domingo, 11 de setembro de 2016

Um Mês de Força-Tarefa Escolar!


E eis que de repente, não mais que de repente, a dura e estonteante realidade escolar para os SuperGêmeos já é rotina! Mesmo que, até agora, nenhum dos dois realmente tenha se acostumado ao extenuante ritmo de mudanças (o costumeiro soninho da manhã, por exemplo, foi adiado, à força, para a dura hora do trajeto para casa) - e nada de definição, por parte da escola, quanto aos prometidos descontos pela honra de receber em seu quadro, de uma só vez, os três meninos mais poderosos da Terra (- Só míseros 5%?! Exijo falar com a diretoria!)... Mas o ritmo frenético já não é mais novidade e se instalou, em definitivo, na vida de todos: malabarismos entre a Mamãe e eu são feitos quase que automaticamente para conciliar o corrido tempo de cada um; a Vovozona Lena já dá as caras semanalmente para limpar o fogão e ajudar com a meninada; e mesmo os superpequenos já começam a entender os primeiros percalços da vida nessa colorida corrida do dia-a-dia...

O separar-se na hora de entrar na sala, por exemplo: enquanto o SuperFilho joga-se facilmente no primeiro colo feminino da Tia mais próxima (com o auxílio da inseparável chupeta, é claro!), a SuperFilhotinha já deixa claro o quanto gosta de toda aquela estrutura cheia de detalhes e ambientações a serem exploradas - apesar de não suportar receber um "tchau" dado por mim e cai no choro desbragado nos instantes iniciais... De qualquer forma, ambos já seguem firmes e fortes, como que compreendendo direitinho os seus novos caminhos, tudo sem maiores complicações ou tristezas e normalmente elogiados pelas professoras como "muito bem-adaptados" - e, melhor ainda, "vigiados" pela zelosa SuperFilha, que, em inúmeras "idas ao banheiro" (- Pai, a Tia chamou minha atenção...), sempre está por perto para proteger os irmãozinhos, já tendo sido, inclusive, chamada para pacificar os ânimos acirrados dos dois num dia em que me atrasei um pouquinho para buscá-los, bem depois das 11:30 h da saída...

Ó, hora cruel esta do meio-dia para esses super-serezinhos (bem como para esses seus velhos pais)... Além da dura passagem para o ainda mais quente turno da tarde, a hora do almoço tem sido a mais difícil da super-rotina, seja porque meus ex-bebês estão saindo dos antibióticos de duras infecções respiratórias (o sempre viral convívio inicial com muitas crianças e as terrenas fraquezas imunológicas da superdupla...), seja porque estão com mais sono do que fome nesse momento, a verdade é que nenhum dos dois anda aceitando bem o almoço que lhes estamos levando (e improvisando na midiateca!), com o objetivo de que voltem alimentados e relaxados para casa! Porque, se não comem nessa hora, ficam sujeitos a "almoçar" lá pelas três horas, quando acordam do soninho bagunçado, ou a comer qualquer coisa em meio à costumeira irritabilidade de quem teve que acordar para chegar em casa, nas duras mazelas do "transporte" do SuperPai aqui - que, às vezes, tem de carregar um por vez para subir, pelo elevador, os 12 andares da nossa SuperTorre - Filha, fique aqui no carro com sua irmãzinha dormindo, enquanto eu levo as mochilas e o seu irmãozinho para colocá-lo na rede, certificar-me de que ele firmou no sono, trancar a porta e voltar para pegar vocês duas, certo?!...

Ufa! Realmente, não tem sido nada fácil... Mas quem quer facilidade, que não tenha filhos, não é mesmo?! Afinal, é com essas "dificuldades" - que, frise-se, não são nada se comparadas a reais dificuldades de tantos superpais às voltas com problemas de saúde dos seus pequeninos... - que a meninada realmente cresce e seus pais têm a chance de se organizar melhor! E, com todos os erros e acertos desse atropelado primeiro mês de escola, na bagunça dos três "juntos e misturados", são inegáveis e facilmente perceptíveis os vários pontos positivos: ambos estão mais incitados a falar e a cantar, afora outros bons aprendizados (como o interesse pelos desenhos e pinturas); a mais velha diminuiu as implicâncias com os irmãos e vem mostrando uma faceta mais cuidadora; a família está ainda mais super, unida em cada desafio diário... E, passados os sustos iniciais e os percalços que os pobrezinhos ainda terão que viver, por um tempinho, até que se adaptem completamente (esse, sim, o ponto nevrálgico, e não qualquer eventual cansaço meu ou da mãe), a tendência é só melhorar!

Nada, entretanto, se compara à alegria quase infantil de tão grande que é ver aqueles pequenos projetos de pessoas já uniformizadas, com suas mochilas e lancheiras temáticas, escolhidas com tanto carinho, caminhando rumo a todo um futuro de educação e aprendizagem... Infelizmente, "escolhida" é modo de dizer, porque, até nisso, devido à sucessão de fatos que praticamente nos empurrou para essa realidade antecipada dos estudos dos pequenos, acabou não havendo muita margem de escolha, não - na verdade, esses e outros materiais meio que "se escolheram" sozinhos, uma vez que, em pouco menos de uma semana, tive de acertar todos os detalhes (compra dos fardamentos, pagamento de inesperadas matrículas etc.) e a Mamãe simplesmente teve que "aceitar" dois kits mochilete+lancheira de personagens que, se jamais seriam nossas opções para suas primeiras mochilas (Barbie e Darth Vader, pra crianças de 2 aninhos?!), foram o melhor que se apresentou no custo-benefício dos estoques derradeiros das lojas locais... Então, que a Força esteja com esses meninos - e que toda essa agitada rotina, logo, logo, vire uma realidade adoravelmente cor-de-rosa! Porque a força-tarefa continua...


 

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