terça-feira, 3 de novembro de 2015

Atum?!


Numa postagem recente, quando tratei das "coisas oficiais", aqueles marcos a partir dos quais consideramos o momento primeiro de uma determinada atividade na vida dos nossos amados filhinhos, falei da dificuldade de estabelecermos alguns deles em meio ao cada vez mais rápido desenvolvimento dos pequenos. Até bem pouco tempo, por exemplo, os SuperGêmeos não andavam nada além de alguns passinhos breves antes de voltar quase que imediatamente ao engatinhamento básico (- Engatinhar é para gatinhos! - diria uma inconformada e ansiosa SuperFilha) e, de repente, a ex-"molenguinha" SuperFilhotinha largou na frente do irmão e começou a andar para cima e para baixo "oficialmente", para além do trechinho "rack e TV/sofá", enquanto o SuperFilho passou a lhe empatar os passeios pelo condomínio, obrigando-a mesmo a ter que usar o carrinho duplo (criança, depois que aprende a andar, odeia carrinhos!) porque o bonitão só queria saber de andar de quatro - tal como o Blue, que não sabia voar e, acorrentado à Jade, só podia sair andando em passinhos sincronizados na divertida animação Rio.

Mas, em relação aos primeiros passos, é sempre mais fácil perceber o "marco zero" da nova atividade - e, assim, a minha doce bebezinha deu largada nas caminhadas aos 15 meses, enquanto exatamente um mês depois (16 de setembro, para ser mais exato, por causa do nítido e longo percurso percorrido sem apoio entre o balcão da cozinha e o sofá da sala), lá estava o Filhão a dar os seus independentes passinhos claudicantes, com 1 ano e 4 meses, portanto! Mas e quanto à fala: quem falou em primeiro lugar? E qual teria sido a primeira palavra? E a "data oficial": com quantos meses os SuperBebês "aprenderam" a falar?!

Bom, como o falar passa por um longo processo mais lento e duradouro, em primeiro lugar é necessário que haja "testemunhas" desta mágica primeira palavra, uma vez que ela pode ser dita sem ninguém por perto ou pode demorar a ser pronunciada outra vez - sim, os bebezinhos costumam ser bem temperamentais nesses aspectos! Afora o risco que um dos pais corre se somente o outro estiver ao lado naquele momento especial e sair jurando pra todo mundo que fora dirigida a ele o bendito primeiro "pa-pá" ou "ma-mã"... Aqui em casa, por exemplo, até hoje sofro com isso: "papai" foi a primeira vez da Filha, com pouco mais de um ano, mas a única pessoa que poderia defender-me diante de uma até hoje incrédula Mamãe era a Tia Silva, que conosco ficou dando uma força na casa ao longo do primeiro ano da primogênita e logo depois nos deixou... Assim, "mamãe" é que foi considerada como a que ela primeiramente pronunciou muito bem pronunciado e direcionadamente para sua progenitora, alguns meses depois, na entrada de um consultório dentista - o pior é que a "testemunha", no caso, fui eu mesmo!

Já com os nossos lindos bebezinhos não há muita controvérsia, não: enquanto a Filhotinha vive a balbuciar longos, porém indecifráveis solilóquios e até diálogos com quem a pegar no colo, é o Filho quem já articula, oficialmente, as primeiras palavras, num total de cinco inteligíveis: "Do-dóóó-a" (jeitinho como chama até hoje a irmãzinha, imitando a forma como nós chamamos a atenção da "pequena rebelde" quando flagrada nalguma arte, sendo por todos considerada como a primeira palavra oficial do nosso garotinho); "Á-ga" (água, quando está com sede ou apenas vê seu copinho azul); "tAu" (tchau, ao se despedir ou ver alguém indo embora); "fo-fÓ" (fofo - praticamente um segundo nome dado a ele por sua "fã n.º 1", a nossa SuperBabá -, quando todos, incluindo uma já vaidosa Vovó-Dinha, tinham como certo de que se tratava de "vovó"!); e, quase sempre que me aproximo para as brincadeiras, "pa-pá" (Papai, sim, por último, mas nada menos importante - e, desta vez, antes da Mamãe, que ele, apesar de todo o grude materno, só chamlu em alto e bom som neste último final de semana)!

O lado curioso de tudo isso é que, diante dos "papéis de gêneros" tão bem definidos entre os menores nessa SuperFamília, era de se imaginar a menininha como a "articulada" faladora da casa, vez que, de acordo com a maioria dos médicos - incluindo a nossa pediatra, a SuperDoutora Flá -, o desenvolvimento linguístico ocorre mais cedo entre as meninas (e você pensando que eu poderia estar com alguma piadinha machista)... E aqui em casa acabou sendo diferente: apesar de a Filhinha extremamente meiga e "princesinha", cuja maior diversão sempre foi empilhar as peças menores de brinquedos ou latinhas da dispensa, e do Filhão sendo sempre aquele meninão forte e, apesar de doce, com certo ar meio "ogro" (até hoje rio quando conto do dia em que, obstruído ao engatinhar diante de uma fileira de brinquedos espalhados pelo chão, ele seguiu como se nada existisse, desferindo tão fortes tabefes enquanto seguia seu caminho à medida que tudo voava para os lados), foi o nosso rapazinho quem "falou primeiro", em se considerando palavras direcionadas a pessoas ou vontades suas.

Na verdade, "não-oficialmente", a "primeira falante" entre os pequenos gêmeos foi mesmo a nossa nenenzinha linda, mas, como com o tempo ela não direcionou sua fala precoce e preferiu ficar nas tagarelas conversinhas ininteligíveis com suas "panelinhas" a ter que elaborar palavras concretas propriamente ditas, meu garotinho passou à frente! E isso nem é o mais engraçado, mas, sim, qual foi a primeira palavra da SuperFilhotinha - sim, finalmente temos como explicado o título desta crônica: foi ATUM! Não, ela ainda não descobriu os prazeres gustativos deste gostoso peixe e nem pediu a ninguém para experimentar degustá-lo (embora não deixe ninguém comendo passar despercebido): tudo não passou de uma grande aliteração de pequenos sons que ela então principiava a balbuciar e que se fundiriam no inteligível nome do famoso peixinho - e que hoje se desdobram no "desenvolvimento" de adoráveis monólogos mais "complexos"...

De qualquer forma, sempre foi tão engraçado vê-la falando a esmo "a-tum a-tum a-tum a-tum" pela casa, algumas vezes bem devagar e com ênfase em cada sílaba, noutras de forma acelerada e hilária, quase na velocidade dos seus passinhos (cada vez mais rápidos: ela já quase pula de tão veloz em suas corridinhas), que, mesmo até agora não preenchendo os "requisitos" para considerarmos qualquer palavra sua como a "primeira", é esse "atum" que nos mantém encantadamente pacientes pelo tão sonhado "marco-zero", aquela primeira palavrinha da nossa mais-que-doce princesinha "tagarela" e "mexedeira" pela casa inteira - que já dá seus primeiros sinais vocabulares à vista, com um "ati" (aqui) e um "tchááá" (tchau) a esmo, de vez em quando... Ah, essa superduplinha: o que será que se passa por essas pequenas mentes brilhantes, tudo prontinho, só esperando as futuras palavrinhas para virem ao mundo e se expressarem...

Seguidores

 

Diários do Papai Copyright 2008 All Rights Reserved Baby Blog Designed by Ipiet | All Image Presented by Tadpole's Notez