domingo, 15 de janeiro de 2012

Avôs e Avós:
Os que se ficam e os que se vão...


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Entre o Céu e o 12º andar da SuperTorre da nossa fortaleza o caminho é um doce arco-íris de recordações...
Dedicado aos bisavôs da Filha, que já descansam depois do arco-íris...


Neste final de semana, a Filha conheceu uma das suas bisavós por parte de mãe. Bom, na verdade, ela já a “conhecia”, só que isto se deu no ano passado, quando de sua primeira viagem de carro à cidade natal da Mamãe, no interior do Estado. E, como ela só tinha 6 meses de vida, pouco ou quase nada deve ter ficado deste seus primeiros contatos...

Já a sua bisavó paterna ela conhecia há bem mais tempo: desde o seu terceiro dia de vida, para ser mais exato, graças a uma visita especial da minha avó ao décimo segundo andar da SuperTorre da fortaleza. E, por esta também morar na Capital, apesar de todas as dificuldades de saúde do alto dos seus 85 anos (ela é terráquea...), sempre deu um jeitinho até mesmo de carregar a sua “fofinha” nos braços (tarefa que não durava muito tempo, graças, justamente, ao “excesso de fofura” da SuperFilha)... Hoje, depois de uma cirurgia no fêmur, a alegria e as brincadeiras jamais serão as mesmas novamente, com carinhos com a menininha à distância de uma cama... Ainda há outra avó minha que, por sofrer do Mal de Alzheimmer, jamais conhecerá minha filha...

Mas sem tristezas, que a alegria da Filha contagia a todos e a Morte ainda não lhe é algo conhecido (levará algum tempo para que expliquemos direitinho este capítulo da vida à nossa pequena...) – especialmente porque seu maior conhecimento até agora é o Amor, sentimento maior de soma numa família...

O curioso é que, na Família, as avós costumam ficar a dar adeus nas partidas dos avôs, que já se foram sem conhecer a bisnetinha superpoderosa... Mas, de alguma forma, eles sempre dão um jeito de estarem presentes, seja pela herança genética contida na nossa garotinha, seja pelos ensinamentos e comportamentos que até hoje povoam o SuperPai e a Mamãe: assim, a alegre “gaitada” do Vovô Deca (o ‘Seu’ Edson) muitas vezes se faz presente com uma alegre risada da Mamãe; e o “Capitão Sebá” (Vovô Sebastião) é constante por meio das músicas da casa e das “batidinhas” que o SuperPai dá com as mãos, acompanhando qualquer canção – seja nos braços da poltrona, seja nas grossas coxinhas da SuperFilha (quando o acompanhamento é dos seus “sucessos” infantis)!

E nesta semana, em que algumas religiões celebram o dia de São Sebastião, o meu querido avô completaria 90 anos de vida, tendo de nós se despedido há mais de 7 anos... Uma saudade que a Filha jamais terá: primeiro, porque não o conheceu; e, segundo, porque, nessa Família feliz, as pessoas amadas jamais se vão por completo – sempre deixam um mimo escondido no tempo querido para os seus... De ontem, de hoje e de amanhã...



5 comentários on "Avôs e Avós:
Os que se ficam e os que se vão..."

Marina Queiroz on 16 de janeiro de 2012 09:07 disse...

Olá amigo Super Pai
Estamos por aqui!
Fizemos uma breve viagem para desacelerar o pensamento, renovar as energias... por isso a ausência.
Lindo post!
Engraçado que nesta viagem que fizemos, tirei umas fotos da casa onde viveram meus pais e irmãos antes de virem para Salvador e você hoje fala sobre raízes! Muito importante este resgate.
Você conhece o livro da Linha Vôvó da Natura? Custa 39,90. Muito lindo, serve como um resgate dos antepassados.
É muito bom saber que mesmo ausentes ficicamentes, as pessoas permanecem vivas nas lições preciosas que nos deixam. É a mais pura virtualidade!!!!!!!!!!
Forte abraço, e que 2012 seja um ano de muitas bençãos para todos nós.

Ana Campos on 17 de janeiro de 2012 10:50 disse...

Oi...passei pra conhecer o blog e gostei muito...vou voltar mais vezes!

abraço

Jandira disse...

No dia desta visita de vovó, mamãe e papai, acabou que contabilizamos as bisas que Isabela tem: quatro! Da minha parte: vovó Salu e vovó Lili. Da superparte: vovó Raquel e vovó Marieta. Sortuda nossa Isabela!
E este texto - lindo de chorar - foi de encher os olhos... De emoção e lágrimas. Grande beijo!

Claudinha ੴ on 18 de janeiro de 2012 20:26 disse...

Olá meus queridos! Eu curti um pouco disso, aprendi muito com minha bisavó, que se foi depois de seu filho, meu avô materno. Que bom que Isabela cresce neste ambiente salutar, porque a família é tudo!
A super-filha vai ser uma super adolescente (eu já tenho a minha) e depois uma supermulher que vai poder transmitir tudo isso aos seus descendentes...
Um beijo!

Tuka Siqueira on 28 de janeiro de 2012 14:41 disse...

Como já disse a sua Jandira, lindo de chorar! As pessoas que amamos nunca se vão totalmente, deixam em nós heranças, às vezes genéticas, às vezes lembranças. Qto às vovós, como é bom tê-las! Este texto me fez lembrar das minhas vovós, todas duas já se foram, uma com o triste mal de Alzehimer que tua vó também tem.
Meus vovôs também já partiram e deixaram seus legados junto com a saudade.
Mas meus filhos, se não conheceram os "bisa", contam ainda com todos os vovôs e vovós. Os maternos, na beira de 7ª década de vida, moram mais distantes, mas os paternos já passando da metade da 8ª década, ainda dispõe de energia e saúde o bastante para brincar, ensinar lições, contar histórias e dar muito colo. Uma verdadeira benção!

Abraços, apareça!

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