domingo, 6 de maio de 2012

Tal como um quebra-cabeça...



Maio. Mês de aniversário duplo, meu e da minha filha. Mês do dia das mães (que, neste ano, caiu no dia do meu aniversário... Ou seria o contrário?). Em outras palavras: mês de festas e homenagens para todos da minha família! E, talvez mesmo por isso, mês de mudanças à vista, não só no meu caminho, por onde muita coisa terá que ser colocada em seu devido lugar (com foco, fazendo favor, senhor!), como nos passos destes humildes (e já quase abandonados) diários virtuais...

Os supervisitantes já devem ter notado o desativamento do espaço para comentários. Tal se deu por razões das mais variadas - sendo que todas elas voltam-se para um único ponto em particular, o tempo: sem tempo para visitar os demais papais e mamães blogueiros (maioria do meu público, especialmente quando se trata de um blogue dedicado a croniquetas sobre ser pai), os comentários começaram a rarear mais e mais por aqui; com os comentários raros, passei a deixar por mais tempo cada postagem no ar, com a sentida intenção de angariar visualizações e comentários de mais pessoas; dando mais tempo a esperar mais comentários aqui e mantendo um outro blogue acolá, acabei me deixando levar pelo outro, por lá escrevendo semanalmente (enquanto, por aqui, só duas vezes por mês - de agora em diante: todo domingo!); já nas últimas semanas, completamente sem tempo, resolvi encerrar mais uma temporada por lá e tentar olhar mais por estes diários tão queridos sobre minha filhota aqui; porém, ainda sem tempo e seguindo desejoso por mais visitações aqui, mas sem tempo de fazê-las a contento por aí (e temerário de continuar esperando, a interferir no número de postagens), neste mês, comentários só por e-mail (endereço na coluna ao lado). Acho que é por aí...

Mas, como este blogue costuma ser sobre minha menininha, vamos a ela: no último episódio, encontramos nossa pequena heroína enfraquecida por uma espécie de kryptonita virótica desconhecida, o que chegou a acabar até com o super-apetite da poderosa garotinha... Porém, graças a uma combinação química de muito-amor e fé-em-Deus, aos poucos a SuperFilha retomou seus poderes e já voltou à ativa! E, o que é melhor, com novas habilidades: não só o supervocabulário está cada vez mais vasto com um sem-número de incríveis repetições vocabulares, como também (e especialmente...) um supersono tranquilo latente, enfim, parece ter-se manifestado ao longo de noites inteiras, desde o início da sua recuperação - vá lá, com uma outra madrugada brevemente interrompida por um chorinho, mas não há mesmo o que reclamar: a Mamãe e o Papai aqui agradecem!

Falei por aqui em postagens anteriores sobre o prazer e a facilidade com que a SuperFilha vinha montando seus quebra-cabeças, brincadeira de que atualmente gosta muito (já está em seu décimo segundo jogo, envolvendo três caixas diferentes). Isso não só me impressiona como me deixa intrigado: como ela gosta tanto de quebra-cabeças... Talvez pelas cores, talvez por causa dos seus personagens favoritos nas estampas a montar... Não, não creio: acho que minha garotinha está mesmo crescendo - e como eles crescem rapidamente, meu Deus! Acho mesmo que se trata de um poder novíssimo em folha: com os dois aninhos batendo à porta, parece que a vida já se mostra como realmente é para ela, apesar de tão pouca idade - muitas cores e alegrias festivas no montar um grande mosaico todo dia, mas com gigantes e inesperadas dificuldades a cada instante, coisas como encontrar tempo para sentar-se com calma e montar tudo, paciência para encontrar a peça certa para "bo-botchar" no lugar apropriado e perseverança para que tudo possa se "encatchar" perfeitamente...

Puxa vida... Minha filha é uma sábia... Acho que aqueles personagens andam ensinando mais coisas a ela do que simplesmente cores e matemática... Valeu, então, "Do-ra"...!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ela voltou!


Pouco antes de completar um aninho, há exatamente um ano, a SuperFilha evidenciava, pela primeira vez, que também carregava os frágeis cromossomos terrestres: não só adoeceu, com uma febre forte (que variava entre 38,5 e até 41 graus, de quatro em quatro horas) por duas semanas consecutivas, tendo-se revelado os seus dolorosos exames (de sangue, fezes e urina) "inconclusivos", mas "com uma grande probabilidade para uma infecção bacteriana" – um dia e meio depois à base de amoxicilina e minha filha voltava às boas com a saúde...

Uma semana atrás, nova problemática: embalando nossa garotinha na rede ainda meio entorpecidos pelo sono às 4 da manhã (ela dorme no berço, em seu quarto, mas há noites em que o sono anda tumultuado e ela segue para a rede no quarto do Papai e da Mamãe, onde ela costuma ser embalada até pegar no sono), minha mulher me anuncia "Ela está quente... Pegue o termômetro" – ela nem precisa terminar a frase para eu já me encontrar a postos para medir a temperatura da pequena: fiquei com trauma de febre desde o ano passado, quando tivemos que nos valer de verdadeiras torturas para acalmar certos momentos de febre, como aplicar-lhe banhos gelados por sobre a pelezinha em brasa, em plena madrugada... Febre.

Nem durmo o resto da noite, após dar o antitérmico e acompanhar a temperatura se estabiliza. Desta vez, a febre acontece em intervalos um pouco mais longos, chegando a enganar em muitas vezes, com intervalos maiores (um deles chegou a quase 12 horas), como se estivesse abandonando o corpinho da filhona: ledo engano – ela não só voltava sempre como também acabou por roubar, pela primeira vez, o apetite da minha princesa... "Aguardem" – era só o que o meu cunhado e médico da família, pelo telefone, aconselhava.

– Mas não seria bom ganharmos tempo e darmos logo o mesmo antibiótico do ano passado?
– Não sabemos o que ela tem; pode ser uma virose e ela terá tomado anti-inflamatório em vão, o que não é bom, somente em última hipótese...

Cinco dias com febres regulares: levemos a uma emergência – nada evidente – exames. Coitada da minha pequenina: furá-la para retirar sangue (e mais de uma vez, tendo a técnica do laboratório muita dificuldade para encontrar a veia... Jesus!) e aplicar-lhe aquele incômodo saco colado a sua "cocotinha" para obter a urina ("a técnica botou errado e a urina vazou para a fralda; troca de novo"... Ai, ai) – resultados: inconclusivos (com a espera de mais uma semana pela frente pela cultura na urina, a fim de apurar se haveria mesmo bactérias...)! Neste mesmo dia, à noite: mãozinha puxando a minha mão ou a da mãe (quem estivesse perto) e puxando-a para a sua boquinha – "É dente", dita a avó pelo telefone, aliviada, "Há de passar logo"... Domingo, uma semana depois do início da febre, temperatura normal, enfim, graças a Deus. Mas o apetite não volta e a irritabilidade por várias vezes ao dia persiste – assim como o dedinho em sua boca (e os das nossas mãos, também – como se pudéssemos fazer algo, meu Deus...), até que...

– O que é isso vermelho embaixo da língua? São aftas?
– Sim, elas podem ter estado incubadas por todos esses dias, causando a febre, ou eclodiram só agora em função do fim de uma possível virose... – me acalmava o meu cunhado, pelo celular.

Às vésperas de mais um aniversário, no próximo dia 31 de maio, as aftas parecem reduzir-se e o apetite parece que voltou, já pedindo sua tradicional sopinha de almoço em vez dos potinhos da Nestlé ou os mingaus. Aguardando o resultado do exame de urina para levar ao médico e ver a necessidade de aplicar um remédio para os vermelhinhos renitentes das aftas que se foram. Não há de ser nada. "Coisas da idade; normal...", é o que os médicos sempre dizem... Pelo menos, no caso da SuperFilha, é uma vez por ano – e afinal: foi o surgimento de algum dente (os médicos não assumem, mas dentinhos, muitas vezes, trazem febre e mudanças no quadro das fezes de um bebê)? Foi uma virose? Foi o quê? Vai saber... O importante é que ela voltou! A comer, a sorrir, a brincar... E aos Diários do Papai: agora, semanalmente!

domingo, 8 de abril de 2012

Feliz Páscoa!


Três ovos para uma família de três (afora uns outros bombons e barras por aí...)! Tudo pelos brinquedinhos


Votos de união e paz para todas as famílias: que haja sempre renascimento de amor, não só nesta Páscoa, como sempre!

E a Filha mesmo diante de tanto chocolate, só comeu um pedacinho e não quis mais - afinal, foi sua primeira vez, e, pelo visto, ela não gostou muito, não... Graças a Deus!

 

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