domingo, 10 de novembro de 2013

Crescendo...


"Tempo, tempo, tempo...", já diria a canção do atemporal Caetano Veloso - este, sim, tirando as bobagens sobre as biografias não autorizadas, sabe se reinventar dia após dia... Mas e quanto a nós, pobres mortais, que nos arrastamos na burocrática ida e vinda dos engarrafamentos rotineiros e das dores nas costas do dia-a-dia cansativo? Nós perdemos tanta coisa, sem chance de retorno... E digo isso com um olho esticado na minha filha linda, que cresce tão rapidamente que, às vezes, sinto que o tempo deu alguns pulos!

Até então, juro, eu não sentia isso. Tudo era muito momento a momento. Mesmo com essa roda viva em volta, ainda era possível acompanhar o passo a passo de cada mudança, de cada aprendizado, de cada palavra ou "passo de dança" novos... Agora, não: até o mês passado eu ensaiava fazer esta postagem de um jeito, mas, de lá pra cá, já se perderam tantas coisas lindinhas que só ela sabia fazer e, agora, já surgiram outras tantas... Acho que me perdi!

Quando vou "aprendendo" um passinho de dança (especialmente os do balé da escola e "aperfeiçoados" em casa, em frente ao espelho ou mesmo ao vidro da porta da sacada), ela já surge com outro. Quando vou pensando que a minha Filha é a "líder" do parquinho do condomínio, ela surge correndo atrás do coleguinha que acabou de conhecer e imitando tudo o que ele faz, repetindo até o que ela nem entendeu direito (Ela fala Inglês?)...

Tudo bem que algumas coisas meio que ainda se arrastam, mas só algumas "amarguinhas", como a questão da dependência que ainda existe em muitos aspectos (ela come e se veste só parcialmente sozinha, por exemplo)... Mas havia, até outro dia mesmo, tantas coisinhas geniais que ela fazia que eu queria deixar aqui o meu registro pra vocês, para o mundo, para ela quando crescer (daqui a alguns minutos... instantes...)... Mas, de repente, não há mais!

E, nessa correria em que eu acabei deixando de comemorar o aniversário de 3 anos deste querido bloguinho Diários do Papai, no último agosto, e sem esquecer que nem deu para falar do divertido fim de semana do dia 12 de outubro das crianças (especialmente sobre seus mimos musicais), aqui vão umas coisinhas sensacionais que ainda me param o tempo, nem que seja por meros alguns segundos, não só para me maravilhar como também para aprender como ela cria essas estruturas fantásticas - antes que eu perca o que estou pensando exatamente agora sobre as novidades desta SuperFilha:

Na Tampa, Tupa... - depois de muito tempo tomando seus sucos e "mingaus-sucos" (mistura "para acordar" e "para dormir" de Neston/farinha láctea + leite em pó e água) em copos com tampa de bico, mesmo depois de há muito ela tomar no copo normal (grande e rosa, com monstrinhos que brilham no escuro, do China in Box), ela passou a exigir, sempre rindo, "na tampa, tupa..." Significado aproximado: "sem a tampa"! 

Ei, tio!: seu bom humor de sempre beira a "ironia" com frases assim... Na última noite das férias de julho, enquanto brincava num pula-pula, um desconhecido garotinho que então a acompanhava na farra sempre se dirigia a mim (do lado de fora da rede de proteção, é claro) com um "Ei, tio..." Pronto, a molecagem nasceu pronta: na mesma hora, ela começou a arremedá-lo, chamando-me assim a todo instante, e, o que começou com uma imitação momentânea, já se incorporou às suas "provocações" nalgum momento de descontração!

Ei... Ela não quer fazer isso... (ou sua variação: Ei... Ela já quer aquilo...) - em nossa última viagem, depois de uma semana convivendo com os pais e a Vovó-Dinha juntos, fica fácil deduzir de onde ela tirou estas adoráveis tiradas ao se referir ao que ela própria deseja (ou não) ter ou fazer: ela ainda emula as frases da minha mãe de meses atrás ao tratar dela mesma! Curiosidade: até recentemente, ela ainda encabeçava as frases, logo após um "Ei", com o meu nome ou o da Mamãe, tal como sua avó falava, mesmo sabendo da "proibição" de tratar seus pais assim (É Papai e Mamãe)!

Qui well... ou Sicober - significados: ainda desconhecidos (seriam misturas de palavras/frases novas das aulinhas de Inglês ou de Português mesmo?)... Mas ela adoravelmente constrói frases (!), normalmente interrogativas, com essas "expressões": O Papai qui well?...  A Mamãe sicouber?... 

Ela é uma amigoneném... Como? Amigona? Neném? De quem você está falando? Assim ficávamos em casa matutando sobre a razão de ser daquela expressão tão repetida por um bom tempo... Até descobrir uma passagem de um episódio da ótima série Sid, O Cientista, DVD que ela repetiu muito por um bom tempo, onde, logo após "entrevista" com uma amiguinha, o Sid assim lhe responde: Obrigado, você é uma amigona, May... Depois ficamos sabendo o significado de várias frases similares após descobri-las em algum vídeo de sua coleção!

Machucou o joelhinho, Papai... Dá beijinho! - a Mamãe e eu levamos um bom tempo e preocupação para descobrir que não se tratava de nenhum problema na sua patela ou mesmo algum ferimento oculto no joelho que alguma professora desatenta houvesse se esquecido de informar: tratava-se somente de uma pequena "manha" que ela trazia à baila geralmente quando queria mudar o foco de alguma conversa...

SuperFilha... Rapper?! - ela cruza os braços no melhor estilo 'rapper' e dá umas sacudidas muito engraçadinhas, com um adorável sorrisinho maroto no rosto... O curioso é que ninguém curte 'rap' em casa e ela não possui nenhuma referência próxima! Seria uma imitação de um dos seus personagens favoritos, o Pocoyo? Ou uma referência a uma antiga brincadeira dela, que gostava de imitar a sua priminha de 6 meses na hora do chorinho acalentado? Só o tempo pra dizer...

E assim são tantas coisas adoráveis: até outro dia ela vibrava com a canção "Chacoalhar" do programa "Wigle e Aprenda", da Disney (ainda bem que tenho vídeo gravado no celular para rever sempre) e, hoje, tiraram os Wiggles da televisão, Papai... Semanas atrás ainda ela dançava a "Dança do Gatinho" atrás do Luke, por causa de um episódio da Dora, A Aventureira; dias atrás ela repetia, da forma mais fofa, a "Dança da Borboleta", da Equipe UmiZoomi; e, agora, são passos da dança ensaiada para o final do ano na escola...

Voltando àquela bela canção do Mestre Caê, num determinado verso é dito de forma magistral: "És um senhor tão bonito/Quanto a cara do meu filho"... E assim as "caras" do tempo se mostram: por meio de doces filigranas que vão moldando o nosso arredor em torno deles, marcando especialmente nossos filhos e, mais ainda, nossas mentes, na mais pura consagração deste ser mágico que não para nunca - e que, a cada instante, vai trocando as mais bonitas peles de nossos meninos que não param de crescer (ou de reaparecer)...

Seguidores

 

Diários do Papai Copyright 2008 All Rights Reserved Baby Blog Designed by Ipiet | All Image Presented by Tadpole's Notez