sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

SuperGêmeos: Ativar!


Acho que todo mundo deve se lembrar deste grande momento pop de suas infâncias: no desenho animado SuperAmigos, os gêmeos Zan e Jayna, alienígenas do planeta Exor numa espécie de "estágio para super-heróis" aqui na Terra, sempre davam uma força para os heróis da Liga da Justiça transformando-se em coisas e criaturas (ele, sempre nalguma forma de água e gelo; ela, nalgum animal) ao tocarem suas mãos e bradar a emblemática frase acima... Ah, havia também aquele macaquinho azul, que mais atrapalhava do que ajudava, o Gleek! Uma curiosidade que pouca gente sabe: os SuperGêmeos jamais foram personagens de Quadrinhos até então, tendo sido criados nos anos 70, dentre outros, especialmente para o tom infantil daquela animação da Hanna-Barbera (e depois Filmation, mesma produtora de He-Man), mas o sucesso foi tão grande, com tantas crianças crescendo a repetir aquele famoso bordão, que os heróis trainees acabaram participando de algumas HQs da DC Comics a partir dos anos anos 90

Mas o que estes dois heróis têm a ver com estes Diários do Papai? Bem, depois do sucesso da SuperFilha, espécie de personagem fantasioso "alter-ego" da filhota nas minhas narrativas sobre suas aventuras e descobertas (ou seriam minhas, a aprender com ela?) nestes primeiros anos de vida, nada mais adequado que o meu amado casalzinho em formação, rolando apertadinho na barrigona da Mamãe, também ganhar a sua versão "personagem infantil" e conquistar mais espaço virtual! E assim, diante das inúmeras novidades dos últimos meses e das muitas boas surpresas que ainda revirarão nossas vidas nos próximos, atendo agora a pedidos de amigos queridos, sempre ansiosos por notícias da nova dupla a caminho, como a habitué Tia Wandeca, uma vez que eu dediquei apenas uma postagem aos novos herdeiros até aqui, resolvi "ativar" estes diários com as mais novas dos SuperGêmeos!

Passados os enjoos e as fraquezas dos três primeiros meses, onde não só eu praticamente não podia mais usar perfume algum por perto da Mamãe, que, por sua vez, parecia estar acorrentada a um bom pedaço de kryptonita se passasse um segundo além de três horas sem se alimentar (ou queria vomitar se comesse fora de hora: uma uva antes do desjejum e bang!), o último mês foi só tranquilidade: dezembro ficou marcado mesmo pela calmaria deliciosamente bem curtida nesta espécie de "miniférias" que as boas festas de fim de ano proporcionam em meio aos chutinhos e soquinhos cada vez mais fortes e em igual grau de intensidade de ambos os lados da barrigona – provando em definitivo que todo aquele folclore de diferenças entre meninos e meninas caiu por terra faz tempo...

Sim, meus caros superfriends: é um casal! Mais um sonho que se torna realidade: primeiro, o de ser pai de três filhos; segundo, depois da adorável experiência com uma garotinha sensacional ("Não, Papai: você que é sensacional...!"), queria muito outra menina de par para um bom moleque! Coisa que desde a ultrassom morfológica do terceiro mês já suspeitávamos, mas, com a amarga experiência com um mais-que-frio médico responsável por aquele exame, que mal falava conosco e, quando falava, era com "pérolas" ("Não há como dar cem por cento de certeza sobre os sexos agora... E isso não é o importante desse exame!"), deixamos mesmo para a certeza apurável no novo exame do segundo trimestre, realizado hoje – infelizmente, porém, por um médico só um pouco menos seco ou inexpressivo que o anterior ("Preciso me concentrar aqui e somente no final do exame é que vou falar e explicar qualquer coisa..."): se ao fim do procedimento deu mais "explicações" e, enfim, respondeu a perguntas, ao adentrar a sala (onde, detalhe, não havia um assento para acompanhante, num dos melhores hospitais da Cidade!), de cara não se mostrou muito satisfeito com a visão da SuperFilha sentada em sua cadeira, a rodar, enquanto esperava para ver os irmãozinhos...

Mas o que está acontecendo com grande parte dessa classe médica de hoje, particularmente a dedicada a áreas tão emocionalmente ricas como a obstetrícia? Cada dia mais "especializados", não são capazes de demonstrar um mínimo de cordialidade ou seria mesmo estupidez ao evidenciarem não serem aptos a proceder à realização de um exame de rotina e falar ao mesmo tempo? Preocupam-se com vaidades classistas de programas sociais, mas não demonstram um pingo de atenção ou calor humano para com ansiosos pais num momento importante? Tudo bem, eles são diversos do médico que acompanha a gravidez e que, em tese, envolve-se mais com a paciente e realizará o parto (já estamos no segundo: os planos de saúde estão mesmo uma loucura!), mas custa pedir um pouquinho de envolvimento humano?! Que saudades da médica atenciosa que realizou a primeira ultrassom da SuperFilha: exatamente no completar do terceiro mês, sem precisarmos perguntar-lhe nada, enquanto com sua hábil praticidade na observação das questões necessárias conduzia aquele exame, desfilava uma simpática conversa...
  
– E então, Mamãe e Papai: muito ansiosos?
 – Ah, sim, muito... É o nosso primeiro filho, né...
 – Certo de que vai ser um menino, é, Papai...? Pois errou bonito na previsão: é uma menina! Olhe aqui a "rachinha"... Uma menina grande, bem cabeluda... E delicada: olhem só aqui, ela cruzando as perninhas...

Ai, ai... Bom, o importante mesmo é que, no final, apesar de minha supergarotinha já estar irritadiça e sem paciência depois de passar mais de meia hora no meu braço, numa sala escura, quase em absoluto silêncio (eu ia "narrando", na medida do possível, um pezinho visto no monitor ou fazia alguma brincadeirinha para distraí-la) diante de uma tela em preto e branco e sem nem ter entendido direito onde estavam os "tais" bebês, eu os vi mais uma vez... Vi seus ossinhos dos braços, pernas e costelas, com perfeição; pude ver também, com os apertinhos daquele scanner rolando sobre o gel do barrigão, perninhas se contraindo, ambos se virando quase ao mesmo tempo (a menininha estava de bruços e o garotinho, entre amistosos soquinhos, colocava-se por cima); e sem jamais esquecer que presenciei o que pode ter sido a primeira "briguinha" entre os dois – sendo que foi a menina quem começou, cutucando a perna do garotinho através da fina membrana que os separa...

Sim, porque são estas as coisas que realmente interessam em meio a tantos médicos ruins e obtusos ou hospitais despreparados: meus novos superfilhos estão muito bem, com saúde plena no desenvolvimento e com pouco mais de 600g cada um (os tamanhos não foram "informados", nem perguntados...); a "mais velha", cada vez mais evoluída e falante desde os vários avanços do ano passado (largou as fraldinhas aos 3 para, logo em seguida, passar a comer, sem ajuda, sentada à mesa), aos poucos vai vencendo os ciúmes do "não quero irmãozinho" e procura ter um pouco mais de cuidado em suas estripulias a fim de não machucar a "barriga com os bebês" (embora, de vez em quando, ainda aja como uma criancinha só para chamar a atenção); e a Mamãe e eu vamos resolvendo os pequenos problemas em volta e começando a receber propostas para bons negócios (uma casa e um carro maior urgentes, por favor!)... Afinal,é com muito amor que vamos criando os laços desta nova grande família que brota que, juntamente aos parentes e amigos mais próximos, certamente formará uma grande legião de super-amigos...

Arquivo:Super Amigos.jpg

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Prima


Era uma vez um casal que, de tanto querer ter filhos, fez brotar uma linda garotinha... E assim ela chegou ao nosso "reino", criando os primeiros novos parentescos: eu, por exemplo, que então era somente noivo da hoje Mamãe, virei, de uma vez só e da noite para o dia, tio e padrinho de uma adorável e fofa bebezinha que tantas alegrias nos daria a todos...

Entretanto, tal como em qualquer bom conto infantil que se preze, eis que tempos sombrios dominaram o castelo daquela princesinha e seus pais encantados se separaram... Desta forma, com os inevitáveis afastamentos de qualquer ruptura, novos "reinos" surgiram, sem as mesmas belas edificações de antes: seu papai criou um território paralelo para si e sua nova consorte viajada; e sua mamãe ergueu assustadoras muralhas em torno da princesinha, atingindo não só este entristecido "Titio-Dinho" como também (e principalmente) aquela que, à época, nem sonhava ainda em ser a hoje famosa Vovó-Dinha...

Com o nascimento da SuperFilha, a felicidade voltou a reinar no coração da avó (que também, como muitos já sabem, passou a colecionar o título de madrinha da minha filhota)! A princesinha, então, virou A Prima e o seu pai passou a ser o Titio Beto (que continuava a viver às turras consigo mesmo e com a primeira esposa) e, mesmo com os descasos e as petições em Juízo, depois de alguns furacões típicos de Oz, os "dias de visita" viraram dias de alegrias infantis: o novo reino da princesinha-prima vivia, enfim, um período de paz... E assim, para além do "Ama o Papai", "Ama a Mamãe" e "Ama a Vovó", sempre havia também um redondo "Eu amo a Prima" por parte da SuperFilha, para quem quisesse ouvir – muitas vezes ganhando até dos interlocutores citados acima...

E muitos foram os "Quero ver a prima" e ainda mais inúmeros os encontros na casa da superfeliz vovó em comum, com muita farra com os brinquedinhos levados, gritinhos em frente à TV com os DVDs cheios de músicas e danças entre aquelas garotinhas que lamentavam quando o "fim de semana do pai" se acabava... Por isso, até para compensar as amarguras do Titio (que, para a minha Filha "vivia dormindo", tantas vezes "cansado" no quarto da casa da Vovó-Dinha), eu mesmo superava a preguiça comum dos fins de semana e levava as duas para mais farras fora de casa! E, fosse num shopping, num parquinho da Lagoa ou na pizzaria, a felicidade estampada nos sorrisos cúmplices das duas sempre denunciava a festança, que corria solta quando estavam juntas...

Claro que, diante das diferenças etárias (a Prima é 4 anos mais velha) e das poucas idades das duas, briguinhas eram inevitáveis e zangas e birras pululavam ao longo de vários momentos, uma querendo "se trocar com a outra" (com especiais infantilizações da mais velha, que, nessas horas, jamais iria querer "perder" para a "menorzinha")... Mas nada que um Danoninho ou um suco de uva não resolvesse... E nada que ao menos ofuscasse o turbilhão de gargalhadas que surgiriam logo em seguida!

Hoje, entretanto, foi um dia triste por completo: a mamãe da Prima, junto à sua nova família, viajou de mudança para outro Estado e, desde a sua breve despedida de ontem, mesmo pequenina ("Eu vou cantar para a Prima a música do Gabba-Gabba, Papai: 'Adeus, adeus... Adeus, adeus...'"), a SuperFilha ficou bem sentida... E, em que pese a mamãe da Prima tenha garantido de que "será somente por 1 ano", tudo soa igual a um duro e temerário "para sempre"...

E assim, por mais que a Vovó-Dinha tentasse esconder a imensa tristeza desde a revelação desta bombástica notícia, no finalzinho do ano passado... Ou que o rude e estranho Titio siga a aparentemente não dando muita importância aos acontecimentos, em meio à apressada despedida da minha já triste menininha... E que o Vovô Lito, com seu distanciamento natural, e a SuperFilha, com sua inocência de 3 anos e meio, não calculem a real dimensão dos fatos, hoje, sem dúvida, foi um dia triste...

São crianças e, por certo, muito em breve inúmeras boas mudanças vão chacoalhar as vidas de ambas, a diminuir a intensa saudade que uma sentirá do convívio da outra (aqui em casa, por exemplo, a hoje "filha única" já, já terá a alegre companhia dos irmãozinhos SuperGêmeos a alegrar seus dias)... Mas não posso negar também que todo este quadro me entristeça profundamente: afinal, passa longe de um final feliz típico dos contos que a minha filha tanto aprecia... Por outro lado, minha fértil imaginação rica de fantasia jamais vai deixar de sonhar com um animado reencontro para essas duas "meninas molecas" cheias (de entusiasmo): uma Fada Madrinha qualquer ainda há de fazer com que logo se reencontrem e possam, enfim, crescer mais próximas uma da outra, "a brincarem felizes para sempre"...

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