domingo, 27 de dezembro de 2015

O Natal da Força


A Força poderosa é com essa SuperFamília:
postagem especial, última do ano, pela primeira vez desde fevereiro com um título com mais de uma palavra!

Quantas vezes você não precisou daquela fralda nova e distante e, impossibilitado de sair do lugar por causa do seu bebê fujão em cima da cama - que ou se viraria todo sujo e faria uma grande lambança ou rolaria para fora da cama e os problemas seriam maiores ainda -, desejou ardentemente que o pacote flutuasse até a sua mão desejosa e escancarada no ar? Ou então sonhou em ter um potente sabre de luz para ir ceifando aquela cambada de brinquedos espalhados pelo caminho na casa inteira, desesperado por não pisar descalço num daqueles blocos de montar (e, garanto, não há Jedi que aguente aquela dor)! Pois é, qualquer papai ou mamãe com mais de 30 anos (ou menos, dada a nova trilogia dos Episódios I, II e III) e que preze um bom cinemão sabe muito bem associar o seu universo belicoso de criar uma criançada ao da belíssima saga de Guerra nas Estrelas - ou Star Wars, como querem os bilíngues distribuidores culturais da atualidade! E, quando se tem um SuperTrio em casa, precisa-se da Força mais poderosa possível, especialmente no final do ano... Afinal, com grandes festas, vêm grandes responsabilidades!

E, às vésperas da estreia mais aguardada do ano - ou de mais de uma década, para nerds de carteirinha como eu -, não poderia ser diferente e numa verdadeira operação de guerra se tornou a estratégia logística para que a Mamãe e o Papai aqui, depois de várias tentativas frustradas de ter um momento a sós no escurinho de um cinema, pudéssemos abandonar nossos postos profissionais e domésticos para vermos a primeira sessão (à exceção, obviamente, da pré-estreia da meia-noite!) de Star Wars - Episódio VII - O Despertar da Força: assim, com tudo muito bem acertado com a Vovó-Dinha (para onde a SuperFilha foi enviada) e com a SuperBabá Ciça alertada para ficar umas horinhas a mais com os SuperBebês, eis que um SuperCasal comemorava, na medida do possível, seu retorno a uma de suas primeiras sessões juntos, há muito, muito tempo atrás, na longínqua galáxia de 1997, onde eu mostrava à então SuperNamorada uma saga a que ela ainda não era nem um pouco acostumada! Agora, quase 20 anos depois, mesmo em meio ao cansaço e a alguns outros desgastes, toda a emoção voltara com o entusiasmo de um filme que emulava velhos acontecimentos (as mesmas naves e, de novo, "Estrela da Morte"?!), entre velhos e novos astros (a linda e excelente Daisy Ridley, ao lado de medalhões como Harrison Ford, emociona), para toda uma nova geração ávida pelas grandes aventuras de outrora... 

Filme bom, passeio nervoso: ainda envolvidos com o retorno da magia (dentro e fora das telas), eis que as nem tão boas notícias de casa vindas pelo celular apressaram o passo dentro do shopping, a reduzir o tempo do passeio, e já deixavam todo o encantamento com aquela saga cada vez mais distante: o SuperFilho continuava com sua virose com diarreia e a SuperFilhotinha ganhara um galo na testa graças a um escorregão numa revista deixada no chão do quarto... por mim! Na volta pra casa, um pouco de silêncio em meio a tantas realidades não muito agradáveis dos últimos tempos passa a tomar conta de nosso Bala de Prata, veículo tão potente quanto o melhor caça X-Fighter da Aliança Rebelde, mas que, por ora, nada guardava da alegria infantil que tomaria qualquer fã da cinessérie logo após ver um espetáculo tão divertido... E foi aí que, imaginando como seria voltar para casa em outro espírito - ouvindo, de preferência, a clássica trilha sonora de John Williams nalgum dos meus pen-drives no som do carro -, meio que passei a viajar para longe, além das estrelas, e divaguei um pouquinho, como num sonho, sobre uma versão atualizada e realista de um fim de ano da SuperFamília em meio a fantasiosas guerras estelares... Aos poucos, os faróis dos carros no escuro da via expressa pareciam estrelas perdidas e, música empolgante ao fundo, os já famosos letreiros amarelos em perspectiva passavam a anunciar o que ocorrera até agora (não deixem de clicar no vídeo de 1 minuto abaixo: deu um trabalhão pra fazer e complementa a croniqueta): 

video

Pois é: os injustos cortes na faculdade e o mercado jurídico quase falindo ainda incomodavam bastante e algumas perspectivas acabam mudando bastante... Chegando em casa, a fantasia se desfaz de vez à medida que tantos probleminhas chatos exigem resoluções imediatas e toda a rotina volta com a força mais realística possível! Mesmo assim, ciente do excesso de "midi-chlorians" que acompanham e habilitam "nosso herói" a seguir em frente, mas cansada de aconselhá-lo a investir mais nele e completar o seu "treinamento como Mestre", a Mamãe - que há tempos desenvolveu um tipo bem concreto de "Força" (que a gabarita a acordar cada vez mais cedo, educar muitos padawans e ainda analisar sistemas dos mais difíceis ao longo do dia) -, parecia principiar a ser dominada pelo "Lado Negro" do desânimo, que, como parte de um organismo vivo que é a SuperFamília, acaba disseminando entre todos, especialmente no cansado Papai aqui... 

E, com a chegada das festas de fim de ano, ocasião em que praticamente se obrigam as pessoas a estarem felizes e realizadas, o vindouro Natal não soava tão auspicioso - ainda mais quando os SuperGêmeos manteriam seu doce hábito de dormir cedo na "Noite Feliz" e os Avós Dinha e Lito ficariam em seu apartamento, diminuindo ainda mais qualquer promessa de agitação. Mas nada que a alegre SuperFilha, com seus poderes do amor superiores a qualquer força cinematográfica - e aparentemente redimida de sua normalmente mal-humorada "Birra Sombria" -, não pudesse resolver: ela era "a outra esperança" que diziam os antigos sobre o equilíbrio no universo doméstico e, assim, a mesmice modorrenta e meio sem rumo viraria uma noite de fantasias: eu me vesti de Papai Noel (- Só não faz a voz dele... Nem faz 'Ho-Ho-Ho'... Nem usa a barba, por favor..., implorava minha doce filhona); ela recorreu à antiga roupa do balé de 2 anos atrás e virou a Fada do Vento; enquanto a Mãe, em elegantes trajes normais, fantasiava sobre futuros natais tão bonitos quanto aquele e, de preferência, mais leves... E, após a ceia com o tradicional e suculento peru made at home, todos nos abraçamos juntos, admirando as duas luas gigantes de Endor no horizonte e os fogos pela derrubada - ainda que temporária - do Império do Mal do acabrunhamento...

Feliz Natal a todos e que a Força da Família esteja com vocês em 2016, em seus lares e em toda a galáxia! São os votos do Papai Skywalker, Rainha Mamãe Amidala, Filha Fett e dos SuperGêmeos - Leia e Luke?! Não: da Rey bebê (ela, sempre catadora das melhores traquitanas e bugigangas) e do BB-8, o fofinho e redondinho robozinho, quase um bebezinho mesmo, que rola por toda parte!

Os gêmeos têm muito desses dois...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Feiras



Sábado, 28 de novembro de 2015...

Quando o Papai aqui estava na quinta série, todos na turma fomos tomados de surpresa com uma didática até então desconhecida para nós, pobres alunos de 10 para 11 anos de idade: teríamos que escolher um projeto com o professor de Ciências, desenvolvê-lo em equipe e apresentá-lo, ao longo de um dia inteiro, para os colegas e inúmeros outros desconhecidos que visitassem a primeira Feira de Ciências da nossa escola - sim, nos moldes daquelas feitas escolares nos EUA sempre mostradas nos filmes, onde os melhores trabalhos costumam até ganhar uma medalha pelo desempenho (sendo que essa história de medalha só seria copiada por aqui tempos depois, no terceiro ano do ensino médio, mas como premiação nos vestibulares simulados). No entanto, enquanto por lá, a meninada é acostumada desde cedo a essa realidade, para nós tudo seria completamente novo, abrupto e, consequentemente, assustador!

De qualquer forma, como líder da equipe, praticamente escolhi sozinho a experiência, pelo meu grupo de "meninas bonitas" (eu estava lá só por causa da minha então "Musa"...): uma garrafa, um funil, algodões, cal, água e "a prova de que existe gás carbônico no ar" (sempre terminávamos nossas apresentações-experimento com esta poderosa "frase científica"). No final, depois de muito suarmos nossas surradas camisetinhas especialmente pintadas para o evento (com os devidos "EQUI-alguma coisa e um desenhinho bonitinho a estampar o que se apresentava), ganhamos um dez (bem, acho que todos ganharam...) e interessados elogios de alguns visitantes: graças a Deus, deu tudo certo! Bom, nem tudo, na verdade: com o intenso stress de dois turnos quase ininterruptos como líder de equipe (logo, eu tinha mais turnos de 1 hora do que as beldades do resto do grupo), o tempo inteiro gastando a garganta a explicar o experimento a quem viesse e morrendo de calor naquela nossa escola pequena e abafada, acabei adoecendo... E não só eu, como qualquer outra criança mais empenhada em seus trabalhos naquele dia exageradamente estafante, passou maus bocados! Um abuso, com certeza, desrespeitando os limites infantis em prol de uma "inovação didática" e dos holofotes da imprensa local para o "melhor colégio" de então - aquele que tinha até a "inovadora feira de ciências"...

O tempo passou e, mais de 25 anos depois, eis que já faz três anos que a Mamãe e eu matriculamos a SuperFilha no mesmo colégio, agora totalmente renovado e bem estruturado numa sede de fazer inveja a muitas instituições de ensino - ele ocupa todo um imenso quarteirão num bairro nobre da Cidade, bem diferente do aperreio da minha época de aluno (onde ocupávamos uma área toda irregular e que aproveitava casas e prédios antigos conjugados no amocambado Centro). E, no sábado retrasado, participamos da sua terceira incursão na Feira do Conhecimento, espécie de "versão moderna e melhorada" das minhas antigas feiras e adaptada para os alunos mais miúdos - sendo que, neste ano, a apresentação do seu projeto seria algo emocionadamente diferente (tanto é que até a Vovó-Dinha se fez presente para aplaudir na primeira fila!): a declamação de vários poemas de autores célebres, como Manoel Bandeira e Cecília Meireles (que a filhona recitou, ao lado de mais dois coleguinhas, com o delicado Leilão de Jardim), e a reprodução do quadro O Pescador, de Tarsila do Amaral, numa releitura coletiva das próprias crianças por meio de materiais recicláveis, foi, no mínimo, extremamente emocionante para o Papai aqui, sempre tão ligado às artes em geral! E, o que é melhor, sem o nervosismo estressante daqueles tempos idos: todo o evento - que consistia também em visitações a outras salas e projetos diversos -, foi muito bem organizado em estandes temáticos e durou menos que o turno de uma manhã! Uma pena que os SuoperGêmeos não tenham podido ir (eles costumam dormir entre as 9 e as 11 h).

A maior mudança que vi no colégio, porém, foi a melhoria pedagógica no desenvolvimento de projetos científicos ou culturais junto às crianças: mesmo com alguns senões que vez por outra critico aqui (como uma mais que equivocada apostila, com erros de Português!), há tempos que a escola realiza um belo trabalho ao longo de todo o ano letivo, com variadas vertentes sendo trabalhadas em paralelo, não mais realizando evento algum em cima da hora ou trabalhando especificamente um projeto somente para uma  uma feira. Assim, além das atividades específicas, a Filha sabia de cor todos os outros poemas daquele recital, juntamente a várias canções clássicas da MPB (sendo que ela já conhecia João e Maria e A Banda, de Chico, desde os nossos embalos para ela dormir aos 3 anos), teve excelentes noções sobre a arte de Tarsila e o movimento modernista, sem esquecer a ida ao museu paleontológico para conhecer, na prática, as muitas informações sobre dinossauros e fósseis que recebeu ainda no primeiro semestre. Tudo coroado com a apresentação do espetáculo Frozen - Uma Aventura Congelante, onde minha super-heroinazinha viveu lindamente uma das azuis "aves do verão" (a qualidade do balé e as coreografias acabaram inferiores em relação aos anos anteriores, mas a beleza geral só aumentou) e, nesta última quinta, as duas turmas do Infantil 2 marcaram o penúltimo dia letivo do ano ao participarem de uma breve cantata em Inglês, com I wish you a merry Christmas, My Shadow e Days of the week - e, com a pronúncia quase impecável da pequena, ficou difícil conter a emoção...

Agora, diante das férias que começam hoje, resta a imensa vontade - muitas vezes impossível de se concretizar na prática - de aperfeiçoar em casa os tantos aprendizados vivenciados no colégio... Isso sem falar no quase desespero de procurar tornar especial cada um desses vindouros "dias sem aula" - mesmo aqueles mais entediantes onde nada mais resta além de ficar deitada em frente a uma TV por várias horas... Mas só em ver uma nova postura professoral não só desta como de outras escolas locais, com respeito à criança e com vontade concreta diante do estudante, resta um gostinho bom de dever bem cumprido pela filhona em relação à sua Educação (pagamos tão caro, exigimos o mínimo...) e, por fim, paira um consolo em relação aos atropelos non sense dos tempos idos, ocasião em que até um shopping (!) teve suas áreas abertas ocupadas para as apresentações de alguns anos daquelas feiras de ciências da minha infância e adolescência... Afinal, tudo evolui - e que seja a escola, pública ou particular, com sua gigantesca responsabilidade social, a primeira a ter essa ciência: respeito, consideração com as crianças e jovens e conhecimento são coisas que não se acham na feira!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Atum?!


Numa postagem recente, quando tratei das "coisas oficiais", aqueles marcos a partir dos quais consideramos o momento primeiro de uma determinada atividade na vida dos nossos amados filhinhos, falei da dificuldade de estabelecermos alguns deles em meio ao cada vez mais rápido desenvolvimento dos pequenos. Até bem pouco tempo, por exemplo, os SuperGêmeos não andavam nada além de alguns passinhos breves antes de voltar quase que imediatamente ao engatinhamento básico (- Engatinhar é para gatinhos! - diria uma inconformada e ansiosa SuperFilha) e, de repente, a ex-"molenguinha" SuperFilhotinha largou na frente do irmão e começou a andar para cima e para baixo "oficialmente", para além do trechinho "rack e TV/sofá", enquanto o SuperFilho passou a lhe empatar os passeios pelo condomínio, obrigando-a mesmo a ter que usar o carrinho duplo (criança, depois que aprende a andar, odeia carrinhos!) porque o bonitão só queria saber de andar de quatro - tal como o Blue, que não sabia voar e, acorrentado à Jade, só podia sair andando em passinhos sincronizados na divertida animação Rio.

Mas, em relação aos primeiros passos, é sempre mais fácil perceber o "marco zero" da nova atividade - e, assim, a minha doce bebezinha deu largada nas caminhadas aos 15 meses, enquanto exatamente um mês depois (16 de setembro, para ser mais exato, por causa do nítido e longo percurso percorrido sem apoio entre o balcão da cozinha e o sofá da sala), lá estava o Filhão a dar os seus independentes passinhos claudicantes, com 1 ano e 4 meses, portanto! Mas e quanto à fala: quem falou em primeiro lugar? E qual teria sido a primeira palavra? E a "data oficial": com quantos meses os SuperBebês "aprenderam" a falar?!

Bom, como o falar passa por um longo processo mais lento e duradouro, em primeiro lugar é necessário que haja "testemunhas" desta mágica primeira palavra, uma vez que ela pode ser dita sem ninguém por perto ou pode demorar a ser pronunciada outra vez - sim, os bebezinhos costumam ser bem temperamentais nesses aspectos! Afora o risco que um dos pais corre se somente o outro estiver ao lado naquele momento especial e sair jurando pra todo mundo que fora dirigida a ele o bendito primeiro "pa-pá" ou "ma-mã"... Aqui em casa, por exemplo, até hoje sofro com isso: "papai" foi a primeira vez da Filha, com pouco mais de um ano, mas a única pessoa que poderia defender-me diante de uma até hoje incrédula Mamãe era a Tia Silva, que conosco ficou dando uma força na casa ao longo do primeiro ano da primogênita e logo depois nos deixou... Assim, "mamãe" é que foi considerada como a que ela primeiramente pronunciou muito bem pronunciado e direcionadamente para sua progenitora, alguns meses depois, na entrada de um consultório dentista - o pior é que a "testemunha", no caso, fui eu mesmo!

Já com os nossos lindos bebezinhos não há muita controvérsia, não: enquanto a Filhotinha vive a balbuciar longos, porém indecifráveis solilóquios e até diálogos com quem a pegar no colo, é o Filho quem já articula, oficialmente, as primeiras palavras, num total de cinco inteligíveis: "Do-dóóó-a" (jeitinho como chama até hoje a irmãzinha, imitando a forma como nós chamamos a atenção da "pequena rebelde" quando flagrada nalguma arte, sendo por todos considerada como a primeira palavra oficial do nosso garotinho); "Á-ga" (água, quando está com sede ou apenas vê seu copinho azul); "tAu" (tchau, ao se despedir ou ver alguém indo embora); "fo-fÓ" (fofo - praticamente um segundo nome dado a ele por sua "fã n.º 1", a nossa SuperBabá -, quando todos, incluindo uma já vaidosa Vovó-Dinha, tinham como certo de que se tratava de "vovó"!); e, quase sempre que me aproximo para as brincadeiras, "pa-pá" (Papai, sim, por último, mas nada menos importante - e, desta vez, antes da Mamãe, que ele, apesar de todo o grude materno, só chamlu em alto e bom som neste último final de semana)!

O lado curioso de tudo isso é que, diante dos "papéis de gêneros" tão bem definidos entre os menores nessa SuperFamília, era de se imaginar a menininha como a "articulada" faladora da casa, vez que, de acordo com a maioria dos médicos - incluindo a nossa pediatra, a SuperDoutora Flá -, o desenvolvimento linguístico ocorre mais cedo entre as meninas (e você pensando que eu poderia estar com alguma piadinha machista)... E aqui em casa acabou sendo diferente: apesar de a Filhinha extremamente meiga e "princesinha", cuja maior diversão sempre foi empilhar as peças menores de brinquedos ou latinhas da dispensa, e do Filhão sendo sempre aquele meninão forte e, apesar de doce, com certo ar meio "ogro" (até hoje rio quando conto do dia em que, obstruído ao engatinhar diante de uma fileira de brinquedos espalhados pelo chão, ele seguiu como se nada existisse, desferindo tão fortes tabefes enquanto seguia seu caminho à medida que tudo voava para os lados), foi o nosso rapazinho quem "falou primeiro", em se considerando palavras direcionadas a pessoas ou vontades suas.

Na verdade, "não-oficialmente", a "primeira falante" entre os pequenos gêmeos foi mesmo a nossa nenenzinha linda, mas, como com o tempo ela não direcionou sua fala precoce e preferiu ficar nas tagarelas conversinhas ininteligíveis com suas "panelinhas" a ter que elaborar palavras concretas propriamente ditas, meu garotinho passou à frente! E isso nem é o mais engraçado, mas, sim, qual foi a primeira palavra da SuperFilhotinha - sim, finalmente temos como explicado o título desta crônica: foi ATUM! Não, ela ainda não descobriu os prazeres gustativos deste gostoso peixe e nem pediu a ninguém para experimentar degustá-lo (embora não deixe ninguém comendo passar despercebido): tudo não passou de uma grande aliteração de pequenos sons que ela então principiava a balbuciar e que se fundiriam no inteligível nome do famoso peixinho - e que hoje se desdobram no "desenvolvimento" de adoráveis monólogos mais "complexos"...

De qualquer forma, sempre foi tão engraçado vê-la falando a esmo "a-tum a-tum a-tum a-tum" pela casa, algumas vezes bem devagar e com ênfase em cada sílaba, noutras de forma acelerada e hilária, quase na velocidade dos seus passinhos (cada vez mais rápidos: ela já quase pula de tão veloz em suas corridinhas), que, mesmo até agora não preenchendo os "requisitos" para considerarmos qualquer palavra sua como a "primeira", é esse "atum" que nos mantém encantadamente pacientes pelo tão sonhado "marco-zero", aquela primeira palavrinha da nossa mais-que-doce princesinha "tagarela" e "mexedeira" pela casa inteira - que já dá seus primeiros sinais vocabulares à vista, com um "ati" (aqui) e um "tchááá" (tchau) a esmo, de vez em quando... Ah, essa superduplinha: o que será que se passa por essas pequenas mentes brilhantes, tudo prontinho, só esperando as futuras palavrinhas para virem ao mundo e se expressarem...

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Animação!


Sempre que vejo E.T. – O Extraterrestre, minha memória retoma um antigo diálogo que tive com um primo na pré-adolescência, época em que vi esse filme pela primeira vez: – Cara, eu nunca entendi qual é a desses meninos que continuam pedalando as bicicletas enquanto voam: não é o E.T. que está fazendo todos voarem?! Será que eles pensam que vão cair se pararem de ‘dar impulso’ com o pedal?!... A tese era boa e eu sequer havia cogitado antes sobre este furo! Décadas depois, acompanhando um longa com o trenzinho Thomas ao lado do meu querido SuperTrio de filhos, percebo algo irritantemente parecido com a mancada do antigo filme do Spielberg: se essas locomotivas todas desse famoso filminho inglês conversam, sentem emoções e cumprem ordens diretamente dos chefes humanos, por que cargas d’água fica um maquinista em cada uma delas?! Para conduzir o quê, se os trens são autossuficientes?! Sim, é só prestar atenção na série Thomas e Seus Amigos e conferir!

Mancadas à parte, gosto muito de animações: eu mesmo tenho a coleção da maioria dos filmes da Pixar, afora alguns clássicos japoneses e da Disney que, aos poucos, fui apresentando à Mamãe e aos nossos pequenos. Por isso, nunca as chamei de “filmes infantis”, tal como se costumava fazer antes, rotulando as animações em geral como “para crianças”: os tempos evoluíram e, hoje, a maior parte delas é igualmente voltada para um público mais jovem e adulto, que, inclusive entenderá muito mais piadas e referências do que a gurizada! E mesmo aquelas produções realmente endereçadas aos pequenos podem ser bem apreciadas pelos pais também (afinal, normalmente estamos do lado)! De qualquer forma, eu assisto a tudo que posso nessa área porque gosto, porque a SuperFilha me pede pela companhia e porque sinto a necessidade de acompanhar – e não falo somente da preocupação com o conteúdo, se adequado a sua idade, mas principalmente por adorar seguir o seu ritmo, podendo conversar “de igual pra igual” com ela sobre personagens e suas “tramas”, além de me ficar mais fácil depois ir atrás dos brinquedos e das trilhas sonoras respectivas, comprando-os ou baixando-as da internet e vivenciando tudo ainda mais sobre aquela sua paixão da vez!

E, atualmente, posso dizer que a filhona tem uma “paixão dupla”: o fenômeno O Show da Luna, animação brasileira nos mesmos moldes de outro sucesso brasileiro, Peixonauta (ambos desenvolvidos pelos mesmos criadores), só que com mais conteúdo educativo, uma que a vez que a garotinha do título “investiga” fenômenos da natureza em meio a brincadeiras de faz de conta ao lado do irmão Júpiter e do furão de estimação Cláudio, explicando tudo com divertidas musiquinhas; e a “retomada” de um antigo caso de amor pela ainda fenomenal Peppa Pig, que, apesar de mais voltada para um público menor (justamente a idade em que ela começou a idolatrar a porquinha, entre 3 e 4 anos, pouco antes de termos ficado um tempo sem televisão por assinatura em casa), ainda é capaz de prender-lhe a atenção mesmo com seus curtíssimos episódios (cerca de 5 minutos cada) reprisados à exaustão pelo canal Discovery Kids – que também exibe a Luna e, não por acaso, reprisa as duas atrações à noite, uma atrás da outra!

Ambas as animações têm suas limitações e costumam trazer alguns “efeitos colaterais”: enquanto O Show da Luna, rigidamente formulaico (começa com uma dúvida; a descoberta da protagonista acontece num faz-de-conta; tudo se encerra com um show, onde uma canção descreve tudo), muitas vezes deixa um gosto residual de frustração na Filha, com muitos episódios não explicando muito bem as “pesquisas” feitas (algumas vezes, até eu fico sem me convencer!), a porquinha inglesa Peppa acaba por influenciar negativamente a petizada a imitá-la em algumas de suas malcriações ou observações irritantes – cansativo o tanto de vezes que minha garota já repetiu, no mesmo tom da personagem, “Isso é muito chato!”, “Isso é uma coisa só de meninas! ou “Não vou fazer nada!”, afora os rótulos e preconceitos veiculados para alguns personagens (como o “papai bobinho” Papai Pig, retratado como um bobalhão que nada sabe resolver sem ajuda e ainda por cima é vaidoso, um “perito”, quando se sai bem: nós, pais, somos assim?!)... Mas a criatividade da maioria dos roteiros e o fato de as duas protagonistas serem meninas inteligentes e determinadas de 6 anos prevalece e igualmente cativa os pais de meninas – embora não tenham “contraindicação” alguma para os meninos!

Independente de qualquer senão, o mais legal mesmo é ver a evolução do animado gosto pessoal dos SuperFilhos: tudo começou com a filhona, aos 6 meses de idade, introduzida por meio de uma então estreante Galinha Pintadinha (único DVD não dado por mim, mas pela Vovó-Dinha), e que seguiu com animações sobre obras de grandes compositores (como Toquinho no Mundo da Criança), alguns episódios extraídos da TV (como os especiais da Dora) e outras tantas imitações da original galinha (como a tosca formiga igualmente azul, cópia do Flick de Vida de Inseto, na fajuta série trilíngue Bob Zoom), passou pelo “amadurecimento”, a partir dos seus três anos e meio, com seus primeiros longas (Frozen e, depois, alguns novos clássicos japoneses para atenuar aquela “febre”,como Totoro, Ponyo e Castelo Animado), enveredando por verdadeiras “comédias jovens” em desenho (Meu Malvado Favorito 1 e 2; Rio 1 e 2; Monstros S.A.; Universidade Monstros; A Era do Gelo 1 e 2; As Meninas SuperPoderosas), voltando à Disney/Pixar com títulos menos badalados (Peter Pan; Alice no País das Maravilhas; Valente) e, por fim, coroando seu já rico conteúdo cultural com todas as “coisas de meninas” imagináveis (como a “ex-Sininho” em TinkerBell e O Segredo das Fadas, e todas as princesas Disney: Branca de Neve e Os Sete Anões; A Bela Adormecida; A Bela e A Fera; Mulan; Cinderela; A Pequena Sereia; Enrolados; A Princesa e O Sapo); e, hoje, tudo se repete com os super-irmãozinhos, que seguem os mesmos passos da mais velha quase na mesma ordem...

Hoje, ao presenciar os SuperGêmeos coladinhos ao televisor – literalmente, vez que ficam apoiadinhos no rack onde fica a TV e ainda dão palmadinhas na tela quando se empolgam, minutos antes de eu acabar com a festa em respeito aos seus pobres olhinhos e à tela novinha em folha! – e vidrados com a magia de Totoro ou as peripécias de Blu e Jade em Rio, sinto certo orgulho por ter tido a quase total participação em todo este processo, acompanhando junto e sugerindo sempre a próxima sessão (com o devido download das trilhas sonoras respectivas!), nessa espécie de “legado animado” que lhes deixo, este humilde Papai – não é o Pig! – que aprendeu cedo, lá pelos idos dos anos 90 com obras-primas como o norte-americano Fantasia (tudo começa mesmo com o Mickey, não é mesmo?) e a ficção científica japonesa Akira (e, tempos depois, com o singular francês As Bicicletas de Belleville e a magia futurista de Wall-E – nenhum destes visto pelos ainda não preparados super-pequerruchos), que desenho animado poderia ser arte e entretenimento misturados num pacote dos bons para qualquer idade que se permitir acompanhar esses deliciosos jeitos especiais de se contar uma história...

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Crianças!


Para o meu amor lindo:
Mesmo às vezes sem entender direito que monstro te mordeu,
Eu vou sempre adorar ser uma “criança adulta” para sempre poder brincar contigo...
Vamos ler agora mesmo sobre esse monstrinho “de verdade” e bem real?
Este é o meu brinquedo de leitura pra ti,
Feliz Dia das Crianças, hoje e sempre (me acompanha?)!
Do Papai, em 12.10.2015
Aproveitando o gancho do enorme sucesso infantil Que monstro te mordeu?, especialmente junto à SuperFilha, desde que passou a ser exibido no Discovery Kids há pouco tempo (mas lançada no finalzinho de 2014 nos canais Rá Tim Bum e TV Cultura), apus essa dedicatória acima num livro que lhe comprei recentemente, O que não cabe no meu mundo: Preconceito (Cedic, 2012), parte de uma coleção literária onde, a cada fascículo, um conhecido vício é apresentado como um “monstrinho da vida real” a ser evitado (preguiça, mentira, inveja, teimosia etc.) e são ensinadas lições de ética e moral para a criançada – ideia similar, mas bem melhor explorada no divertido e inteligente mais recente programa do mestre Cao Hamburguer (Castelo RáTimBum), onde, em cada episódio, um novo monstrinho (relacionado a questões como a compulsão por querer tudo que está à venda ou a gula por fast food, como o Quero-Quero ou o Delíverson) surge para atazanar alguém no “monstruoso Mundo dos Monstros”, lugar que conta com, além de um incrível elenco de manipuladores/vozes para bonecos bacanas, a gracinha estreante na TV Daphne Bozarski, excelentre atriz e cantora de 23 anos que praticamente desaparece na fantasia/maquiagem da efusiva menina-monstro Lali, com suas descobertas num novo mundo estranho (metáfora para os próprios sentimentos dos pequenos espectadores: identificação imediata).
O livro em questão, como deu pra perceber pela própria dedicatória, foi escolhido como um dos presentes para este Dia das Crianças – afinal, como para a criançada hoje é o “dia oficial de ganhar brinquedo”, quem disse que ler não pode ser uma bela forma de brincar?! Ainda mais quando, mesmo para aqueles ainda não iniciados nas artes das letras, ou mesmo dos “monstrinhos”, como é o caso dos SuperGêmeos, existem excelentes formas de introdução à prazerosa atividade da leitura! Assim, além da Filha, os lindos superbebês também levaram os seus exemplares – no caso, os seus primeiros livrinhos: para a SuperFilhotinha, O Cordeiro procura sua mãe (Série Filhotes Fofos, Ed. Ciranda Cultural), com um lindo carneirinho como protagonista e cuja cabeça grande e fofinha permeia todas as folhas duras e, se apertada, fala pequenas frases entre divertidos gritinhos de “béééé”; já para o SuperFilho (recentemente descoberto como “BatFilho” graças ao Dia da Família: última postagem), um livrinho de apresentação do herói Batman com páginas ainda mais duras e pequenos quebra-cabeças nelas encaixados para futuras montagens, tudo para lhe despertar ainda mais a habitual curiosidade do meu pequeno Hulk literato...
Mas nem só de monstros – ou de bons livros – se vive neste especial dia 12! Assim, mantendo a bela tradição de dar brinquedos para a gurizada, comprei, além dos livros, outros presentes para todo mundo: para a minha garotona, a tão cobiçada boneca Luna, de outro sucesso televisivo nacional, a educativa animação O Show da Luna; e, para os três SuperFilhos de uma vez (já que os pequeninos já têm bastantes opções em casa e curtem bem mais uma farra de brincadeiras com a mana mais velha do que novos mimos), um “brinquedo coletivo”, a barraca da Peppa! O leitor está achando que o Papai aqui, como a grande “criança-adulta” da dedicatória, foi um tanto quanto exagerado? Não creio: sempre tenho o freio da Mamãe! é que não resisto, aproveitando a data festiva, a uma tão boa desculpa para presentear com brinquedos novos – que, na minha opinião, também podem alimentar possíveis brincadeiras para trazer à tona os outros brinquedos esquecidos no cesto ou na estante! Ah, e sem poder esquecer que as avós também colaboraram bastante com essa farra: a Vovó-Dinha deu para a superduplinha o divertido e carismático DVD O Mundo do Bita – Brincadeiras e, para a afilhada-neta, um boliche da Frozen – que, por sua vez, recebeu da Vovó Lena um lindo pequeno pônei da Cinderela para pentear da linha Palace Pets (graças a uma “forcinha” dada, ré, ré, ré).
E antes que algum entendido no assunto infantil venha me tachar de “Monstro Quero-Quero”, não me bitolei somente na angústia esganada de encher minha criançada de brinquedos, como também lutei contra o cansaço e a costumeira falta de tempo para tentar dar aos filhotes um belo feriadão – especialmente em relação à mais velha, que ainda teria o Dia dos Professores juntado à segunda, 12! E, assim, ela brincou a valer na casa da Vó-Dinha na sexta; seguiu para a aguardada festinha de 3 aninhos da coleguinha do condomínio (agora morando em outro condomínio...); acompanhou a família inteira rumo a um novo shopping local para assistir a uma apresentação de dublagens "Sonho de Princesa” (que, tirando as belas intérpretes da Wendy do Peter Pan e da Rapunzel, só tinha bruxa, na verdade!); passou, junto aos irmãozinhos, um ótimo fim de tarde do dia especial na grande recreação no condomínio da Vó-Dinha (ela, outra vez); e, por fim, curtiu uma pizza ligeirinha, porém gostosa, numa pizzaria repleta desses parquinhos tão atrativos à criançada – e com a promessa de mais uma recreação num buffet local, para o próximo sábado, pela associação do trabalho do SuperPai... Ufa! Para tanto movimento (e olha que fiquei devendo a praia prometida, por causa de um mal-estar virótico...) é preciso ter “peito de remador”, como diriam os poetas-mor de nossa MPB, Vinícius e Chico... Mas, nesse peito forte, jamais pode deixar de bater um macio coração leve e esperançoso, que vibre com cada coisa infantil que cerca os nossos filhos – só assim estaremos realmente sendo “crianças adultas” a acompanhá-los por toda a sua infância, durando o quanto essa fase tão curta, porém maravilhosa, quiser durar...

domingo, 4 de outubro de 2015

Família


No último final de semana de setembro, a escola da SuperFilha realizou, pela segunda vez consecutiva, o Dia da Família, com uma série de atividades educativo-recreativas que, atualmente, são igualmente realizadas em várias escolas em todo o País, sempre conjurando pela presença maciça de todos os familiares que convivam diretamente com os alunos. A data, na verdade, foi criação da UNESCO e desde 94 é comemorada no dia 15 de maio - sendo que, no Brasil, a data especial é celebrada em 8 de dezembro. Mas enquanto a ocasião é normalmente marcada por campanhas de valorização do seio familiar, bem como de divulgação de direitos e responsabilidades por sobre questões econômicas e sociais que afetam as famílias no mundo todo, a sensação que passa em relação às escolas é a de um mero oba-oba mea culpa, a fim de só e tão somente dar uma "satisfação" para os responsáveis sobre o trabalho da instituição de ensino, tentando diminuir a enorme distância criada pelos próprios colégios no trato com os pais e familiares no dia-a-dia sem reuniões periódicas ou maiores eventos que realmente aproximem os familiares das atividades desenvolvidas com cada aluno matriculado...

E digo isso por duas razões: a primeira se deve a um caso específico vivido pelo Papai aqui... No ano passado, já reclamando pelo segundo ano consecutivo (a Filha começara naquela escola no ano anterior) a respeito da ausência de uma cerimônia de homenagem para o Dia dos Pais - sim, porque enquanto a Mamãe todo ano participa de alguma coisa, desde homenagens coletivas com danças e versinhos cantados no ginásio a cânticos, nas salas, de alguma música famosa que se encaixe no Dia das Mães, os pobres pais temos que nos contentar somente com a lembrancinha feita (e inteiramente paga por nós!) -, ouvi pela primeira vez essa conversinha por parte das coordenadoras: - Ah, mas não fizemos nada porque estamos preparando uma megafesta para todas as famílias em setembro: aí os papais terão suas homenagens! - confesso que, inocentemente, acreditei e aguardei a então "primeira edição" da tal data, que em nada teve direcionada qualquer homenagem direta (ou mesmo indireta) aos pais, vindo a ser somente um "grande dia no parque", onde a maioria das brincadeiras apresentava algum tipo de "projeto" desenvolvido juntamente às crianças...

Nisso, eu abro um adendo aqui: por que os papais são tão renegados?! Ora, não vivemos mais nos tempos machistas dos nossos pais, onde a figura masculina era aquela coisa distante e autoritária, que em pouco ou quase nada se envolvia com as criações dos filhos! Hoje é bem diferente: toda a geração de machos da qual faço parte eu vejo trocar fraldas, dar banho e levar suas crias para passear! Mas os holofotes ainda são somente para as fêmeas mães... E, o que é pior, tal inferiorização ultrapassa os muros dos colégios e é generalizada! Exagero meu?! Então, pra ficar só com um exemplo a emoldurar a minha tese, confira aqui o primoroso carinho de canção composta pela equipe da Galinha Pintadinha em homenagem às mamães (no DVD A Galinha Pintadinha Vol. 4) e aqui a mais recente composição mal-ajambrada e pobrinha, pobrinha que o mesmo pessoal bolou para o próximo volume da famosa galinha azul infantil, e me diga se tenho ou não motivos de sobra para as minhas reclamações! Pois bem, continuando para a nossa segunda razão de minhas críticas ao tal Dia da Família: as "tias", professoras, passam um tempão na nossa cola para que seja paga uma taxa disso, outra daquilo, que mandemos materiais recicláveis (como latas, copos etc.) e enviemos fotos do aluno nalguma diversão em família; ficamos um bom tempo para escolher a foto, aquela que melhor represente ou defina o espírito do nosso clã super-heroico e... Tudo é resumido a uma fotinho com moldura de papelão num canto obscuro da sala - com os brinquedos de latas e copos perdidos nalgum estande que, pela lotação e pelo excessivo número de "atrações", dificilmente você conseguirá achar...

E eu, sem tempo algum, ainda me consumi por não achar nenhuma "foto perfeita", uma que nos unisse a todos para um único take: como geralmente ou eu ou a mãe é que estamos por trás da câmera ou celular, não havia uma única imagem com todos nós cinco reunidos! Então imprimi 5 fotos em tamanho 10x15 (até isso era difícil: desviar o caminho corrido e passar numa dessas "foto-rápida" para imprimir!), dispus tudo numa espécie de mosaico e as colei num papelão - que voltou, com apenas duas arrancadas, que seriam usadas numa moldurinha sem sal... Críticas à parte, é claro que é válido e louvável qualquer esforço de se realizar um dia onde as famílias possam adentrar os cada vez mais fechados muros das escolas e interagir com seus filhos e com os seus coleguinhas mais próximos - a própria filhona se mostrou visivelmente ansiosa pela chegada deste "sábado mágico", não parando de falar a respeito e até dormindo menos nos dois dias que o antecediam! Fosse por causa da chance de ouro de ter os seus SuperIrmãozinhos juntos a ela no colégio, fosse porque o meu lado nerd falou mais alto e acabei comprando camisas/vestidos para todo mundo aqui, imitando as insígnias e os uniformes dos super-heróis - no caso, as meninas todas iriam de Mulher-Maravilha e os meninos, de Batman (DC rules!) -, uma vez que a coordenação do evento sugeriu que cada família fosse "personificada" com algo que a representasse em conjunto, com roupas iguais ou com um tema em comum  (por que será que escolhi este em particular, hum?!)... Enfim, uma festa anunciada para qualquer criança!

E assim, todos devidamente paramentados e com a ajuda mais do que necessária da Ciça, a nossa SuperBabá, para lá fomos nós, a nos unir (e nos dividir...) e a suar bastante para conciliar os diversos interesses envolvidos: a SuperFilhotinha queria andar serelepe e ver as muitas novidades para o Leste; o SuperFilho adorava sentar-se e arrancar a grama ou engatinhar pelo chão para o Oeste; e a "Moça-Maravilha" preferia as atrações dos meninos "mais velhos", como um estande de maquiagem infantil (?!) ou um karaokê com canções adultas e desconhecidas (?!?!) - onde sussurrou, ao microfone, a sua favorita Let it go e arrancou aplausos de todos! E a tão almejada "super-foto"?! Bem, nem preciso dizer o quão difícil foi reunir todo mundo, mesmo com tantos fotógrafos à disposição no evento... Mas conseguimos: a SuperFamília (literalmente), enfim, totalmente reunida para emoldurar - agora é só esperar que o fotógrafo apareça em frente ao colégio com seus "precinhos camaradas"! E viva a família brasileira, independentemente de datas especiais, eventos escolares para inglês ver ou de qualquer outra especificação, bem mais eclética e parecida com a que os Titãs pintaram lá atrás na década de 80 do que o que quer a maioria dos nossos atualmente retrógrados representantes do Congresso Nacional e seus absurdos e falidos estatutos...

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Oficial!


O último dia 16 de setembro começou como mais uma quarta-feira normal, com todos acordando bem cedo no lar da SuperFamília: a Mamãe X despertando às cinco e meia para a mamadeira de leite de um sempre exigente (e com choro atômico!) SuperFilho; uns 40 minutos depois, o SuperPai aqui corre para acolher as súplicas da sempre doce (desde o acordar...) SuperFilhotinha, que também faz jus ao seu leitinho; tudo isso numa luta básica pelo maior silêncio possível, a fim de conceder mais meia hora para a SuperFilha, que também teria de se levantar logo para os rápidos preparativos antes de correr para a escola (cujos portões ficam "oficialmente" abertos até às 7:45 h), em meio ao duro trânsito que existe até lá. Mas quem pensou que nada de novo se seguiria naquele dia acabou nem percebendo o quão especial viria a tornar-se aquela "mais uma quarta-feira qualquer"...

E a "virada" começaria na normalmente corrida hora do almoço: por ser dia de balé no ingrato horário final das aulas da Filha, o regresso do trabalho com a minha linda bailarina para casa nas quartas é sempre muito estressante! E a correria louca de driblar os engarrafamentos do pós-meio-dia e o tentar pôr aquela menina à mesa antes das 13 horas, lutando para que ela coma decentemente entre as atrações da TV já ligada para os SuperGêmeos e a gostosa farra com os mesmos, tentando ver os três num cochilo à sesta antes das 15 h, mesmo com os préstimos da estimada SuperBabá, confesso, trata-se de tarefa hercúlea, embora das mais corriqueiras do nosso dia-a-dia... A não ser que um dos membros desta família incrível resolva armar uma feliz surpresa justamente para esta hora nervosa - e foi exatamente isso o que o Filhão resolveu fazer neste dia: andou "oficialmente" pela primeira vez, pela sala do apartamento, no seu melhor estilo "o bêbado e o equilibrista", para a felicidade geral de todos (à exceção da mãe, ainda no trabalho, que não pôde presenciar o mágico momento)!

E eu digo "oficialmente" porque, por mais coisas maravilhosas que os filhos aprendam e realizem minuto a minuto desde o seu nascimento, os pais normalmente se valem de algumas "balizas" para delimitar o "marco zero" de determinado super-feito! E, assim como é melhor considerar a "primeira palavra oficial" como aquela dita com direcionamento (a não ser os manjados "mamã" e "papá" ditos a esmo e desde sempre), o "primeiro andar" só é oficialmente considerado aqui em casa quando o bebê consegue dar vários passos em sequência, sem cair ou descambar para apoios ou engatinhamentos, por um razoável pedaço de chão! Assim ocorreu com a filhona, que andou "oficialmente" com um ano e três meses, exatamente um dia após o Dia dos Pais do já longínquo 2011, por todo o corredor do apê desde o meu quarto até a porta da sala (tudo devidamente filmado!), e também ocorreu com a filhotinha, que deu seus "primeiros passos oficiais" ao cruzar a sala até o balcão da cozinha, com a mesma idade da mana mais velha (somente com uma semana de "atraso"). E, ainda que "fora da média" da casa - e das meninas -, o meu "caçula" (nascido cinco minutos após a irmã gêmea) não saiu da média estabelecida para os gêmeos, onde, em geral, considera-se algum tempo extra para o desenvolvimento natural (que se pode estender até 1 ano e 5 meses para o andar).

Mas o caráter de "oficialidade" para aquela data ainda não havia acabado... E, apesar do chato comunicado da Mamãe de que se atrasaria - o que me levaria a um consequente atraso na minha saída para novas labutas -, havia uma novidade especial junto à sua volta pra casa: a Tia , sua prima, que oficialmente por aqui nos anunciara, algumas semanas antes, a feliz novidade de seu "especial estado interessante", viria pra cá a fim de "trocar figurinhas" sobre a maternidade! - Ah, quer saber: não vou mais sair, não; amanhã dou meu jeito pra organizar tudo: aproveita a tua prima e a Ciça e vão logo vacinar esses meninos, enquanto trabalho por aqui mesmo e aproveito a diarista para orientá-la a deixar o jantar pronto! Eu queria mesmo convidar a Rô para um camarão num domingo desses, para também lhe fazer aquele "comunicado especial", né...? - comentava, ainda pelo telefone, com a agora super-experiente Mamãe (que, sinceramente, deveria passar a ministrar palestras e workshops sobre o tema pelo Brasil afora, tamanha a tarimba alcançada pelo frenético ritmo dos três filhos).

Missão arduamente cumprida em relação às muitas vacinas atrasadas (com postergamento somente em relação à SuperFilha, por conta de alguns efeitos colaterais possíveis no meio da semana) e com todos de volta para casa, a buchudinha e arredondada visita ilustre já demonstrava o costumeiro cansaço dos avançados três meses e meio de gravidez em meio aos famosos cochilos dessa fase quando, finalmente, depois de todos os pequerruchos devidamente alimentados, arrumados e encaminhados para dormir, foi anunciado o "oficial" jantar especial: tempurá de camarão e talharin com camarões ao molho branco. Mas, oficialmente, o que havia mesmo para celebrar? - deveria estar se questionando a nossa querida parente e amiga em sensibilidade aguda... - Ah, comemoremos sempre a vida, a saúde dos meninos, mas há uma 'notícia oficial' a proclamar e é uma bela notícia... Não fazes nem ideia?! Bom, então que rufem os tambores... 

Depois de tanto suspense barato (adoro uma supervalorização dramática...) e de protestos de "Chega!" por parte de minhas duas convivas, vaticinei: - Tia Rô, a Mamãe e eu queremos muito que você seja a madrinha da Filhotinha... Convite aceito e muita alegria com o time finalmente completo por pessoas especiais (já composto pela Tia Wandoca e pelos Tios Van e Vefinho: só falta marcar este batizado duplo!), leves e soltos risos amenizando os espíritos de tanta pressa e opressão e um dos mais deliciosos fins de noite diferentes para uma quarta-feira qualquer que tornamos especial... Oficialmente falando, é claro!

Exibindo IMG-20150928-WA0019.jpg

sábado, 12 de setembro de 2015

SuperCidade


"Quando eu era criança pequena lá em Barbacena", eu adorava quando, nos (poucos) filmes que existiam naquela época sobre Super-Heróis, a primeira cena mostrava, ao longe e em cena estática como num cartão-postal, o contorno da cidade do poderoso justiceiro com o respectivo nome embaixo - e isso era, por si, uma fotocópia escancarada do comecinho de Batman (1989), o grande responsável por alavancar aquele pequeno fenômeno de "filmes de heróis" do comecinho dos anos 90 (Dick Tracy e O Máscara nos cinemas, The Flash na TV etc.). Bom, na verdade, nunca sequer fui a Barbacena: é só jeito de falar de "priscas eras", aproveitando um jargão de um falecido comediante de um antigo programa humorístico da TV... de quando eu era pequeno!

Mas a ideia de ter uma origem numa Cidade realmente sempre me disse muito - afinal, nos Quadrinhos, sempre foi assim: Batman cuidava de Gotham; Super-Homem, de Metrópolis; Flash corria em volta de Central City; Lanterna Verde amava Coast City (ficando nas fictícias); o Quarteto Fantástico e os X-Men, se não estivessem numa missão interplanetária, eram os heróis de Nova Iorque (enfim, uma cidade real)... E como eu sigo Super-Herói, a contar, em meus diários, o dia-a-dia de uma SuperFamília espetacular, nada mais justo do que ter o meu rincão para proteger - mesmo que tal "proteção" esteja mais para o sentido afetuoso da palavra do que para as cenas de ação dos filmes de heróis das HQs!

Afetuoso porque nem sempre ter um peito de aço e voar ou se lançar por entre arranha-céus a combater o crime são a única forma de se proteger uma localidade, bem como os seus moradores - até porque o primeiro é realisticamente impossível e o segundo, nesta Cidade, é complicado, com os limites de 15 andares para os poucos prédios mais altos (e concentrados numa pequena região do mapa)! Assim, o conservar sua memória, no amor aos detalhes da sua cultura secular e do seu povo valoroso e criativo, passeando por suas ruas estreitas e mostrando os seus tesouros desde os tempos de namoro (com a hoje Mamãe) até os dias atuais, com a Filha a coletar dados in loco para a pesquisa da escola, não deixa de ser uma preservação do lugar onde nascemos - e quem preserva, protege!

Assim, bem maior do que Barbacena - ela tem uma cara de "cidade pequena", mas ainda é a capital do Estado -, porém infinitamente mais recatada e modesta que Gotham City, a "grande ilha" de São Luís mereceu os parabéns pelos seus 403 anos comemorados no último dia 8! Sim, ainda há´inúmeras injustiças - o "vilão" por estas bandas sempre foi outro, o político, mais particularmente uma espécie de Lex Luthor bigodudo que mandou e desmandou por aqui, fazendo muitas maldades impunes nos últimos 50 anos... Ainda há muitos problemas a resolver (trânsito, ocupação desordenada, desigualdades sociais)... Mas passear por ela tão bem acompanhado, tal qual naquele mágico 8 de setembro de 2010, quando a SuperFilha dava a sua primeira "voltinha oficial" pelo Centro Histórico aos 4 meses (com as ilustres companhias do Vovô Lito e da Vovó-Dinha), agora a contar as histórias dos telhados laranja, dos casarões com pórticos coloridos e janelas sem-fim e dos azulejos nos sobradões de imensas escadarias, não tem preço!

E, num tempo em que as mega-hiper-superproduções cinematográficas sobre Super-Heróis já viraram uma realidade por vezes cansativa, nada melhor do que, agora, ensaiar os primeiros passinhos dos mais novos super-seres da casa: assim, o SuperFilho - que está mais para uma combinação de Hulk com Homem-Aranha nos últimos tempos - e a SuperFilhotinha - que, sendo a cara da Anne Hathaway, lembra a nova Mulher-Gato dos cinemas em versão short e fofinha -, logo, logo, estarão desbravando esse chão onde o seu SuperPai nasceu, a descobrir suas origens e entender um pouco mais dos seus latentes "superpoderes de proteção" - tradição na família há muito tempo e garantia de preservação da cidade por mais séculos e séculos para o futuro...

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Iguais?!


Tudo depende de uma perspectiva...

- E as suas meninas, como estão? 
- "Meninos"! Existe um rapaz no meio das duas... 
- Ah, sim... É ele que é o gêmeo com outra menina, né?
- Isso mesmo! Estão saindo de uma gripe bem chata, mas estão bem, graças a Deus... 
- Eles são iguais, né... Gêmeos idênticos? 
- Não: como eu já disse, eles são um casal e... 
-Ah, tá! E quando é que eles completam um ano? 
- Eles já completaram faz um tempinho: os dois já têm 1 ano e 4 meses... Na verdade, a senhora sempre me pergunta essas mesmas coisas quando venho à sua banca, mas parece que sempre se esquece das minhas respostas, ré, ré, ré... 
Pois é: parece que o meu casal de SuperGêmeos desperta essa vontade adormecida de qualquer um vir puxar assunto a seu respeito! E, por isso, acabei estabelecendo uma espécie de "lista" com as coisas que mais "adoro" responder a estranhos quando passeio com meu supercasalzinho ou a pessoas sem maiores intimidades com a família, que, vira e mexe, também vaticinam com quase as mesmas perguntas vazias: 
1. - São gêmeos? - ou, sua variante não-dominante da Língua Portuguesa: - É gêmeo?. Sorriso amarelo, resposta afirmativa (ok, vá lá: poderiam ser primos ou amiguinhos COM QUASE AS MESMAS DIMENSÕES dividindo um carrinho duplo para bebês gêmeos... Poderiam mesmo?!), passemos à segunda e certa pergunta... 
2. - São duas meninas? - e isso quando, na maioria das vezes, cada um  deles veste uma cor BEM característica do seu sexo (tipo o clássico dueto "AZUL/ROSA) ou então é BEM visível a envergadura larga do SuperFilho em relação à SuperFilhotinha (cujo brinco é ainda MAIS evidente)...
3. - São "iguais"?/ São idênticos?... Puxa vida, além de EVIDENTEMENTE diferentes, o "atento" questionador parece não ter observado a minha resposta negativa para a pergunta anterior: é um CASAL, meu Deus, como podem ser gêmeos IDÊNTICOS (o que envolveria questões como MESMO genoma, na ampla maioria das vezes MESMA placenta, MESMO óvulo, MESMO espermatozoide e, consequentemente, MESMO... SEXO!)! 
Na verdade, o que paira dominante por sobre o imaginário popular parece ser a curiosidade sobre o "diferente" (hoje em dia já nem tão incomum assim, com tantos gêmeos nascendo de tratamentos de fertilidade ou de gestações um tanto quanto mais tardias) - ou, melhor dizendo, curiosidade pelo "igual": afinal, o nome originalmente remonta, imediatamente, à ideia de um "par de jarros", de torres, enfim, de objetos idênticos. Assim, o imediatismo popular sempre clamará por um "espetáculo" - e nada mais empolgante do que ver, no meio de tanta "mesmice de diferenças", dois pequenos seres iguaizinhos...
Entretanto, apesar de ter nascido no mesmo dia, tanto o Papai aqui como a Mamãe sabemos muito bem o quão diferentes eles são entre si: minha superbebezinha segue solta por este mês de agosto com seus passos firmes pela casa inteira, seguindo a "tradição feminina da família" (minha primogênita SuperFilha andou completamente um dia após o Dia dos Pais), no seu peculiar andar de "múmia na lambreta" (lembra muito o Boris Karllof no clássico da Universal, com as pernas retesadas e os braços estendidos, só que com a mão direita como que acelerando uma moto!), "fala" pelos cotovelos ("Coticoticoti... Azbrllll") e dorme sozinha no seu bercinho em poucos minutos quando com sono; já o meu "suave" "bebê hulk" continua preguiçoso e só anda de verdade quando é o jeito (ambos seguem dentro das previsões dos médicos, uma vez que gêmeos têm "prazos" diferentes para o desenvolvimento), prefere o silêncio ou os gritos e choros de manha a maiores articulações e, para pegar no sono, haja braço a embalar a rede com os devidos balancinhos por uns bons minutos...
Tudo bem, os meus superpimpolhinhos também guardam muitas coisas em comum: adoram tomar a chupeta (e qualquer outro objeto interessante) um do outro, são bastante afetuosos com a família (com o Filho levando uma razoável vantagem no grude com a Mãe) e, além de lindíssimos e muito fofos, são muito inteligentes e atentos ao mundo em volta! Mas resta muito claro que, ainda que os meus filhinhos tivessem a mesma aparência física, o certo é que nenhum deles nem ninguém mais no mundo é igual a outra pessoa, não importando a idade, o sexo, a etnia ou a situação familiar comuns - mesmo gêmeos univitelinos não possuem idênticas impressões digitais entre si!  E eis aí uma coisa que até a minha incrível Filha, no alto da "experiência" dos seus 5 anos bem vividos, já percebeu: eles são muito diferentes, entre si e em relação a ela, antes a única dona do espaço! E, compreender a beleza das diferenças e saber conviver com essa magia são os primeiros passos para um crescimento como pessoa rumo a uma humanidade bem melhor e de mentalidade menos tacanha que a da sociedade de hoje... Ah, e também ajuda bastante numa reformulação daquelas cansativas e iguaizinhas perguntas chatas sobre gêmeos!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Mágico


Estava tudo programadinho: acordar com meus três pequenos superpoderosos em minha cama, a entregar meus presentes do Dia dos Pais com muitos abraços e cheirinhos a rolar pelos lençóis desfeitos; café da manhã com a SuperFilha para, em seguida, assistir com ela à "Programação Especial do Discovery Kids" (pelo menos o início dela, com a nova série do queridíssimo Snoopy para as novas gerações); depois de um pouco de chão entre brinquedos com o SuperFilho e de umas "voltas" pelo pequeno apê de mão dada com a recém-andarilha SuperFilhotinha, eu iria para a cozinha preparar um gostoso yakissoba de camarão, descansaríamos um bocadinho e eu seguiria para a casa do Vovô Lito a fim de dar-lhe aquele abraço pelo domingo especial... Sem esquecer, por fim, que domingo também era o "dia da pizza", "tradição" recentemente instituída pela minha superbela depois que passei a comprar aquelas massas prontas para frigideira, onde ela montaria não só a minha, como também a pizza da Mamãe! Em suma: um domingo perfeito... Mas, depois de uma semana tão desprogramada, com tantos improvisos por sobre mais umas coisinhas bem chatas e cansativas, quais as chances de algo perfeito acontecer - ainda mais num dia tão repleto de expectativas?!

Bom, por mais incrível que possa parecer, eu, com meu chato realismo pé-no-chão de sempre, posso dizer que as chances são... de 100%! Isso mesmo: depois de dias pesados, a leveza de um domingo em família foi mesmo um bálsamo para meus pobres ombros paternos! Tudo bem que, na tradicional "foto do pijama", com os presentes do Dia dos Pais, a SuperFilhotinha se ausentou devido a problemas de recarregamento de suas bateriazinhas do soninho da manhã... Ah, e tanto a primeira super-refeição do dia quanto o tão acarinhado almoço do "pai 'chef'" não agradaram muito à SuperGarotona, com seu apetite de veneta... E o Filhão, saindo de uma virose braba (seria a tal da "zica"?!), ainda engatinhava pela casa com bastante marra e manha, chorando a valer, mesmo quando nos sentávamos todos no chão para as molecagens do dia... Sem falar nas minhas meninas, que, por variadas razões (a primeira semana de aula/ as vicissitudes dos primeiros dentinhos), desde sexta apresentavam uma febrinha renitente... Não esquecendo o não muito inspirador encontro na casa do velho pai no "final da feira" do domingo... Mas, quer saber?! Se alguém me perguntar, não vi um defeito sequer! Ainda mais com esses três divinos e lindos presentes que me honram em ser chamado de pai, a me lembrar do tempo vivo e cheio de alegria em minha volta - o que mais eu poderia querer?

- Presentes! - algum pai, mais afoito e embriagadamente feliz pelo domingão, poderia gritar ao fundo... E disso, então, é que não tenho MESMO o que reclamar! Afinal, não deixa de ser mais uma vantagem de ter uma prole maior: mais relicários para receber! A começar da mais velha, que capitaneou, pela primeira vez, toda a escolha dos mimos que o SuperPai aqui receberia. E o principal, aquele escolhido pela primadona da casa (uma vez que os restantes ainda são selecionados pela mãe "em nome" dos bebezinhos), tocou fundo em meu coração, graças à sensível homenagem nerd ao seu velho colecionador favorito: - Papai, eu vou comprar pra você duas revistas de super-heróis: uma com histórias pra ler e outra pra você pintar!... Passada a tocante surpresa inicial da bela escolha nas primeiras vezes em que proferiu a novidade aos quatro ventos, rapidamente deu pra entender a "motivação" das escolhas: quando indagada se sabia o que os irmãozinhos me dariam, vinha sempre "uma boneca que faz isso" e "uma bola de tal jeito"...

Desta forma, ficou fácil perceber que a sua intenção era mesmo antecipar o Dia das Crianças para o segundo domingo de agosto, não só pra ela, como para todos os pequenos daqui de casa! Ainda assim, em meio às carinhosamente necessárias e belíssimas carteira e camisa polo, não tenho como não reconhecer que os meus presentes favoritos tenham sido aqueles pinçados pela minha garotona, Batman Crônicas Vol. 3 e o "livro de colorir e passatempos" dos Vingadores - A Era de Ultron: apesar das "segundas intenções", sentir-me em sua mesma sintonia e terminar um dia especial como este, a ler para a filha dos anos 2.000 historinhas da década de 40 do seu mais novo herói favorito (o primeiro acho que sou eu, a protegê-la na difícil readaptação aos elevadores...) e, como uma criança novamente, pintar com ela, com direito a "canetinhas grátis", os grandes figurões cinematográficos da Marvel (- Pai, qual o seu herói Marvel favorito? - Bota aí na revista, filha, que é o Hulk... Não, o Wolverine... Não, é o Homem-Aranha...), pra mim, foi algo simplesmente mágico...

sábado, 25 de julho de 2015

"Cilema"


Férias de julho cinematográficas... Só que não!

Eu já havia ido com ela ao cinema algum tempo atrás, para ver um desses inúmeros volumes de compilação de animações da Turma da Mônica, numa esvaziada matinê num shopping local. Mas, confesso, nunca contei essa como a sua "primeira vez oficial", aquela que a marcaria como uma grande cinéfila - afinal, diante da ainda pouca idade (por volta dos 4), com a atração tão fraquinha e com tantas novidades em volta (um monte de cadeiras reclináveis para ficar alternando o sentar, tudo escuro com uma tela enorme...) e sem um grande público efusivo para animar a ocasião, a minha superpequena acabou entediada e, por várias vezes, demonstrou desinteresse em estar ali...

Mas com Os Minions seria diferente: depois de suas grandes paixões pelos sadicamente amalucados seres amarelos nos antecessores Meu Malvado Favorito Meu Malvado Favorito 2, esta prequel (história que se passa antes dos filmes originais) tinha tudo para ser a sua grande sessão! Mas qual não foi a minha (e, de certa forma, a dela também) surpresa quando, ao final, tanto a SuperFilha como várias outras crianças não se animaram nem um pouquinho para acompanhar as já famosas piadinhas durante os créditos finais, todas já na fila para ir embora em meio à falta de maior graça ou criatividade da animação - que parece ter evidenciado uma velha máxima no Cinema: coadjuvantes podem até ser bons quando em grupo ou num contexto maior, mas não rendem um filme solo!

Uma pena, especialmente diante da expectativa tão grande em ir de novo ao "cilema" neste tão ansiado julho... - Mas, Filha, você sabe muito bem que a palavra correta é cinema, não sabe? - Eu sei, Papai, mas deixa eu falar 'cilema', deixa?! É... Depois de dois fiascos cinematográficos (o que aconteceu com o Cinema infantil, meu Deus?!), acho que deve ser mais divertido falar errado o nome da Sétima Arte do que pagar um ingresso tão caro para ver bobagens na grande sala escura! E desilusão parece que virou mesmo o roteiro dessas férias da minha garotinha: encarando esse mês de julho como as "primeiras grandes férias" dela, uma vez que, com 5 anos, vi na minha filhota, pela primeira vez, uma enorme expectativa por passeios e viagens, tudo o que venho vendo nos últimos tempos é cancelamento de uma montanha de planos frustrados...

Primeiro, o trabalho apertou e invadiu o famoso "mês das férias" com muita coisa acumulada. Depois, ficamos sem funcionária em casa - e assim, mesmo com a Mamãe tendo tirado férias, a maior parte do tempo foi mesmo organizando as muitas tarefas do lar. Com os pais sempre ocupados com algo, o que restava? Televisão e filmes gravados da internet, intercalados com algumas esparsas saidinhas ao shopping (ah, esta estéril espécie de "paraíso dos infantes" das grandes cidades...) e descidas ao playground do condomínio com as coleguinhas de sempre - e, pior, subindo e descendo 12 andares de escada, porque o medo do elevador, depois de ter ficado presa, ainda não passou... Não, eu tinha que reagir! - Filha, eu sei que não deu certo o nosso plano de viajar, mas Papai já está finalizando a maioria dos assuntos pendentes que tinha pra resolver no trabalho e, nas próximas duas semanas, vamos fazer muitos passeios!

Bom, no terreno dos sonhos, tudo é possível, né? Sim, porque, na dura vida real, parece pecado criar muitas expectativas: parte do trabalho invadiu a primeira semana e, na boca da segunda, no primeiro grande passeio em família - contando, inclusive, com a ilustre presença dos SuperGêmeos a bordo -, eis que o nosso deliciosamente confortável supercarro, Bala de Prata, foi abalroado de frente por um carro "conduzido" por um famigerado bêbado irresponsável, que vinha na contramão! Resultado: conserto demorado, carros substitutos insuficientes em todos os aspectos (verdadeiros "perebamóveis"!) e mais planos adiados...

Bastante aborrecido com tanta coisa ruim, este sábado começou com a chateação de acompanhar o conserto do carro, passando por uma breve passadinha na banca (umas miniaturas, algumas HQs e uma revista de atividades para alegrar um pouquinho a minha bela mais velha, que ninguém é de ferro) e mais uma semanalmente demorada estada no supermercado para as fraldas, carnes, frutas e verduras da vez, almoçando já quase às 15 horas com toda a SuperFamília ainda descansando à sesta (à exceção da SuperPixutinha, que, apesar de ainda não falar, estava nos seus adorados balbucios e gritinhos no berço, só "relaxando"), encaro um pouquinho de televisão numa frustração de dar dó, até que o ritmo frenético do apartamento acordado me põe em ação novamente e sem tempo para perder lamentando nada: merendas dos superbebês e da superfilha, evitar que o SuperFilho derrube tudo, limpar o cocô da SuperFilhotinha...

Até que, defrontando-me com esta telinha depois de tanto tempo afastado desses tão queridos diários virtuais, eu percebo que hoje o meu mais-que-lindo "par" de bebês completa mais um mês de vida, o terceiro depois do tão maravilhoso primeiro aninho! E, curiosamente, o que vem à mente como resumo dos últimos acontecimentos nem é um aborrecimento ou qualquer tipo de desilusão, mas, sim, a gostosa sensação do fim desta tarde, quando, jogado na cama e exausto por alguns minutos, eu me vi deliciosamente rodeado de surpresa pelos três superpoderosos filhos a rir e se "acumular" por sobre mim, numa grande galhofada acompanhada pela mãe pelos arredores (as beiras da cama são sempre traiçoeiras quando há mais de uma criança numa cama...), igualmente de sorriso largo no rosto a acompanhar aquela simples, porém divertidíssima cena em família... E assim, com tanta beleza cheia de vida e de saúde em volta, percebo que, assim como no melhor Cinema, por mais tumultuada que esteja a vida do herói da história, um momento minimalisticamente simples pode ser o melhor final feliz!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Namoros


Quando se namora, cada mês é contabilizado e comemorado como um grande aniversário, até que, depois de um ano completado, segue-se para os aniversários anuais - e depois, já casados e com filhos e milhões de atribuições e responsabilidades, compra-se um cartão de aniversário de alguma boda de não-sei-o-quê e se passa uma eternidade para entregá-lo ao consorte por absoluta falta de tempo para subscrevê-lo...

Com filhos se passa mais ou menos situação parecida: mesmo sendo eternamente enamorados de cada um deles, após o primeiro ano, os meses vão para uma conta remota que vai sumindo pelos tempos... Até que, plim, eles crescem e estão à nossa frente pedindo o carro e argumentando firmes sobre a tal da democracia familiar que você tanto defendera...

Mas o dia de hoje é especial: sim, trata-se do Dia dos Namorados e é público e notório que fica humanamente quase impossível se namorar com tantos afazeres em meio a trabalhos e filhos... Mas, certos de um amor maior por baixo de tudo, um outro tipo de namoro se renova constantemente com beijos e abraços pontuais, mas firmes, como a base mais firme ainda de uma grande e forte murada que há muito se ergueu - e agora ainda mais fortificada: além das duas rochas que jamais se podem abalar, uma pedra um tanto quanto instável de "fases sísmicas" constantes e mais duas lindas "pedrinhas", que rolam quase que literalmente pra lá e pra cá o tempo todo...

Sei que os nossos filhos herdarão esse amor e esse carinho de nós dois: crescerão com amor e hão de saber amar, ser amados e respeitar suas caras metades, que sejam muito felizes, porque vêm de um lar feliz! Mas hoje também se lamenta, porque há muito não se tem aquele tempinho a dois, aquele jantar romântico, aquela saidinha especial... E tudo fica corrido, junto ao cartão perdido e aos versos que já não foram... Bom, deixa pra lá!

Afinal, só quando os gêmeos completaram 1 ano e 1 mês que eu arrumei tempo de lhes comprar os presentes pelo primeiro aniversário: para a SuperFilhotinha, o Júlio, do Cocoricó, orgulho de qualquer nerd de menos idade, que cresceu vendo esse programa na TV Cultura; para o SuperFilho, algo ainda mais nerd: a pelúcia do Hulk "baby" (nunca pensei que esses dois nomes pudessem coexistir numa mesma frase: Hulk e bebê!), com quem acho que o meu pequeno esmagadorzinho superforte em breve se identificará!

Pensando aqui na 'tadinha da SuperFilha... Ela, que aniversariou no final do mês passado, com toda a pompa e circunstância da festa com que sonhara desde que vira Frozen pela primeira vez, acabou entrando fora do compasso, meio distante, mesmo com todo o lindo cenário e seus brinquedos favoritos (cama elástica, pula-pula inflável etc.) - é que um pequeno trauma por ter ficado presa no elevador do nosso prédio, ocorrido dias antes, ainda mexia com ela... E eu, ainda mais devedor, andava tão ocupado que só conseguia prestar atenção no (elevado) número de convidados que faltou - e o que é pior: nem lhe rendi uma merecida postagem em homenagem a data tão especial por aqui, nesses Diários! Mas o que ficou mesmo foi a linda festa e ela, mesmo tímida e encarando somente o celular da Vovó-Dinha que a filmava sem cessar, conseguiu fazer a sua grande e tão aguardada interpretação de Elsa (devidamente a caráter!) com a canção Livre Estou!

Entretanto, mesmo com a prometida boneca Elsa devendo ficar mesmo só para o dia das crianças (troquei algumas coisas repetidas na loja de brinquedos por aquela Elsa em busto para penteados, sua preferida do momento), o Papai ainda lhe presenteou com um jogo pop up das princesas, daqueles de tabuleiro e bonequinhos, muito bacana, a fim de completar um grande tabuleiro com os outros dois que ela já tinha (com as princesas Rapunzel e Cinderela) - mas, como mencionei antes, as "fases sísmicas" perduram e ela não ligou muito para o meu mimo, não...

De qualquer forma, acho que temos a obrigação de não deixar nada pra lá: já que o namoro é constante e velado, seja entre Pai e Mãe, seja por cada lindo rebento, seja pela família como um todo, sobre aquele namoro mais firme, do tempo de estudante (sim, namoramos faz tempo...), temos que ser persistentes e encaixá-lo entre um sono e outro, uma mamadeira e outra, um apelo de um ou de outro filho - namorar sempre (e aproveitar mais ainda o dia de hoje, mesmo eu voltando do trabalho na faculdade tão tarde, já com ela dormindo...), mesmo que, para isso, tenhamos que ser verdadeiros super-heróis contra o grande e implacável vilão Tempo...

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Já...?!


Ele, no momento, dorme solto em sua rede. Ela, acordando em seu berço  (com poucas opções para escápula, só ele aproveita a rede), já está sob os cuidados da nova SuperBabá (acho que, finalmente, acertamos: felizes com Ciça, a cuidadora que caiu do céu) e parece que vai agora tomar um gostoso banho. Os demais personagens da casa também seguem suas trajetórias, só que em lugares diversos: a Filha já está chegando da escola, a caminho de casa com a Mamãe, para adentrar feito um furacão porta adentro até achar os maninhos, seja para apertar-lhes as mãozinhas, seja para render-lhes molecagens; o Papai aqui tenta se organizar com algumas petições antes do almoço e as últimas observações para as aulas da noite; e a mais nova personagem, Donotonha, a recém-contratada secretária-do-lar, vai-se adaptando, no seu jeito atabalhoado, ao ritmo dos afazeres nossos do dia-a-dia e ao se multiplicar entre a cozinha, os banheiros e a varanda...

O foco dessa nossa incrível história, entretanto, ainda é maior sobre eles: apesar de a SuperFilha continuar a ser a linda, adorável e rebelde "levada da breca" cheia de holofotes, são mesmo os SuperGêmeos que ficam com a maior parte dos Quadrinhos - graças aos maravilhosos poderes da fofura e do inusitado e sempre curioso número que representam, capaz de causar fascínio geral nos (poucos) "passeios oficiais" da SuperFamília, tanto faz se indo ao médico, na Península, no shopping ou na Lagoa: É gêmeo?! - Sim, são gêmeos!. Ela, a SuperFilhota, e ele, o SuperFilho, uma superdupla que não está no gibi (essa foi do baú...), porém com poderes típicos de grandes super-heróis! Ele até lembra um recém-chegado à Terra bebê Kal-El, de Superman - O Filme, que levantava sozinho a traseira da caminhonete do Sr. Kent, ou um Hulk em miniatura, nervosinho, impaciente e forçudo que só ele (puxou ao pai), mas, na verdade, está mais para um sensível, porém firme, Homem-Aranha, ao se mostrar pronto e determinado a escalar as mais íngremes camas e paredes! Já ela, mais comportada e cerebral, está mais para a telecinética Jean Grey, dos X-Men, com sua supermente a decifrar cada canto da casa e seus pequenos tesouros escondidos...

E segue o baile, para quem quiser ver (e ouvir) - só para iniciados, que bem saibam dançar conforme a música! Pois que, enquanto a mais velha se mantém mais na dela com suas antigas e novas descobertas de Caetano, Chico e a trilha da animação da vez, os pequenos músicos é que realmente ditam o ritmo por estas bandas, para além das Galinhas Pintadinhas e Palavras Cantadas que passam a conhecer e do samba rotineiro, que dá a tônica diária do gingado que todos devem ter para cuidar dos dois: com ela são dois pra lá, dois pra cá, num doce bolerinho lento, porém constante, aprendendo a andar do seu jeito discreto e delicado, acompanhado de uma suave música erudita (algo como uma pastoral de Beethoven ou uma sinfonia de Mozart); com ele, um manhoso e sofrido blues na hora de pedir arrego no colo pode ser entremeado por um animado swing de uma bigband ou um rock pauleira ao engatinhar ligeiro atrás de alguma coisa indevida pra botar na boca (desde um pedaço de papel, plástico ou giz de cera fácil de engolir até as texturas da vassoura ou da pá de lixo, na cozinha)! Decididamente, a Música não para... 

Nem pode parar! Tanto no nosso lar-doce-lar quanto em toda vizinhança ou qualquer outro lugar a que eles aportem - afinal, já são astros consagrados! Ele faz muito bem o papel de um galã rebelde como Marlon Brando, belo e machão, porém afetuoso, porém prefere o estilo Johnny Depp, engraçado e cheio de facetas, porém eternamente carente! Ela lembra mais as divas, num tom mais suave como o de uma Greta Garbo (mas sem as afetações do leave me alone, já que aceita o braço da maioria), combinado com a beleza altiva de uma Nicole Kidman... Na verdade, os personagens vividos pelos dois nos últimos tempos têm sido mesmo os de Mickey e Minnie, na contínua preparação do figurino infantil pela versátil Vovó-Dinha para o grande ato que viriam a encenar no último sábado: uma doce e aconchegante festinha, com poucos convidados (saem os jornalistas das van-premiéres e entram somente os familiares e amigos íntimos que vieram antes visitá-los), cujas participações se resumiriam a acenar para os fãs mais ensandecidos e cantar antigos sucessos - como um Parabéns pra você à capela e sem muito ensaio...

É isso mesmo: os SuperBebês completaram seu primeiro aninho de vida neste maravilhoso 25 de abril de celebração! VIVA! Tudo bem que o considerável número de pessoas e a agitação em torno deles os tenha assustado um pouquinho e os nossos multifacetados artistas andaram um tanto quanto sisudos ao longo de toda a tardinha (dormem cedo, mas aguentaram bem até pouco depois das 19 horas)... A alegria estampada nos rostos de todos os envolvidos naquela mágica comemoração, somada ao sempre simpático encantamento que amana dos dois, entretanto, deram a tônica deste primeiro aniversário - e com tudo aquilo a que uma festinha desse tipo tem direito: o Pai quase vai às lágrimas no seu "discurso" de agradecimento; a Mãe, pra lá e pra cá, buscando organizar tudo, ao lado das nossas gloriosas novas assistentes; a Filha correndo com algumas amiguinhas do condomínio e, sempre que parava para tomar um suco, perguntando, enciumada, de quem seria a próxima festa - Claro que será a sua, meu amor lindo, da Rainha Elsa de Frozen, mas só daqui a um mês... - e eles... Bom, Eles seguem como os personagens mais cativantes e centrais, para onde se deslocam todas as atenções - ainda que não se deem muita conta disso por enquanto...

Sim, eles são gêmeos, bem parecidos e bem diferentes entre si, e cheios de vida e de saúde abençoadas, graças a Deus! Entretanto, dado o tempo a escorrer tão rapidamente (e a, consequentemente, crescer em torno deles), a "novidade em dobro" já começa a enfraquecer: agora, a pergunta é outra (especialmente quando diante de um honroso convite para os aniversarinhos) - Um ano? Já...?! - Pois é: o tempo passa muito rapidamente quando nos divertimos! E, felizes com tanta arte em volta, com Quadrinhos, Música, Cinema e duas maravilhosas esculturas barrocas de anjinhos roliços feitos no mais macio algodão, para sentir e abraçar, o tempo voa para além da nossa compreensão (ou do nosso querer): felizes aniversários, meus filhos lindos! Como é bom ter estes artistas em nossa já consagrada família!

Para não haver problema ou ciúme na hora de olharem, tempos depois, as fotos do aniversário: dois bolos, dois cantos de parabéns (na verdade, três...), mas... e as velas? Uma só, especial: esta a gente compartilha!

Seguidores

 

Diários do Papai Copyright 2008 All Rights Reserved Baby Blog Designed by Ipiet | All Image Presented by Tadpole's Notez