como não reconhecer que os meus presentes favoritos tenham sido aqueles pinçados pela minha garotona, Batman Crônicas Vol. 3 e o "livro de colorir e passatempos" dos Vingadores - A Era de Ultron: apesar das "segundas intenções", sentir-me em sua mesma sintonia e terminar um dia especial como este, a ler para a filha dos anos 2.000 historinhas da década de 40 do seu mais novo herói favorito (o primeiro acho que sou eu, a protegê-la na difícil readaptação aos elevadores...) e, como uma criança novamente, pintar com ela, com direito a "canetinhas grátis", os grandes figurões cinematográficos da Marvel (- Pai, qual o seu herói Marvel favorito? - Bota aí na revista, filha, que é o Hulk... Não, o Wolverine... Não, é o Homem-Aranha...), pra mim, foi algo simplesmente mágico...

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