quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A Preferida!


Há algumas semanas, chegando já tarde de um passeio noturno para o qual não fui (preferi uma confortável navegação pela internet a ter de encarar os famigerados shopping centers num final de semana), a Mamãe e a SuperFilha pelejavam na irritante luta derradeira de fim de noite para levar uma criança para dormir (especialmente depois de um passeio) - até aquela resolver jogar duro e soltar uma estranha ameaça em meio às birrinhas, "nãos" e brincadeiras fora de hora da pequena: Vamos, menina, levanta daí pra tomar teu banho, escovar os dentes e dormir, deixa de fazer corpo mole, que já passou da hora da cama! Ou tu queres que eu conte para o teu pai o que aconteceu no shopping...?!

Na hora, os olhos da pequena e os meus se encontraram no susto, enquanto, de pronto, ela foi negando e pedindo para não me contar, logo se levantando e obedecendo à surpreendentemente "ameaçadora" mãe... Desesperado de curiosidade, lancei-me a perguntar-lhe o que ela não queria me contar, o que poderia ter acontecido de tão feio que eu não poderia saber e se ela seria mesmo capaz de esconder alguma coisa de seu Papai aqui, no que a minha até então ingênua filhinha sorria, meio envergonhada, meio maliciosa, e se esquivava, como se não fosse com ela... Meu Deus: com 5 anos as coisas estavam assim, o que dizer quando viessem os duros anos da adolescência?! Mesmo debaixo de uma lâmpada num quarto escuro, como naqueles filmes policiais antigos, e ela nada revelaria?!

Banho tomado, dentes escovados, bênção dada e lá foi a nossa ora totalmente obediente mocinha para a cama em questão de minutos, tudo como manda o figurino! Então seria a vez de interrogar a mãe acerca daquele misterioso acontecimento - e o que ela me contou, até agora, não consigo me decidir se acho motivo de orgulho ou de preocupação: tudo teria começado quando minha pequena rebelde foi flagrada cometendo uma agressiva manobra contra uma amiguinha numa corrida pelo estacionamento - ela simplesmente empurrou a colega no final do percurso, a fim de ganhar a peleja a qualquer custo! -, e, após uma merecida e dura bronca, a Filha fez um estranho pedido: Por favor, Mamãe, não conta nada para o meu pai, 'tá bom? Você promete?!...

E quanto mais ouvia daquela história toda, mais eu conjecturava - Isso é bom, porque minha filha me respeita e me ama muito; por isso, não quer minha desaprovação sobre um comportamento em que ela reconhece que errou... Por outro lado, é ruim, porque ela pode estar também fugindo de uma represália, evitando apenas ouvir mais sermão do que já ouviu... Ou, pior ainda: será que, para ela, a mãe é mais amiga do que eu?! Não, isso eu não poderia admitir! Desde aquela primeira ultrassom da minha vida que eu ouço: "meninas sempre preferem o pai"... E, depois de tanta luta e anos de "empate", nos últimos tempos finalmente vinha ganhando "por uma cabeça" em termos de preferência em relação à mamãe! Pelo menos até agora...

De qualquer forma, em questão de preferência, acho que eu saio perdendo no cômputo geral, considerando que também haja empate com a SuperFilhotinha (vá lá, aqui e ali eu ganho um dengo a mais da minha superbebezinha!) e seja sabido e notório que o SuperFilho tenha pela mãe verdadeira adoração obsessiva, simplesmente me ignorando em vários momentos (especialmente à noite) - a ponto de eu costumar brincar que a solução para resolver tanto grude seria costurá-lo logo à pele da genitora a fim de evitar qualquer mínima separação (e consequente choradeira)! A preferida da casa é mesmo a Mamãe! Porém, olhando em retrospecto, quem pode condenar o SuperTrio?!

Afinal, não há como não amá-la, admirá-la e a querer sempre por perto... E, por isso, como a própria gosta de brincar, "é muito fácil gostar dela"! Sem esquecer o zelo e a dedicação desde às 5 da matina (ultimamente até bem mais cedo que isso, graças ao nosso exigente e madrugador supergarotinho!), que se estende pelo resto do dia até às 22, hora da última mamada! Tudo isso, muito justo, faz dela a merecedora do título de "A Preferida" dos três guris desta casa - e, é claro, do papai também, que não vive sem seu sorriso franco, sua sabedoria plácida e seu companheirismo a toda prova! Por essas e por outras que eu aproveito a oportunidade deste 4 de fevereiro para lhe desejar um feliz aniversário, com muita saúde e alegria em quádruplo - Parabéns, meu Bem! Felicidades já temos de sobra nesta casa, graças a Deus!

Quanto a mim, sigo humildemente como o "Número 2" ao lado da poderosa "ma-mã", logicamente brincando com esse universo incerto da primeira infância dos nossos filhos e aguardando os próximos capítulos dessa novela... Quanto ao lado feminino da minha prole, ambas seguem bastante carinhosas comigo e sabedoras de que com o pai elas sempre conseguirão mais coisas - da minha parte, penso que ainda serei o melhor amigo das duas no futuro... Já o bonitão caçula segue em sua fidelidade incondicional, na melhor tradição "filhinho da mamãe", a preferir o lado materno - o que é perfeitamente natural: eu, por exemplo, sempre pendi mais para a minha, a Vovó-Dinha! Eu só não queria que meu garoto me tratasse como fazia um antigo personagem da TV em relação ao seu pai... Porque, quase toda vez em que o pego no colo, parece que ouço, nitidamente, "Não é a Mamãe!"!

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