quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Ai, como dói":
O peitinho da Mamãe

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Álbum de fotos aberto (na verdade, escancarado e já quase soltando algumas páginas de fotos) no chão, a SuperFilha se manifesta:
– Papá?
– É... É o papai!
– Papááá?
– Não, filha: essa é a Mamãe!

Jandira agora vive apreensiva: mas que história é essa de todo mundo ter virado "Papá"?! Não tem mais "Mamã", nem "au-au" – é só "Papá"! Tudo bem que uma vez ou outra aparece uma "Bobó?", quando o telefone toca (sim, a Vovó-Dinha liga bastante, ré, ré) ou um "ca-cá?" e "car?" quando a pequena quer biscoito (maisena e maria) ou avista um carro (moto ou ônibus inclusos). Mas a figura "preferida" é mesmo "Papá?" – e sempre assim, em tom de pergunta... Vai saber...

Jandira acha que, enfim, começou a temporada de culto ao pai; já eu discordo: além de achar que tudo não passa de uma "fase linguística" de criança, a preferida ainda é mesmo a materna – afinal, a Mamãe, além de passar mais tempo com nossa doce menininha, é ela quem tem "pe-pi", os deliciosos peitinhos que ainda lhe servem de alimento e de acalento logo após o jantar e nos "lanchinhos madrigais", razão pela qual, obviamente, já começo em desvantagem!

E por falar em peitinho, como é engraçado acompanhar este momento especial: a Filha, hoje bem maior do que há quase um ano e meio atrás (completará na semana que vem), faz dessa hora uma grande festa – é jogo de pernas e de pés pra lá, a empurrar os braços e as mãos de Jandira, é escapadinha pra ver um comercial musical na TV, é saidinha pra brincar com o mamilo e rir a valer com isso... A diversão é sempre garantida! Mas nem sempre foi assim...

Lembro-me como se fosse hoje da cara de dor que fez Jandira na primeira mamada de Isabela (guardo foto para comprovar!): sem toda a orientação necessária quanto ao posicionamento da boquinha do bebê no mamilo e com grande sensibilidade nos seios (situação nem sempre vivida por todas as mamães), que suplício se tornaram aquelas primeiras duas semanas! Com tanta dor e incômodo (algumas vezes os mamilos vinham a sangrar), a Mamãe, desesperada no quarto dia de vida da SuperFilha, chegou a "expulsar" uma cambada de parentes que, sem querer, acabou se tornando inconveniente, suspendendo todas as visitas por um certo tempo... Mas nada que as preciosas orientações de um bom banco de leite de um hospital próximo (sem esquecer as lições da necessidade de tomar sol nos mamilos e de como colher e armazenar leite na geladeira naqueles momentos de superprodução mamária, quando o seio aparenta ter mais de 800ml de silicone!) e uma santa pomadinha (Bepantol – mas antes consulte o seu médico!) não dessem resultado! Graças a Deus!

– Ai, como dói, minha amiga! Chego a me sentir culpada quando Laurinha chora e eu não quero dar o peito... Vais me desculpar, mas, por ora, nem vem me visitar, porque ando numa agonia só!

Engraçado, acho que já vi esse filme... É Fabiana, amiga da Mamãe, a relatar cenas de um filme de Terror para muitas progenitoras em comecinho de carreira... Mas nada que as preciosas lições de Jandira e uma certa pomadinha milagrosa não dessem resultado...

Alardeado como o melhor alimento – e com toda razão, vide a saúde de aço de Isabela – o leite do peito ainda é a melhor opção de alimento dos primeiros passos de vida de uma criança. E nada disso de "meu leite ficou fraco" e tacar os pequenos com produtos industrializados facilmente, não – é como a pediatra de Isabela sempre diz, e eu assino embaixo: "Se ainda há leite no peito, pra que encher a criança com outros leites?". Especialmente quando a base da alimentação da criança não vem mais somente do peito, mas sim de frutas, carnes, legumes... Tudo bem que, vez ou outra, ela já se delicie com um Danoninho ou com um mingauzinho de Mucilon com Ninho 1, mas 90% do que vai para aquela superbarriguinha ainda é totalmente natural!

E assim a Filha segue alegremente a dar suas ocasionais super-sugadas no peitinho supimpa da Mamãe ciumenta... "Papás" à parte, trata-se de um ciúme besta: afinal, enquanto houver leitinho fresquinho da bica (ou melhor, do "bico"), ao menos como uma "fonte de lanche rápido" Jandira ainda vai estar na frente quanto às preferências de nossa "bezerrinha" Isabela... Não é mesmo, "Mamã"?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mês Especial

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31 de outubro. Engana-se quem pensa que este blogue se dará ao trabalho de falar sobre aquela brega festa importada dos gringos que costuma agradar só aos pequenos, o Halloween - já até ensaiei algo por aqui com uma historinha semi-macabra num 'post' do ano passado, mas, hoje, falo mesmo do fim do mês das crianças, que, diante do meu tempo ainda desorganizado e com o "grande sucesso" da postagem anterior, acabou passando sem as devidas homenagens por estes diarinhos...

E eis que dei o último "presente" do Mês das Crianças para a SuperFilha há uma semana (sim, foi um mês inteiro de surpresas): um boneco fofinho, espécie de pelúcia bordada, do Chaves em seu barril, do MacDonald's, devidamente pago em seu preço de R$ 7,00 independente do McLanche Feliz (graças a Deus não tive que comer aquilo). Não se trata do seu personagem favorito, bem longe disso: ela no máximo pára uns minutos diante do televisor na hora em que passa um episódio dos atores mexicanos ou do seu correspondente em desenho animado. Mas era tão "fofinho" que não resisti a dar-lhe mais um presentinho pelo seu mês especial...

De fato, este foi o mês em que mais mimos comprei para minha bela princesinha (será que estou mimando-a demais?), desde o início de outubro até a presente data, com 7 presentinhos ao todo: um livro da série "olhos agitados" (onde se pode inserir os dedos para movimentar os olhos do personagem no livrinho), O Caranguejo Ciro; um lindo e educativo barrilzinho de encaixar (na verdade, são quatro peças que cabem uma dentro da outra), da Playskoll; um sapinho de pelúcia (manipulável e com uma engraçada gravação imitando um coachar), da CacauShow; um 'kit' com vassourinha, rodo e pá de brinquedo, da Monte Líbano - além, é claro, dos "oficiais" ofertados no dia 12: um brinquedo eletrônico-educativo da Dican, Meu Primeiro Livro, dado pela Vovó-Dinha; e um quebra-cabeças da Galinha Pintadinha, da Jak Brinquedos. Ufa, acho que foi só!

Antecipei-me deveras, admito, em relação a alguns brinquedos - e não foi só em relação aos presentes que dei antes do Dia das Crianças, mas principalmente pela questão da idade: afinal, a embalagem da vassourinha indicava que o brinquedo é apropriado para crianças acima de 3 anos, mais da metade da idade de Isabela. Mas como não encontrei nenhuma peça perigosamente pequena e vi suficiente coordenação dela em pegar tais instrumentos, resolvi comprar o tal 'kit' para ver se conseguia fazê-la parar de mexer nas peças "de verdade" - o que parece ter dado certo! Tanto que, noutro dia, quando nossa diarista varria a casa e Isabela insistia em pegar a vassoura em meio à sujeira amontoada, retruquei "Por que você não vai buscar a SUA vassourinha e mostra para a Nilda que você sabe varrer?" - no que a SuperFilha se dirigiu até a sua cesta de brinquedos, de lá retirou sua vassourinha amarela e voltou, para espanto da nossa secretária, ciscando o chão com a sua "mini-peça" de limpeza! Agora o medo é estar criando um protótipo de "dona de casa às antigas", ensinadas desde tenra idade a serem prendadas "do lar"...

Da mesma forma aconteceu com os quebra-cabeças da Galinha Pintadinha, indicado para acima de 2 anos de idade (minha pequerrucha completa hoje 1 ano e 5 meses de pura graça), mas que acabei comprando em razão do fascínio da menina em torno dos 2 DVDs que possui dessa personagem: neste caso, infelizmente, só consegui mesmo o seu interesse em desmontar as peças da formação mais fácil, com 4 peças (ainda há no brinquedo uma com 6 e outra com 9 peças)... Mas acho que o estímulo pode sempre vir antes, se desacompanhado de qualquer forçação. O que importa mesmo é ser criança - e, como criança gosta mesmo é de ganhar brinquedo (ainda mais nessa idade), neste último mês de outubro, ela e eu nos esbaldamos com tantas novidades!

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