sábado, 15 de outubro de 2016

BRINQUEDOLÂNDIA


"- Nós cuidamos umas das outras..."
"-Você está exagerando!"
"- MACACO LOUCO!"
Frases que ainda serão muito ouvidas aqui em casa, dado o sucesso que foi o econômico pacote de brinquedos queridos pelos pequenos no último Dia das Crianças...
Virei o colecionador que sou hoje em muito por causa da minha paixão por brinquedos... Assim, entre a adolescência e a juventude, passei a aproveitar o início da popularização de carrinhos e bonecos em bancas e em lojas de departamentos para, juntando a alguns clássicos que eu tinha ainda bem conservados - como os bonecos do He-Man e do Esqueleto, bem como alguns dos Thundercats -, dar início à minha coleção! Por isso, sempre tive o maior prazer de entrar em qualquer dessas gigantescas lojas modernas dos dias de hoje e me atualizar com os lançamentos continuamente despejados por uma indústria que parece não encontrar crise pela frente. Isso, claro, desde pequeno, quando das poucas vezes em que minha mãe, a Vovó-Dinha, levava-me para comprar o presente do Natal ou do Dia das Crianças... Sim, poucas, para eu não "passar vontade" - e olha que, na minha época de menino, só existia na Cidade uma única "grande" loja especializada, a Brinquedolândia, que não chegava à metade de uma dessas de hoje em dia, além dos departamentos infantis das hoje falidas e extintas Mesbla e Lojas Brasileiras...

O curioso, entretanto, é que, com todo este universo lúdico daqui de casa em que o SuperTrio basicamente se encontra imerso, a SuperFilha jamais tenha apreciado muito a doce atividade de se valer de brinquedos para brincar! Apesar de cheia de bonecas e com uma bicicleta ganha no último aniversário somente acumulando poeira pendurada na varanda,quase nunca pega em qualquer delas e, a não ser pelo fato de jogar alguns joguinhos de tabuleiro e de dormir com um ou outro bichinho da série Ty Beanie Boos, gosta mesmo é de transitar entre as animações moderninhas dos canais televisivos pagos - como Miraculous As Aventuras de Ladybug, Alvin e Os Esquilos, a nova versão (bem ruinzinha e com cara adolescente) de As Meninas Superpoderosas (e, quando não estou por perto, A Hora da Aventuravez que a proíbo de suas referências adultas e inadequadas para crianças) - e os ainda mais modernos joguinhos de computador, pela internet ou pelo tablet. Até rola um faz-de-conta, em que se visualiza em personagens como chef de cozinha, apresentadora de comerciais ou super-heroína, mas também são atividades que perpassam pelo universo da tecnologia atual, com a Filha sempre se valendo dos celulares da casa para fotografar ou filmar tais momentos...

Sei que é cedo para saber se os SuperGêmeos seguirão o mesmo caminho distanciado dos brinquedos trilhado pela irmã mais velha - sendo muito pequeninos, o SuperFilho costuma arremessar longe objetos que ele não aprecia, mantendo perto de si somente coisas com rodas ou pás giratórias (lista na qual se incluem não só um ou dois carrinhos como também o aspirador de pó, o ventilador, o velocípede, a bicicleta das irmãs etc.) e a SuperFilhotinha, apesar de ser a que mais utiliza instrumentos em brincadeiras, muitas vezes se encanta mais com um pedaço de giz de cera, um roliço e pequeno modem 3G ou um desodorante roll-om que caiba nas suas mãozinhas do que com qualquer brinquedo de verdade...

E, apesar de a Mamãe ter vaticinado que não haveria gasto de dinheiro com brinquedos neste mês das crianças, no último dia 12 eu dei um jeitinho de agradar a criançada com alguns mimos além das roupas ofertadas pela mãe e pela avó da petizada - e todos de origem bem distanciada de qualquer loja de brinquedos convencional: para o meu caçula, um belo bonequinho (apesar de durão e sem nenhuma articulação) do primeiro super-herói da História - e que também costuma ser o primeiro na vida de qualquer menino -, um pequeno Super-Homem que acende os olhos, o "S" do peito e "fala" sua famosa frase "Este é um trabalho para o Superman" (coisa chata esse povo ficar nos empurrando tudo em Inglês, viu?!); para sua irmãzinha gêmea, o quarto e último modelo da coleção das Meninas SuperPoderosas, um carrinho de fricção em forma de nuvem, com as três garotinhas "voando"; e para a "rainha" da casa, o restante da coleção das Meninas, com a Florzinha, a Lindinha e a Docinho devidamente acendendo seus olhões e citando frases da animação atualmente exibida pelo Cartoon Network. Curiosamente, tudo isso veio direto do MacDonald's, adquiridos em avulso, praticamente sem comprar o "MacLixo Feliz", é claro... E, o que é melhor, bem mais baratos e mais bacanas do que muitas versões atuais desses personagens nas lojas de brinquedos!

Talvez, como defende a Mãe, eu até tenha parte nessa certa apatia "brinquedológica", sempre tendo lhes ofertado muitos mimos fora de época ou, tão logo sabendo do interesse de um deles sobre certa coisa, imediatamente já me encontrava de prontidão com aquele objeto de desejo embrulhado pra presente em suas frentes... Mas eu não consigo evitar: faz parte da minha natureza! Desde sempre, com a valorização de cada bonequinho e carrinho em inesquecíveis aventuras vividas no meu quarto ou na sala, muitas vezes compensando os poucos amiguinhos que tinha... Além disso, muito do coração leve e das capacidades observativas que guardo para escrever minhas crônicas que tenho hoje em muito se deveu ao envolvimento criativo que costumava ter com meus brinquedos - e, como sempre sonhei com um pai que se sentasse no chão e brincasse comigo (tarefa normalmente cumprida por minha mãe...), acabo sendo onipresente nesse universo de oferecer muitas possibilidades lúdicas ao mesmo tempo para os meus supermeninos... De qualquer forma, brincar é preciso - e, no que depender de mim e de minhas coleções novas e antigas, brinquedo é o que não vai faltar para infâncias felizes pelo resto da vida! Eu, por exemplo, sigo uma criança feliz...
- Para o alto e avante, brinquedos!
 

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