sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Aniversário


4 de fevereiro de 2015
Pelo menos deu tempo de comprar a lembrancinha e dar uma boa cara de aniversário no finalzinho do segundo tempo, já depois de todos os pimpolhos devidamente na cama... Mas da próxima vez, não faltará um bolo à altura da aniversariante!

As ideias eram muito boas: podíamos aproveitar o seu ponto facultativo no trabalho para nos deliciarmos com uma rica cesta de café da manhã, presente que eu elaboraria com muito esmero - e do qual desfrutaria em conjunto... Também poderíamos conseguir alguém para cuidar dos SuperBebês, enquanto levaríamos conosco a mais velha para jantarmos e bebemorarmos o dia especial... Ou então, dado o fato de que, por absoluta falta de tempo ou de pessoal para tocar as duas primeiras, restava uma última opção bastante digna - e interessante, uma vez que ajudaria a SuperFilha a se inteirar ainda mais de uma data familiar tão importante: levá-la para participar diretamente na escolha de um belo presente e de um prato nalgum restaurante, para trazer tudo para casa logo após a minha saída de um compromisso de trabalho, à noitinha. Mas até isso também se revelaria impossível: o compromisso se estendeu mais que o devido, parentes apareceram em casa para abraçá-la e à minha garotinha restou ver, pela enésima vez, uma reprise da animação Rio...

Sim, trata-se do aniversário da Mamãe! E, infelizmente, as coisas não saíram como eu previa... Mas se, de início, eu alimentava alguma frustração diante dos superplanos naufragados, posso dizer que, ao final deste dia, fica fácil reconhecer que, para além de nossos desejos bobos de a tudo eternizar, por muitas vezes deixamos de enxergar o quão memorável pode ser um belo dia comum muito bem vivido - Bobagem, Papai: meus presentes são os SuperGêmeos engatinhando pela casa e eu podendo acompanhá-los com saúde; é a Filha voltando da escola cheia de longas histórias truncadas; é o sucesso da tua apresentação de hoje... Isso tudo é que significa, pra mim, um feliz aniversário! Tirei a sorte grande duas vezes (ou três, se contarmos direitinho...): tenho os filhos mais lindos do mundo com a mulher mais poderosa, sensata e econômica do mundo!

Uma pena que o nosso SuperTrio de filhos não tenha dado muita trela para a ocasião... Dos nossos poderosos bebezinhos, tudo bem, não se esperava muita coisa além dos lindos sorrisinhos festivos do dia-a-dia e das palminhas que o SuperFilho já gosta de bater - o que chamou mesmo a atenção foi que eu que acabei ganhando presente: por duas vezes, a SuperFilhota, ao me ver, mudava os seus costumeiros "té-té-té" para "pá-pá-pá"! Porém, em relação às expectativas com a Filha, esta sequer desejou um efusivo feliz aniversário ou aceitou cantar Parabéns a Você, mesmo gostando da brincadeira - típica atitude rebelde da mocinha que anda mais preocupada em misturar várias historinhas vividas na escola pelos coleguinhas e contá-las como suas, além de tomar arrebatadoramente das mãos dos pobres irmãozinhos os "brinquedos que não são de bebês", ou seja, todo o resto, que pertence à Sua Majestade Mirim - É meu, Papai... É tudo meu! Mas não há como não concordar com a minha SuperCompanheira: vê-los ali, em seu universo particular, com os seus desafios e suas disputas de gente grande, é, sem dúvida, o maior de todos os presentes que alguém poderia receber! E o mais legal é que, apesar de o aniversário nem ser meu, e, sim, desta maravilhosa "princesa-guerreira", supermamãe cheia de charmes e qualidades que tanto admiro pela força e pela simplicidade, eu também ganho esses presentes que não têm preço...

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