domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cocô!

11 comentários

Diário (julho/2010)
5:30h – cocô
5:35h – mamada
5:50h – soneca
6:35h – mamada
7:15h – banho de sol
7:40h – cocô
7:45 – soneca
8:35h – mamada
9:15h – soneca
11:30h – cocô
11:35h – mamada
12:43h – soneca
13:40h – cocô
13:50h – banho
14h – mamada
14:55 – soneca
17:20 – cocô
17:30 – mamada
18:20h – soneca
23h – cocô
23:10h – mamada dos sonhos

Este "Diário da Filha" foi encontrado aqui em meio aos papéis de meu gabinete em minha última arrumação. A data não ficou muito precisa no bloquinho onde estava anotado, mas remonta aos primeiros dias de julho, pouco mais de um mês de nascida minha menina.

Pelas outras anotações encontradas, a média de cocô daquela época era na base de seis vezes diárias – e sempre na mesma "base", líquida e amarelo-esverdeada! Mas, no que assuste a "aparência" descrita, quase não havia odor (só um "cheirinho característico") e tudo era muito tranqüilo: afinal, eu trocava fraldas desde o seu segundo dia de nascida... Claro que, no início, tudo era meio sem jeito até que pegasse prática (como tudo na vida), mas, já àquela altura, havia um certo desembaraço na tal "atividade" – e sem nojo nenhum!

A média era assim alta em virtude da também alta "média mamária": sete por dia! Até as palpiteiras familiares de plantão arriscavam uma "mania de peito", em virtude de a Filhona nunca ter encostado seus lindos labiozinhos numa chupeta, mas não era isso, não: hoje, com mais de nove quilos no alto de seus oito meses e meio e com nenhuma doença no currículo, agradeço aos genes kryptonianos e ao superleite da Mamãe!

O mais engraçado foi a expressão "mamada dos sonhos" encontrada na última linha da folhinha do tal diário. Perguntei à minha esposa do que se tratava e ela disse se referir a uma expressão da famosa enfermeira e escritora Tracy Hogg, no seu ainda mais famoso livro "A Encantadora de Bebês", que queria dizer aquele "tanque cheio" em que se pode deixar o bebê na última mamada do dia, a fim de que o neném durma a noite inteira... Claro que nem sempre isso funcionou, mas, neste dia, parece mesmo que a Filha "encheu a lata", acordando quase às seis do dia seguinte (de acordo com outra folhinha do Diário encontrada)... E com uma "cocozada" daquelas...

Nem preciso dizer que o universo masculino sempre foi povoado pela escatologia e brincadeiras com coisas nojentas parecem ser o forte da "classe macha", especialmente dos menininhos e dos adolescentes... Apesar de nunca ter sido dado a tais "sujeiradas", não poderia furtar-me de algumas troças sobre o cocô da filhona – especialmente nos dias de hoje, quando a mesma já come alimentos sólidos desde os seis meses (além das mamadas noturnas, frutas e sucos, sopinhas de frango, carne moída e de feijão com verdurinhas) e seus dejetos já não são assim tão "inodoros" como antes: foi-se o tempo do "creminho de abacate" inofensivo; agora a coisa toda vem bem "fedida" – ora um "bolinho" escurecido e bem consistente, tal como um "quibe cru no ponto para fritar" (esses são os que mais dão trabalho para a pobrezinha expelir – chega a ficar vermelhinha se espremendo por alguns segundos; geralmente culpa da bananinha do lanchinho matutino daquele dia...); ora um amassado geral marrom-claro, tal qual um "creme de leite" esparramado (esses são os mais assustadores: até a cocotinha tem que ser limpa, com muito cuidado!); ora uma concisa pasta única, no formato de uma lata de "apresuntado da 'kitut'" (um verdadeiro 'fiambre' – alguém se lembra?!)...

Cheguei a fugir da responsabilidade algumas vezes, no início, quando a coisa ficava preta (literalmente): cocô em demasia ou muito esparramado graças à descoberta tardia (especialmente depois que ela começou a se sentar, entre cinco e seis meses...), com riscos de espalhar-se cocotinha acima, dava-me calafrios só em pensar... Nojo jamais: carne da minha carne, sangue do meu sangue, não há espaço para tais bobagens! Acho que era angústia, mesmo, principalmente quando falamos de "genitalinha invadida"... Hoje nada mais me assusta: em tempos pré-troninho, de fraldinha cheia, para o tipo de cocô que vier, mesmo o mais perigoso e polimórfico, estou prontamente preparado!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Parabéns, SuperMãe!

11 comentários

Nos Quadrinhos, um super-herói mantém sua identidade secreta a fim de resguardar seus entes queridos livres dos malfeitores e de manterem-se longe da vaidade de serem reconhecidos como diferentes, melhores que os outros, mantendo, enfim, o sossego em paz...

Comigo não é diferente: apesar de passar longe de supervilões e de na minha vida atualmente só a paz reinar, como um bom herói que se preza, mantenho minha identidade (e a da superfamília) incógnita: talvez por ser gostoso contar estórias de cunho universal sem ser realmente "eu", talvez por ser legal representar um super-herói para os filhos, assim venho levando minha supermissão no mundo virtual... Mas nada que não possa, por exemplo, revelar a idade da Super-Filha: 8 meses recém-completos!

E esta menina-prodígio jamais deixou por menos no que diz respeito às suas supercapacidades (afinal, qual é o pai ou a mãe que não vê o seu filho como o mais inteligente, o mais bonito... enfim, um SuperBebê?!): no ano passado, com apenas dois meses e meio, voou até o shopping com a SuperMãe e me comprou a camisa mais bonita do universo! No Natal, durante nossa primeira viagem interplanetária, achou umas lindas peças decorativas para nossa casa; e, ontem, ela terminou de me surpreender...

Não é que, comigo no shopping, além de ter-se lembrado de uma data super-especial, ainda tratou de escolher um lindo par de brincos para dar de presente a sua mamãe? Pois que hoje não é apenas mais um superdia comum: nesta sexta, dia 04, todos os supervilões, super-heróis e superpersonagens do dia-a-dia supercomum de qualquer mortal se unem para dar os parabéns à maior super-heroína do mundo (ao lado, é claro, da minha amada SuperMãe, a Vovó-Madrinha, e da SuperFilha - senão elas ficam enciumadas, minhas duas outras mulheres!), cujos superpoderes do caráter, da bondade, do amor incondicional à família, da multidisciplinariedade (voltou a trabalhar fora nesta semana), da graciosidade e do companheirismo estão além da compreensão humana: a SuperMãe faz aniversário!

É um pássaro? É um avião? Não, é a minha querida esposa, virando-se em mil para dar toda a atenção à filha, ao marido, ao trabalho (depois de uma noite inteira mal dormida por causa da atual fase de sono irritadiço da Filha...) e a sua amada casa, no alto de sua supertorre de observação! Feliz aniversário, Amor: com carinho...

Para uma SuperMãe, um superbolo...

Seguidores

 

Diários do Papai Copyright 2008 All Rights Reserved Baby Blog Designed by Ipiet | All Image Presented by Tadpole's Notez