sábado, 30 de janeiro de 2016

E as férias se acabaram diante de uma tela...



Enquanto os SuperGêmeos continuam suas aventuras caseiras de inocente e pura liberdade - a SuperFilhotinha segue em suas escaladas ao topo da mesa de jantar e o SuperFilho mantém-se sempre alerta em relação à Mamãe, de quem não deseja desgrudar um só segundo -, a SuperFilha, nesta semana, voltou às aulas, onde iniciará a 1ª série. E o Papai aqui, ainda um tanto quanto perdido nas adaptações entre a minha época de estudante e a atual grade do MEC, nem se lembrava mais que o antigo "primeiro ano do primário" nada tem a ver com este último ano do antigo "jardim de infância" - quanta confusão: a segunda série é que realmente inicia o atual ensino fundamental!

Confusões à parte, minha Filha está crescendo muito rapidamente, e o seu "último ano de brincadeira" na escola já começou... Talvez por isso que eu venha lutando tanto para fazer de tempos mais livres como o do final de suas férias o mais marcante possível de boas atividades! Entretanto, quando não se viaja ou se luta contra prais poluídas, o universo "fechado" termina por prevalecer! E, assim, elementos contra os quais mantemos certas reservas, como o "mal necessário" da TV e seus desenhos animados repetidos à exaustão (Discovery Kids, ouviram bem isso?!) ou o tablet cheio de joguinhos eletrônicos (que, para o bem do raciocínio rápido ou para o mal de condicionar horas dos pequenos se não tivermos cuidado), acabam se mostrando como eficazes formas de entretenimento de férias caseiras...

Mas, espere aí, eu me lembro de meus períodos longe das aulas - e, se não havia grandes passeios, o Cinema ainda era a maior diversão (como no dizer do comercial do finado Cine Passeio, pelo qual, infelizmente, nenhum de meus filhos passará...)! E, após algum tempo, o videocassete ocupou, também, boa parte do meu tempo livre com os inúmeros filmes que alugava das locadoras... Sim, hoje praticamente se extinguiram as locadoras com as tantas opções na internet, NetFlix ou qualquer outro mínimo pacote de TV por assinatura - então eu baixo filmes ou compro algum dos favoritos da minha garota nas lojas de departamentos! E, como o escurinho do cinema, graças a Deus, não se acabou, temos que aproveitar o oportuno período de lançamentos para uma divertidíssima ida ao cinema e assistir aos melhores lançamentos numa luminosa tela gigante - o que, apesar de todos os avanços tecnológicos, jamais deixou de ser uma bela forma de agradar e impressionar uma criança...

Pois que aproveitei algumas das inúmeras novidades despejadas no mercado de fim/começo de ano e fomos somente minha pequena e eu (como os SuperBebês, logicamente,  não apreciariam muito o ambiente, ficaram com a mãe ou com a SuperBabá Ciça) ver dois filmes na telona: Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme (título longo em Português para o novo filme da BlueSky da série A Era do Gelo) e O Bom Dinossauro (da mesma produtora de Toy Story e Procurando Nemo). Mas se o primeiro (que vimos por último, já nos derradeiros dias de férias), mostrou-se uma deliciosa adaptação mais infantil da velha trama sobre a "Garotinha Ruiva", porém bastante fiel sobre as inteligentes tirinhas, bem como as clássicas animações dos anos 60 da Turma do Charlie Brown - sim, porque seu humor, apesar do apelo comercial dos brinquedos e das linhas de produtos do Snoopy, sempre teve um tom bem adulto -, o segundo conseguiu ser mais infantilizado e decepcionante que o filme mais "bobinho" que a poderosa Pixar já havia realizado, Carros - tanto que nem a minha garotinha se agradou muito da historinha da jornada de volta para casa de um dinossaurinho assustado e seu selvagem "amigo" menino-das-cavernas (sim, num universo paralelo, onde o devastador meteoro não atingiu a Terra, dinossauros e homens evoluíram juntos)!

Mas ainda restava o bom e velho vídeo... E, com a alta definição de cópias em blu-ray e com os modernos e grandes televisores de hoje em dia, fica fácil montar um divertido cinema em casa - com direito a salgadinhos light sem gordura e baixo teor de sódio! Então, vamos aos títulos: à beira do tão afamado Oscar, eis que caía muito bem ver dois dos inteligentes indicados na categoria Melhor Animação - e se o extremamente criativo Divertidamentetambém da Pixar, compensou a fraqueza do seu sucessor colega dinossauro com um belo roteiro sobre as aventuras das emoções humanizadas na cabeça de uma garotinha (também indicado ao fulano prêmio da Academia) e que envolve tanto situações compreensíveis aos menores quanto questões bem mais assimiláveis pelos mais velhos - especialmente nesta casa, em que memórias afetivas e emoções não faltam diante de gentes crescendo tão rapidamente -, o poeticamente rico e cheio de leituras e significados ocultos O Menino e O Mundo, surpresa brasileira entre os indicados, também agradou minha menina, cada vez mais inteirada com o melhor da Sétima Arte (claro que, em relação a este último, foram necessárias algumas explicações pontuais sobre as imagens sem diálogo que literalmente pintavam na telinha...)!

E agora, com as velhas rotinas de volta, as sessões pai-e-filha terão de esperar mais tempo para ocorrer... E, diante de seus convites reiterados para ver algum novo filme nesta última semana de volta às aulas, creio que, depois de tudo, "acertei" com a minha adorada filha nestas férias que se encerram! Fomos ao clube, à praia, ao shopping e a restaurantes e sorveterias, mas, no final, acaba que o melhor das férias de uma garotinha inteligente dos anos 2000 sempre terminam diante de uma tela: pequena, como a dos joguinhos de um celular ou um tablet; média, como a de um televisor; ou grande, como a de um ainda reino de sonhos chamado cinema... E, honestamente, não há nada de mal nisso!

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