quinta-feira, 30 de junho de 2011

São João na Praia

8 comentários

"É São João, Santo Antônio, São Pedro, são três estrelas a brilhar no céu..." - assim uma bela canção local poeticamente se refere aos três santos homenageados no período junino nordestino, genericamente chamado de "São João", onde é forte a tradição dos arraiais com apresentações folclóricas, 'shows' de artistas e comidas típicas (arroz de cuxá e maria izabel; torta de camarão; mingau de milho...). E aqui em São Luís do Maranhão a coisa toda ainda é mais rica: o bumba-meu-boi (o legítimo) domina o cenário e aumenta a tríade santa para mais um - hoje, 30 de junho, é dia de São Marçal, um derradeiro santo junino homenageado por aqui, com direito a um grande encontro de grupos folclóricos de bois no bairro do João Paulo.

E, num lugar tão cheio de belas lendas e tradições folclóricas tão interessantes, o lúdico das festas juninas, das danças e dos personagens do boi fazem parte do imaginário popular desde muito cedo - até as crianças entram na brincadeira: seja soltando bombinhas, seja com fantasias de caboclinhos, a criançada se diverte nas festinhas das escolas, nas ruas dos bairros enfeitadas de bandeirinhas ou mesmo nos arraiais espalhados pela cidade.

Isabela, do alto de seu 1 aninho, ainda olha tudo ao largo: afinal, ainda longe da escola e com o fato de as festas juninas serem tradicionalmente noturnas, ela pouco presenciou do espetáculo na única tentativa de levá-la para ver alguma apresentação de boi (último sábado, pós-São João) - o som ensurdecedor das potentes caixas de som e o excesso de pessoas no Arraial da Lagoa da Jansen, dos mais famosos da região, pareceu-me excessivo e até mesmo prejudicial para minha garotinha, que a tudo acompanhava com olhos arregalados de espanto e de surpresa...

Desta forma, o primeiro arraial de Isabela acabou dividido em dois: o primeiro, "oficial", que serviu apenas pelos poucos minutos que conseguimos ficar no local para a Vovó-Dinha tirar fotos de sua netinha com o lindo vestidinho caipira que comprou para a também afilhada; o segundo, "não-oficial", no feriado municipal de ontem, São Pedro, a que minha filhinha compareceu para "prestigiar", também ao longe, a apresentação de dança folclórica da priminha Ana Carolina - que, por sua vez, do alto de seus 5 aninhos, também não aprovou muito a movimentação toda e desistiu na hora H de subir ao palco com seus coleguinhas! Sem dúvida, ainda há muito terreiro pela frente dessas garotinhas para melhor conferir a rica cultura maranhense...

Mas, se por um lado as festividades juninas foram um fiasco infantil, a tão aguardada primeira praia superou todas as expectativas no caso da SuperFilha: desde janeiro com o maiô comprado e "nascida e criada" numa ilha, só agora, depois de vários adiamentos (finais de semana atarefados ou com chuva bem cedinho), finalmente Isabela se rolava na areia do mar, como canta outro clássico maranhense...

O medo da água costumeiro em sua idade passou mesmo longe: Isabela se esbaldava na areia molhada e, apesar de ainda não andar sem apoio (de um móvel, de uma parede ou de uma perna...), "corria", aos gritinhos, engatinhando em direção ao mar (e não o contrário, como normalmente acontece)! E, mesmo com o início chuvoso/nublado daquele dia 24, todos nós tínhamos que ir à praia naquela manhã de São João enforcado com o feriado de 'Corpus Chisti'! E o que faltou de motivação no arraial sobrou no deslumbramento com aquele mundão de areia e de água à frente daquela garotinha de pouco mais de 75 centímetros... Uma verdadeira sereiazinha!

O único senão em relação à água foi o esquecimento da Mamãe de levar uma garrafinha com água natural para limpar o rostinho da Filha nas horas de maior volume de terra - o jeito, então, foi usar o resto da aguinha que levamos na mamadeira para ela beber. Outro lapso: onde estava a faquinha para cortar as frutas que levamos? Graças ao horário ainda cedo, chegamos em casa pouco depois das 9 horas da manhã, bem a tempo do lanchinho rotineiro... Mas quem disse que a guria aguentou a farra? O sono acabou falando bem mais alto que a fome...

Mas o mais curioso de tudo foi a sensação de 'déjà vu' sentida no finalzinho daquele passeio: depois de alguns mergulhinhos na beirinha rasa do mar junto à Filha, resolvi deixar a pequena com a mãe e dar ao menos um mergulho de verdade antes de ir embora; na volta, viajei no tempo numa fração de segundos - por um momento, vi meus pais na beira da água lavando os chinelos e outros pertences cheios de areia e me chamando para irmos embora, eu sempre derradeiro na água, com os dedos franzidos de tão louco pelo mar que sempre fui desde garotinho... Nem bem esfrego os olhos, vejo Jandira me chamando, que já era hora de ir, ao lado de uma linda garotinha bronzeada de maiô, rindo sem parar diante daquela imensidão da natureza... Tudo isso numa praia de uma terra abençoada por três santos (ou quatro, como preferirem) cheia de festas e de alegrias infantis perdidas no tempo de uma criança eternamente fascinada com o mar...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Palmas para Isabela!

14 comentários


– Só faremos festa de aniversário para Isabela quando ela
estiver com uns 4, 5 anos: nessa época, a criança já entende e até participa das escolhas dos personagens, por exemplo! Com 1 ano ela
é ainda muito pequenininha...
– Concordo, Dil! Mas também acho que a gente poderia fazer um "bolinho", só para chamar a família e tirar umas fotos...
– Não sei... Pode ser...

Este era o raciocínio-padrão quando o assunto era festa de aniversário: nada de pompas e circunstâncias com gastos que só se reverteriam para os outros, uma vez que a Filha não aproveitaria nada se comparada aos adultos ou a outras crianças maiores presentes e, como muitas menininhas nessa idade, Isabela fatalmente cairia no sono ou acabaria por irritar-se antes mesmo de soprar a velinha... Acontece que, à medida que a graça da Filha foi aumentando e a trajetória como pais de primeira viagem de uma linda e cheia de charme garotinha foi passando do arco dos 6 meses, a coisa toda passou a mudar de figura... Especialmente quando o filho de uma amiga da família, o Danilinho, nascido prematuro e com pouco peso, passou a ter seus "mensários", festinhas para comemorar cada mês de vida...

Mesmo com a empolgação inicial, a Mamãe, depois, desanimou-se um pouco... "Nada de festas de 1 ano... Nesse mês estamos mesmo um pouco apertados nas despesas... O que achas?"... Por isso é que, decidido que fiquei sobre a festa num primeiro momento, logo passei ao estágio 2: "Não vamos gastar muito"! Entretanto, apesar de existirem muitos 'sites' com boas dicas de como economizar na primeira festinha (neste, por exemplo, sugerem-se até quais as melhores opções de presente para uma criança de 1 ano – dicas não muito seguidas por aqueles que insistem em dar bonecas gigantes, de qualidade ou gosto duvidosos, com restrições a menores de 3 anos!), nada consegue evitar que você tenha gastos além do previsto...

Aqui em casa fui categórico: convite apenas para quem veio visitar a SuperFilha em seu primeiro aninho! Justo, especialmente quando não se quer ultrapassar a casa dos 50 convidados (excluindo-se crianças até 4 anos), e assim foi feito – apesar da desaprovação de umas tias que descobriram depois... E para esses convidados, aos poucos, fui montando a seguinte estrutura: pequenos painéis e enfeites (no tema "jardim", com direito a flores, borboletas e joaninhas), acompanhados de dezenas de balões (em arranjos providenciados pela prendada Vovó e Dinha Dilena: nada daqueles desnecessários arcos gigantes de balões, que só servem para os mais levados estourarem no fim da festa!); 9 mesas com 6 tampos e 54 cadeiras; 'notebook' de Juliane, com caixas de som acopladas para tocas os clipes favoritos da Galinha Pintadinha e do Balão Mágico (que acabou tendo problemas para ler DVDs e acabou tocando só uns poucos CDs infantis...); torta grande com 3 recheios e 400 salgadinhos, feitos por encomenda; 30 litros de refrigerante (em considerando o "padrão" de 3 copos de 200ml para cada convidado – acabaram sobrando uns 10 litros...); 50 pacotes de pipoca (salgada, do tipo canjica – aquelas maiores); cerca de 1000 docinhos (entre brigadeiros e bolinhas de leite coloridas, enrolados pelos parentes da Mamãe: Erivan, Juliane, Rafaelle, Stela e Rosana, que também foram muito bacanas na hora de servir as mesas); uma caixa para os presentes (decorada pela aflhada Talita); e um panelão de delicioso creme de galinha (especialidade da sogra, a Vovó Helena). Somatório geral (e apertando bem daqui e dali): pouco mais de R$ 500,00! A missão econômica foi cumprida! E parece que a satisfação de todos os convivas também... Afinal, tudo que é feito pelas nossas próprias mãos fica bem mais gostoso!

Mas e a aniversariante, a mais importante da festa, nessa estória toda? Parecia até que acordara plenamente consciente do dia especial: bateu palminhas e gritou à exaustão durante a manhã toda; porém, à tarde, em meio aos reboliços dos preparativos de última hora (Papai voando para pegar os salgados e o 'banner' da Isabela de 1,2m; Vovó-Dinha terminando de encher e de arrumar os balões no salão do condomínio; as primas da Mamãe dando o acabamento nas lembrancinhas de sabonetinhos...), parece que uma aflição diante do "grande momento" de assoprar a velinha (tarefa de que se incumbiram os convidados mirins, vez que a Filha ainda não sabe soprar!) também resolveu aparecer - o soninho ficou bagunçado e o apetite, incompleto... Mas nada que, apesar de atrasar a sua chegada à própria festa, pudesse comprometer o brilho da primeira noite de gala da minha princesinha em seu jardim!

Enfim, deliciosamente, acabei queimando a língua! Não, não fora com o creme de galinha, infelizmente, mas com a idéia original de que uma festinha de 1 ano não seria algo legal para a aniversariante: Isabela pode ainda se atrapalhar com as botas na hora de andar pela festa ou ainda se encabular na hora dos parabéns, deixando até de bater suas adoradas palminhas diárias justamente na hora mais importante, mas nada a impediu de ficar acordada até bem tarde (graças a uns convidados "retardatários", a festa se estendeu até mais quase às 22 horas!), de se encantar com os balões em forma de flores, com a mesa repleta de cores e de "bailar" de braço em braço, todos ávidos por uma casquinha da roliça anfitriã em sua primeira noite mágica...


O que foi e o que era pra ter sido... Fazer a própria festinha também tem seus contras: a câmera resolveu dar problema de foco e de luminosidade na hora dos parabéns (faltou um fotógrafo...); sem o aluguel de um 'freezer', todos tínhamos que ficar subindo e descendo do apartamento para trazer mais refrigerantes; e o bolo, mesmo feito com uma conhecida doceira (à esquerda), ficou bem longe do que se queria (à direita)...

Seguidores

 

Diários do Papai Copyright 2008 All Rights Reserved Baby Blog Designed by Ipiet | All Image Presented by Tadpole's Notez