terça-feira, 31 de maio de 2016

6 Anos de Superviagens...



No feriado da quinta passada, percebendo a SuperFilha sozinha, largada no sofá, a rever pela enésima vez alguma animação da Barbie ou das Meninas Superpoderosas (as queridinhas da vez), parei um pouquinho o trabalho no notebook, cheguei junto a ela e a convidei para ver uma coisa interessante na tela do computador portátil que não fosse um novo filme ou videogame - na verdade, eu nem tinha muita noção do que mostraria, mas, basicamente, a ideia era, admitindo estar já há um bom tempinho longe dela (- Mas Pai, você sempre está trabalhando...), ficar um pouquinho que fosse ao seu lado, tirando-a daquela letargia solitária nem que somente para ver as últimas fotos baixadas do celular da Mamãe, já estaria servindo!

- Tantas fotos lindas dos Gêmeos e nunca se imprimiu nem uma pequenininha... A velha cobrança direcionada a mim procedia: cheguei mesmo a comprar um álbum para os dois, mas, traumatizado com uma impressão defeituosa de uma péssima promoção anterior, nunca mais fui atrás de materializar esses incríveis pouco mais de dois anos da superduplinha... Mas, daí, lembrei-lhe das três fotos com seus rebentos em close do cartão especial do último dia das mães e me concentrei, com a minha linda meninona, numa pasta de arquivos fotográficos que, se não era exatamente o que ela e eu esperávamos, trouxe-me uma mais que agradável surpresa: não havia mesmo nada de especial, de fato, uma vez que se tratava de uma daquelas "pastas doidas", com um monte de fotos gravadas a esmo (e repetidas de outras pastas maiores e na ordem correta de cronologia), mas o fato de ver todos os meus amados filhos em momentos tão diversos de suas vidinhas tocou fundo na alma...

O SuperFilho com poucos dias de nascido, com sua cara cheia, mas com os olhos ainda nem tão abertos, e a SuperFilhotinha magrinha, magrinha, e com a cabecinha ainda "amassadinha" pelo mano grandalhão na barriga recém-deixada da mãe lembravam que, mesmo com pouco tempo de existência, já mudaram tanto e começam a deixar para trás os tempos de bebês... E o que dizer da Filha?! Ali estavam mil e uma versões do meu Amor Lindo: bebezinha com a "cara do pai"; bebezinha de um ano e meio correndo no jardim do Condomínio; ao lado da Vovó-Dinha, na singela comemoração de seus dois aninhos no shopping; ainda roliça, aos 3 anos, em Fortaleza; vestida de fadinha ao lado de "ex-amigas" (- Mas que besteira, minha filha...) na sua "festinhazinha" caseira de 4 anos (bem rapidinha e silenciosa, para não perturbar os irmãozinhos de pouco mais de um mês); ao lado dos coleguinhas da escola, um ano atrás...

Embora ela também tenha gostado bastante daquela seleção de recordações sem ordem ou critério, a atração maior foi para mim: sem querer e em instantes, eu havia vivido uma viagem no tempo melhor do que qualquer DeLorean poderia proporcionar (em breve, ela vai entender essa citação, assim que suas sessões cinematográficas ampliarem seus horizontes)! E, sem ninguém perceber, ao final da Sessão Nostalgia, recolhi meu note e umas duas lagrimazinhas que acabaram escapando: eles crescem... Sim, nesse dia eu até escondi, mas hoje, não dá, eu escancaro: 6 anos, Pretinha?! Mas já, sério, mesmo?! Meu Deus, como o tempo voou...

Também, pudera: o que esperar de uma menina superpoderosa? Você me levou voando em cada quebra-cabeças montado dos primeiros tempos, em cada palavrinha in English bem pronunciada, em cada música cantada (de Patati Patatá a Chico Buarque), em cada filme visto (de Peppa a Cantando na Chuva), em cada diálogo decorado pela TV ou pelos livros que lemos (e que hoje você lê tão bem!), em cada passo de balé (que hoje você me diz não gostar mais, por causa das "grosserias" da Tia), em cada novo desenho que atrasa a sua saída da escola... Ah, sim: há os "empacamentos" - e muitos, daqueles bem chatinhos, que, tais quais aquelas casas dos jogos de tabuleiro de que você tem gostado tanto (vide o do Show da Luna, sua inspiração para a festinha na pizzaria de mais tarde), param e chateiam a trajetória dos nossos personagens pela caminhada das casinhas até aqui... Mas o que seria do paraíso de ser pai sem as birras e as intermináveis "fases"?!

E você tem mudado tanto, tem crescido tão rapidamente - Você viu, Pai, como eu tenho me comportado com a nossa babá Ciça e com os irmãozinhos?!... Vi, sim, minha vida: você só melhora e fica mais linda com o tempo! E, tal como a Elsa que você me ensinou a amar, você segue Rainha nesta Arendelle quente e um tanto quanto bagunçada por causa do eterno frege capitaneado por você mesma, minha "malvadinha favorita" ("maldades" de puras reinações infantis e ocasionais) e seus "minions" destrambelhadinhos (a Filhotinha até fala bem parecido com aqueles bichinhos amarelos!)... Seis anos, Minha Rainha: feliz aniversário, do fundo do coração deste pai embasbacado... E vamos embora continuar correndo desembestados pelo tempo afora, que agora a gente vai de bicicleta: a mamãe tirando as fotos (que eu hei de "revelar"!); eu atrás, segurando as pontas para o equilíbrio; os pequerruchos, na cestinha à frente; e você ensinando todos nós a arte de voar!

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